The Truth About You
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Kaito Pov.
Desde que cheguei ao colegial, à escola tinha um brilhante sol que atraía um mar de pessoas. O nome desse sol era Hatsune Miku, uma garota abençoada com a vida perfeita: era rica, tinha muitos amigos importantes, dona de uma beleza exuberante e era um prodígio musical. Quando ela cantava, todos entravam em transe, como se fosse uma chamada para o céu. Acho que não preciso dizer que milhões de garotos se declararam por ela, e nenhum teve sucesso, nem mesmo os mais bonitos. Eu sempre fui apenas de observar. Por isso sempre achei que apesar do sorriso dela fosse sempre lindo, eu sabia que talvez ele já estivesse lá por tanto tempo... E simplesmente já não podia mais mudar. Mas pensar nisso seriamente sempre me pareceu besteira, porque ela parecia bem satisfeita com aquilo tudo. Afinal,estamos falando da incrível Hatsune.E também não era como se isso fosse algo de meu interesse...O sinal tocou anunciando o fim da aula.
Obrigado senhor, sobrevivi a mais um dia.
Eu me chamo Shion Kaito, e estou no primeiro ano da sala 1-C. Não participo de nenhum clube à tarde, já que não tenho interesses por nada em especial, e eu apenas tenho dois amigos: O Gakupo, que é super-relaxado e irresponsável, e está no conselho estudantil só para paquerar a Presidente Luka.E o Len que é calmo, mas da uma de tsundere de vez em quando. Ele participa do clube de leitura (A Rin, irmã dele, obrigou o pobre) por isso sempre volto para casa sozinho, e era isso que eu planejava fazer... Até que o Gakupo brota do nada,e me chama.
–Kaito, será que você poderia me ajudar?-diz Gakupo com cara de tapado. -Ahhh não!- digo com um pouco de desgosto. Eu não quero perder a hora do meu seriado por culpa dele DE NOVO.
–Por favorzinho (*cara de pidão*)?Se esses papéis não forem entregues, a Luka vai me matar, mas se eu não for logo para o trabalho, aí o meu chefe vai me matar!
–Olha, custa nada chegar um pouco atrasado no trabalho já que o sermão da Luka com certeza é pior do que o do seu chefe. -digo com um sorriso zombeteiro.
–Tá bom, eu te pago três potes de sorvete.
–Passa esses papéis pra cá. Saí com pressa até a sala dos professores, e quase tropecei. Por sorte consegui entregar os papéis a tempo, mas enquanto andava pelo os corredores na volta, eu vi um vulto. Deveria algum aluno qualquer, até que eu ouvi um choro pequeno, e bastante familiar. Olhei em volta: ninguém. A escola estava praticamente vazia, só com os alunos que participam de clubes, que inclusive, já estavam nas suas respectivas salas. O que uma pessoa estaria fazendo ali, chorando?Eu não consegui alcançar para ver quem era, mas fui seguindo os passos que pareciam ficar cada vez mais rápidos, até que a porta que dava no telhado bateu com força. Me aproximei dela, mas parei por alguns instantes. Entro ou Não?E se for algum fantasma querendo me enganar para me levar para outra dimensão?Aah,não pense bobagens, Kaito.
Deve ter sido alguma garota que foi rejeitada por algum babaca popular, e você terá perdido o seu tempo e seu seriado para nada, Kaito.
Mas minha curiosidade foi maior, e resolvi acabar logo com tudo aquilo, entrando de uma vez. O que vi, não foi nem um espírito, nem uma bobagem. Foi algo que estava além da minha compreensão apesar de ter suspeitado. Lá estava Miku, em cima da grade de proteção. Na ponta dos pés, ela queria voar, o que parece bem poético tirando a parte de que ela não tem asas. Antes que o pior acontecesse e eu tivesse que ver aquele lindo cabelo verde-água manchado de sangue, eu corri com todas as minhas forças e segurei na mão dela, e a puxei. Ela acabou caindo em cima de mim, já que minhas pernas já tinham virado geleia por causa do susto.
–O QUE DIABOS VOCÊ TÁ FAZENDO??- perguntei gritando. Ela não conseguia falar nada. Tudo o que ela podia fazer, era me responder com soluços e um choro frenético. Não era um sol. Era uma lâmpada quebrada.
–M-me... D-d-esculpe por... Não ser uma... B-boa menina... -respondeu com dificuldade.
–Err,desculpe...Não foi isso o que eu quis dizer...-falei com pena, mas mantive a firmeza. Os olhos dela brilharam surpresa. Ela parou de chorar, mas continuou olhando para mim, em meus braços. –Você não precisa fazer isso...
Eu também não conseguia tirar os olhos dela. Naquele surpreendente momento, ela parecia mais verdadeira do que nunca. Não era a garota perfeita e inalcançável como o usual. Era apenas Miku, uma mortal que não tinha a vida perfeita e era cheia de problemas.
Ao meu ver, muito mais bonita.
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