The Underworld

2 Capítulo 2: Would disease?


Fiquei desesperada quando meu pai fixou seu olhar em mim. Sua expressão mudou e agora estava escrito nos seus olhos a sede pela minha carne.

Só me restou uma opção: correr.

Eu tinha uma arma na mão, mas não conseguiria simplesmente enfiar um tiro no meio da testa do meu pai, então descartei esta opção.

Entrei em casa ofegante e me enfiei na despensa, o único lugar que nós achávamos escondido o suficiente para ser seguro. Mas o problema era que o extinto daquela coisa, que antes era o meu pai, era algo inacreditável... era como se ele rastreasse um humano a milhões de quilômetros – não sabia se era pelo cheiro, ou por sei lá o que -, ou seja, logo mais ele me encontraria. E quando eu completei o raciocínio e decidi mudar de “esconderijo” e ir ao andar de cima, escutei os gemidos do lado de fora da porta destrancada à chave, e quando finalmente, depois de alguns segundos, criei coragem para abrir a porta e fazer algo a respeito, dei de cara com o meu pai, prestes a me atacar.

As minhas mãos tremiam, enquanto segurava o gatilho da arma que tinha em mãos. Pra mim sempre foi fácil atirar e matar alguém, mas quando se tratava do meu pai a coisa mudava. Por impulso, quando ele estava caindo em cima do meu braço com a boca aberta, na intenção de degustar pedaços da minha carne, atirei-lhe uma bala entre os olhos e ele caiu em frente aos meus pés, morto.

Não me restaria muito tempo, logo, aquele lugar estaria cheio deles, seja lá o que fossem.

Fechei todas as portas e janelas à chave, desliguei todas as luzes e me escondi no lugar mais escuro do meu quarto. O mesmo ficava no andar de cima da casa, onde eu poderia passar a noite observando o comportamento daquelas... pessoas. Foi o que fiz, não consegui dormir sabendo que tinham, sei lá o que, lá fora, podendo a qualquer momento invadir a minha casa.

Depois de algumas horas os observando, finalmente peguei no sono. Agora eu sabia algumas coisas sobre eles, como o fato deles serem atraídos por barulhos ou coisas chamativas, ou de não conseguirem abrir portas, ou de ficarem apenas vagando por aí, procurando alguém para suprir suas necessidades, como se não tivessem vida, tivessem apenas uma fome de pessoas inacabável.

Notas finais
Espero que gostem do capítulo. Comentem! hahah