The Usual Thore.
1 Capítulo Um.
Meu nome é Thore, sim, isso mesmo, Thore Snider. Meu nome sempre foi um problema, não gosto desse nome mas era um fardo que tinha que carregar. Graças aos meus queridos pais. Eu nunca me sentira especial, nunca me sentia bonita o bastante aos olhos dos homens. Sempre cansada do meu trabalho e entediada com os homens que saíra de vez em quando, então resolvi que queria ser uma pessoa completamente diferente do que geralmente era. Uma Thore completamente diferente.
Saindo da minha sala no trabalho, pude perceber que meu chefe, George Mctown, estava olhando para a minha bunda, então rapidamente dei um jeito em minha saia de seda lisa e preta, dando uma pequena abaixada de leve. Isso não era uma coisa nova, isso já acontecia desde a época de minha primeira entrevista para trabalhar na aqui na Mcoll Interprises. Ajeitando o colarinho da minha camisa branca social infelizmente esbarrei com Mike Cornel. Mike Cornel tinha o pior sexo da historia do mundo e até mesmo do universo. Mike e eu tinhamos saído ontem a noite para um barzinho perto aqui do nosso trabalho. Tomamos algumas cervejas e alguns outros drinks e logo o clima começou a esquentar. Como estava quase há um mês sem transar não pensei duas vezes. Mas agora olhando para Mike pensei comigo mesma que a melhor alternativa era sim, ter pensado duas vezes.
– Atrapalhada como sempre, Thore. – Disse Mike sorrindo e ajeitando seus óculos que quase caíram de seu rosto quando eu, graciosamente dei de cabeça em seu ombro.
Eu estava completamente vermelha como um pimentão e isso não tinha forma nenhuma de camuflar. Sou tão branca mais tão branca que geralmente aparecia com manchas roxas em minha pele, e não me lembrava onde as ganhava. Emily Blunch, minha loira e sardenta melhor amiga e colega de trabalho sempre me caçoava dizendo que eram de minhas noites sexuais com os antigos amigos do Colegial e bem que eu queria que isso fosse verdade.
– Sabe Mike, ás vezes acho que isso até é um Dom que Deus resolveu simplesmente me dar. – Na verdade eu queria sair correndo de onde estava e ir pra minha casa assistir alguns filmes românticos deitar em minha cama. E então chegou a parte mais constrangedora e desconfortante do dia, a parte em que o assunto entre mim e Mike acabou. Com certeza ele iria querer sair comigo novamente, estava escrito em sua testa, mas com o “pequeno detalhe de Mike” eu não queria nunca mais ir para cama com ele.
Não percebi quando levei a mão na boca e comecei a roer minhas unhas, sempre faço isso quando fico nervosa ou envergonhada de mais. Então resolvi tomar o primeiro passo, dei um pequeno sorriso falso para Mike, me esquivei dele e continuei andando para a mesa de Emily. Mas então, ouvi meu nome, e era Mike quem o chamava.
– Eu gostei muito de ontem a noite, acho que deveríamos repetir qualquer dia desses...talvez amanha? Você não acha? – Mike tinha andado até onde eu estava parada, ele estava olhando nos meus olhos e eu fiquei completamente sem reação, estava pensando em minha melhor desculpa para que parecesse verdade. E o que saiu foi isso.
– A noite passada foi realmente agradável, Mike. – Sua filha da puta mentirosa. – Mas infelizmente não vai dar pra nos encontrarmos novamente. Minha avó, mãe da minha mãe está muito doente e eu tenho que cuidar dela nesses momentos difíceis. . – Dei uma pequena mordida em meu lábio inferior, até eu mesma quase acreditei nessa minha mentira, a maioria do que eu disse é mentira, claro, mas também a verdades nas entrelinhas.
– É realmente uma pena, Thore. – Mike disse coçando a sua barba por fazer. – Só quero que você saiba que você é uma ótima mulher, você é especial.
Pobre Mike, com seus vinte e sete anos, apenas dois anos mais velho que eu. Tinha os cabelos castanhos, barba por fazer e lindos olhos esverdeados . Era alto, tinha a pele bronzeada de sol e um corpo de causar inveja a muitos homens aqui do departamento. Me sentia realmente mal com isso, mas não havia nada que eu poderia fazer. Não iria ficar com Mike por pena, isso não era correto.
– Obrigada, Mike. – Dei uma pequena gaguejada. – Você também é um cara muito bacana e você merece alguém melhor. –
Mike me deu um abraço apertado e logo depois olhou pra mim, deu uns tapinhas em meu ombro e voltou para sua mesa. Bufei aliviada e me coloquei de volta ao eixo da terra. De volta ao meu mundo. Fui andando até a mesa da Emily que ficava apenas umas cinco mesas da minha. Chegando lá ela estava falando no telefone, com certeza com algum homem que ela está ficando.
Emily Blunch, a melhor, e única verdadeira amiga que eu tenho. Nós nos conhecemos na faculdade e quando descobrimos que iriamos trabalhar na mesma empresa e no mesmo andar quase surtamos de felicidade. Emily era loira, mas não tão branca quanto eu. Tinha os olhos pequenos e castanhos. Era apenas um centímetro mas alta que eu e claro que isso, para Emily era motivo de gozação.
Emily ainda no telefone disse – A gente se vê mais tarde então? ...Ok, tudo bem. Tchau. – Emily levantou da cadeira onde estava sentada e foi em minha direção.
– Mike me chamou pra sair de novo, você acredita? – Disse rindo.
– Aquele idiota de merda não se toca né? Nossa Thore, sinceramente não sei o que deu em você pra sair com o Mike. Eu simplesmente não entendo. – Emily disse enquanto prendia seus cabelos loiros em um rabo de cavalo.
– Bom, agora não é hora de julgar pois já está tudo acabado. Graças a deus. – Nós duas rimos até nossas barrigas doerem.
No caminho para o elevador que nos levaria pra a saída do prédio Emily olhou para trás enquanto continuei andando.
– Thore, acho que você conseguiria um aumento fácil, fácil com nosso chefe George. –
E então olhei na mesma direção em que Emily estava olhando e vi que George estava olhando novamente para minha bunda. Geogre era nojento, tinha uns cinquenta anos de idade. Gordo, calvo e já com alguns fios de cabelo branco. Ainda por cima era casado e tinha uns três filhos parece. Que nojo!
– Que nojo Emily! –
Entramos no elevador e Emily apertou o botão que dava na recepção do prédio. Saindo do elevador demos um tchauzinho para Clara, a recepcionista e passamos pela grande porta de vidro.
– Felizmente não irei poder fazer companhia pra você na volta pra casa hoje. – Disse Emily com um tom irônico e rindo. – Vou me encontrar com o Thalles no mesmo bar que você se encontrou com o...Mike. – Emily fez uma cara de quem estava vomitando.
Dei a língua para Emily e logo depois comecei a rir. Coloquei o cabelo atrás da orelha pois estava começando a ficar bagunçado por causa do vento que estava ali fora.
– Bom, espero que esse barzinho te de sorte com o Thalles, porque comigo você já sabe né. – Nós duas rimos. Emily me deu um abraço e um beijo na bochecha e saiu andando em direção ao barzinho que ficava na segunda rua descendo a ladeira. Fui andando calmamente para o ponto de ônibus, abri minha bolsa tira colo e peguei meu celular que estava lá dentro para dar umas checadas em meus e-mails. Tinham vários e-mails de propagandas de sites e apenas um, que minha mãe tinha mandado. Decidi por o celular novamente dentro da bolsa, iria ler o e-mail mais tarde quando chegasse em casa. Vi que meu ônibus finalmente estava vindo e dei sinal, o ônibus parou e logo subi.
Subindo a ladeira para chegar em minha casa e ao mesmo tempo procurando em minha bolsa cor de pastel onde estavam minhas chaves. Finalmente as achei e enfiei no portão e girei para abrir. Andei um pequeno pedaço da entrada do meu portão até a porta de minha casa. A casa não era tão grande mas também não era tão pequena, tinha um simples jardim e um caminho de pedras que dava na porta. A casa era toda branca, tradicional. Era de minha avó antes dela se mudar com meu falecido avô para Pittensburg. Entrei em casa, acendi as luzes e fui direto para o banheiro. Eu adorava o banheiro, era o meu cômodo favorito da casa. Era amplo, tinha os pisos de madeira e as paredes brancas. Liguei o chuveiro na água quente e comecei a me despir. Entrei no box e fiquei lá por alguns minutos a mais do que geralmente fico me banhando. De alguma forma o banho me deixava mais relaxada e com isso eu esquecia de mim mesma e de todo resto do mundo. Peguei minha toalha rosa com rosas brancas bordadas e me enrolei nela, me enxuguei e depois prendi novamente no meu corpo. Passei a mão no espelho que estava embaçado por causa do vapor e vi uma Thore totalmente derrotada.
Vi uma mulher de vinte e cinco anos, ruiva de cabelo liso, pele branca que chegava a ser pálida olhando para mim. Os olhos grandes e azuis que pareciam bolas de gude, meu nariz pequeno e arrebitado nas pontas não combinavam nada com minha boca grande e carnuda que agora estava machucada de tanto que mordia meu lábio inferior. Vi também que estava com algumas olheiras e que também estava um pouco magra, logo lembrei de minha mãe dizendo: “Thore, querida, você precisa se alimentar, precisa dormir direito. Eu me preocupo muito com você, se cuide.” Então me lembrei do e-mail de minha mãe que vi hoje mais cedo quando estava saindo do trabalho. Dei uma ultima olhada em meu reflexo embaçado no espelho do banheiro e realmente não estava satisfeita com o que estava vendo. Dei língua pra mim mesma e depois soltei um bafo onde aparecia meu reflexo. Sai do banheiro enrolada em minha toalha e subi as escadas que davam em um corredor com três quartos no total, onde antigamente dormia minha mãe, meus avós e um que era para as visitas. Quando me mudei pra cá optei por dormir no quarto que eram dos meus avós, era mais amplo. Joguei a toalha rosa em cima da grande cama Deluxe King Size e peguei o meu pijama de um tecido barato que comprei em uma loja qualquer perto do meu trabalho. Era um conjuntinho de camiseta e shorts brancos com alguns ursos estampados. Estava tão cansada que apenas penteei o cabelo e fui direto pra cama. Peguei no sono bem rapidamente.
Sonhei com seu pai, quando eu ainda era criança e nós fomo pescar no lago Arrive Lake, que fica a dois quilômetros de carro daqui. Tudo de repente virou um borrão e eu estava em outro lugar, em uma floresta procurando alguma coisa. Senti que estava sendo perseguida e comecei a olhar para trás, quando olhei para frente novamente apenas vi os olhos cinzentos no reflexo de uma faca. Acordei completamente assustada e suando frio.
Permaneci com meus olhos abertos com tanta força que fiquei com dor de cabeça. Eu simplesmente não queria mais fechar os meus olhos. Aquele sonho, pesadelo, foi muito perturbador. Por um deslize fechei meus olhos e de repente estava novamente naquela floresta dos meus sonhos. Passei minhas mãos no meu pescoço, eu ainda suava. Então como em um flash de luz aquela faca pontiaguda com o reflexo daqueles olhos cinzentos e penetrantes apareceram. Abri meus olhos e minha respiração começou a ficar ofegante, esfreguei fortemente meus olhos e coloquei meu cabelo pra trás. Esse pesadelo foi tão real, eu jurava que conseguia sentir os arbustos encostando em minha pele, a grama molhada de baixo dos meus pés descalços...
Sacodi minha cabeça e coloquei meu cabelo atrás da orelha, dei um pulo da cama e fui direto para o banheiro tomar uma chuveirada. Me enrolei na toalha e desci as escadas para a cozinha, onde reaproveitei o café de ontem de manhã e comi uma torrada com manteiga. Subi as escadas novamente e coloquei a minha camisa branca social de seda, arrumei meu colarinho e fiquei olhando pra minha saia preta que estava de um lado da cama e do outro lado a minha calça preta social. Se eu usasse essa saia novamente o filha da puta e tarado do meu chefe, George ficaria me olhando nojentamente, por outro lado, se eu usasse essa calça preta social o assedio iria diminuir drasticamente. Eu confesso, adoro ser desejada por homens, mesmo não sabendo o que eles veem em mim. Mas não um homem nojento e velho como o George, meu chefe.
Peguei minha calcinha branca de renda e com um pequeno laço na ponta roxo e a vesti, logo depois dei mais uma olhada entre a minha calça e a minha saia e resolvi colocar a saia. Não iria me privar por causa dos assédios de George, mas também não poderia deixar que essa porra continuasse. Terminei de me arrumar, secar e pentear o cabelo peguei minha bolsa tira colo, sai do meu quarto e desci as escadas. Perto da porta de saída agachei para colocar meu salto preto e então levantei e abri a porta, saí e a fechei atrás de mim. Olhando para o jardim a minha frente acabei novamente com alguns dos flashes do sonho que eu tive esta noite, não sei por que esse pesadelo estava me afetando tanto dessa forma.
Si de casa e cheguei no ponto de ônibus, lembrei que ontem de tão cansada que eu estava não consegui ler o tal e-mail que minha mãe tinha me enviado. –MERDA! – pensei alto de mais. Algumas pessoas que também estavam presentes no ponto de ônibus ficaram me olhando com uma cara estranha. Enquanto estava procurando meu celular dentro da bolsa vi que meu ônibus estava chegando e pensei que eu poderia ler esse e-mail mais tarde. Subi no ônibus e finalmente consegui ir sentada dessa vez, isso me deu tempo para pensar e refletir mais sobre esse pesadelo que estava me atormentando. Tudo não fazia o menor sentido. Por que eu estaria andando descalça em uma floresta? Por que alguém com uma faca estaria me perseguindo nessa floresta? Totalmente sem sentido!
Desci do ônibus e olhei para o meu relógio de pulso e vi que estava dez minutos atrasada. Maldito transito matinal. Entrei no prédio, dei um olá com a mão para a recepcionista e entrei rapidamente no elevador que estava vazio. Apertei o botão do meu antar e me virei na direção do espelho para ver o meu estado. Meu cabelo estava uma bagunça, coloquei ele atrás de minhas orelhas e dei uma pequena arrumada em meu batom que estava borrado no canto da minha boca. Subi a manga da camisa social que já estava começando a me incomodar por causa do calor que fazia hoje e também arrumei minha saia, dei uma abaixada de leve pois havia subido. Finalmente o elevador chegou no meu andar, fui andando determinada e rapidamente pelo corredor, pude ver Emily que já estava falando ao telefone com uma cara de feliz, o que significa que não era sobre trabalho. Parece que ocorreu tudo certo entre ela e o Thalles ontem a noite, e fico muito feliz por Emily. Continuei voando no corredor em direção a minha mesa e rezando para não encontrar nem Mike e nem George, mas acho que Deus me odeia tanto porque quando chego em minha mesa o filha da puta do George estava sentado na minha cadeira, virado para mim e me olhando de pernas e mãos cruzadas.
– Quinze minutos de atraso, senhorita Snider. – Ele disse me olhando dos pés a cabeça, esse nojento.
Quando resolvi abrir a boca para dar alguma explicação ele me interrompeu bruscamente dizendo:
– Mas acho que valeu a pena sabe, todo esse seu atraso de hoje. Você está completamente linda Thore. – Ele disse com uma voz provocativa que me dava ânsia de vomito.
Fiquei sem falar e senti o gosto de bile em minha boca. Esse nojento filho da puta ainda vai me fazer perder este emprego. Ele levantou da minha cadeira logo depois e veio em minha direção, me desviei rapidamente e então ele passou direto para a saída da minha sala olhando na maior cara de pau para a minha bunda novamente. Segurei minha respiração, e tive que contar até dez para que eu não perdesse o controle e partisse pra cima desse filho da puta. Sentei na minha cadeira com desdém, pois sabia que George estava sentado aqui também. Liguei o iMac furiosa com George, nunca pedi tanto para que alguém morresse como ultimamente ando pedindo para que ele morra. Comecei a fazer meus relatórios que deixei de ontem a noite para hoje e acabei me fodendo completamente porque agora está tudo acumulado com os que eu tinha que fazer hoje, isso vai me deixar ocupada a manhã e a noite inteira.
As 11:30AM resolvi dar um break, pois minha cabeça já estava começando a latejar. Geroge, Mike, o sonho, esses relatórios que eu tinha que terminar até hoje, eu estava quase explodindo. Felizmente procurando em minha bolsa encontrei um Tylenol perdido e levantei da minha cadeira pra ir por corredor que dava onde os bebedouros e estoques de café ficavam.
Tirei um copo de plástico que estava no recipiente e depois me virei e apertei o botão azul que despejava a agua dentro do meu copo. Coloquei o comprimido de Tylenol na minha língua e virei a agua, respirei fundo e caminhei até a minha sala novamente.
Foi quando então vi que Emily vinha em minha direção, toda sorridente, oque poderia significar somente uma coisa: O sexo foi maravilhoso.
– Essa cara só pode significar uma coisa. – Eu disse sorrindo pra ela. –O sexo foi maravilhoso, não foi? –
Ela sorriu pra mim e estava quase saltitando nos seus saltos pretos foscos. Do nada Emily veio para os meus braços e me abraçou de surpresa.
– Thore, eu acho que estou apaixonada! – Ela disse com aqueles olhos azuis bem arregalados.
Emily apaixonada? Bom, isso realmente era uma novidade. Em todo histórico da nossa amizade Emily nunca tinha se apaixonado antes, nem mesmo na época do colegial.
– Sério Emily? – Eu disse sorrindo mas com uma expressão de surpresa no meu rosto. – Isso é realmente muito bom. Estou tão feliz por você.
Ela sorriu novamente para mim e veio me abraçar outra vez, só que dessa vez muito mais forte. Quase perdi o equilíbrio e fiquei sem respirar se eu não a afastasse um pouco de mim.
–Mas estou muito preocupada com meus sentimentos Thore. – Ela disse com um olhar tristonho. – Você mais do que ninguém sabe que eu nunca me senti dessa forma por ninguém, nem na nossa época do colegial.
Coloquei minha mão em seu ombro e sorri pra ela.
– Algumas vezes em nossas vidas teremos que corres riscos e acho que esse é o seu momento, Emily.
Ela sorriu pra mim e logo depois sentiu seu celular vibrar no bolso da sua saia preta, ela pegou o celular já com uma felicidade estampada em seu rosto e o atendeu. Fiquei apenas olhando pra ela e senti os cantos da minha boca subirem em um grande sorriso. Emily fez um sinal com a mão apontando para o celular e disse sem som “É o Thalles.” Ela olhou pra mim sorrindo. –Vai! – Eu disse devolvendo o sorriso pra ela.
Ela se virou e saiu andando para sua mesa. Tirei o cabelo que tinha caído em meus olhos e o coloquei atrás da minha orelha. Olhei pra maquina de café que estava bem a minha frente e decidi tomar um gole de café antes de voltar para a minha mesa e continuar a fazer os relatórios atrasados. Joguei o copinho no lixo e voltei para minha sala.
Continuei a fazer os relatórios, o tempo passou tão rápido que nem percebi que já tinham se passado duas horas da minha hora de saída do escritório. George, meu chefe veio até a minha mesa na hora que eu deveria ter saído falando que eu poderia terminar esses relatórios amanha que não havia nenhum problema nisso. Eu mal virei pra prestar atenção nele, apenas disse que eu terminaria os relatórios hoje e então ele deixou a chave para que eu pudesse fechar tudo. George, velho tarado e safado. Se ele pensou que me deixando sair sem fazer os relatórios ia ser alguma forma de se desculpar comigo ele estava muito, mais muito enganado. Logo depois Emily também apareceu, ela veio até a minha mesa e me deu um beijo na bochecha e disse que estaria indo jantar com o Thalles em um restaurante chique que só íamos de vez em nunca. Dei um beijo e um forte abraço nela, eu realmente estava muito contenta por ela. Fazia anos que eu não a via agindo dessa forma, tão apaixonada por um cara. Mas ao mesmo tempo eu também estava preocupada com ela, não queria ver Emily sofrer. Mas como eu disse pra ela esta manhã, ela terá que correr riscos. Todos nós teremos um dia.
Quando estava na metade do ultimo relatório, quase acabando vi que um novo E-mail tinha chegado. Dei um clique sem muita importância, era de minha mãe.
“Puta merda!” Pensei tão alto que saiu pela minha boca, ainda bem que só estava eu ali. Logo lembrei do primeiro E-mail que minha mãe tinha me mandado intitulado “IMPORTANTE!” e então, muito culpada decidi finalmente abrir e ler o novo E-mail.
“QUANDO LER ESSE E-MAIL LEIA IMEDIATAMENTE O QUE LHE ENVIEI ANTES!
Com amor, mamãe.”
Quando mamãe escrevia E-mail com letras maiúsculas pode contar que ela estava furiosa comigo. Estou muito fodida.
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