The Truth About Love!
29 XXVII - O Final (PARTE III)
Notas iniciais
(O amor briguento e o amor selvagem)
Carlos, Fernando e Maria Luiza estavam no carro do mais velho. O casal parecia sério e Maria Luiza estava emburrada. Depois que Carlos melhorou do ombro e tudo parecia se acalmar, Fernando resolveu tirar uma semana de férias de verdade. O clima na empresa estava calmo e o moreno achava que estava na hora de curtir o noivo sem amarras sociais e sem ficar tendo que sempre resolver implicações na empresa.
Maria Luiza estava revoltada com a ideia. Afinal, as férias do pai com o noivo iria acontecer, mas ela estava fora do pacote.
—Eu não acredito que você está fazendo isso comigo, pai? -Fernando bufou, não estava paciente, mas sentir a mão de Carlos sobre a sua, lhe passou paciência.
—Filha, você não pode faltar a escola e é só uma semana…
—Exatamente… -Interrompeu o pai. -Eu não vou reprovar se faltar uma semana, você tá sendo intransigente…
—E você tá sendo mal criada! -Falou brigando com a menina.
—MaLu… -Iniciou Carlos, geralmente era o loiro quem intermediava as discussões entre pai e filha. -Nas suas férias, eu e seu pai vamos viajar de novo com você… Assim você não fica saindo na pior que tal? -Fernando encarou o noivo com uma expressão chocada e o loiro demonstrou compaixão pelas opiniões da garota.
—Tanto faz, vocês já vão mesmo…
—Você vai adorar minhas irmãs…
—Claro que vou… -Comentou chateada.
O restante do caminho até a casa dos pais de Carlos foi silencioso. Fernando focado no trânsito, Carlos olhando algo no telefone e Maria Luiza emburrada no banco de trás. Ao chegar na casa onde Carlos morava com pais. O loiro foi o primeiro a descer, enquanto Fernando iria estacionar e pegar a mala que Maria Luiza trouxe. Carlos abraçou os pais e as irmãs.
—Oi, pai… Oi, mãe… -Falou matando a saudade ao abraçar os dois e logo Fernando apareceu carregando a mala, com a filha ao seu lado.
—Olá, sr. Fernando. -Falou dona Maria. -E você, meu amor? -A mulher sorridente se encaminhou para a garota de preto, com cara emburrada.
—A senhora tem certeza que não vai ser um incômodo? -Apesar de que Carlos já tinha falado com os pais, Fernando não queria incomodar.
—Claro que não, é só uma semana. E essa linda vai adorar, não vai? -Maria Luiza forçou um sorriso e Fernando anotou mentalmente que brigaria com a filha na volta. Carlos apenas seguia sorridente e tentando não se abalar.
—Bem, o meu motorista vai ficar a disposição de vocês pra qualquer coisa, a Maria Luiza tem o número dele, além do que, ele vai levar e trazer ela da escola todos os dias, não se acanhem em pedir qualquer coisa pra ele.
Carlos voltou e abraçou-se ao noivo. Embora aquilo parece estranho em se fazer na frente dos pais, o casal sempre foi bastante apoiador do filho, além de terem recebido todos os namorados do secretário muito bem, Emanuel era incluso nisso.
—Maria Luiza também está com o dinheiro para a semana, pra que ela não tenha que importunar vocês com nada. -A garota mexia no cabelo ouvindo a ladainha do pai e só conseguia ter mais raiva. -Bem, temos que ir, não é Carlos? -Falou olhando pro noivo e o loiro confirmou.
Mais uma vez, Carlos foi abraçar todos, enquanto Fernando falava com a filha.
—Juízo tá? É só uma semana, não faça se tornar mais tempo do que é! -O moreno se abriu os braços e a filha se aninhou nos braços do pai. -Eu te amo, meu amor…Logo estamos de volta.
—Uhum… -Confirmou chateada, embora já estivesse se rendido em aceitar aquilo.
—Tchau, MaLu. -Carlos falou se aproximando da garota e dando um beijo, enquanto Fernando se despedia dos sogros. -Relaxa aí, que quando você estiver de férias, eu convenço o lobo mau a viajarmos juntos, ok? -Sussurrou no ouvido da garota que riu divertida.
Lobo mau era o apelido que ela tinha dado ao pai a muito tempo e havia contado a Carlos e desde então, o loiro se referia assim ao moreno quando queria dizer algum segredo ou contar alguma coisa para a garota.
—Beijinho. -Falou o loiro beijando a testa da menina, enquanto Fernando se encaminhava para o carro.
[...]
A viagem havia sido um pouco cansativo, tanto que Fernando e Carlos optaram em ir descansar no hotel antes de irem curtir a cidade. Os dois fizeram o check-in e logo subiram para o quarto. A cidade de Gramado estava fria, talvez um pouco quente, para aquele período de inverno, mas já era bem frio para o casal. Fernando logo ligou o aquecedor para tirar um pouco do frio.
—Nossa… E nem tá tão frio quanto costuma.
As malas dos dois chegaram logo em seguida e os dois colocaram em algum canto. Carlos deitou-se na cama numa forma de buscar descanso, enquanto Fernando ainda estava colocando as malas no canto do grande quarto.
—Vamos começar a sair já hoje? -Perguntou o loiro de olhos fechados.
—Claro, a gente tem que aproveitar a cidade, né? -Respondeu o moreno. -Afinal, são apenas 6 dias e voltamos para a nossa vida.
—A gente podia dormir um pouco, não é? -Carlos falou virando de lado e olhando para o namorado. Fernando estava de pé, também o olhando e com um objeto na mão. -Não, Fê… Agora?
—Você não vai fugir… -Falou sexy e Carlos suspirou. O moreno soltou o objeto sobre o criado-mudo e deitou-se sobre o noivo compartilhando um beijo com ele. Um beijo calmo e ele, os dois ainda estavam com as roupas que esquentavam, porém era bom ficar quentinho.
Fernando abraçou o noivo por trás e deu um beijo na sua nuca.
—Vamos dormir um pouco?
—Hm… -Gemeu, quase suspirando o loiro, o que Fernando entendeu como um sim.
—Mais tarde eu quero você usando aquilo, tá?
—Sério, Fê?
—Sério! -Confirmou com certeza e o noivo confirmou com a cabeça, fazendo o empresário sorrir safado.
[...]
Cerca de três horas depois, Carlos e Fernando estavam acordados e já haviam almoçado. Já devia ser perto de três da tarde e os dois foram caminhar pela cidade serrana, o sol batia contra o rosto dos dois, mas não estava quente e aquilo era gostoso demais. Gramado era uma cidade linda, limpa e com paisagens naturais lindas. A tarde não estava nublada, fazia sol, mas ele quase não estava dando calor, parecia apenas uma fonte de luz natural.
O casal chegou num grande lago, chamado Lago Negro, onde havia pedalinhos e alguns casais caminhando por perto. Era tudo tão verde e lindo. Carlos estava encantado com a vista do lago, seu casaco era grande e grosso, mas mesmo assim conseguia sentir arrepios na sua pele, devido a temperatura.
Fernando caminhava próximo do noivo, com as duas mãos dentro dos bolsos e sorria com a expressão de espanto do loiro.
—Quer andar de pedalinho? -Perguntou e Carlos o olhou como uma criança que descobriu o parque de diversões da cidade.
—Você quer?
—Não acha que aquilo vai atrapalhar? -Falou passando as mãos pelo corpo do loiro o dando um abraço. -Pode ser incômodo…
—Não. -O loiro se inclinou pra frente e roubou um selinho do noivo. -Vamos… Vai ser divertido!
Os dois foram até o píer e pagaram o responsável pelo passeio. Fernando sentou-se e Carlos teve um pouco mais de dificuldades, o que fez o moreno lhe olhar travesso. E logo o passeio se iniciou, com os dois pedalando para o grande cisne em que estavam começasse a se mover.
Fernando ria com as tentativas frustradas do namorado em ir mais rápido, mas aquele negócio era mais pesado do que eles imaginavam. Tinha que por muita força para que ele se mexesse pelo menos 10 centímetros.
—Para de rir. -Censurou o loiro. -Vai… Coloca mais força pra esse negócio andar. -Fernando seguia rindo o que dificultava ainda mais, por não conseguir se concentrar em ajudar o loiro no pedalinho.
—Porque você quer ir rápido? -Perguntou olhando ao redor. -Olha essa vista!
Carlos parou e olhou ao redor e se assustou com a beleza de tudo. Conseguia ver as árvores e toda a área verde dali, a visão do lago era incrível e deixava tudo muito lindo.
—Sabe o que eu queria agora? -Fernando falou e Carlos o olhou, como se estivesse anseando a resposta e logo o moreno pegou o loiro pelo pescoço e o beijou.
Um beijo calmo e leve, beijo de quem já está em um relacionamento estável e não precisa ficar dando beijos desesperados, porque sabe que aqueles beijos jamais deixaram aquele lugar. O beijo de encontro. O beijo que você está tão acostumado a receber, mas nunca parece ruim recebê-lo. Carlos levou as duas mãos até os ombros do maior e o aproximou, fazendo os corpos se aproximarem e o beijo ficar cada vez mais íntimo.
[...]
O passeio de pedalinho que durou até o fim da tarde, o casal voltou para o hotel onde descansariam mais um pouco e depois sairiam novamente. Os planos para noite eram ir para um bar dali da região, para uma noite mais animada antes da volta para o hotel. Fernando na verdade queria um programa mais calmo, como teatro, porém, Carlos havia lhe convencido que se fosse para um lugar escuro, onde os dois ficariam sentados, ele dormiria por causa da viagem e o moreno acabou aceitando ir para o tal bar.
Os dois saíram por volta das dez e a noite estava bem fria, o que mais uma vez, pedia casacos e casacos. O bar ficava algumas ruas descendo a rua do hotel. Era um ambiente atraente, com um público diverso e parecia bem animado. A música já estava rolando e o casal optou por ir pedir algo. Fernando pediu um uísque e Carlos o acompanhou, na bebida favorita do empresário.
—Lugar legal, né? -Forçou Fernando. Na verdade, o moreno estava detestando a altura da música, as batidas estavam lhe fritando os miolos e ele só estava lá por que Carlos pediu.
Ceder devia ser uma das regras do amor.
—Uhum! -Confirmou o loiro se aproximando da orelha do maior. O lugar tinha luzes fortes e a maioria das pessoas estavam no meio, num lugar que deveria ser considerada como pista de dança. O loiro se interessou em ir dançar, terminou de beber a dose de uísque e resolveu falar com o amado. -Vamos dançar? -Pediu o secretário falando no ouvido de Fernando que o olhou com uma expressão impassível.
—Não, amor… Vai lá você… -O moreno respondeu em descaso o que deixou Carlos chocado.
Fernando geralmente era bastante carinhoso quando se tratava de pedidos de Carlos, mas aquela forma rude de responder era surpreendente para o loiro. Carlos resolveu continuar ao lado de Fernando e pedir outro uísque, embora o moreno tenha percebido a chateação do noivo.
—Não vai dançar?
—Não… -Fernando tentou olhar nos olhos do noivo, que apenas pegou o celular e começou a mexer.
—Quer voltar para o hotel?
—Vamos… -Respondeu ainda sem olhar pro moreno.
Carlos sabia que se começasse a falar ou olhasse para Fernando, as lágrimas viriam em seus olhos, então era melhor ficar quieto.
[...]
Ao voltar para o hotel, Fernando pediu comida na recepção que foi entregue logo. O casal então sentou-se para comer, Carlos seguia silencioso e Fernando já não queria mais aquele clima estranho. Fernando começou a comer, mas a cara emburrada do noivo não estava ajudando.
—Carlos… -O loiro o olhou. -Porque você está tão irritado? Só por causa de uma dança.
—Fê… -O loiro tomou um copo de suco, para evitar as lágrimas. -Não é apenas uma dança… São nossas férias, você não acha justo termos um momento sem se importar com quem está ao redor?
—Mas… Esse não é o problema, amor… -Justificou.
—Você acha que não… Mas eu consigo perceber como você fica em público e eu te entendo que deve… -E o loiro acabou se emocionando e as lágrimas começaram a cair. -Que… É… Difícil pra vo-você…
—Amor… -O moreno levantou-se e foi até o lado do noivo e o abraçou. -Eu não tenho problemas com a gente… Olha! -Fernando agarrou as bochechas do noivo e olhou dentro dos olhos do secretário. -Eu não quero estragar as nossas férias, mas eu não dancei com você… Porque eu não sei dançar.
—E quem disse que eu me importo com isso, Fê… -Falou passando os braços no pescoço do maior e dando um beijo. -Eu só queria ficar junto de você… E ser feliz. -Sorriu.
Amar é sobre compreender.
—Feche os olhos… -Pediu o moreno e Carlos aceitou. O loiro sentiu seu corpo ser suspenso e ficou sem tocar o chão, apenas com Fernando o segurando com a força dos braços. -Olhe… Estamos dançando! -Carlos abriu os olhos.
E viu o maior girando consigo em seus braços. Fernando não mantinha um ritmo, o que deixava claro que ele não sabia dançar de verdade. O loiro o abraçou com mais força e logo o beijou. Um beijo tranquilo, de compreensão e principalmente de amor. O loiro seguia abraçado com o noivo e dando leves beijos em seu pescoço.
—Desculpe por não ter dançado…
—Desculpe por ter me chateado sem motivo…
Amar é sobre se arrepender, às vezes.
—Você ainda está com aquilo? -Perguntou sexy ao colocar o namorado no chão. Carlos ficou vermelho o que fez Fernando sorrir. -Vermelho desse jeito, não pode estar com vergonha?
—Na verdade, estou… -Sorriu sem graça e sentiu os lábios do maior se aproximarem, dando apenas um selinho.
—Vai pra cama… Fica de bruços! -Ordenou o moreno e foi até a porta do quarto, conferindo se estava trancada mesmo.
Ao voltar viu o namorado loiro do jeito que mandou. Deitado de bruços, com a bunda para cima, embora ainda com a calça jeans que usava, com o par de meias e com uma camisa grossa de frio.
Fernando se debruçou sobre o menor e deu um beijo na cabeça da Carlos, sentindo o cheiro doce do shampoo no cabelo do amado e as duas mãos do moreno foram direto para a bunda do menor, dando um forte tapa na região.
—Eu posso tirar aquilo, amor? -Perguntou sussurrado na orelha de Carlos, que apenas gemeu concordando.
Fernando sentou-se sobre a cama, ao lado do amado que não se mexeu e começou a tirar a calça jeans apertada do namorado. O processo foi um pouco demorado por causa da peça ser justa, mas logo Carlos estava apenas de cueca. Fernando deu um outro tapa na bunda do noivo que gemeu com o pequeno golpe. A cueca era preta e apertada. Fernando a puxou logo em seguida, mostrando a bunda branca do namorado. O moreno se pôs de quatro sobre a cama e deu uma mordida leve numa das nádegas do loiro.
—Amor… Tira… -Pediu Carlos sem tirar o rosto da cama. Fernando sorriu e abriu as nádegas do noivo. Ali estava, aquilo.
Embora fosse um namorado romântico e preocupado. Fernando havia mostrado para Carlos algo diferente na cama, algo que havia aberto os olhos de Carlos para um mundo novo, completamente desconhecido dele. Algo que havia mudado todo um amor.
Saindo de um amor calmo e leve, cheio de paixões, pra um amor mais firme, um amor selvagem. Fernando praticava BDSM e Carlos pouco conhecia sobre a prática quando começaram a se relacionar, mas agora Carlos cedia e praticava algumas coisas, ainda num estágio inicial. E lá estava.
O pequeno plug que Carlos usou durante o dia todo. Fernando seguia abrindo as nádegas do noivo, numa forma de forçar o pequeno plug a sair. Logo que o pequeno objeto preto saiu, Fernando o segurou e viu o ânus do namorado aberto e dilatado, devido o dia todo com o objeto na região.
—Tá bem vermelho, amor. -Avisou dando uma outra mordida na nádega direita do noivo. -Vou colocar de novo… -O moreno pegou o pequeno objeto e colocou novamente. Ouvindo Carlos gemer alto, com o contato rápido que aquilo entrou. -Tá doendo, amor? -Perguntou, sem tirar os olhos da bunda do amado.
—Não…
Fernando esperou o pequeno objeto sair naturalmente para colocar fundo novamente ouvindo outro gemido do namorado. O moreno esperou o objeto sair novamente e dessa vez o deixou de fora da brincadeira, cuspiu na região e logo colocou dois de seus dedos.
O membro do moreno já estava quase saindo da calça de tanta excitação. Fernando mexia com os dedos dentro do loiro, enquanto ouvia os baixos gemidos de Carlos.
—Tá gostando, amor? -Perguntou dando um tapa na bunda de Carlos.
—Uhum… -Confirmou de olhos fechados.
Os cabelos loiros do menor já estavam grudados em sua testa, seu rosto estava avermelhado, aquilo era gostoso. Até saber como funcionaria aquele amor selvagem Carlos havia ficado assustado, com a possibilidade de sentir dores e nenhum prazer, mas depois que iniciou aqueles atos com o noivo, acabou por perceber que gostava. A dor no fim, era prazerosa. Embora algumas coisas, como velas e cordas, o menor ainda estivesse com coragem de tentar, as coisas básicas lhe davam prazer e dor, e para Carlos, as duas caminhavam bem juntas.
Fernando deu outra mordida na bunda de Carlos, antes de o mandar virar novamente. O loiro o fez e sentiu os olhos verdes e sensuais do noivo. O empresário puxou a sua camisa rapidamente e logo resolveu tirar a do noivo também.
—Eu adoro seu corpo, sabia? -Carlos falou olhando Fernando e logo o moreno o pegou pela mão. Puxando-o para um beijo forte.
O beijo de Fernando era cheio de pegada, as mãos do moreno não paravam num lugar só e deixava Carlos excitado com aquilo. Enquanto as línguas seguiam batalhando, as mãos de Fernando seguiam trilhando caminho pela pele branca do loiro. O moreno segurou uma das nádegas do loiro e bateu forte, fazendo com o que o loiro gemesse interrompendo o beijo.
—E eu adoro a sua bunda… -Falou sexy mordendo o lábio inferior do noivo. Carlos segurou na cintura do moreno e inverteu de lugar, o jogando sobre a cama e ficando ajoelhando entre as pernas do moreno.
—Agora é minha vez de judiar de você, não acha?
—Acho sim…
Carlos iniciou os beijos pelo peitoral liso do noivo, enquanto suas mãos trabalhavam em liberar a calça que Fernando ainda usava. Depois de conseguir desabotoar e puxar o zíper, o loiro começou a descer seus beijos passando dos mamilos, para o abdômen de Fernando, que seguia apenas olhando a cena. Puxar a calça do maior foi bem mais fácil, ela era larga e saia com facilidade. O loiro sem muita cerimônia logo engoliu o membro do amado, que gemeu ao sentir o contato da boca do namorado naquela região sensível.
Como Carlos sabia que Fernando gostava de manter o controle, o loiro pegou as duas mãos do moreno e colocou sobre seus cabelos e logo sentiu o aperto que os dedos do moreno fizeram na região.
Amar é saber ceder na hora certa.
Fernando começou a movimentar a cabeça do loiro, ao seu bel prazer, fazendo o namorado ir fundo e voltar, o loiro se engasgou algumas vezes com a profundidade e acabou deixando o membro do moreno cada vez mais molhado. Fernando adorava aquilo. Conseguiu fazer com que Carlos encostasse o nariz em seus pelos e por poucos segundos o loiro se manteve naquela posição, mas logo engasgou de novo.
—Eu vou gozar assim, amor… -O moreno avisou puxando a cabeça do loiro e o tirando dali, o puxando para perto. -Eu te amo, meu loiro.
Fernando levantou-se, tirando a calça de vez e indo até a mala. Procurando um dos pequenos brinquedos que adorava usar com o noivo. Pegou as algemas e logo levou para a cama.
—Fica de quatro, amor? -Pediu dando um novo tapa na bunda do loiro que gemeu.
Carlos obedeceu e Fernando prendeu as duas mãos do loiro na cabeceira da cama. Carlos estava de quatro, com as mãos presas e Fernando pegou uma das gravatas jogadas ali no quarto e o vendeu.
—Hoje você não vai ver nada, amorzinho… -Sussurrou para ele.
Amar é sobre confiar, até quando o medo aparece forte.
Fernando pegou uma das camisinhas e logo encapou seu pênis. Ao se colocar atrás do loiro, deu o habitual tapa fazendo o loiro se mexer mais com susto do que com a dor. O moreno penetrou um dedo primeiro, para ver se o loiro aguentaria e logo tirou e colocou seu pênis, como estavam sem lubrificante, Fernando teve que fazer aquilo apenas com saliva.
—Ah… Devagar, Fê… -Pediu o loiro vendado.
Amar também é sobre aguentar.
O moreno se inclinou devagar sobre o corpo do menor, para beijar-lhe as costas.
—Posso mexer, amor? -Pediu ainda dando beijos nas costas do loiro.
O amor selvagem dava o ar de sua graça. Fernando iniciou as estocadas e aumentava a medida que Carlos gemia mais alto com a força em que sentia. O corpo do menor balançava com o contato que recebia e Fernando só conseguia se excitar mais com os gemidos do menor.
As estocadas se encaminhavam fortes, enquanto Carlos gemia e Fernando adorava. O moreno seguia dando pequenos tapas da bunda do amado, que cada vez mais gemia para o deleite do maior.
Carlos se masturbava e a sensação de transar sem ver, lhe fazia bem… Parecia que sua pele ficava mais sensível, sua audição mais aguçada e tudo ficava bem intenso. O loiro gozou quando Fernando estocou forte e logo em seguida, o moreno avisou que gozaria. Caindo ao lado do loiro, que seguia amarrado e vendado.
—Amor… Vai tirar? -Perguntou virando o rosto para o lado do moreno, embora não conseguia vê-lo.
—Não, lindo. -Fernando deu um forte tapa na bunda do noivo. -Estamos apenas começando!
[...]
Depois de horas de viagem, Alberto finalmente estava no saguão do maior aeroporto de Barcelona. Naquela época do ano, a cidade estava quente, o fim do verão era mais leve que o meio, porém ainda estava tudo bem quente, diferente do Brasil, onde talvez naquele momento estivesse numa temperatura agradável. O ruivo estava bem cansado, haviam sido muitas horas de avião, quase vinte horas de voo, pelo menos Alberto havia conseguido chegar em Barcelona pela manhã e descansasse o dia todo.
O ruivo pegou as duas malas e se encaminhou para a saída do aeroporto. O céu estava bem claro, sem nuvens, talvez o dia fosse quente e era melhor pensar que descansaria no ar condicionado do hotel. O advogado pegou o papel onde tinha a localização do hotel e informou ao taxista que estava ali perto.
Passando pelas ruas de Barcelona, Alberto mal dava atenção para a paisagem limpa, as pessoas nas calçadas e as fachadas das lojas que ele tanto amava, só conseguia pensar que estava viajando para o outro hemisfério do mundo, deixando seus clientes em espera, seu escritório fechado e toda a sua vida mesquinha, mas que ele amava por ser individual, apenas por um sentimento.
Um sentimento que o ruivo odiava. Alberto odiava amar… O ruivo sacou o telefone da bolsa de mão, a área não era compatível, sabia que teria que comprar um novo, porém não era isso que importava. Alberto abriu a galeria e foi passeando pelas fotos até achar uma…
Era uma foto de Bernardo dormindo, numa cama de um dos motéis escondidos que os dois já haviam se encontrado. O ruivo não havia dito que tinha tirado a foto nunca, Alberto jamais assumiria que tirava fotos como um adolescente apaixonado, mas aquilo realmente tinha acontecido.
“Filho da puta maldito!”
Pensou o ruivo ao ver a foto do ator dormindo. Como será que estava a vida de Bernardo na europa? Pelo que o advogado havia conseguido com o sobrinho dele, Bernardo não havia informado se estava trabalhando, se voltaria ao Brasil rápido ou não e aquilo dava raiva em Alberto.
“Deve tá queimando todo o dinheiro que ganhou, aquele imprestável.”
O ruivo acordou dos devaneios quando ouviu o taxista lhe informando que haviam chegado. Alberto agradece e faz o pagamento e logo desce do carro. O hotel era grande e obviamente caro, mas Alberto não esperava ficar muito. Sua volta, embora não tivesse sido comprada, não estava no plano de férias longas. O ruivo olhou ao redor e viu algumas lojas e acabou caminhando antes de ir fazer o check-in.
Alberto andou pela rua até chegar numa rua com algumas lojas de eletrônicos, foi até a primeira que encontrou e logo foi entrando. Onde uma moça jovem lhe atendeu.
—Olá, senhor…
—Olá… Eu gostaria… De um... Aparelho celular? -Arriscou no seu fraco espanhol, Alberto estava acostumado a sempre resolver seus problemas em inglês ou francês e o espanhol nunca acabou sendo prioridade.
A mulher o levou até a bancada onde apresentou pelo menos uns dez celulares diferentes e o ruivo acabou começando a se irritar, pois o celular não lhe iria ter utilidade, comprou o que julgou o mais simples e logo foi pagar. Aquele telefone teria que lhe ajudar.
[...]
Bernardo se encontrava sozinho em um outro hotel naquela cidade. O moreno estava deitado na cama do hotel, havia conseguido ficar de graça, pois o dono era seu amigo de muito antes. O moreno zapeava pelos canais de TV, mas aquele dia estava uma chatice só.
O moreno estava deitado apenas de cueca e camiseta. Aquelas semanas em Barcelona estavam lhe fazendo bem, porém ele sentia falta do Brasil, da sua vida no Brasil e de Alberto, claro.
Bernardo havia largado a indústria pornô e agora estava completamente desempregado, ao acabarem as férias, teria que voltar para o Brasil e talvez arrumar um emprego onde menos gostaria. Na empresa que o irmão administrava e agora era administrada pelo sobrinho.
O moreno vinha evitando ligações do Brasil, o máximo que falava era com Guilherme e apenas quando ele ligava para o garoto castanho para saber como estava. Havia ligado uma vez para a clínica onde Nathan estava e se informado sobre a situação do irmão, mas o contato com o Brasil machucava, principalmente por tudo lembrar Alberto. Bernardo balançou a cabeça numa tentativa de tirar os pensamentos sobre o ruivo da cabeça. Se levantou e foi até a cozinha tomar um copo com água, porém o telefone tocou enquanto terminava de tomar o líquido.
Bernardo se surpreendeu, será que era Guilherme? Mas o castanho sabia que o contato com o moreno era apenas quando ele ligasse. O ator pegou o aparelho celular e se surpreendeu por ser um número local. Bernardo se questionou se havia entregado o número para alguém, mas não conseguia se lembrar. A curiosidade era maior do que qualquer coisa e optou por atender.
—Hola? -Falou em espanhol, já imaginando que se tratava de um espanhol.
—Oi… —E Bernardo ficou em silêncio… O “oi” havia sido em português e a voz era idêntica a de Alberto. —Bernardo? Sou eu…
—Beto? -Perguntou como se não acreditasse e de fato não acreditava. -Você veio para Barcelona?
—É né… Você fugiu de mim!
E, mais uma vez, a personalidade difícil de Alberto se fazia presente.
—Achei que você tinha deixado claro que não queria mais nada comigo…
—Eu deixei…
—Então porque está me ligando? -Interrompeu o moreno com um grito. -Porque veio até a Espanha, você gosta de ser esse ser humano insuportável e contraditório, não é?
—Porque você tá gritando?—Respondeu com calmaria.
Bernardo quis jogar o telefone na parede mais próxima, Alberto nunca seria alguém fácil de lidar e o amor deles nunca seria calmo. Um amor briguento. Qual seria a melhor definição para aquele amor se não essa… Um amor cheio de brigas, cheio de irritações e picuinhas. Típico de um ruivo esquentado e um moreno egocêntrico.
—Você é muito contraditório… Devia ter ficado na merda do Brasil e me deixado longe de você, eu já estava me acostumando com a distância… -Mentiu e sentiu que aquilo afetou Alberto. O ruivo sempre com respostas rápidas, dessa vez havia ficado em silêncio.
—Precisamos conversar…
—Precisamos? -Foi frio.
—Olha, eu vou estar às nove da noite no Spoonik, o endereço você pega na internet, pode aparecer se quiser…
—Eu não vou! -Comentou e Alberto ficou calado e logo em seguida desligou a ligação.
[...]
Alberto havia cumprido o prometido e ido até o restaurante. Embora estivesse ansioso para o possível encontro, a possibilidade do ex-ator não ir ainda era grande, o que decepcionava o menor. Alberto usava sempre suas roupas bem arrumadas, a grande diferença da vez era a barba feita. O ruivo raramente retirava a barba, mas naquele clima de verão europeu, ele optou por tirar.
Chegar no restaurante e ficar esperar, com expectativa, se Bernardo apareceria ou não, era o que mais irritava Alberto, o advogado não era conhecido por sua paciência. O vinho tinto logo foi servido na sua mesa e o advogado começou a tomar com calma.
Vez por outra mexia no celular para conferir o horário e ver como a hora passava. Fazia quase uma hora de espera, quando o ruivo se assustou ao ver a cadeira da frente ser puxada e o moreno sentar-se nela. Bernardo estava igual. O mesmo cabelo preto e jogado pra cima, o mesmo sorriso de canto, os mesmos olhos vívidos, o mesmo estilo largado, jeans surrado com camiseta, apenas um casaco mais grosso estava sobre seu corpo, devido às temperaturas que começavam a cair a noite. O olhar do ruivo se perdia no moreno, da mesma forma que o olhar do ex-ator se perdia em Alberto. O ruivo estava usando os típicos ternos caros que tanto gostava, mas o que mais deixava Bernardo curioso e excitado era a falta da barba. Sempre que via Alberto ele estava sério e com a barba fechada em todo o rosto, aparentando até ser mais velho, mas sem a barba o ruivo parecia realmente um jovem. Talvez até bem menos do que realmente tivesse de idade. Os cabelos continuavam na mesma tonalidade de laranja.
—Você veio… -Comentou baixo o ruivo e Bernardo o olhou sério.
O moreno estava dividido, parte dele queria agarrar Alberto pelo pescoço, lhe dar um beijo inesquecível e levá-lo embora dali e a outra parte queria também agarrar pelo pescoço, só que para sufocá-lo até a morte por causa de toda a confusão dos últimos dias.
—Vim… -Falou meio sem sentido e logo um silêncio rápido se instaurou.
Bernardo e Alberto estavam em silêncio por causa de toda a problemática. Os dois se amavam e nem era segredo entre si, mas toda a enrolada envolvendo Mauro Mendonça, havia deixado qualquer relacionamento entre eles abalado.
Os dois estavam pisando em ovos para não estragar o amor. Um amor cheio de birrinhas e briguinhas chatas, em que chega a se comparar com ciúmes adolescentes e estética de meia idade.
O silêncio foi encerrado pela pessoa menos esperada… O garçom que chegava para anotar o pedido dos dois, que logo falaram, fazendo o empregado sair e ir buscar atender outra mesa.
—Porque você fugiu? -Perguntou o ruivo, sem tirar os olhos do rosto do moreno e já tomando um bom gole do vinho.
—Hm… -Bernardo passou a mão pelo cabelo e Alberto sentiu falta de quando era ele quem fazia isso. -Acho que… Depois que você definiu que a gente não iria ter nada. Eu não tinha mais porque ficar lá… Você deve ter descoberto que meu irmão enlouqueceu e acho que vir pra cá evitou que eu enlouquece também.
—Entendo…
Os dois estavam frios. Gelados.
—E porque você veio até aqui? -Bernardo perguntou. Seu coração se animava com a possibilidade de uma resposta carinhosa, o que poderia ser considerado raro.
—Coisas aconteceram desde que você veio para cá…
—Que tipo de coisas?
—Mauro Mendonça morreu… E junto com ele todas as chantagens, eu o vi morrer.
—Você tá metido nisso?
—Não, por Deus, Bernardo! -Reclamou e suspirou para continuar. -Foi um próprio funcionário dele e isso me afetou. Eu estava lá e ele apontou a arma pra mim depois de atirar em Mauro. Eu fiquei muito assustado, implorei para continuar vivo e ele foi embora. Consegui com seu sobrinho o seu contato e descobrir onde estava, já que seu irmão está internado e eu nem poderia ir atrás dele, ele não ajudaria.
—E você veio me ver…
—Vim… -A comida chegou interrompendo os dois.
Bernardo e Alberto iniciaram a degustar dos pratos, Alberto já conhecia o restaurante e Bernardo só pelo nome conhecido. A comida estava ótima, mas o clima de frieza acabava com a relação dos dois. Por mais que Bernardo quisesse agarrar Alberto e por mais que Alberto, mesmo todo comedido, quisesse aquele abraço bruto, os dois não se tocavam.
—Você… -Bernardo iniciou. -Quer ir pro meu hotel? -Perguntou e logo percebeu a cara de repulsa do ruivo. Bernardo trincou o maxilar sabia que viria bronca.
—Não acha melhor ir pro meu? -Perguntou tentando não parecer rude, mas a cara de Bernardo era um grande porque. -O meu claramente é mais confortável e melhor localizado.
Bernardo riu sarcástico, era óbvio que aquilo viria da pessoa mais excêntrica que ele conhecia.
—Você não muda, não é? -Perguntou com certa irritação
E as diferenças iriam iniciar uma nova briga.
—Sempre nessa postura altiva e superior, nessa coisa chata sua de se sentir o melhor em tudo, isso é repugnante Alberto e mesquinho!
—Você acha mesmo que eu vou para uma espelunca?
—EU NÃO ESTOU NUMA ESPELUNCA. -Alberto já estava vermelho de raiva e agora estava três vezes mais com os gritos do moreno, que estavam chamando atenção dos clientes e empregados do restaurante. -VOCÊ QUE É RIDÍCULO AO PONTO DE ACHAR QUE SÓ O QUE VOCÊ CONHECE QUE REPRESENTA ALGO BOM!
—Para de gritar! -Falou baixou, tentando manter um aspecto de calma.
—Eu vou na porra do banheiro. -Suspirou e falou no tom de voz normal e logo saiu.
As explosões nunca deixariam aqueles dois. Explosões eram coisas comuns no amor, mas aquelas explosões eram explosões de amor?
Explosões de amor…
O que seriam explosões de amor? Seria brigar por alguém que você ama ou com alguém que você ama?
Alberto e Bernardo, talvez, fossem o casal mais diferente entre si. Ambos viviam realidades diferentes, gostavam de coisas diferentes, trabalhavam em ramos diferentes. O que ambos tinham em comum era apenas as personalidades fortes e isso acabava por complicar o relacionamento deles, mas quem não gosta de brigar num relacionamento como aqueles. Principalmente quando partes desse casal consiste em um advogado brilhante e excêntrico e um ex-ator pornô sensual e despudorado.
Bernardo suspirou olhando para o reflexo no espelho. Aquilo era o comum entre eles, aquelas cenas, aqueles estouros, aquilo era o seu relacionamento com Alberto e nunca mudaria. A pergunta era… Bernardo estava preparado para aquilo? Para viver aquilo?
O moreno suspirou e saiu do banheiro. O advogado permanecia na mesma posição que antes. Tomava o vinho e o olhava voltar.
—Beto… -Bernardo ia pedir desculpas, mas Alberto interrompeu.
—Toma! -O ruivo lhe entregava um papel, sem ao menos lhe olhar. -Esse é o endereço do meu hotel, apareça por lá. -Comentou, mas não como pergunta… Aquilo soava como uma ordem e Bernardo não aguentou.
—Eu não vou nesse seu hotel nem que você me pague, seu ruivo metido e filho da puta! -O moreno derrubou a cadeira com raiva, fazendo um grande estardalhaço no grande restaurante, deixando o advogado perplexo. E o moreno foi embora… Será que aquilo foi a gota d’água?
[...]
A raiva descomunal de Bernardo só estava lhe fazendo mal. O moreno chegou no apartamento e jogou toda a roupa com raiva no chão. Ficando apenas de cueca. O ódio estava lhe deixando muito quente, parecia que Bernardo fervia. Ruivo filho da puta.
Bernardo se jogou na cama, ele queria acabar com aquele quarto todo. Destruir tudo para jogar a raiva fora, mas seria ridículo, principalmente por estar ali de graça. Alberto não sabia que o hotel em que Bernardo estava era um dos mais conceituados da cidade, estava entre os dez melhores, mas pelo seu conhecimento nos gostos nada refinados do moreno, o ruivo tivera aquela reação.
Bernardo fechou os olhos numa esperança de adormecer e poder relaxar, esquecendo a briga que acontecera no restaurante, o amor briguento de sempre, o amor que nunca deixa de ser amor mesmo depois de uma briga. O amor argumentativo, marcado de opiniões e de posturas. O amor que geralmente não acaba bem, mas que demora muito a acabar, por ser forte e intenso. Quem diria que Alberto e Bernardo não eram intensos? Os dois esbanjavam intensidade.
Os olhos fechados e o cansaço acabaram por vencerem o moreno alto e ele acabou dormindo, do jeito que estava sobre a cama. A noite foi um pouco turbulenta para Bernardo acordou algumas vezes devido a pesadelos. O que deixou Bernardo ciente de que deveria procurar Alberto.
Na manhã seguinte, por volta das dez da manhã. Bernardo já se encontrava de pé. O moreno batia o pé em nervoso enquanto terminava de tomar seu café. Ir atrás de Alberto era ótimo pro seu coração, mas também parecia um tiro no pé. Bernardo era complicado e Alberto era duas vezes mais complicado. O moreno já havia tomado um banho, passou seu perfume favorito e se arrumou com as habituais roupas, uma camisa branca e um jeans surrado. O dia, com certeza, seria quente, mas até aquele horário tudo ainda estava suportável.
Depois do café, Bernardo optou por escovar bem os dentes e logo saiu do hotel. Alberto havia dado o endereço e o hotel era no bairro vizinho, um trajeto que poderia ser feito a pé muito tranquilamente. Barcelona era uma cidade tranquila, porém Bernardo não queria arriscar chegar suado. A resolução tinha que ser positiva… Se Alberto lhe desse um não, Bernardo saberia que não teria volta.
O moreno entrou num táxi e passou o endereço e logo sua mente divagou pelas possibilidades. E se Alberto lhe desse um não? Como iria conseguir continuar? Será que toda aquela explosão de amor, que o moreno sentia pelo ruivo acabaria? Ou iria para um outro alguém? Bernardo poderia ser um ator pornô salafrário e até vigarista, mas o amor havia o mudado.
O tio safado que assediava o sobrinho e extorquia dinheiro do irmão, havia virado o ex-ator pornô apaixonado e até idiota, algo que em algum tempo atrás, Bernardo jamais se imaginaria… Correr atrás de um homem, geralmente era o contrário…
O táxi logo chegou no hotel de Alberto e o moreno “acordou” de seus pensamentos, efetuando o pagamento e descendo para a fachada do grande e caro hotel. Bernardo acenou em negação. Sempre excêntrico.
O excêntrico advogado que havia lhe ganhado.
Por pouco Bernardo foi entrando e indo direto para o quarto, segundo o número que estava no papel, porém aquilo não era o prédio de Alberto e nem o Brasil. Na Espanha aquilo poderia lhe causar complicações desnecessárias. O moreno então foi até a recepção e pediu para ser anunciado. Surpreender Alberto era a sua intenção, mas aquilo não poderia acontecer na situação atual. Depois de ser anunciado. Bernardo subiu os andares com o elevador até chegar na porta do quarto que Alberto estava. Era uma raridade Alberto não estar na suíte presidencial, isso talvez se apoiasse ao fato dele estar apenas de passagem em Barcelona.
O moreno ao chegar já encontrou a porta semi aberta e foi logo entrando. O quarto era enorme, dividido em três ambientes. Poderia ser facilmente confundido com um apartamento, invés de um quarto de hotel. Alberto usava um moletom e uma camiseta preta, os cabelos estavam bagunçados e usava os óculos de leitura.
Bernardo sabia que aquilo significa que ele havia acordado a pouco e estava lendo o seu jornal matinal. O moreno sabia que o ruivo sempre tomava seu chá com torradas e as folhas de jornal próximas, para ler as notícias que mais lhe chamavam atenção. Aquilo era rotineiro na vida de Alberto.
—Oi, Beto… -Se martirizou por ter dito o apelido, talvez aquilo soasse como se não tivesse mais com raiva, o que de fato era verdade, mas não era o que o moreno queria transparecer. Personalidades fortes contrastam.
—Vem… -Alberto falou e seguiu para o cômodo ao lado. Bernardo fechou a porta e o seguiu intrigado. O advogado sentou-se à mesa e continuou tomando o chá. -Sente-se… -Falou e o moreno mais uma vez lhe obedeceu. -Aceita chá?
—Até quando vai ficar ignorando nossa discussão de ontem? -E mais uma vez o confronto aparecia.
Alberto suspirou, tirou os óculos e olhou para Bernardo. O moreno o encarava sem esboçar nenhuma reação e o ruivo suspirou em cansaço.
—Ok… -Iniciou. -Desculpe, eu sei que eu fui inconveniente e metido, mas você mais do que ninguém sabe que eu sou assim… Você sempre soube, então não adianta insistir e pedir pra eu mudar, porque você não vai conseguir…
—Eu nunca vou entender o que te trouxe até aqui.
—Eu gosto de você, Bernardo… Eu te amo, na verdade… -Confirmou já de pé. -E se você acha que isso vai mudar alguma coisa no meu jeito arrisco ou na forma que eu vou te tratar, isso não muda. Ter visto Mauro Mendonça levar um tiro na minha frente e ter uma arma apontada na minha cabeça só me fez abrir os olhos de vez para aquilo que eu estava querendo não ver.
O ruivo irritado saiu dali e foi se encaminhando para as proximidades da cama e acabou sendo surpreendido por Bernardo o puxando e o abraçando com força. O moreno basicamente prendeu o corpo de Alberto e logo o beijou. O ruivo nem mostrou resistência, o que seria típico dele, apenas aceitou o beijo apressado de Bernardo se segurando no corpo do maior. O ruivo tomou outro susto ao sentir o corpo ser empurrado com velocidade e sentir as costas baterem contra a cama.
O amor briguento dava um sexo intenso ótimo.
—Bê… -O ruivo tentou dizer algo, mas Bernardo já estava tirando a camisa e subindo sobre seu corpo na cama. -Você…
—Eu tava louco de saudades suas, ruivo. -Falou já tascando um novo beijo na boca do menor. As mãos de Alberto passeavam pela barriga e peitoral de Bernardo, enquanto moreno se deliciava beijando o menor. -Muita saudade mesmo…
—Então aproveita, seu puto! -Falou o ruivo que teve seu pescoço atacado por Bernardo.
Alberto gemia enquanto Bernardo parecia devorar cada centímetro do seu pescoço e peito. Bernardo seguia apertando firme o corpo de Alberto, o moreno puxou a camisa do ruivo pela cabeça com velocidade e ouviu alguns xingamentos de Alberto.
—Vira. -Alberto tremeu com a voz, mas logo obedeceu. O ruivo nunca sabia o que Bernardo ia fazer, era sempre uma surpresa.
O moreno começou a morder as costas sardentas do advogado. Começou com leves mordicados que logo evoluíram para mordidas firmes que vinham seguidas de gemidos do ruivo. Aquilo com certeza ficaria bem vermelho. As mordidas iam descendo e Bernardo chegou na barra do moletom do ruivo. O ex-ator puxou a calça até mostrar toda a bunda do ruivo e Bernardo deu um tapa na nádega direita de Alberto. O ruivo iria levantar, com certeza reclamar, mas Bernardo foi mais rápido. O moreno empurrou o corpo do ruivo de novo sobre a cama, com velocidade.
—Vira! -Ordenou de novo. Alberto se virou um pouco hesitante, seu peito subia e descia já desregulado. Seus olhares se encontraram, e o moreno começou a massagear o tórax e abdômen do ruivo. O advogado mordeu o lábio reprimindo um leve gemido, enquanto Bernardo mantinha a expressão safada, o secando.
Aquele olhar firme e safado, Bernardo saiu da cama e começou a puxou a calça do ruivo para fora. Alberto sabia que agora não era hora mais de desistir e nem queria. Fazia tempo que queria Bernardo ali, daquele conhecido jeito. O amor briguento sempre dando espaço para o sexo intenso.
Os dedos do moreno pareceram dedilhar a barriga lisa e Alberto gemeu entrecortado quando as mãos dele foram para suas coxas, subindo sensualmente até a virilha.
—Beto… -Murmurou no segundo antes que o ator se inclinasse para um beijo. Inicialmente os lábios se encontraram com calmaria, mas não era o suficiente. O maior segurou a cintura magra do ruivo, apertando e a puxou para junto do seu corpo para sentir o ruivo mais próximo do seu corpo.
Alberto se assustou quando sentiu o abraço firme de Bernardo, o moreno basicamente o segurava. Alberto poderia ficar despreocupado, porque não cairia jamais do braço de Bernardo, quem não queria uma comparação mais forte que essa? O amor que não lhe deixa cair. O beijou acabou e Alberto escondeu o rosto no pescoço do ex-ator, sentindo o cheiro amadeirado e forte de Bernardo.
—Te amo, Beto... -Disse num suspiro. Alberto afundou os dedos nas costas do moreno. Já nem sabia onde sua voz fora parar, ela simplesmente sumiu. O amor era sempre algo inexplicável, principalmente quando vinha de duas figuras tão diferentes entre si. Alberto mordeu o lábio e fechou os olhos, aquelas palavras não eram fáceis de ouvir, mas eram ainda mais complicadas de falar.
O ruivo balançou a cabeça em negação, tentando tirar pensamentos ruins da sua mente e logo sentiu dois dedos tocarem em seu queixo, abriu os olhos quando sentiu o contato e encontrou aquele olhar enigmático e sensual sobre si. Bernardo sorriu ao ver aqueles olhos perdidos, mas claramente afetados pelo que foi dito anteriormente. Os lábios do advogado se entreabriram quando o Bernardo aproximou os seus. Alberto sentiu uma avalanche de calor subir seu corpo e rosto, seu pau já estava mais do duro do esperava, talvez fosse a longa abstinência, era o que ele queria pensar, não queria “culpar” Bernardo pela sua animação. Enquanto só conseguia se sentir um idiota por não retribuir propriamente as palavras do moreno.
Os lábios afoitados do moreno chegaram rápido a boca do ruivo, num beijo calmo e pronto para remapear um a boca do outro, fazia tanto tempo, mas parecia que tinha sido ontem. Suas mãos procuraram um ao outro, Alberto colocou as suas sobre os ombros do moreno segurando firme no corpo do ex-ator. Deixou as mãos tocarem o tórax definido do moreno, sentir os poucos pelos da região roçarem de leve em suas palmas, todos os mínimos detalhes, junto aos toques que também recebia.
Bernardo se arrepiou quando sentiu a mão do menor ir até o seu jeans. O maior levantou o mais rápido que pode, sem deixar o advogado sair da cama, retirou a calça e o sapato e voltou pelado para cima do menor, encontrando ele na mesma forma. Ambos nus, abraçaram-se de novo, com um beijo mais profundo. Bernardo sentou-se na cama e puxou o menor com velocidade para cima de si, fazendo Alberto sentar-se no seu colo, o ruivo passou as pernas pelo corpo do moreno e os dois mantinham um abraço cúmplice, talvez um abraço de redenção e arrependimento, pelas palavras ditas e pelas ações tomadas.
Gemeram com o contato íntimo, pele contra pele, compartilhando calor e desejo. Bernardo circulou a cintura do namorado e o puxou para si, seus olhares pareciam dizer mil coisas, mil pedidos, mil desculpas, mil “eu te amo”. O ruivo acariciou os cabelos negros, puxando alguns fios, fazendo o moreno abrir a boca, num gemido que fingia ser de dor, mas não passava de um momento divertido.
—Eu... Também te amo. -Falou rápido, numa forma de Bernardo não ouvir, o moreno sorriu e fechou os braços ao redor do corpo pálido de Alberto com força.
—Fala de novo…
—Não, seu idiota… -Pareceu grosso, mas era apenas vergonha. O envergonhado Alberto deitou-se na cama, numa forma de fugir dos olhos do amado. Bernardo movimentou-se ficando de joelhos na cama, ainda com as pernas de Alberto presas em seu corpo, e o beijou de novo. -Eu preciso… Daquilo... -Admitiu para o ruivo, roçando seus lábios.
Bernardo tocou-lhe os cabelos, ouvindo-o gemer baixo quando desceu os lábios pelo pescoço, até chegar em um dos mamilos e o sugar com vontade, aproveitou para passear com mão pela cintura do ruivo, que permanecia com a coluna arqueada devido os arrepios dos beijos no mamilo.
O ruivo permanecia parado enquanto sentia os toques de Bernardo, o moreno descia rápido, passou dos mamilos para a barriga e já estava mordendo a virilha do ruivo, com os pequenos pelos ruivos eriçados batendo no seu queixo. O momento dos gemidos havia chegado. O advogado se sentia cada vez mais perdido ali, suas mãos agarravam os edredons da cama com força, numa forma de descarregar o prazer que os toques estavam lhe dando, enquanto o moreno alternava as carícias entre os dois pontos de prazer do advogado, já o preparando também com a língua ao afastar-lhe as nádegas.
—Tem lubrificante? Camisinha? -Perguntou.
—Hm… Respondeu um Alberto atordoado pelo contato íntimo recente. -Na gaveta. -Quando o Bernardo se afastou, em busca do lubrificante e camisinha, Alberto o observou. Não falou nada quando o ex-ator posicionou-se à sua frente, apenas, o ruivo levemente nervoso, entreabriu as pernas, numa forma de autorização para o que vinha a seguir. vermelho e nervoso, entreabriu as pernas, permitindo. Bernardo inclinou-se para beijá-lo, excitando-se ainda mais com aquilo.
Quando voltou a se ajoelhar, derramou lubrificante nos dedos e os levou à região já umedecida por seus beijos e língua. Alberto ofegou, apertando os olhos e trincando os dentes, a cabeça caindo contra a almofada quando sentiu a invasão cuidadosa do namorado, os dedos gelados de lubrificante espalharam, contraditoriamente, uma onda de calor por toda a região. Gemeu fraco quando ele moveu os dedos, massageando e procurando o ponto que lhe daria mais prazer.
Alberto abriu os olhos, ao sentir a fisgada de prazer forte naquela região e encontrou o olhar febril de Bernardo, seus lábios deixaram um gemido, pouco alto sair e o moreno sorriu. O ruivo gemeu ainda mais alto quando Bernardo apertou o ponto de prazer do ruivo, fazendo o pau do advogado dar um salto e ele sentir uma corrente elétrica ir por todas as terminações nervosas do seu corpo.
—Faz de novo… -Gemeu pedinte o ruivo.
—Você gosta? -Fez uma pergunta estúpida, ao fazer de novo o ruivo quase pulou da cama com a sensação. Bernardo então pressionou mais a região, inclinando-se um pouco mais para frente e beijando o peito do ruivo. Alberto gemeu e dobrou as pernas e subindo a mão até os cabelos negros do Bernardo, os quais apertou com força.
—Coloca mais um… -Bernardo obedeceu colocando outro dedo. A pequena resistência deixou o moreno pensativo.
—Tá doendo? -Perguntou o moreno, erguendo um pouco o olhar.
—Não… -Alberto negou com o rosto queimando e sentiu o corpo queimar quando a mão do moreno foi até seu pênis duro.
—É… Tá duraço!
—Idiota! -Alberto falou se inclinando um pouco para frente, dando um forte tapa no peito do moreno, que sorriu, mas não reclamou quando o ex-ator se inclinou para beijar-lhe.
Depois do beijo, Bernardo se afastou buscando a camisinha. Alberto se ajoelhou com velocidade e logo colocou as duas mãos no peitoral de Bernardo, que o olhou curioso.
—Agora não… -Falou pegando o maior pela mão e o jogando na cama, do jeito que o ruivo estava antes. O moreno não reclamou ou falou nada, apenas deitou-se, viu o namorado deitar-se sobre si e beijar o seu queixo e logo começar a descer.
Os lábios do ruivo foram descendo pelos dois mamilos e logo estava nos gominhos do abdômen e logo a mão de Alberto estava lá… No pênis duro do maior. Alberto o segurou com firmeza, Bernardo ia começar a dizer algo, mas logo o advogado se abaixou e abocanhou de leve a glande do ator e a frase que saíria acabou virando um longo gemido ao sentir o contato quente e úmido da boca do menor.
—Isso, cabelo de fogo. -Falou e logo Alberto parou e dando uma mordida forte na virilha do moreno que quase gritou de dor. -Que merda…
—Não começa com esse apelido ridículo, seu idiota!
O amor briguento nunca deixaria as farpas.
Alberto voltou a felação e logo sentiu as mãos do moreno sobre seu cabelo. Geralmente aquilo corresponderia a outra briga, mas o ruivo resolveu ceder e deixou o moreno segurar em seus cabelos e iniciar um ritmo com a cabeça do menor. O moreno resolveu apoiar-se nos próprios cotovelos, numa tentativa de ver aquilo melhor. O ruivo parou em seguida e logo sentiu seu pescoço ser puxado pelo maior, que lhe agarrou e o beijou com vontade.
As ereções de ambos se tocaram com o contato e Alberto segurou firme o quadril do moreno, primeiro porque o puxou foi rápido e ele quase se desequilibrou e depois porque adorava sentir a pele de Bernardo, uma das coisas que talvez jamais assumisse. O ruivo o empurrou de leve e logo pegou a camisinha que estava ali perto. Bernardo o olhou safado, sabia que o ruivo iria sempre querer começar na frente, o que acabava por lhe excitar. Alberto abriu a camisinha e logo colocou sobre o membro teso do maior. Colocou o lubrificante na mão e massageou o pênis do moreno e logo sentou-se sobre o colo dele. Descendo devagar com os olhos fechados.
Segurou a cintura do ruivo,olhando-o. Aos poucos, começou a sentir a pressão ao redor do pênis... A descida era vagarosa, a expressão de concentração e dor do ruivo era extremamente sensual. Os dois estavam vivendo um momento que estava sendo esperado há tempos. As brigas e a distância haviam sido coadjuvantes, as personalidades difíceis eram que estavam com o papel de antagonista naquele amor. Gemeu arranhando o peito do namorado.
—Bê… -Deixou escapar, seus ombros tensos, os olhos fechados.
—Beto… Eu te amo. -Falou de novo. Poderia parecer engraçado. Como um ator pornô, conseguia dizer tantas vezes eu te amo, com facilidade para alguém, enquanto Alberto não conseguia, apenas pela sua forma fria de lidar com a vida. -Olha pra mim… -Ele pediu e o advogado o fez. Bernardo poderia dizer alguma coisa, mas Alberto só conseguiu sorrir ao ver o olhar febril do maior, sorriu por estar feliz, por finalmente estar de volta com ele. O menor se inclinou sobre o namorado e o beijou, enquanto se movimentava com dificuldade, por causa da posição. Alberto moveu o quadril uma última vez e Bernardo levantou as pernas e o quadril e começou a movimentar-se dentro do menor. O gemido do ruivo era algo espetacular aos ouvidos de Bernardo, era leve e gostoso de ouvir, contrastante com a personalidade difícil de Alberto.
Bernardo era tão intenso em tudo, nos olhos, nas palavras, na forma de tocar, nos movimentos. O ruivo gemia a medida que as movimentações do moreno aumentavam de velocidade.
—Rápido… -Pediu o advogado que logo foi atendido por Bernardo, o moreno resolveu trocar de posição o deitando sobre a cama, as pernas magras do ruivo circundaram o corpo do maior e o ruivo gemeu ao sentir o moreno ir fundo dentro de si. Gemeu alto, esticando braços, fazendo bater contra a cabeceira da grande cama.
Os barulhos que davam espaço eram os leves espasmos que Alberto soltava, alguns sussurros firmes de Bernardo e o barulho dos corpos se chocando. A troca de posição veio em seguida, Alberto se colocou de quatro e como não era de se surpreender o ruivo colocou a cabeça entre os braços, numa forma de se esconder. O moreno o segurava com força e mantinha o ritmo forte das estocadas, ficava alternando entre massagear a bunda do ruivo, dando leves tapas ou se inclinando e beijando as costas já suadas do amado.
Alberto tentou olhar Bernardo por cima do ombro, mas a onda de prazer que penetrava seu corpo não ajudava, o ruivo levou uma das mãos até o pênis e iniciou os movimentos, seu membro estava duro, mas o ruivo sabia que não aguentaria muito, estava delicioso, precisava gozar.
O moreno sentiu que o ruivo estava se masturbando e seu ânus começava a se contrair, o maior sorriu safado e aumentou as penetrações, fazendo Alberto gemer mais alto e se tocar com mais velocidade. As contrações do menor logo chegaram, o ruivo havia gozado sobre a cama, todo seu corpo começou a se contrair pelas sensações maravilhosas do prazer e aquele aperto quase deixou o moreno louco que insistia em ir rápido, mas pelas contrações era impossível, o que acabou auxiliando que ele gozasse também.
Bernardo deitou-se sobre o corpo já cansado do ruivo e o beijou na nuca, com firmeza e sentiu os pelos ruivos molhados de suor.
—Eu nunca mais vou sumir…
—Bê…
—Eu sei que você quer dizer, mas não vai dizer… Eu te conheço, mas a cada olhar seu, cada suspiro, cada palavra, cada gemido, cada gozo… Eu sei que por trás disso tem um eu te amo. E eu te amo também, Beto…
E os dois ficaram ali, deitados, um sobre o outro… Esperando talvez que o corpo esfriasse e a vontade voltasse e assim repetissem a dose.
[FIM]
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