The Untold Story

2 Capítulo 1 - Welcome To Hell


Notas iniciais
Adicionamos alguns FC's... Esperamos que vocês gostem ^^
Noah - Darren Criss
Victor - Alexander Skarsgard
Drew - Logan Lerman
Mary - Lea Michele
Harry (namorado da Mary) - Cory Monteith

Noah's POV

Primeiro dia de aula. Sucks.

Tá, eu não sou exatamente o tipo de pessoa depressiva que odeia todos e odeia a escola. Só odeio quase todos. E não odeio a escola, odeio quem estuda lá. E não, eu não sou um emo excluído da sociedade que se corta quando chega em casa e escuta Simple Plan. Na verdade, eu sou o que se pode chamar de “popular”. Estranho, né? Por incrível que pareça, todos nessa escola, e até em New York, me amam. Eu sou presidente do grêmio estudantil (por três anos seguidos, esse ano com certeza será o quarto), sou capitão do Glee Club e também editor chefe do jornal da escola. Sem contar que namoro a garota mais linda e desejada de todo o colégio. Você deve estar se perguntando como eu consigo tudo isso, não é? Uma palavra: cafeína.

Mas isso não é nada comparado a ter que aguentar as duas pessoas mais idiotas do mundo: Victor e Drew. Also meus dois melhores amigos. O primeiro é o que podemos chamar de bad boy (mesmo que ele odeie quando eu digo isso), e o segundo é um nerd total. Outra pergunta: como a gente se conheceu? Bom… Pertencer a elite de New York também tem suas vantagens, e eu tive a sorte de conhecer esses dois babacas. Mas chega de papo, né? Eu tenho que terminar de me arrumar, já estou atrasado, e o presidente do grêmio não pode chegar atrasado nunca!

Terminei de vestir minha roupa, peguei meus livros, celular e chaves e saí de casa. Como eu já imaginava, minha irmã gêmea Mary já havia saído, e meus pais não estavam em casa, mais uma vez haviam viajado para Paris, minha cidade preferida. Assim como eu, Mary era extremamente ocupada, também era capitã do Glee Club, além de coordenar o grupo de teatro do colégio, dona de uma maravilhosa voz, sempre estrela nossos musicais… E eu também. Então saí de minha cobertura e entrei no elevador, sorrindo para uma velhinha que estava lá.

– Nossa, que rapaz cheiroso. — ela comentou piscando o olho para mim.

– Obrigado, mademoiselle.– retribui o sorriso simpático, até que cheguei no andar da garagem e saí, indo em direção a enorme vaga onde se encontrava Jarbas (meu motorista) e minha limusine. — Bom dia, Jarbas. — sorri para o homem quase idoso que me conhecia desde que nasci.

– Bom dia, senhor. — ele falou esperando que eu entrasse para fechar a porta, então deu a volta e entrou também. — Para o colégio? — perguntou ajeitando o retrovisor.

– Não, antes vamos passar na Starbucks, vou encontrar Victor e Drew lá. — respondi checando minhas mensagens no meu iPhone, haviam cinco, duas de Drew perguntando a mesma coisa “Onde você está, gay?”, e três de Victor reclamando do meu atraso “Acabou o gel de cabelo, princesinha?” Ri dos apelidos “carinhosos”. Eles me chamavam assim só por causa de algumas manias… Perfeccionistas que eu tinha. Mas o que posso fazer? Faz parte da minha personalidade forte.


Drew's POV



Aquele viadinho tem que morrer, e ainda hoje. Nós combinamos de nos encontrar no Starbucks as sete horas da manhã em ponto. Agora são nove horas e vinte e sete minutos da fucking manhã. Vinte e sete minutos. Isso não era legal.


Como sou um cara simpático, eu até poderia deixar isso passar, mas ninguém sabe como é ter que aguentar Victor nesse horário. Era insuportável, o garoto ficava falando de todas as garotas que já pegou e mencionando cada detalhe que eu realmente não precisava saber. Ninguém merecia isso.

Então nesse momento eu simplesmente estava encolhido em uma das poltronas do enorme café, segurando meu Frappuccino, morrendo de sono e pensando em como eu podia estar jogando Minecraft agora. Digo, já perdi o primeiro período mesmo, não é? Então porque não faltar de uma vez? A resposta para isso era simples, porque eu era idiota demais e me sentia extremamente culpado quando matava aulas em geral.

Veja bem, apesar de Victor ser desejado por todas as garotas e Noah namorar a top líder de torcida, nós todos eramos perdedores. Bom, eu era meio que invisível, mas acredite, ser invisível é bem pior do que ser um perdedor. Nós três nos conhecíamos desde bem pequenos, e acho que é por isso que nós temos uma amizade tão forte, se tivéssemos nos conhecido agora, duvido que sequer olharíamos nos olhos um do outro, pois eramos completamente diferentes.

Depois de inúmeras mensagens no minimo ofensivas, a rainha da cocada preta decidiu aparecer com um desfilar extremamente gay e ainda teve a decência só que não de mencionar que estava “fashionmente” atrasado. Ao ver isso eu dei o maior facepalm que já dei em toda a minha vida, o que quase causou um acidente, pois eu realmente estava indo dar o facepalm com a mão que eu estava segurando a minha bebida. Isso não seria bonito, mas com a minha sorte não duvidava nada. Mas se isso acontecesse eu teria que suportar um sermão do Noah, e eu só suportava os sermões da princesa nas quartas-feiras. Hoje era uma segunda, então sem sermões.

**

Victor's POV

Não sei como suportei passar a manhã inteira com a cara de bunda que Drew fazia pra mim. Ele deixava a cadeira engoli-lo, como se fugisse do mundo que queria devorá-lo por inteiro. Ficava tomando meu café puro e tentando conversar com o menino, que apenas se escondia do que os outros tinham a te oferecer. Toda vez que alguém que trabalhava ali vinha com uma bandeja de amostra grátis, ele se escondia mais. Tá vendo, Drew, é por isso que nós não podemos ter coisas legais. Você só é maneiro dentro de casa, longe de pessoas que respiram.

Agradeci aos céus quando Noah chegou, atrasado, para podermos dar o fora dali e a formiguinha na poltrona voltar a se comportar como uma pessoa sem tantos problemas mentais. Empurramo-lo para dentro do carro, e eu entrei na limusime, quase caindo em cima do nerd. Noah sentou-se ao meu lado, sendo capaz até de fechar o cinto de um jeito viado. Revirei os olhos, mandando Jarbas, meu velho amigo, dar a partida, para simplesmente chegar ao colégio logo.

E por que eu gostaria de chegar ao colégio? Uma simples e pequena palavra: Mary. A dona do nome era tão pequena quanto ele, porém com o ego e a sede por poder tão grande quanto o meu. Ou, talvez, maior. A pequenina era irmã gêmea do pequenino Noah, que não sei de onde saiu, levando em conta a sua irmã. É, não era nenhum segredo que eu a acho extremamente gostosa, e sua voz quando canta é angelical. E, nenhum melhor tempero para o desejo que o fato de saber que o outro gosta de você. A mignon sempre teve uma queda de quebrar perna por mim, o que, antes, era feito de piada pelos meninos. Porém, ela cresceu. Cresceu e apareceu, e ficou incrivelmente deliciosa.

Balancei a cabeça, voltando a concentração para a viagem de carro, onde Drew jogava no PSVita atrás e Noah cantarolava na frente. Bufei.

xxx

Eles entraram no colégio se empurrando, rindo seus risos idiotas de adolescente. Drew foi jogado contra o armário por Noah, que teve o corpo levantado por Victor. Victor, que o soltou sem olhar duas vezes quando uma morena baixinha apareceu sorrindo e acenando no final do corredor. Ele sorriu de volta, erguendo a mão para chamá-la. Porém, uma tempestade retardada se fez presente eu seu copo. O tal peguete da morena, um altão que se achava o líder das porra tudo, o chefão da cocada preta. Cocada é o meu caralho, se chamasse esse moleque para uma briga de dedão ele já se mijaria todo. Bufou pela vigésima vez aquela manhã, virando o rosto para abrir seu armário. Noah o cutucou, comentando algo sobre o quão fofos o brutamonte e sua Mary ficavam juntos. Vitor apenas sorriu irônico e empurrou o baixinho. Esse sabia dos seus interesses, e sabia pisar em seu calo. Não, ele não gostava da morena nem nada, mas ser feito de segunda opção por um brutamonte com AVC doía em seu ego inflado. Mas, bem no fundo, ele sabia que era a primeira opção. Era e sempre fora, e a menina só tinha medo. Tanto da reputação de Victor quanto das ilusões que uma paixonite de criança pode trazer.

– Cara, cara, o sinal tocou – Drew batia retardadamente em sua bochecha. Victor afastou seu braço, dando um cascudo em sua cabeça, rindo um tanto envergonhado. Iria para a aula, e iria esquecer isso. Ele era primeira opção.

Notas finais
Qual o preferido de vocês? Noah, Drew ou Victor?