The True Lives Of The Fabulous Killjoys
61 Would you destroy something perfect...
Notas iniciais
Depois de analisar e pensar muito, eu decidi que, oras, eu comecei, eu tenho que terminar, não é? Além do mais, já estava terminando mesmo e... Devo confessar que eu tenho um carinho grande por essa fic, talvez seja por isso que, às vezes, eu me atraso na postagem: porque quero que fique um capítulo, no mínimo, bom.
Oh well, vamos deixar isso de lado, right?
Ah sim, btw, eu sei que todos os capítulos têm passagens das músicas do DD, mas vou abrir uma exceção para esse e para o próximo capítulo, porque...
... Vocês vão entender o porquê no próximo, é -qq
Enfim, chega de falar, né.
Enjoy!
De uma forma geral, Poison estava realmente bem. Claro, havia alguns cortes nos seus braços, e seu pé estava envolvido por um grosso gesso, mas poderia estar bem pior.
Todos automaticamente correram para abraçar Poison, que sorria largamente, olhando de forma agradecida para Black Star. Todos, menos Show Pony, que estacou no seu lugar, com os olhos arregalados, totalmente chocado. Poison riu e abriu os braços.
–Venha aqui, seu idiota!
Pony levantou de súbito e correu para os braços da amiga, chorando e apertando-a contra o próprio corpo.
–Nunca, nunca mais me passe esse susto! Nunca! – exigiu ele, sentindo o doce perfume de Poison, que ria, ainda abraçada a ele. Os dois se separaram, se encararam e sorriram. Poison olhou para o capacete, esquecido nas cadeiras de plástico do hospital, e sorriu mais ainda.
–Esse é o meu garoto. – murmurou ela, rindo e beijando-lhe a face. Pony riu baixinho e beijou o topo da cabeça de Poison. A Killjoy deu uma última piscadinha para ele antes de se aproximar de Kobra, que olhava-a da cabeça aos pés, ainda sem acreditar que ela estava bem.
–Poison, você... Você está...
–Viva? Estou. – ela lançou um olhar intenso em direção ao outro, antes de jogar os braços em volta de seu pescoço – E não poderia estar melhor.
Os dois juntaram os lábios, causando uma explosão de sentimentos na cabeça já confusa de Kobra.
Ao se separarem, Poison manteve as testas de ambos coladas e olhou-o, com um sorriso brincando nos lábios.
–Não vai se livrar de mim tão cedo! – sussurrou ela, passando a ponta dos dedos no rosto do outro. Kobra abriu um sorrisinho tímido e não respondeu, simplesmente selou seus lábios uma segunda vez.
Pela primeira vez em meses, Poison se sentiu segura.
–Ei, e a gente? – resmungou Fun, fazendo o casalzinho se separar e rir.
–Aw, vem aqui, anão! – disse ela, sorrindo e abraçando Fun, surpreendendo todos na sala – Sentiu minha falta, é?
–Não disse isso. – replicou ele, com uma expressão irônica, mas com um sorriso nos lábios. Poison apertou a bochecha de Fun e riu ao vê-lo acariciar a própria bochecha, soltando um ‘ai!’, e abraçou o resto do grupo, mas apenas deu um aceno de cabeça em direção a Revolver. Até que chegou a vez de Sunshine.
–Ei, não vai falar comigo? – indagou ela, cutucando a menor, que virou em direção a ela e abraçou-a, sentindo as lágrimas rolarem por seu rosto.
–Eu fiquei preocupada... – murmurou Sunshine, fungando levemente. Poison levantou-a no colo e a colocou em cima das cadeiras de plástico.
–Calma, eu estou aqui. – assegurou a Killjoy, segurando a mão da menor – Eu sempre vou estar aqui pra você...
Sunshine sorriu, afastando as lágrimas, e abraçou Poison mais uma vez.
–Então, – disse ela, por fim, com um sorriso – Quem está pronto para voltar para a Base 8?
–X-
O grupinho saiu do hospital e encontrou Danger, Diamond, Supermassive e Adrenaline do lado de fora e abraçou a todos, com certa dificuldade por causa das muletas. Porém, Danger Bomb sussurrou para que Poison a seguisse. E foi o que ela fez, após abraçar rapidamente Supermassive.
–O que houve? – indagou ela, deixando os nove para trás e andando ao lado de Danger Bomb, que possuía um corte feio no rosto, mas que estava começando a se regenerar.
–Você precisa ver uma coisa. – foi tudo o que ela disse.
As duas andaram até uma área descampada da Zona 4, quase no deserto, onde encontraram um número imenso de montinhos de areia, cada um com o símbolo de uma aranha e um raio. Poison Heart franziu a testa e perguntou:
–O que é isso?
–Todos os Killjoys que morreram na luta.
Poison arregalou os olhos azuis, totalmente horrorizada.
–Quantos? – perguntou ela, com a voz fraca.
–Alguns dizem 200. Outros, 350. Não dá para saber.
–Quantos vieram?
–400. – disse ela, colocando a mão na frente para poder ver melhor o cemitério improvisado.
As mãos de Poison tremeram e Danger a segurou, com medo de que caísse. Tudo pelo que Poison havia lutado já parecia tão banal ao ver todos aqueles Killjoys mortos. Claro, a escolha de vir lutar foi deles, mas isso não significava que ela não se sentia culpada. O peso da culpa pela morte de todos aqueles Killjoys de repente caiu nos ombros de Poison.
–Mas... Como...
–Os Draculoids são burros, mas não são fracos. – argumentou Danger, fitando o horizonte – Infelizmente, eles são fortes. Alguns até são mais fortes do que a gente, e... Às vezes, a força ganha da inteligência.
Poison assentiu, sem desviar o olhar. Com dificuldade, ela andou até a área descampada e se aproximou lentamente de um dos montinhos de areia, e olhou as inscrições feitas em pedras brancas, postas à frente dos montinhos.
“Plasma Ghost
1997 – 2020”
“Atomic Star
2000 – 2020”
“Threat Angel
2001 – 2020”
E Poison continuou lendo todos os nomes, com uma expressão de horror imenso no rosto, como se não pudesse acreditar, como se ela mesma tivesse matado todos aqueles Killjoys. Bom, na verdade, era assim que ela se sentia: uma assassina.
–Eu não posso acreditar... – murmurou ela.
–Nem eu, pra falar a verdade. Quando Adrenaline me contou o número de mortos, eu fiquei chocada. Acho que foi porque ficamos concentrados em um ponto. Só quando começamos a vasculhar o prédio foi que começamos a ver mais e mais corpos... Foi horrível, dê graças aos céus que você não ajudou nisso. – confessou Danger Bomb.
–Todos eles eram da Base 8?
O rosto de Danger se tornou sombrio.
–Alguns. – disse ela, subitamente se tornando lacônica.
–Então lá deve estar praticamente vazio!
–Poison...
–Temos que voltar para lá o mais rápido possível!
–Poison...
–Eu não quero aquela Base desprotegida, e...
–Poison Heart, me escuta!
Poison fechou a boca e aguardou. Danger tirou do bolso um celular e começou a mexer nele.
–Ontem de manhã, recebi notícias de uma de minhas alunas, a Atomic Revenge. Ela me mandou uma mensagem e, junto com ela, essas fotos.
Danger colocou o iPhone 13 na mão de Poison e a Killjoy começou a passar as imagens, olhando atentamente cada uma delas. Todas mostravam praticamente a mesma coisa: uma Base Killjoy destruída, em um completo caos.
–Meu deus, aonde é isso? Espera, isso é... É na Base 8! Ah, meu deus! Precisamos voltar para a Base 8 o mais rápido possível e...
–Poison. Não existe mais Base 8.
Notas finais
Não sei mesmo e.e
Vou contentar em calar-me.
Cya.
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