The Twins

2 001 - Wtf??!!


Notas iniciais
Hey, esse é o início da nossa história. Espero que gostem.

By Dakota

Era o dia perfeito, os pássaros cantavam, o sol estava brilhando, não havia nenhuma nuvem no céu, às árvores de algodão doce até balançavam com a leve brisa.... Pera aí... Aff só podia ser sonho mesmo, mas bem que as árvores podiam ser mesmo de algodão doce, assim eu teria ao menos um motivo para ir para o Central Park.

By Luka

Acho que a única brisa que tem aqui é a sua maninha, fumou o que em? Orégano?

By Dakota

Não se mete no meu sonho pirralho! Até parece que você já não sonhou com coisas mais impossíveis, lembra daquele sonho em que você namorava com a Cara Delavigne? Isso é mais impossível do que uma árvore de algodão doce. Agora deixa eu voltar a história, foco Dakota.

Continuando...

Eu abri os olhos lentamente rezando para todos os santos que eu conhecia e os que não conhecia também para que ainda faltassem algumas horas para a escola, mas como aparentemente os deuses lá em cima me odeiam, eu já atrasada para a aula.

Levantei da cama como um raio jogando cobertor para fora da cama. E apenas para não perder o costume olho para minha cama novamente.

— Prometo que volto mais tarde — Falo com olhando para meu único amor, lê-se: Minha Cama.

Mal sabia que não voltaria para meu lindo e amado quarto tão cedo...

Saio do meu quarto apressada e vou até o quarto de Luka, sem muita cerimonia entro e pego uma almofada que estava no chão e a atiro no imprestável que ainda está deitado na cama, vulgo meu irmãozinho mais novo.

— Levanta logo porque já estamos atrasados — Falo gritando já saindo pela porta.

Volto para meu quarto e escolho uma roupa qualquer no guarda roupa. Vou até o banheiro e tomo um banho rápido. Termino de me arrumar e pego minha mochila.

— Minha nossa senhora! Por que tanto peso? — Reclamo saindo do quarto.

Dou de cara com Luka já na cozinha e arrumado. Ele esta servindo uma xícara de café, então apenas pego uma no armário e coloco ao lado da dele. Que apenas ri em resposta e serve café para mim também.

— Preguiçosa — Ele diz e me entrega o café.

— Ei, olha como trata sua irmã mais velha — digo fingindo indignação.

— São só 37 minutos Dakota — ele responde.

Dou de ombros e bebo um pouco do café sem açúcar, até porque já sou hiperativa e qualquer coisa com açúcar pode me fazer ficar pior ainda. E prefiro não começar a ter ataques de hiperatividade no meio da aula.

— Vamos logo, prefiro não chegar atrasado na aula da Sra. Doods, aquela mulher me dá arrepios — Luka fala.

— Mas eu tô com fome — protesto cruzando os braços.

— A gente compra algo no caminho — ele diz soltando meus braços e me puxando pelo mesmo e me entregando minha mochila, assim que termino o café.

— Promete?

— Prometo, agora anda

Saímos do apartamento no qual moramos só os dois depois que nossa mãe morreu. Aparentemente nosso pai havia deixado uma boa herança para mim e Luka antes de desaparecer e depois que nossa mãe morreu passamos a tomar conta do dinheiro, apesar de não termos idade para isso, nosso advogado deu um jeito para que conseguíssemos cuidar do dinheiro e dos bens.

Descemos pelo elevador e em poucos minutos estamos saindo na esquina do prédio, mas algo me faz parar no meio do caminho. Do outro lado da rua havia uma loja de donuts, com um enorme letreiro luminoso escrito: Donuts Monster.

— Luka, Luka — chamo sua atenção e ele percebe para onde estou olhando.

— Okay, já perdemos o primeiro período mesmo — Ele diz e eu dou pequenos pulinhos.

O que? Eu adoro comida e principalmente doces e ter uma loja de donuts logo na esquina de onde morávamos era muito bom. Por mais que eu tivesse certeza de nunca tê-la visto antes, ela parecia bem nova e haviam poucas pessoas lá dentro.

Entramos na loja e eu vou direto ao balcão para decidir o que iria pedir. No momento em que chego ao balcão uma mulher sorrindo de maneira animada e gentil para ao meu lado.

— Já sabe o que vai querer senhorita? — Ela pergunta sem tirar o sorriso do rosto, parece até que ganhou um milhão na Loteria...

— Eu quero um donut de chocolate com m&m's por cima e um recheado com Nutella — respondo e ela anota em um pequeno bloco, que eu não tinha percebido que ela está segurando, mas como sou muito desligada nas coisas isso acontecia o tempo todo.

— E você? — ela pergunta olhando para o meu irmão, ainda sorrindo. Ela deve ficar com cãibra na bochecha de tanto sorrir, meus deuses.

— Eu quero um recheado com creme com cobertura de chocolate — ela anota o pedido dele e nós acompanha até uma mesa.

— Qualquer coisa meu nome é Onajara — Sinti muita vontade de rir, que diabos de nome era Onajara, mas me contive — Ah e se alguém aparecer, digam que já são meus — ela diz dando um sorriso um tanto quanto macabro.

— Okay... — Dissemos ao mesmo tempo.

Em questão de segundos nossos pedidos chegam trazidos pela mesma garçonete sorridente. Ela deixa os pedidos na mesa e sai andando de maneira meio arrastada, eu não havia percebido isso antes.

Ouço o som da campainha na porta e vejo um garoto de gorro entrar na loja ele parecia estar nervoso, como se tivesse vindo correndo. Todos se viraram para ele e olharam como se dissessem: "Você não deveria estar aqui" . Mas ainda assim assim o garoto entrou e se sentou na mesa em frente a nossa, ele desviava o olhar entre o cardápio e o Luka e eu.

Achei estranho seu comportamento, mas resolvi deixar para lá e comer meus donuts que estavam com uma cara deliciosa. Assim que terminamos de comer, Luka pagou porque é um ótimo irmão.

By Luka

Na verdade foi por que você me obrigou, disse que se eu não fizesse ia me bater e como eu sei que você é meio doida resolvi fazer o que você mandou, vai que você decide me bater mesmo...

By Dakota

1° coisa: Não se mete na minha narrativa.

2° coisa: Eu ia bater mesmo e aí?

3° coisa: Quem é que você chamou de doida querido? Tá querendo morrer?

By Luka

*Correndo como se não houvesse amanhã sem olhar para trás*

By Dakota

Medroso...

Bom assim que Luka terminou de pagar saímos da loja e começamos a andar de volta para a estação de metrô, pois só tinha se passado meia hora, então infelizmente iríamos para a escola.

Quando estamos quase chegando na maldita da estação Luka segura minha mão e me para no meio do caminho.

— O que foi? — pergunto.

— Tem alguém seguindo a gente, continua andando normalmente — Ele diz baixo e então voltamos a andar.

Decidimos mudar o caminho e eu percebo que realmente tem algo nos seguindo, consigo escutar um barulho atrás de nós, mas não são exatamente passos é algo mais parecido com uma cobra gigante se arrastando, se é que isso faz algum sentido.

Como ainda não conhecíamos a cidade direito eu e Luka fomos parar em um beco sem saída, minha vida tá ate parecendo com cliché de filmes de terror, estavamos nos preparando para virar e voltar quando o barulho se tornou mais alto.

— Olá queridosss — Fala uma voz feminina atrás de nós e a forma como ela fala me dá vontade de rir, é como se ela estivesse tentando imitar uma cobra.

Luka se vira primeiro e ele faz um som estranho, meio assustado e meio confuso ao mesmo tempo.

Me viro e percebo que é a tal da Onajara, a moça que nos atendeu no Donut Monstro.

Só que é uma versão estranha e assustadora dela, porque ao invés de pernas ela tinha dois corpos de cobras no lugar. Sua pele estava meio verde e o uniforme rosa que ela usava na loja estava meio rasgado.

Pisco várias vezes para ter certeza de que não estou tendo uma alucinação. Mas ela continua ali sorrindo com sua aparência reptiliana.

— Bem que nossa mãe falava que não devíamos comer doce logo de manhã, agora tô alucinando — Luka fala.

— Ah queridoss não é uma alucinação, eu ssou real e agora vocêss serão o meu café da manhã — ela diz e eu vou andando para trás puxando Luka comigo e a coisa anda em nossa direção

— Eu acho que não — O garoto do gorro chega por trás dela, ele parece estar segurando um espeto...Não, é uma espada, ele está segurando uma espada.

— Sátiro bobo, acha realmente que pode me deter, sou a dracaenae de Cítia, a mais poderosa de to- Ai! — ela para de falar e percebo que o garoto fez espetinho de cobra.

— Parece que não é tão poderosa assim — ele fala e retira a espada do corpo de Onajara que imediatamente explode se transformando em pó.

Sinto uma imensa vontade de espirrar, devo ser alérgica a monstros que se transformam em pó, essa é com certeza a coisa mais estranha que já aconteceu comigo.

Olho para o garoto que guarda a espada e começa a andar na nossa direção. Ele tira o gorro e vejo que ele tem pequenos chifres, fico mais confusa ainda.

— Que merda é essa??!??! — Eu e Luka falamos ao mesmo tempo, assim que criamos coragem para falar algo.

Notas finais
Até a próxima, Bye!!