The True Lives Of The Fabulous Killjoys
45 Truth is now acceptable
Notas iniciais
Então, eu sei que prometi postar quatro dias depois do capítulo 43, mas acabou rolando um monte de coisa e eu fui parar no hospital >< Sinto muito mesmo, mas não foi minha culpa, né?
(Mas vai ter gente me xingando mesmo assim, eu sei que vai -q)
Em minha defesa, eu teria postado mais cedo se o Nyah não estivesse em manutenção. Mas whatever.
Enjoy!
A ex-Giselle entrou no quarto, usando uma jaqueta dourada, legging preta e botas de couro. Em sua mão direita, estava uma arma da mesma cor de sua jaqueta, com uma listra branca. Seu olhar, que antes era tão inocente, estava endurecido e levemente intimidador, só não tão intimidador quanto o de Poison.
–Oh... Você está... Diferente. – comentou Party, franzindo a testa. A mais nova Impairer sorriu de forma agradável, destoando com todo o seu visual. Show Pony riu da cara que Jet fez, de alegria total, e patinou rapidamente até Poison.
–Você sabe que sobrou pra você, não é? – sussurrou ele, despreocupado.
–Eu sei. O que tenho que fazer? – indagou Poison.
–Dar apoio a ela. Ajudá-la no que ela precisar. As coisas de praxe.
Poison bufou.
–Existe um motivo pelo qual eu não dou aula a Impairers, porque eu não tenho paciência com novatos! – sussurrou ela, irritada.
–Você teve paciência comigo.
Ela abriu a boca para retrucar, mas fechou-a logo em seguida. Pony sorriu.
–Viu? É só tentar. – ele abraçou a menina de lado rapidamente – E agora sim eu vou dormir, porque as coisas lá na BLI foram meio puxadas. Só não fui antes porque rolou essa história toda... Enfim... Boa noite.
–Boa noite. – murmurou ela, concentrada nos próprios pensamentos. Show Pony se afastou, deixando Poison entretida em seus pensamentos. Sunshine pegou o pacote que havia ganhado da mais velha e saiu do quarto sem ninguém perceber, indo em direção à varanda. A menina se sentou em uma das cadeiras de ferro que estava disposta no canto direito da varanda e pôs o pacote no colo. Era um pacote pequeno, embrulhado em papel de presente vermelho com uma fita verde colada em cima. Sunshine rapidamente rasgou o embrulho e abriu a caixa, tirando de dentro um cordão com metade de um sol de ouro pendurado.
–É bonitinho, né?
Sunshine virou o pescoço, encontrando Poison, que a olhava com uma expressão estranha. Seus braços estavam apoiados na barra de ferro da varanda e ela tinha os olhos fixos no sol que se punha à sua frente.
–É... De onde você tirou isso? – respondeu a menor, franzindo a testa.
–Era meu. As duas metades eram minhas. E eu resolvi te dar a outra... Foi a mamãe que me deu. – ela sorriu tristemente – Você era bem mais próxima do que eu, então... Achei que seria bom para você se lembrar dela.
Sunshine sorriu.
–Obrigada, de verdade. – disse ela, colocando o colar – Ah... Poison...
–Sim?
–De uma forma estranha... Eu te amo. – ela franziu a testa. Poison abriu e fechou a boca várias vezes, tentando escolher as palavras certas para responder a menor, mas essas palavras nunca vieram. Poison simplesmente se ajoelhou e beijou a testa da menor, sorrindo levemente. Sunshine devolveu-lhe o sorriso, mas era um sorriso triste.
–Hey, o que foi? – indagou Poison.
–Eu... – Sunshine deu uma fungadinha que era para ser um riso – Vai parecer infantil, mas eu sinto falta da mamãe...
A mais velha balançou a cabeça.
–Você tem onze, ou melhor, doze anos, Sunshine. Nem deveria estar passando por tudo isso. É natural que você queira a sua mãe... – Poison suspirou – Eu não posso ser sua mãe, mas... Posso ser sua irmã.
Sunshine sorriu fracamente.
–É o suficiente.
Poison sorriu e bagunçou os cabelos encaracolados de Sunshine.
–Nós estamos juntas nessa, você sabe disso, né?
–Sei. – ela assentiu, sorrindo de lado e sem mostrar os dentes. De repente, a criança assumiu uma expressão séria – Ahn... Poison?
–Sim?
–Kobra me disse que você falou pra ele que, da última vez que você se apaixonou, acabou dando errado. Você não contou por quem você se apaixonou.
Poison corou ao perceber que ela havia notado a omissão desse fato.
–Deixa isso pra lá, Sunshine.
–Não posso. Isso é importante. Anda, fala. – insistiu a menor.
Poison suspirou fundo.
–Ok, mas você precisa prometer que não vai contar pra ninguém.
A criança assentiu e Poison suspirou fundo.
–Akira. – sussurrou ela. Sunshine arregalou os olhos e quase gritou o nome que a mais velha havia acabado de dizer, mas Poison tapou-lhe a boca.
–Shhh! Pelo amor de deus! – choramingou ela – Não conta pra ninguém!
–M-mas... A... A...
–É, eu sei. – Poison fechou a cara – Eu não queria, ok? Mas não se preocupe, eu já superei isso tudo.
–Você nunca supera isso. – Sunshine balançou a cabeça, rindo baixinho – Você pode achar que superou, mas não superou. Você sabe disso, Poison.
–Eu prefiro pensar que superei... – suspirou ela, arrastando a ponta do pé no assoalho da varanda. As duas ficaram em silêncio por um longo tempo, até que Sunshine virou na direção de Poison.
–Você é bi?
Poison deu de ombros.
–Não vejo gêneros. Vejo seres humanos. Acho que, se eu amo alguém, é porque aquela pessoa é certa para mim... Ou não. – a última parte foi falada de forma tão baixa que Sunshine mal ouviu.
–Isso é bom, sabe... Quem dera se todos pensassem assim... – disse a menor, rindo baixinho.
–Não adianta imaginar um mundo perfeito. Com o tempo, eu aprendi que sempre haverá algo para... “Estragar” o mundo perfeito no qual, teoricamente, viveríamos. Sempre vai haver alguma diferença que vai gerar algum conflito... Mas nosso mundo é feito de diferenças, Sunshine. Não é porque as pessoas não escolhem seus parceiros através de uma visão parecida com a minha que o mundo vai ficar em paz. É preciso bem mais do que isso para formar essa visão de mundo perfeito.
Sunshine ponderou por um minuto e disse:
–Eu acho que... É possível ter um mundo perfeito sim.
Poison arqueou as sobrancelhas, esperando pela explicação da menor.
–Se as pessoas quiserem realmente viver em um mundo perfeito, acho que elas podem... Não é uma questão de todos mudarem, e sim uma questão de todos se aceitarem como são... É questão de todos aprenderem a se encaixar em qualquer grupo...
Poison assentiu.
–Mantenho meu pensamento, mas seu raciocínio faz sentido. Pra uma criança de doze anos, você é bem inteligente. – comentou ela. Sunshine abriu um sorriso enorme.
–Obrigada! Você está mudando mesmo... – comentou ela. Foi a vez de Poison sorrir.
–Eu sei... Às vezes, é preciso mudar. Eu aprendi isso durante esses últimos meses. – ela riu sem humor algum. De repente, ela notou que já faziam quase dois meses que ela não via as pessoas da Base – Uh... Sunshine... Por acaso você se importa em me deixar sozinha um pouco?
–Não, tudo bem. – Sunshine se levantou e foi para dentro da casa. Poison suspirou profundamente.
–Eu sei que ela vai ficar bem, consciência. Eu sei. – murmurou ela consigo mesma. Poison suspirou mais uma vez e pegou o comunicador no bolso da calça. Rapidamente, a imagem de Adrenaline Danger Heart surgiu.
–Huh? Poison? – ela arregalou os olhos – Danger! Diamond! É a Poison!
Diamond apareceu junto de Adrenaline, mas Poison pôde ouvir a voz de Danger Bomb ao longe:
–Eu não quero falar com ela...
–Ah, pelo amor de deus, já faz um mês que vocês discutiram, Danger! – ralhou Diamond, balançando a cabeça negativamente. Poison suspirou.
–Chame ela, por favor...
Diamond assentiu e saiu da imagem.
–Então, como vai, menina? – perguntou Adrenaline, sorrindo abertamente.
–Ah, vou bem. – Poison deu de ombros – Não tem muito o que contar... Ou melhor, tem sim, mas Dr. Death vai lhes contar tudo, eu tenho certeza.
–Ok. Eu...
De repente, Danger Bomb surgiu na imagem, sendo empurrada por Diamond. A menina manteve os braços cruzados e a cara fechada. Poison fitou os próprios pés em constrangimento e disse:
–Oi...
–Oi. – murmurou a outra. Poison mordeu o lábio inferior, fechou os olhos com força e disse:
–Ahn... Eu... Ah, me desculpe, Danger.
Notas finais
E também não sei se vocês lembram que ela comentou com o Kobra que ela já tinha se apaixonado antes e tals... Eu não contei essa parte antes de propósito, viu? -qqqqqqq
É, eu sei, estou retomando vários assuntos que eu parecia ter deixado passar. Desculpe, eu tinha que fazer isso .-.
Então, vejo vocês daqui a quatro dias... Se eu não acabar no hospital novamente, né (:
Cya c:
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