The Truth About Love!

19 XVIII- Comparsas


Notas iniciais
VOLTEI! — Vamos aos lindos do Sketcher... O capítulo passado teve apenas cinco comentários... Fiquei bem triste com a redução drástica, essa fic normalmente chegava a 10 comentários por capítulo... Mas, vamos lá: Os lindos são: Lucão, Guilherme, Uncle, DarkSide e Akihito, obrigado seus lindos! — Quer ser um lindo do Sketcher? É muito fácil, basta você mandar um review depois de ler esse capítulo! — Sintam-se a vontade de comentar e recomendar!

Os dias fluíram muito rápido para Guilherme, o garoto de cabelo castanho já estava a caminho do aeroporto, o motorista do amigo Max havia sido solicito todos os poucos dias em que esteve no hotel, o castanho comprou algumas peças de roupas, já que todas as suas coisas ficaram no internato. O garoto ainda estava assustado. E se a escola descobrisse sua fuga, aquilo ocasionaria um escândalo, um escândalo mundial, mas a sua saudade do país e claro, do professor loiro eram inquestionáveis.

Ao chegar ao aeroporto, o castanho desceu do carro e agradeceu ao motorista que havia sido tão gentil consigo durante aquele período e logo seguiu, por aquele saguão já conhecido por ele. Faltava algumas horas para o seu voo acontecer e simplesmente o tempo não passava, tudo estava mais devagar e aquilo estava deixando o brasileiro nervoso.

O castanho fez o check-in e sentou-se numa das várias cadeiras que tinha naquele lugar, estava bem calmo e o movimento não era dos maiores. Logo o castanho começou a mexer no celular para que assim o tempo passasse mais rápido e até que aquilo teve algum efeito, depois de alguma espera, ouviu o anúncio de seu voo e o coração falhou uma batida.

Então estava na hora... Estava na hora de voltar ao Brasil, reencontrar o Emanuel, talvez, ir atrás do seu tio e de maneira nenhuma, nenhuma mesmo, esbarrar com seu pai. Se Nathan Mark soubesse de toda aquela fuga, com certeza colocaria o filho em uma prisão de segurança máxima norte americana. Com todos os seus pensamentos, o castanho sentou-se em seu assento e respirou fundo, logo o voo iniciaria, logo faltaria poucas horas para chegar em Belo Horizonte. E então o castanho chorou...

As lágrimas brotaram e começaram a cair e a cair... Sua vida tinha mudado da água para o vinho quando tinha conhecido o professor sexy e loiro. Haviam se apaixonado, haviam transado, seu melhor amigo havia contado tudo para seu pai que furioso acabou lhe jogando do outro lado do oceano, o mais longe possível. E será que agora tudo voltaria aos eixos? Será que agora o jovem garoto de cabelos castanhos conseguiria ser feliz com o professor loiro e sexy de matemática? E depois das lágrimas de felicidade e alívio, Guilherme resolveu descansar sobre a cadeira e quem sabe dormir.

Tinha roupas novas que Max havia ordenado que o motorista comprasse junto ao castanho e agora seria o recomeço... O bom recomeço... Encontrar Emanuel, esse era o principal pensamento de Guilherme. Encontrá-lo e amá-lo.

[...]

As horas de voo passaram rápido, afinal o jovem garoto tinha dormido, e ao saber que estava chegando desembarcando em BH nos próximos dez minutos fez seu coração palpitar mais do que em qualquer outro momento da sua vida. Olhou pela janela e já dava pra ver tudo pequenino e seria tão reconfortante ver tudo aquilo que Guilherme conhecia em seu tamanho natural de novo.

Logo chegou a hora de desembarcar e Guilherme seguiu calmo para a saída do avião, embora seu coração estivesse saindo pela boca. Pela altura do sol, devia ser quase oito da manhã. Aliás, Guilherme sentia falta daquele sol forte, típico do Brasil, diferente do sol meio tímido de Londres. Ao chegar no saguão de desembarque teve de esperar intermináveis oito minutos para que a sua mala finalmente chegasse e o castanho pudesse pegar o taxi. Ao pegar a mala, o garoto saiu apressado e foi logo para a zona de taxis do aeroporto.

—Moço, por favor, me leva para esse endereço? –O homem careca e gordo, deveria ter por volta de sessenta anos, se espantou com a rapidez do garoto, era quase como se ele tivesse fugindo da polícia.

—Tá tudo bem, moleque?

—Sim, eu só estou apressado para chegar logo em casa! –Explicou e o motorista logo permitiu a sua entrada no veículo.

O percurso foi lento demais para a falta de paciente de Guilherme. O motorista ia devagar e o trânsito também não estava ajudando, o castanho então pegou o celular e pensou em ligar para Emanuel. Seria uma boa avisar que estava no Brasil? Ou a surpresa seria melhor? Talvez surpreender fosse melhor... Emanuel poderia desmaiar na hora que visse o jovem garoto de cabelos castanhos e aquilo fez Guilherme rir.

—Chegamos, garoto! –Falou o motorista e apontou direto para o taxímetro para mostrar o valor.

—Obrigado, moço! –Disse o garoto estendendo uma nota para e pouco se importando com o retorno, afinal aquele dinheiro nunca foi seu. Desceu rápido com a mala e logo se encaminhou para a entrada, como o porteiro já conhecia o garoto, bastou que Guilherme lhe dissesse que queria ver Emanuel que o porteiro lhe sorriu e abriu o grande portão.

Guilherme passou pela recepção e foi logo para a porta do elevador. Sua cabeça continuava pensando e tentando saber qual seria a reação de Emanuel ao lhe ver. Logo o castanho chegou ao andar desejado e se encaminhou até a porta.

—É agora!

Suspirou baixinho, colocou a mala no chão e tocou a campainha da casa de Emanuel. Se o loiro não tivesse ali, Guilherme conseguiria entrar arrombando a porta e faria uma surpresa maior ainda.

—Já vai! –“Ahhh, essa voz!” Pensou o garoto ao ouvir a voz grave e forte do amado. Emanuel estava em casa, então a surpresa seria agora. O professor não tinha costume de olhar pelo olho mágico então a surpresa seria digamos... Forte.

A porta abriu e Guilherme abriu um meio sorriso tímido e com os olhos arregalados olhou para Emanuel.

—Olá... –E a voz de Emanuel morreu ao ver quem estava do outro lado da porta. Ele olhou o garoto dos pés a cabeça e começou a piscar ininterruptamente. –Gui... –O garoto de cabelo castanho parecia radiante aos olhos de Emanuel, ele continuava igual, mas parecia diferente, parecia crescido.

—Acho que voltei, né? –Guilherme percebeu que Emanuel estava mais magro, a marca da barba recém-tirada e mesmo com a empolgação e a surpresa ainda era possível ver resquícios de tristeza em seus olhos. Emanuel usava apenas uma bermuda e estava descalço, talvez tivesse acabado de acordar...

—Quem é, Manu?

Guilherme ouviu a voz masculina vindo de dentro do apartamento e seu peito doeu na hora. Olhou para dentro, devido a abertura da porta que o loiro deixou e viu o outro loiro. Carlos também usava apenas uma bermuda e o cabelo bagunçado denunciava que ele havia acabado de levantar, assim como o loiro maior. Guilherme ficou atônito e Emanuel virou para o loiro e deu um sorriso de satisfação.

—Ele voltou, Carlito! –Falou o loiro com a voz arrastada e aquilo foi o fim para Guilherme. O castanho saiu correndo em disparada e nem se atentou para o restante da conversa.

—Manu, ele saiu? –O maior olhou embasbacado pra porta sem saber o que fazer. –Corre atrás dele! –Gritou Carlos e o loiro se moveu, mas Guilherme teve tempo de sair a sua frente e ganhar vantagem, porém Emanuel não ia desistir, ia correr atrás do seu amor.

Guilherme já estava chegando a portaria quando lembrou que esqueceu sua mala ali, lá tinha apenas um pouco de dinheiro que o moreno havia trocado no banco e todas as roupas que havia comprado. Ou seja, agora estava sem nada, para onde iria? Seu pai? Ele não era louco... Será que seu tio iria lhe ceder abrigo?

—Abre, por favor? –Falou ao porteiro segurando as lágrimas ao máximo. O porteiro apertou o botão e logo o portão começou a se mover sozinho.

—NÃO! NÃO DEIXA ELE SAIR! –O porteiro ouviu a voz do residente e logo reapertou o botão, mas Guilherme havia conseguido fugir pelo espaço já aberto e o portão fechou antes que Emanuel conseguisse passar também. -Abre de novo! –Falou alto e nervoso. O portão foi aberto mais não era possível ver nada. Guilherme deve ter ido pra qualquer direção, entrado em qualquer rua, era improvável saber onde ele tinha ido. O loiro voltou para o prédio e foi até o estacionamento pegar sua moto. Acharia Guilherme de qualquer jeito!

[...]

E o processo estava na sua segunda pausa de dez minutos. Alberto mexia nos cabelos dentro da salinha e Bernardo tomava mais uma xícara de café. O ruivo estava assustado, a defesa da produtora tinha feito um trabalho bem digno e estavam conseguindo colocar medo no ruivo, que sempre era tão confiante, mas Alberto tinha seus trunfos.

Bernardo estava mais relaxado, nem parecia que ele poderia perder aquele processo e dever milhões de dólares a uma produtora. Dinheiro esse que o moreno não tinha, apenas se implorasse muito ao senhor Mark, seu irmão. E ao lembrar do irmão, lembrou consequentemente do sobrinho, que saudades que ele tinha do jovem garoto que era a cara do seu irmão.

—Bernardo...

—Fala. –Os dois estavam ainda brigados. Bernardo alegava que o ruivo não tinha o direito de ter feito os dois dormirem em camas separadas que isso só afetava a masculinidade do ator e que o jovem advogado estava sendo um filho da puta. Já Alberto ignorava tudo o que o moreno, o caso era o principal.

—Você não está preocupado?

—É pra estar? –Alberto revirou os olhos. –Ué, você não é invencível, te contratei por isso!

—Ninguém é invencível, seu idiota! Eu só não perdi nenhum caso ainda, mas logo logo isso acontece... E não, você não me contratou eu estou trabalhando aqui de graça, lembra?

—Detalhes... –Falou ignorando o ruivo menor.

—Você sabe o que dizer no seu depoimento, não é? Ele é o último e todo o caso vai depender de você! –Falou o ruivo nervoso e ao lembrar que estava chegando ao fim do processo aquilo lhe corroeu por dentro.

Seria o fim para ele e o ator? Afinal, para a mídia ambos estavam juntos apenas por causa do processo complicado em que o ruivo estava trabalhando e era óbvio que Mauro Mendonça iria atrapalhar e muito a vida dos dois se caso eles continuassem se encontrando.

Mauro Mendonça... Aquele nome fazia lhe fazia o ódio subir pela cabeça. Desgraçado jornalista, maldito advogado e um pilantra inteligente, que Alberto que era corajoso temia. Mendonça tinha artifícios e não eram poucos e também tinha reconhecimento, o que era bem pior.

E se eles perdessem? Alberto poderia pedir uma revisão do processo e ficar mais tempo com Bernardo, seu coração parecia acatar aquela ideia, mas a sua mente de advogado renegava aquilo... Perder um caso por um puro capricho? Aquele não era o feroz advogado ruivo que assustava até escritórios com respaldo, aquele era um jovem ruivo apaixonado que não queria largar o amado ator. Alberto não perderia!

Os dez minutos passaram voando, talvez agora tudo corresse sem qualquer pausa... Alberto suspirou e tomou um copo com água.

É agora, Alberto! Vamos ganhar milhões!”

Falou para si mesmo, como se fosse um mantra e então saiu da salinha junto com o ator que continuava com a mesma expressão calma no rosto. Era tudo ou nada agora, de preferência que fosse tudo!

[...]

Carlos aquele dia havia chegado mais tarde e aquilo tinha sido um problema. Afinal, o seu atraso fez com que o garoto que Emanuel amava acabasse entendendo tudo errado e os dois, se tiverem se esbarrado, agora estavam numa discussão sem fim. Emanuel estava tão mal, não merecia passar por aquela barra.

Felizmente, Fernando sabia de seu atraso e havia aceitado, já que o loiro havia lhe explicado que tinha ficado até às 1 da manhã arrumando seus pertences e assim precisava dormir mais um pouco. “Seria terrível se Fernando também estivesse entendido tudo errado e nós também estivéssemos sobre uma briga!”

Carlos não queria nem pensar nisso... Estava em sua sala, acertando uns papéis para levar até o noivo... Noivo... Termo que o loiro adorava dizer e pensar... Os dois estavam noivos, mal poderia acreditar nisso, em tão pouco tempo e Carlos já estava noivo de outro homem. O loiro continuava escrevendo fórmulas e mais fórmulas num programa de computador, para levar ao moreno.

Até que a porta se abriu e o loiro tomou um susto. Era uma mulher... Era a mãe da filha de Fernando. A insuportável Andreia Castilho. A mulher usava as típicas saia de perua e uma camisa meio social... Óculos escuros e os cabelos estavam soltos e brilhavam. Parecia que a mulher tinha gastado milhões naquele cabelo e com certeza tinha gastado mesmo. Andreia olhou toda a decoração da sala do secretário e deu um sorriso de desdém. E Carlos percebeu, ele que havia feito aquela decoração, embora não tivesse nenhum conhecimento de interiores, aquilo parecia formidável aos seus olhos.

—Em que posso ajudá-lo, senhora? –Falou educado.

—Senhora Malfitano, pra você! –A mulher foi se aproximando e logo pegou a cadeira em frente a mesa do loiro e sentou-se. Carlos suspirou com ódio, “senhora Malfitano?” Pensou, quem era aquela mulher pra dizer que tinha o sobrenome do seu noivo?

—Desculpe-me senhora, mas não posso utilizar esse sobrenome, a senhora não é casada com o senhor Malfitano! –Foi claro.

—Olha aqui, seu subordinado! Você vai me tratar com o nome que eu desejar, afinal você é um simples empregadinho que a partir de qualquer ordem minha vai parar no olho da rua.

Andreia não parecia brincar. Logo, ela levantou e ficou encarando o loiro de cima. Carlos não permitiu aquele olhar superior e logo ficou de pé. Os dois se encaravam frente a frente, tinham a mesma altura, talvez por que Andreia estivesse de salto alto.

—A senhora não tem o direito de me ameaçar na minha própria sala...

—Sala? –Interrompeu a mulher. –Que secretário merece uma sala? Você por acaso é mais do que algum secretário?

—Já disse que você não vai vir aqui me ameaçar! –Falou levantando a mão direita que logo foi agarrada pelas duas mãos da mulher que olhou sua aliança.

—Você acha que eu não percebi? –Olhou para a aliança e depois para o loiro estava com os olhos arregalados. –Você acha que eu sou burra?

—Percebeu o que, sua louca?

—QUE É ÓBVIO QUE VOCÊ ESTÁ FUDENDO COM O FERNANDO! –Gritou a mulher, ela parecia possuída e Carlos estava estupefato com aquilo. –E assim, que nós vamos jogar, senhor Carlos!

—Do que você está falando? –Quis enganar. –Eu não tenho nada com o Senhor Malfiitano, ele é meu patrão! Vai se tratar, sua louca!

—Acho bom você terminar isso logo, garoto! –Ameaçou com o olhar frio. –A indústria automobilística é muito preconceituosa e não iriam gostar nada de saber que o Fernando anda se envolvendo com um empregado, além do escândalo judicial que isso ocasionaria... Imagina o número de processos que Fernando receberia por assédio?

—Você é uma doente! –Andreia largou a mão do loiro e começou a se retirar da sala, mas não sem dar um aviso antes.

—Sou pouco paciente, garoto! Você tem até o fim de semana pra sair da vida do Fernando ou ele vai sofrer bem mais do que você acha que ele pode, se tem alguém no mundo que eu conheço é aquele homem e ele não aguentaria ver o seu negócio ruir. Está avisado!

[...]

Tinha tido uma última pausa... O juiz precisava de vinte minutos para deliberar com o júri e assim dar a sentença. O depoimento de Bernardo tinha sido de suma importância para o caso e pela experiência de Alberto aquele caso estava ganho, mas não era bom comemorar antes do tempo, não é verdade? Até Bernardo estava calado e tenso, ele não queria perder e não queria decepcionar o ruivo, afinal foi aquilo que fez os dois ficarem juntos, aquele caso caótico.

Ambos voltaram à sala da audiência, todos sentados e em silêncio ouvindo o que o juiz teria a dizer a seguir.

—Depois da deliberação e dos votos dos senhores jurados aqui presentes, agora lerei a sentença desse caso entre o senhor Bernardo Mark contra a produtora de filmes homoeróticos The Dick Suckers*. Amparados em todos os depoimentos, provas e materiais de áudio e vídeo aqui apresentados, eu lhes comunico que por uma votação de seis votos contra um voto... O vencedor do caso é o senhor Bernardo Mark por ser ludibriado pela produtora. A mesma terá como pena o pagamento de dez milhões de dólares ao senhor Mark e o diretor-chefe da produtora terá pena de cinco anos de prisão domiciliar por fraude. Convoco assim o fim do caso, sessão encerrada.

Bernardo levantou e abraçou Alberto na mesma hora, sua vontade era de dar um beijão na boca do ruivo, mas era melhor se conter, afinal ainda estavam dentro do tribunal. Os advogados da produtora foram até a mesa de Alberto e elogiaram o seu afinco no caso e suas palavras bem colocadas, o ruivo agradeceu e logo pegou sua maleta. Antes de irem embora, os dois passaram na sala reservada a eles e Bernardo agarrou o ruivo por trás que não esboçou nenhuma reação, nem mesmo xingou o maior.

—Trinta por cento são seus! –Sussurrou na orelha do menor que sorriu, mas acenou negativamente.

—O caso foi de graça, lembra?

—Pro inferno! É seu dinheiro, colocarei na sua conta e você faz o que quiser... Joga fora. Dá aos pobres. Qualquer coisa, mas trinta por cento é seu!

—Ok... –Bernardo franziu o cenho... Foi fácil assim? Alberto não iria criar caso? Não ia brigar? Disse um ok?

O moreno virou o corpo do ruivo com facilidade e olhou pra ele intrigado.

—Ok? Não vai criar caso?

—Eu estou com dor de cabeça, Bernardo! Muita dor...

—Mas... Eu achei que nós iriamos comemorar! Sei lá, sair? Jantar fora? Quem sabe pegar um motelzinho norte-americano...

Alberto negou com a cabeça e revirou os olhos... Bernardo não entenderia, afinal ele era gay assumido, tinha vídeos rolando meio mundo e todo mundo já tinha visto o pau dele mesmo, mas Alberto era reservado demais e se por acaso alguém soubesse que os dois estavam com envolvimentos além dos profissionais o ruivo iria entrar em colapso.

—Não, Bernardo! O nosso voo saí amanhã as quatro da tarde... E só o que eu quero é dormir! Apenas dormir!

Ainda era cedo, não havia nem escurecido, mas Alberto não aguentava mais sua cabeça e o medo do que viria a partir de agora, será que realmente ele teria que se separar de Bernardo? Ou ele iria encarar de frente aquela situação... Mas será que o ruivo aguentaria isso?

[...]

Mauro Mendonça havia acabado de entrar em seu apartamento. Depois de um dia cheio e pensativo cheio das mesmas notícias de sempre. Ele só queria respirar e descansar. Se jogou no sofá antes de qualquer coisa e ligou a TV.

Passava um programa inútil, como sempre, um escândalo sobre uma mulher que descobriu que o marido tinha um caso com outro homem... E de repente aquilo começava a ficar interessante aos olhos do jornalista.

—Senhor Mendonça? –Ouviu a voz do garoto que já tinha lhe ajudado uma vez. O sonhador Roberto estava morando com o jornalista agora e era quase como o “escravo” pessoal de Mauro. –Vai precisar de algo?

—Não, vai deitar! Daqui a pouco eu vou lá, mas não durma! –Avisou e o garoto saiu. Roberto achava que conseguindo ajuda de alguém que estava envolvido no meio da fama, mesmo que indiretamente iria facilitar a sua carreira, mas Mauro Mendonça só gostava do seu corpo e de o quanto ele se contorcia enquanto estavam na cama.

Mendonça continuou olhando a TV. As pessoas da plateia pareciam indignadas e davam total apoio a mulher traída. Se eles davam tanto pitaco assim na vida de desconhecidos, imagina se descobrirem algo assim com pessoas que são conhecidas? Pensou o jornalista e logo pegou o telefone e discou rápido o número.

—Andreia Castilho?

—Olá? Quem fala?

—Mauro Mendonça, senhora Castilho... –O jornalista sorriu. –Andei pensando na possibilidade que a senhora levantou no meu escritório e vi que ela não é de todo mal... Acho que sim, irei investigar, o apoio financeiro do primeiro mês ainda está de pé? -“Um cão raivoso nunca larga nem o menor osso!” Era a filosofia de vida do jornalista.

—O que fez o senhor mudar de ideia tão rápido?—Andreia não era nenhuma iniciante, ela também sabia o que estava fazendo.

—Quero ajudar uma pobre ex-mulher que deve ter sido enganada e traída pelo ex-marido... —“E ela cairia como um patinho”. Pensou o jornalista.

—Sim, o apoio ainda está de pé, porém apenas no primeiro mês... Senhor Mendonça, eu quero um dossiê completo, com as maiores provas de que o garoto está extorquindo o Fernando e que faça com que qualquer juiz me dê a guarda definitiva da garota e ainda me faça arrancar uma grana daquele desgraçado.

—Uma extorsão... —“Um escândalo maior ainda!” Sorriu em pensamento o jornalista. –Pra isso, eu vou precisar de mais ajuda financeira, senhora!

—Terá... Depois do processo e de minha vitória, os nossos lucros serão distribuídos de maneira generosa, senhor Mendonça!

—Então temos um acordo?

—Temos sim, espero que o senhor consiga tudo o que desejo...

—A senhora vai ver... Eu sempre consigo tudo aquilo que desejo, senhora Castilho, basta que aquilo me chame o mínimo de atenção... Tenha uma boa noite!

—Boa noite!

Mendonça se encaminhou até a cozinha e tomou um copo de água e logo começou a pensar... Então seu novo objeto de desejo não era o dinheiro, nem o escândalo da extorsão... Seu novo objeto de desejo tinha nome e sobrenome e era conhecido por ser um garanhão de mulheres, mas agora parecia interessado em outro mercado... Fernando Malfitano iria ser perfeito para sua lista pessoal!

Notas finais
Gostaram? Espero que sim Guilherme voltou e bem... Acabou entendendo tudo errado... Gostaram do reencontro de Gui com o Manu? Então, será que o Manu vai achar o garoto? Alberto ficou nervosinho durante o processo, mas felizmente deu tudo certo né? E bem, e agora como vai ficar o nosso casalzinho? Será que o Bê e o Alberto vão permanecer juntos? Gente, esses dois sempre brigam por coisas bobas e agora uma coisa séria está aparecendo, será que vai afetar o amor deles? Ohhhm surpresas a caminho! Andreia ameaçou o Carlito e eu fiquei apreensivo, alguém mais? Será que o nosso loiro vai se safar das falcatruas dessa vaca? E olha só, uma aliança do mau está se formando... Mauro Mendonça e Andreia Castilho agora são comparsas e querem destruir dois dos nossos casais! Cadê os defensores do Carlito e do Fê? E não esqueçam que Mauro ainda tem o Bê e o Beto em mãos! Cadê os defensores do Bê e do Beto? Ahhh que saudades que eu tava de TTAL! Já tenho algumas ideias pro decorrer do próximo capítulo, não sei se vou concluir os capítulos agora nessas férias, vamos ver né? Até mais gente, por favor comentem é tão chato poucos comentários, não é chantagem, mas eu passo tantas horas tentando dar o meu melhor pra vocês! — LINK DO GRUPO, OLHEM E ENTREM, POR FAVOR! https://www.facebook.com/groups/225119220990657/ — COMENTEM E RECOMENDEM!