The Union Game - Interativa
5 Resultados, por Samara A. Wood
Notas iniciais
Estávamos no segundo dia no Casulo e de acordo com o que os jogadores das edições antigas diziam, o terceiro é o dia em que somos lançados em Campo. Todos nós já havíamos passado pelos testes e estávamos todos reunidos ali para sabermos os resultados. Eu não fazia ideia do porquê deles nos reunirem em duplas, com pessoas que nem eram do nosso ex-continente. Talvez, para culpá-la por um mau desempenho, e assim, ter um motivo a mais para matar alguém.
Paimon, o meu urso polar, estava sentado à minha frente, assim como todos os deamons dos competidores, que formavam uma grande fila.
– Por favor, – Yanuk estava em nossa frente, olhando para cada um de nós intensamente – cada um de vocês, fique ao lado da sua dupla.
Não precisei me movimentar, até mesmo porque Murilo, o menino de 16 anos, que veio da ex-Ásia, junto com seu gato listrado já estava ao meu lado. Tivemos um bom relacionamento, e eu preferi ver isso como uma vantagem.
– Tenho certeza que nós fomos bem – ele sussurrou, enquanto os demais competidores se movimentavam.
– Eu espero que sim, Murilo – respondi entre sorrisos.
– Mas iremos bem por sua causa, você sabe... – Murilo estava decepcionado, ele havia me dito que não conseguiu terminar a segunda prova, e acabou sendo retirado de lá quando a terceira campainha soou.
– Shhhhiu – coloquei o dedo indicador em minha boca, pedindo para ele não se culpar mais.
– Sem mais conversas! – Yanuk nos interrompeu, olhando friamente para mim e Murilo – Primeiro vamos ao resultado da prova de perguntas. Como eu havia mencionado anteriormente, a dupla que mais obtiver acertos ganhariá 50 pontos, a segunda 30, e a última 10, e assim para os três conjuntos.
No grande telão que estava à nossa frente, apareceram as fotos de todas as duplas, divididas em seus conjuntos. Após uns cinco segundos apareceram a pontuação daqueles que ficaram em terceiro lugar: Annie e Ava, Larissa e Rafael, e Jason e Matheus.
Eu estava ansiosa, isso queria dizer que eu e Murilo tínhamos chance de ter levado os 50 pontos da primeira prova, e isso poderia ser muito benéfico pra gente durante o jogo.
Alguns segundos mais tarde, apareceram daqueles que ficaram em segundo lugar: Anna e Dulce, Adrian e Samanny e Ally e Kimberli.
– Murilo, você viu? – falei muito baixo em direção a ele, tão baixo que acho que ele não conseguiu nem me escutar. Eu estava feliz e empolgada.
Vencedores da primeira prova: Caio e Suzy, Murilo e Samara e Edward e Sarah.
– Sam! – Murilo me chamou, seu rosto mostrava que não estava acreditando no que estava vendo, ele estava em um tipo de estado de choque. Feliz, mas em estado de choque.
– A pontuação da segunda prova acontece de tal forma: – Yanuk começou a explicar – supondo que um jogador conseguiu sair do Campo com 10 minutos, para os 15 de tempo limite faltam 5, certo? Ou seja, ele receberá a quantidade de tempo faltante (5) acrescido de um zero, ou seja, 50. Entendido?
Todos nós balançamos a cabeça em afirmação.
– Primeiro vou mostrar a vocês todos aqueles que não conseguiram completar a prova. Fiquem ligados competidores, talvez seja mais fácil matá-los primeiro.
No grande telão, as fotos de cada um deles foram aparecendo, mostrando um ‘zero’ abaixo de cada foto, indicando a quantidade de pontos adquirida (ou não). As fotos pertenciam a Anna (e Veronika), Ally (e Magalo), Kimberli (e Semp), Jason (e Bumba), Matheus (e Minayo) e Murilo (e Spyke). Notei que Murilo se aquietou, entrando em choque (ou melhor, permanecendo) com o que Yanuk mencionou sobre as mortes.
– E agora, a pontuação dos demais:
Dulce (e Effy): 7 minutos, 80 pontos.
Caio (e Chooper): 10 minutos, 50 pontos.
Suzy (e Cisco): 8 minutos, 70 pontos.
Annie (e Zenzo): 10 minutos, 50 pontos.
Ava (e Lupus): 5 minutos, 100 pontos.
Adrian (e Seere): 3 minutos, 120 pontos.
Samanny (e Kishan): 5 minutos, 100 pontos.
Larissa (e Aslan): 14 minutos, 10 pontos.
Rafael (e Lumina): 10 minutos, 50 pontos.
Edward (e Noovar): 9 minutos, 60 pontos.
Sarah (e Rendw): 13 minutos, 20 pontos.
Samara (e Paimon): 2 minutos, 130 pontos.
Eu fui o competidor mais veloz na segunda prova. Não estava nem acreditando naquilo. Fiquei muito contente por Adrian, meu amigo de ex-continente, por ele ter se saído tão bem também. Devo confessar que senti um pouco de ciúmes, Samanny, a menina que fez dupla com ele, também teve um bom desempenho. Vim pra cá tendo consciência que Adrian seria um companheiro, minha parceria enquanto permitissem, que iríamos ficar lado a lado aqui no TUG. Mas confesso que essa aliança entre os dois me deixou com um pouco de receio. Talvez eu estivesse perdendo um aliado. Murilo estendeu a mão pra mim, e discretamente apertou a minha, como forma de dar parabéns. Bom, pelo menos alguém estava ao meu lado.
– Parabéns a Dulce, Ava, Adrian, Samanny e Samara, os cinco mais ágeis do nosso elenco. – Yanuk deu um abraço em cada um de nós, falsidade extrema. – Bom, para fechar essa primeira rodada de pontos pelas provas, quero notificar que o somatório dos pontos será dividido pela dupla, cada um ficando com metade dos pontos, de forma individual.
Adrian — 125
Samanny — 125
Murilo — 90
Samara — 90
Caio — 85
Suzy — 85
Annie — 80
Ava — 80
Edward — 65
Sarah — 65
Anna — 55
Dulce — 50
Larissa — 35
Rafael — 35
Ally — 15
Kimberli — 15
Jason — 5
Matheus – 5
– Para o restante da tarde preparamos um encontro para vocês. – Yanuk caminhava de um lado para o outro, enquanto anunciava os novos afazeres — Cada trio de cada ex-continente deverá ir à sua sala privativa, lá encontrarão vitoriosos de seu ex-continente para ajudá-los durante 2 horas. Vocês poderão tirar todas as suas dúvidas, pegarem conselho e dicas, e formarem estratégias. Para a ex-Antártida, haverá também vitoriosos que se prestaram a serviços de vocês.
Eu, Adrian e Matheus, junto com Paimon, Seere e Minayo fomos em direção à nossa sala. Ao chegarmos lá nos deparamos com dois grandes vitoriosos, sendo um deles um dos primeiros a vencer nos representando, e a outra, a vencedora da edição anterior. Eu reconheci os dois de imediato, eram os meus preferidos: Reusel e Dunia.
– Primeiramente, não se espantem – Reusel disse a nós –, nossos deamons estão na sala ao lado. Os organizadores preferem que eles não tenham contato com os seus.
– Tudo bem – resolvi dizer, enquanto os nossos se acomodavam sobre nossos pés ou colos.
– Oi gente – Dunia começou a falar –, como vocês sabem tenho praticamente a idade de vocês, tudo está muito fresco em minha mente, quem sabe posso ajudar um pouco. Vocês querem começar por algum assunto em específico?
– Eu tenho um – Matheus falou, levantando a mão.
– Pois não – Reusel disse.
– Sobre os pontos, como eles funcionam?
– Os pontos são de extrema importância, meu jovem – Reusel tomou a liberdade de explicar. – Existem no Campo cabines de conversão, onde vocês podem converter seus pontos em algo que precisão. Você se identifica colocando o dedo indicador na tela da cabine, ela em poucos segundos acusa quem você é e quantos pontos possui. Em seguida mostra todas as opções que você pode adquirir com seus pontos, ou menos. Caso o que você precise não esteja na lista de opções, quer dizer que custa mais pontos do que tens.
– E é possível adquirir pontos durante o jogo? – Adrian questionou.
– Há sim! — Dunia continuou – Cada vez que você mata um humano, você recebe 50 pontos. Cada vez que mata um daemon, recebe 30. Também existe um tipo de sinal, que parece com o barulho emitido pelos golfinhos, que simbolizam que há uma mesa no Corredor, que é o local onde vocês iniciam, que contém uma série de fichas. Cada um só pode pegar uma delas, e cada uma delas há uma quantidade de pontos diferentes, que somam-se aos que vocês já possuem.
– Há também outro método, — disse Reusel – o mais doloroso, cruel e perverso, que vocês sabem qual é, que soma 150 pontos a quem for o responsável pela ação. Claro, sempre há inovações que também permitem ganhar pontos.
– Eu vi em uma edição que, durante a noite o Campo mudou totalmente, da floresta para picos com neve. Por que isso acontece? – Perguntei, estava bem preocupada com o Campo que enfrentaríamos.
– Isso acontece – respondeu Dunia – quando um Campo propicia pouca possibilidade de matar alguém, e então eles trocam. Ou fazem isso com a intenção de expor os participantes a diferentes Campos e enfrentar os desafios que ele contém.
– Receberemos comida? – Adrian questionou.
– Pouca! – Reusel respondeu rapidamente – E somente no início.
– É perigoso ficar no Corredor por muito tempo? – Matheus fez essa pergunta, que já era óbvia para todos.
– Pegue o que puder o mais rápido possível e saia depressa – disse Dunia.
– Eles manipulam o jogo? – Perguntei com medo de ser vetada.
– Sim. – A porta da sala se abriu imediatamente e nós três fomos retirados a força. O Centrauro me apertava forte, e eu sabia que era por causa da pergunta que eu fiz. Nossos daemons vinham arrastados, logo atrás. Fomos colocados em nossos quartos, os três juntos.
Já era noite e a hora passava rápido. Logo estaríamos sendo transmitidos para todos da Junção e Central, lutando pela vida. Nossos uniformes estavam em cima de cada cama: Macacões feito de um tecido que ficaria colado ao corpo, pretos, de mangas cumpridas.
– Não vamos ao deserto – disse aos dois –, a não ser que nos queiram torrados de imediato. – Eles riram do meu comentário e depois disso ninguém falou mais nada, o medo tomou conta.
Notas finais
As pontuações estão ligadas às cores e frutas escolhidas.
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