– Eu também te amo... – ele falou e me beijou de novo, e completou: – Sabia que você fica muito linda quando está brava?

– Então... Oficialmente namorados? – perguntei.

– Você quer?

– E precisa perguntar? – ri, e o abracei. – Nunca mais me assuste daquele jeito, tá bom?

– Tá. Boa noite, Isa. – ele me deu um selinho e foi embora.

No outro dia, levantei cedo pra ir à escola.

Assim que cheguei lá, quando eu ia entrar no prédio eu ouvi alguém me chamando. Olhei para todos os lados procurando quem poderia ter me chamado, e encontrei Klaus.

– O que você quer?

– Quero falar com você.

– Não é nenhum truque? – fui até ele.

– Não vou fazer nada com você. Prometo. Só quero conversar.

Isso está muito estranho.

– Me encontra na campina depois da aula.

– Não, eu quero um lugar público.

– Tudo bem, a praça está boa pra você?

– Está.

– Então te vejo lá. – e foi embora.

Entrei no prédio e fui para minha primeira aula. Já estava atrasada.

Depois que acabou a aula, fui para o local combinado. Matt insistiu para me levar em casa, mas eu o convenci de que não era necessário.

Cheguei lá e Klaus já estava à minha espera.

– O que você quer?

– Oi.

– Vá direto ao assunto.

– Por que você está assim?

– Você quer que eu esteja como? Você me sequestrou lembra? Fale.

– Então tá. Damon me traiu há muitos anos atrás e eu preciso dele no feitiço que a sua amiga Juliet irá fazer, mas para isso, você precisará convencê-la...

– Você quer a minha ajuda depois de tudo o que você fez? Me sequestrou, transformou a Elena...

– Eu fiz isso para vocês saberem exatamente quem eu sou. E eu estou pedindo sua ajuda, mas se você não concordar amigavelmente, você vai ver um lado meu não muito agradável.

– E dá para ser pior?

– Você não viu nem o começo. – ele ficou com a expressão sombria.

– Tá bom. Eu falo com ela. Mas que feitiço é esse?

Ele voltou a sorrir de novo.

– Bom, é muito simples: quero que ela ressuscite Kol.

– Quem é Kol?

– Meu irmão.

– Eu pensei que os originais não morriam.

– Existe apenas uma coisa capaz de matar um original.

– O quê?

Ele riu.

– Você acha mesmo que eu vou contar a você?

– E o que você quer com Damon?

– Preciso dele no feitiço.

– Por que o Damon? Não pode ser outra pessoa?

– Ele está ligado ao meu irmão.

– Como assim?

– Sem mais detalhes, ok? Preciso conversar com a sua amiguinha bruxa, ela vai saber o que fazer. – ele não esperou por minha resposta e saiu.

Fui embora também, mas não fui para casa e nem contei para o tio Adam aonde eu ia.

Segui em direção à casa dos Salvatore. Juliet pratica magia com Anna lá.

Quando cheguei lá foi Damon quem me atendeu.

– O que você está fazendo aqui, Isa? Não pode ficar dando bobeira por aí.

– Oi para você também. – e dei um beijo nele. – Quero conversar com você e com a Ju.

Ele a chamou, e eu comecei a falar. Contei tudo o que Klaus me disse.

– Você foi se encontrar com Klaus, sozinha? Está ficando louca, Isabela? – Damon falou.

– Ele não fez nada comigo, nós apenas conversamos, em um lugar público.

– Mas podia ter feito! – Juliet disse.

– Eu estou aqui agora, não está vendo?

– Pra quê ele precisa de mim no feitiço? – Damon perguntou.

– Ele não disse.

– Não vou me meter nisso. Não vou ajudar o Klaus.

– Você não vai ajudar ele por que você o traiu?

A expressão dele mudou completamente.

– O que mais ele te disse, Isa?

– Isso que você acabou de ouvir... Por que você traiu o Klaus?

– Não interessa agora...

– Damon, se você não ajudar por bem ele vai forçar você a fazer isso e não vai ser de um jeito bom. E pelo o que eu sei você o conhece muito bem.

Ele desviou o olhar, levantou e pegou um whisky .

– Tudo bem. – ele falou.

Tenho certeza que ele só aceitou, porque ele sabe que se não aceitar, quem vai sofrer sou eu.

– Eu tenho que ir embora, gente. – falei. O tio Adam não sabia que eu estava aqui.

– Eu te levo. – Damon falou.

Fomos até o carro dele e partimos.

Chegamos em casa e fomos direto falar com o tio Adam.

– Tio! – chamei.

– Aqui em cima. – ele devia está no escritório dele.

Subimos e eu entrei primeiro.

– Oi, Belinha. – ele deu um sorriso.

– Oi. – falei.

– Oi Adam. – Damon falou atrás de mim.

– Damon. – o sorriso desapareceu. Eles podem ter se entendido um pouco, mas meu tio ainda odeia o Damon, isso deu para ver só pelo olhar dele.

Eu e Damon nos sentamos e começamos a contar tudo o que Klaus me disse.

A reação dele foi bem parecida com a de Damon.

– Você ficou maluca? Como você pode fazer uma coisa dessas, aquele cara é perigoso, Isabela!

– Foi o que eu disse. – Damon falou ao meu lado.

Você está do meu lado ou não?, pensei.

– Eu sei disso, tio, por isso pedi para o encontro ser em um lugar público. E ele concordou.

– Mesmo assim, isso foi imprudente. – ele deu uma pausa e depois continuou – Ele não falou mesmo qual é a única coisa que pode mata-lo?

– Não. Ele não é tão idiota assim.

– Você vai ajuda-lo Damon?

– Vou. – Damon falou com uma má vontade.

Tio Adam não fez nenhuma objeção, ele já deve saber o porquê de o Damon vai ajudar no feitiço.

Sexta-feira, antes da aula, Klaus apareceu. Fui falar com ele.

– E então?

– Eles toparam te ajudar.

– Ótimo. Quero esse feitiço para amanhã. Manda sua amiguinha treinar bastante. Ela já deve imaginar o que vai acontecer se algo der errado. E nem tente aprontar nada para cima de mim. – ele falou isso e saiu.

Fui para a aula. Depois fui direto para casa, falar com Juliet.

Ela passou o dia todo treinando o feitiço. No sábado à noite, já estava tudo preparado.

Klaus chegou na casa dos Salvatore. E Damon o conduziu a um lugar nos fundos da casa, onde Juliet esperava. Ela tinha espalhado várias velas pelo lugar e tinha uns símbolos que eu não faço a mínima ideia do que são.

Ficaram apenas os três lá na hora de fazer o feitiço. Fiquei na sala esperando eles acabarem.

Depois de um tempo Anna entrou correndo pela porta.

– Isabela! Você tem que os impedir!

– O que?

– Klaus enganou vocês. Ele precisa de todo o sangue do Damon para completar o feitiço!

– Ai meu Deus! – saí correndo até os fundos da casa.

Era tarde demais. Damon estava morrendo.