The Truth About Love!
13 XIII- Planos, ameaças e pegação.
Notas iniciais
—Acho que a senhora não me conhece... –Falou o loiro ainda do lado de fora da casa da mulher.
—Não me recordo do senhor.
—Eu me chamo Emanuel, a senhora é a mãe de um garoto chamado Guilherme?
—Acho melhor o senhor ir embora... –A mulher tentou fechar a porta, mas o professor insistiu segurando-a.
—A senhora é minha última esperança... Eu preciso da sua ajuda...
—Eu não posso fazer nada... Sabe que a última pessoa que se meteu nessa história não teve um final muito agradável. –O loiro se assustou com a revelação mulher.
—Mas a senhora... Tem que me ajudar, seu filho tá correndo perigo... Ele nem está nesse país!
—Querida... O que está acontecendo? –A voz masculina se aproximava e o um homem negro alto e forte se aproximou e olhou torto para o loiro. –Mas um daqueles cobradores do banco?
—Não... Ele veio aqui falar sobre o Gui... –O homem fechou o cenho.
—Então ele é pior que os cobradores. –O negro saiu da casa ficando frente a frente do professor loiro. –Você veio aqui a mando daquele monstro.
—Não querido... O Gui está fora do país...
—Nathan o mandou para a Inglaterra sem ele saber nada de lá... –Explicou o loiro cabisbaixo.
—Aquele homem sempre foi um monstro... Venha senhor Emanuel, por favor...
A mulher fez a volta com a cadeira de rodas e entrou no interior pequeno casebre. O homem negro veio em seguida, mesmo que a contragosto abrindo passagem para o professor loiro entrar. O interior do casebre era singelo e pequeno, porém organizado Tinha um sofá antigo e marrom e uma TV velha, um garoto estava sentado no sofá. Deveria ter uns treze anos e era bem parecido com Guilherme.
—Esse é meu filho, Gustavo.
—O que você quer aqui? –Perguntou o homem irritado e sentando no sofá em seguida.
—Eu sou o professor do Guilherme e bem, o pai dele descobriu algumas coisas sobre ele e o mandou sem nenhum conhecimento do lugar...
—Coisas? Que tipo de coisas? –Emanuel engoliu em seco, será que a mulher ia receber bem a notícia de que o filho era gay? O homem o encarava com desprezo e o garoto estava tão atento quanto a mãe.
—Bem... Nathan descobriu que Guilherme é homossexual...
—O quê? –O negro explodiu em seguida. –O seu filho com aquele monstro é viado, Amélia? Que família desgraçada... E eu aposto que esse loiro aí tem alguma coisa com o moleque... Afinal, que professor se meteria tanto numa bagunça como essa? Vamos filho, antes que ele te infecte com a doença dele...
O negro puxou o braço fino do filho e ambos foram para o interior do casebre. Amélia continuava olhando para o loiro que estava cabisbaixo com a situação.
—Você gosta dele, não é? Está estampado na sua cara...
—Guilherme foi o único aluno com que eu me envolvi... E eu sei que isso é completamente sem ética...
—Quem disse que o amor é ético, querido? –A mulher sorriu pegando na mão do maior. –Mas infelizmente, eu não posso fazer nada para ajudar... Eu não tenho dinheiro e se meter com Nathan não é nada seguro... Querido, ele pode ser tudo de ruim, mas ele ama o Guilherme, mesmo que seja um amor torto.
—Isso nunca será amor, Amélia.
—Ele vai reconsiderar, tudo que ele fez de ruim até agora foi pelo Guilherme.
—O que ele fez com você? –Aquela pergunta mexeu com os sentimentos da mulher.
—Ele me deixou assim... Nathan nem sempre foi um monstro, senhor Emanuel.
—Como ele te deixou assim?
—Nós nos conhecemos na faculdade. Ele fazia administração para seguir os negócios do pai e eu fazia moda, sempre foi meu sonho ser uma estilista... Nós dois começamos a nos conhecer, pois fazíamos uma disciplina juntos. Depois namoramos e iriamos no casar depois que terminássemos a faculdade, mas antes disso, eu engravidei e nossa, ele ficou tão feliz que iria ser pai de um menino, afinal ele sempre quis ter um filho homem... Depois nos fomos morar juntos, nós três. Com um tempo ele foi se tornando possessivo e mandão... Nesse mesmo período, eu conheci o Ernesto, que é o meu atual marido. Ele era modelo e nós nos conhecemos nesse meio. Eu comecei a me envolver com ele e Nathan sempre teve seus detetives. Ele soube disso e quis me afastar dele. Eu fugi, mas tive a idiotice de contar para o irmão dele. Bernardo sempre foi tão ruim quanto o irmão. Ele queria dinheiro... Contou tudo para o Nathan e o maldito estragou os freios do meu carro. Eu fui embora e o carro capotou felizmente eu sobrevivi, ele soube e me excluiu da vida do meu garoto. Me excluiu do mercado e excluiu o meu marido também. E nós vivemos agora aqui...
Emanuel ficou perplexo com a monstruosidade do homem e o pior foi perceber que o irmão dele, que pareceu estar lhe ajudando, na verdade, só estava ajudando o próprio irmão, quem não garante que Nathan não estava por trás desse endereço e preparado para estragar a vida do professor?
—Mas... Foi Bernardo que me passou o seu endereço, Amélia!
—Então, você caiu em uma armadilha de Nathan, ele e o irmão são dois monstros que eu me arrependo de ter conhecido. Dois mercenários.
O professor ficou sem rumo, levantou fora de si e apertou a mão da mulher.
—Foi um prazer, mas eu acho melhor eu ir...
—Ficou assustado? Eu também ficaria!
—Eu agradeço, as poucas informações da senhora, mas eu tenho que dar um jeito de salvar o amor da minha vida.
[...]
A noite passou calma no Brasil, mas agora vamos ver como está o nosso garoto castanho em Londres.
Amanhecia na bela cidade de Londres, o sol sempre tímido iluminava devagar a manhã dos londrinos. No maior internato da cidade, o novato brasileiro acabava de acordar. Mesmo tendo todo o cansaço de uma longa viagem, o brasileiro teria aula durante todo aquele dia. Iria conhecer seus companheiros de turma, os professores e a logística de um internato.
O maior levantou da cama e ficou em pé para fazer seu alongamento matinal, a noite tinha sido fria e a manhã iniciava também fria. Era esquisito para Guilherme, afinal o sol brilhava em Londres, mas continuava frio e em BH, em alguns meses, quando o sol aparecia, logo a temperatura subia também. O garoto estava apenas de cueca, excitado como todo adolescente quando acorda e começou a fazer sua ginástica pela manhã.
—Ahh... Você já acordou? –O loiro magrelo saiu do banheiro, já vestido com o uniforme e com o cabelo bem arrumado, os olhos cinzas acabaram se perdendo na cueca apertada de Guilherme e o garoto engoliu em seco. –Sabe... Acho que você deve se arrumar logo, o refeitório pela manhã logo fica lotado... –Explicou olhando para o chão, estava constrangido.
Max reconhecia que Guilherme era completamente diferente dos outros alunos do internato. Era raro terem alunos de outras nacionalidades ali, mas houveram boatos de que o pai de Guilherme era muito influente no Brasil e era um grande amigo do senhor Edgemond, por isso o garoto conseguiu uma vaga tão facilmente.
Guilherme era um rapaz comum e bonito para o perfil brasileiro, mas alguns londrinos não conheciam esse tipo de beleza, não tão de perto. Guilherme era branco, mas não era pálido como os londrinos, seus fios eram castanhos, mas era um castanho abrasileirado, mas o que mais chamava a atenção do garoto londrino era a irreverência do brasileiro. A maioria dos londrinos eram educados demais para ficarem de cueca na frente dos demais, exceto nos vestiários. E muito cheio de frescuras éticas.
—Ok, vou usar o banheiro! –O garoto entrou no banheiro deixando o jovem loirinho sozinho. Max foi até a cama e pegou o caderninho que era seu diário de dentro da gaveta do criado-mudo.
“Querido diário...
Bem, ontem eu não te escrevi o que aconteceu porque eu fiquei muito entusiasmado de conhecer o novo garoto que iria chegar, como eu já tinha te falado, ele é de outro país, é do Brasil e eu esperava que fosse muito bonito...
Minhas suspeitas estavam certas... Ele realmente é muito bonito, se chama Guilherme, nunca tinha ouvido esse nome... Uma beleza diferente sabe... Ele tem um sorriso lindo, um corpo lindo e uma pele diferente... Diferente da maioria dos garotos daqui sabe... Ele é sexy e parece ser do tipo que não liga para opinião dos outros... Será que os brasileiros são todos assim?
O problema é que eu não sei como conseguir falar com ele... Ele me deixa... Inquieto... E eu...”
—O que você está escrevendo, loirinho? –O garoto loiro fechou o diário depressa e foi logo guardando dentro do criado-mudo. Depois reparou no castanho... Guilherme estava só de toalha e balança os fios castanhos molhando o chão.
—Ahhh, era bobagem... Vamos?
—Quer que eu vá de toalha?
—Ahh, não... Desculpe! Eu espero você se trocar...
—Você se desculpa demais!
—Descu... É... Vou parar...
—Você pode sair? É que eu quero me vestir no quarto, o banheiro não tem espelho para corpo inteiro...
—Tudo bem! –O loirinho pegou a mochila que estava sobre a sua cama e olhou para o corpo molhado e apenas coberto pela toalha, mais uma vez, saindo em seguida...
—Esse garoto! –Na verdade era desculpa, Guilherme queria mesmo era se meter na privacidade do garoto e ver o que ele escrevia no pequeno caderninho. O brasileiro tirou o caderno do criado-mudo e percebeu que era um diário... Riu sozinho da inocência do outro adolescente. Foleou sem ler até chegar na última página e ver seu nome escrito nela.
O castanho leu toda a folha e aquilo lhe deu uma ideia de como sair daquele internato. Guardou o caderninho e foi se arrumar.
[...]
Voltando ao Brasil, era mais uma manhã de trabalho para o nosso advogado. Alberto Duarte terminava de se arrumar aquela manhã para ir ao seu escritório. O ruivo usava um terno preto, simples, típico dele. O ruivo lia o jornal que ele lia todas as manhãs, em sua mesa farta, se encontrava pães, bolos, sucos, tortas e todas as gostosuras que ele nunca comia, mas exigia estar ali.
—Esse jornal só publica desgraças... –Reclamou jogando os papéis sobre a mesa.
A empregada veio logo em seguida entregando o celular profissional do ruivo, afinal, ele como qualquer bom empresário tinha um telefone pessoal e um profissional.
—Senhor Duarte, te ligaram essa manhã, mas como o senhor não gosta de ser incomodado antes das seis, eu não atendi...
—Quem era?
—Número restrito...
—Estranho, mas eu suspeito quem seja...
Na cabeça do ruivo, só poderia ser Bernardo, afinal só aquele idiota ligava com o número restrito.
—Me passa esse telefone, por favor.
A mulher entregou o aparelho para o ruivo. Que logo discou e ligou para o moreno.
—Bernardo?
—Bom dia, demônio ruivo...—Resmungou o moreno, acabando de acordar.
—Você me ligou hoje mais cedo?
—O que você acha? Eu estou te dando bom dia, agora... Eu estava dormindo, sonhando que estava transando contigo e você sempre acaba com tudo...
—Quem te deu essa liberdade, de sonhar essas coisas?
—Vai me processar agora? Acho que não tem como você mandar prender meu subconsciente!
—Estúpido... Temos reunião mais tarde, você vai aparecer?
—Que horas?
—Às duas da tarde...
—Depois que eu gravar a última cena desse filme, eu vou ok?
—Tome banho antes, por favor!
—Eu cheiro mal por acaso?
—Não, mas eu não quero esse mau cheiro de sexo, no meu escritório!
—E você acha que nós não vamos impregnar todo o seu escritório com o nosso sexo.
—Você me enoja, ás vezes...
—Você me adora!
—Ok, eu tenho que trabalhar... Não sou o vadio feito você.
—Tchau, chega de você me irritar esnobando meu trabalho!
O ruivo levantou-se, terminou de fazer a sua higiene pessoal e pegou todo o material de trabalho. Caminhou até o carro.
O telefone tocou, o advogado pegou o aparelho e viu novamente o número restrito. Deveria ser a mesma pessoa que ligou mais cedo.
-Alô?
—Que delícia ouvir essa doce voz de novo...—Era uma voz masculina, mas que Alberto desconhecia. —Como está o ruivo mais lindo que eu já tive o desprazer de conhecer?
—Quem está falando, por favor?
—Ahhh, resposta errada... Acho bom você responder antes que eu me irrite...
—Seu insolente, acha que eu sou obrigado a ouvir esse tipo de abuso? Eu vou...
—Nem pense em desligar... Eu sei coisas sobre que até Deus duvida, e acho que a mídia não vai querer saber...
—Quem é você?
—Você vai saber direitinho... Amanhã, me agende no horário de dez horas da manhã e saberá quem sou!
—Quem te garante que eu farei isso?
—Fará! Ou você quer que saibam dos seus beijos com o jovem Roberto Macarto?—O ruivo gelou como um bom advogado uma desculpa logo começou a vir para fazer a réplica... —E nem adianta inventar nada, ele foi pago pra mim justamente para isso... Não sabia que seria tão fácil te pegar assim, senhor Duarte...
—Ora, seu... –E a ligação foi finalizada!
[...]
—Bom dia, vadios? –Cumprimentou o ator ao chegar ao estúdio de gravação. Seria gravada a última cena do mais recente filme do ator.
—Bom dia, meu pote de ouro. –Elogiou o empresário de Bernardo. Era um baixo e gordo, com cabelos negros e cacheados, seu nome era Igor. –Preparado para a última cena? Esse filme vai ser um espetáculo, já está bem esperado pelo público gay americano e europeu.
—E teve alguma vez que eu te deixei na mão, chefe? –Falou espalhando os cabelos do moreno menor. –Vou me arrumar! –Falou indo em direção aos camarins.
—Eu te acompanho... Tenho algumas dicas para te dar!
—Eu não sou iniciante nisso, sabe que eu sei fazer isso, melhor que qualquer um do seu elenco.
—Eu sei, Bernardo, mas é... Necessário você saber alguns macetes sobre esse ator que vai dividir cena contigo...
—Esse é meu figurino? –Ignorou o chefe. Pegou a calça jeans rasgada, com uma arma falsa presa ao cinto e uma jaqueta de couro larga e sofisticada. –Gostei dessa roupa! –Falou já tirando a calça sem nenhuma vergonha. Ignorando o empresário e as cabelereiras e maquiadoras que estavam no camarim.
—Bernardo, você tá me dando atenção...
—Claro que não, me esquece um pouco, Igor! Olha só, essa roupa é um espetáculo... –O moreno ensaiou vestir a calça, mas foi interrompido pelo chefe.
—Sem cueca. Essa calça você vai usar sem cueca.
—Sem problema... –O moreno tirou a cueca da maneira mais natural possível, deixando algumas mulheres ali presentes embasbacadas e outras interessadas em ver o dote do ator. O moreno tirou a camisa também, ficando completamente nu na sala.
—Você está menos malhado, Bernardo... Assim vai perder contratos...
—Eu estou ocupado, sabe que eu tô envolvido em um processo e isso ocupa tempo, Igor...
—Eu sei... –Ironizou o moreno menor. –Aposto que esse “tempo” todo é você tentando levar o advogado ruivinho pra cama, isso é se já não tiver levado!
—Hoje você tirou o dia pra me irritar né? –Comentou já completamente vestido. A calça demarcava bem a região da frente do moreno, disse levantando da cadeira, já completamente arrumado. –Tô pronto, vamos?
—Lembre-se, ele é muito chato em cena e não seja muito grosso, sabe, daquele jeito...
—Que se foda, eu vou fazer esse cara nunca mais sentar na vida dele! –Comentou rindo em seguida, chegando ao set onde seria gravada a cena. Lá estava toda a equipe de filmagem, diretores de cena e os dois atores da cena, junto a Bernardo.
O ambiente era um quarto de motel, em que o casal estaria se pegando, preparando-se para transar e então o assaltante de motel, Bernardo entraria, matando o outro garoto e estuprando o parceiro dele.
—Bem, minhas duas estrelas estão aqui... Vamos começar a se posicionar, pessoal? –Falou o diretor americano. –Todo mundo em seus lugares!
Bernardo “saiu” da cena para que o casal em questão começasse a se pegar. Era dois atores, um loiro da altura de Bernardo com o corpo malhado e um moicano, se chamava George, e o outro era ruivo, bem parecido com Alberto, era um pouco menor que Bernardo e com um corpo mais magro também e possuía um rosto belo e uma expressão de superioridade, se chamava James. E esse ruivo seria o parceiro de Bernardo.
Era hora de o moreno entrar. Ele chutou a porta falsa com agressividade fazendo-a cair e assustando o casal que estava na cama. O loiro estava sem roupa e o ruivinho apenas com uma cueca preta, ao ver o ruivo assim, o membro de Bernardo deu um pulo, o corpo era extremamente parecido com o corpo de Alberto.
—Isso é um assalto! –Gritou apontando a arma para os dois. Como estava no script, o loiro foi bancar o herói e Bernardo atirou no peito do ator. O ruivo gritou assustado e Bernardo correu para abafar o grito do ruivo com as mãos.
Aquele foi o primeiro contato com o corpo quente do ruivo, a mão do moreno percorreu o dorso delgado do ruivo. O moreno abriu o zíper e o botão da calça mostrando assim o membro duro e com a cabeça brilhando de excitação. O moreno levou a mão de encontro à mão do ruivo e forçou o ruivo a segurar o seu membro excitado. James fez força para sair dos fortes braços de Bernardo e o moreno pegou a arma e levou até a cabeça do ruivo como uma ordem muda de fazer exatamente o que ele queria.
O ruivo levou a mão até o membro duro do moreno e começou uma lenta masturbação ali. Os lábios dos dois se encontraram as duas línguas buscando espaço na boca alheia. Bernardo segurou o cabelo do ruivo o puxando com força para trás, deixando o pescoço branco exposto. O moreno levou os lábios até o pescoço do parceiro e começou a morder a região. James continuava masturbando o membro de Bernardo.
O maior levantou tirando a calça e permanecendo apenas com a jaqueta, puxou o emaranhado de fios alaranjados e jogou o corpo do outro, com agressividade, contra a cabeceira da cama, com o ato o menor abriu a boca mostrando sua dor e logo Bernardo enfiou seu membro na boca do menor.
A oral era agressiva e sensual, o belo mastro de Bernardo sumia dentro da boca, aparentemente, pequena de James, mas logo ele ressurgia completamente molhado. Os dedos do moreno se perdiam nos fios alaranjados do outro e as duas mãos do ruivinho seguravam o quadril do maior, para dar mais veracidade ao estupro.
Bernardo parecia submerso em um personagem, quem diria que atores pornô em sua essência também deveriam saber atuar? Mas a verdade era que nem todos tinham a veracidade em cena quanto Bernardo e por isso, além dos motivos óbvios, ele era muito procurado.
Depois de alguns agradáveis minutos de prazer oral, Bernardo agarrou os dois médios braços de James e o puxou para cima, o virando de costas em seguida. A arma desceu pelas costas do refém deixando-o assustado. Logo as mãos hábeis do moreno invadiram a cueca preta do ruivinho e a puxaram para baixo com agressividade, fazendo o ruivinho soltar um gemido sofrido. O assaltante levou a arma até a boca do refém e ordenou:
—Chupa! –O menor resistiu, mas o moreno não quis saber. –Chupa ou eu te mato!
O refém mesmo receoso colocou a arma na boca como ordenado. Bernardo se abaixou por poucos segundos para pegar o preservativo que estava na calça. O moreno masturbou seu membro mais alguma vez e de uma vez e a seco colocou tudo dentro do corpo do ruivo.
—Argh! –Gritou alto o ator, claro, que tudo fazia parte da cena. –Você vai me matar?
—Se você pensar em ficar quietinho e me obedecer em tudo, eu prometo pensar em te deixar vivo!
O menor engoliu em seco e continuou com a arma na boca, para evitar problemas e gritos... A cena era sexy, dois corpos em pé. O corpo forte e malhado de Bernardo contra um corpo mais magro e mais branco de James. Tudo numa iluminação perfeita. Os movimentos eram rápidos, movimentos de um animal. James fazia o máximo de silêncio que podia, mesmo que fosse difícil com os movimentos rápidos e secos que o moreno fazia. A tensão estava grande, Bernardo tirou o membro e masturbou-se ali mesmo liberando seu sêmen, em seguida, jogou o corpo do ruivo ao chão, fazendo o menor gemer de dor.
—Como você é bem gostoso, eu deixo você viver...
Pegou a calça e saiu dali como um foguete. O ruivo permaneceu caído, próximo ao corpo do outro.
[...]
Fernando estava terminando de revisar um importante relatório em sua sala. Era sobre os números atuais das filiais de São Paulo. E mesmo que nosso empresário fosse completamente profissional, ele não estava com cabeça para negócios. O escritório estava quente, o ar condicionado estava quebrado o que fazia qualquer executivo enlouquecer. Sorte que a cobertura era onde ficava a sala do moreno e assim, o constante vento do último andar amenizava a situação.
—Bom dia, senhor Fernando! –Disse a bela mulher entrando na sala. Era uma executiva importante dos negócios. –Venho informar que a reunião está próxima e perguntar se o senhor necessita de alguma coisa...
—Bem, você poderia chamar o Carlos para mim, por favor? –Pediu. –Não, eu vou até lá! –Completou levantando-se. Carlos havia mudado de sala, recentemente. Fernando havia dado a ele uma sala maior, porém era um andar abaixo.
O moreno caminhou lentamente até o elevador e logo chegou ao andar desejado, afinal era apenas um andar de diferença. Caminhou até a última sala do andar e bateu na porta com rapidez.
—Entre... –Falou o loiro de dentro da grande sala.
Era toda azul, a cor favorita de Carlos. Tinha uma janela que estava emperrada, o que deixava a sala com um calor insuportável, afinal o aparelho de ar-condicionado estava quebrado.
Carlos estava em pé, fazendo uma pilha de papéis de leque, tentando diminuir o calor. Havia tirado o paletó e aberto os primeiros três botões da camisa, mostrando assim quase os seus mamilos. Suas bochechas estavam avermelhadas o que deixava a cena ainda mais sexy.
—Ah... Bom dia, chefe! –Corou, mais ainda, ao ver o chefe o encarando, mas Fernando não estava recriminando o estado do funcionário, pelo contrário, estava adorando ver o menor daquele jeito. –Desculpe, por ter me encontrado assim...
—Desculpa nada... Eu adorei. –Aproximou-se jogando uma pilha de papéis na mesa.
—O que são esses documentos?
—São folhas em branco, foi só um motivo torpe que eu inventei para sair da sala e vir te ver. –O maior abraçou o corpo menor e o sentou na mesa. Carlos estava envergonhado, estava sentado na mesa onde trabalhava, com as pernas levemente abertas onde o corpo do maior se encontrava agora.
—E desde quando a chefe precisa de motivo torpe para sair da sala?
—Acredite, até os patrões devem satisfação... –Os lábios finos de Fernando foram de encontro à boca entreaberta de Carlos, mas o menor virou o rosto causando espanto no maior. –Algo errado?
—Essa sala não tem câmera de segurança? Na outra tinha...
—Porque você acha que eu te mudei de sala? Não foi só por essa ser maior... Mas também por essa não ter câmera de segurança...
—Chefe inteligente...
—Deixa eu te beijar logo!
E mesmo sem a resposta os lábios do empresário foram rapidamente de encontro à boca de Carlos. Os dois se agarram imoralmente sobre a mesa, Carlos apoiava uma das mãos sobre a madeira e a outra segurava firmemente o pescoço do amado. E Fernando segurava com paixão a cintura do secretário.
O beijo era apressado, forte e firme como dois homens importantes sabiam dar. As mãos do chefe começaram a passear sobre o corpo quente do secretário.
—Uau... Se aqui já está quente...
—Vai ficar mais ainda... –Completou o secretário segurando a cintura do amado e empurrando ele levemente.
Era hora de o loiro tomar as rédeas da situação. Carlos girou o corpo do amado o escorando na mesa, onde anteriormente ele estava sentado. Clóvis tirou o paletó do moreno deixando apenas a camisa branca grudar na pele já suada de Fernando. O moreno suspirava a cada toque mais íntimo de Carlos. O loiro desceu a mão pelo corpo do moreno chegando ao cinto. Já era possível notar certo relevo ali no tecido, mas Carlos ignorou, abriu o cinto com facilidade e Fernando apenas olhava para as mãos brancas e macias do loiro fazendo todo o trabalho. Quem olhasse jurava que o nosso empresário estava enfeitiçado pelo loiro.
Carlos atirou o cinto ao chão e abriu o botão da calça importada de Fernando.
—O que você vai fazer? –Perguntou excitado. Como um bom moleque inconsequente Carlos colocou a mão por dentro da calça e da cueca e deu uma chacoalhada no membro duro de excitação do chefe. O menor ficou de ponta de pé para poder falar alguma bobagem na orelha do empresário.
—Você vai adorar... –Saiu como um sussurro o que fez o membro do maior dar um salto dentro da cueca, ainda mantendo contato com a mão do loirinho.
Carlos se ajoelhou ficando com o corpo entre as pernas do empresário. Fernando abriu mais as pernas para que o menor ficasse cada vez mais perto dele. O loiro abriu desceu a calça e a cueca do moreno fazendo o membro já excitado dar um salto para fora e quase bater contra a face do loiro.
Era grande, com uma cabeça rosada e incrivelmente linda. Tinha pelos na base, afinal Fernando não era um adolescente, já era um homem formado e com filha. Uma veia saltada fazia caminho entre a base até a cabeça. E foi por ela que o loiro começou. Carlos abocanhou a base da veia que começava justo no início da excitação do maior. Fernando suspirou alto com o toque e só gemeu mais alto quando a boca do loirinho foi direto para a cabeça de seu membro e engoli-la como se fosse o picolé mais doce do mundo.
As mãos do moreno foram sem o comando dele até os belos fios loiros de Carlos. Apertando com força os cabelos devido à excitação. A oral era lenta, Carlos ia devagar da base até a cabeça, rodopiando com a língua por cada milímetro do membro do empresário. Fernando suspirava baixo, da sua testa escorria suor de calor e excitação. Carlos devia ter feito um curso profissional de sexo oral, mas pensar aquilo atiçou os ciúmes do moreno. Afinal quantos foram os caras que Carlos já namorou ou transou?
Os pensamentos voaram quando a língua hábil de Carlos chegou até a pequena fenda do maior e sugou o pouco de pré-gozo que já escorria por ali. Fernando iria gritar de prazer... Até a porta ser batida com força.
—Senhor Fernando? Os principais sócios acabaram de chegar e já se encontram na sala de reunião. –Falou a secretária da porta. Carlos se assustou e olhou para a porta que felizmente permanecia fechada. O loirinho levantou e junto levantou a calça e a cueca do chefe.
—Eu-Eu já vou...
—Está tudo bem, chefe?
—Sim! Fale que eu estou a caminho! –Ordenou e logo foi possível ouvir o barulho do salto indicando que a mulher se afastada. –Uau... Foi por pouco. -Carlos agarrou o pescoço do maior e mordeu o lóbulo da orelha dele.
—Ainda vamos continuar isso! –Completou...
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