Notas iniciais
E essa é a hora em que eu agradeço pelo capítulo estar pronto faz dois dias. QUASE esqueço de postar aqui.
(E eu já estou atrasada pro meu curso de inglês por causa de vocês. Seus puto.)
Enjoy!

Os quatro Killjoys observaram a chefe se afastar rapidamente, um pouco confusos.

–Er... Alguém entendeu alguma coisa?

–É óbvio que ninguém entendeu, Party. – comentou Kobra, franzindo a testa.

–Doida... – murmurou Fun Ghoul, balançando a cabeça negativamente.

–Ok, mas o que fazemos agora?

–Sei lá. – Jet deu de ombros e virou em direção a Party – Alguma ideia?

–Oras, temos o dia livre, vamos fazer qualquer coisa! – ele bufou – Vamos para o quarto, lá decidiremos o que fazer.

Eles seguiram o ruivo em direção ao quarto e começaram a discutir o que fariam com o tempo livre que tinham em mãos. No meio da discussão, ouviram uma batida fraquinha na porta do quarto. Fun correu para ver quem era e se deparou com Sunshine.

–Ah, oi, Sunshine!

–O-oi... – gaguejou ela. Fun sorriu e deu espaço para a menor entrar. Sunshine entrou meio sem jeito e acenou para os outros três. Caminhou lentamente até eles. Seu rostinho infantil parecia incerto e/ou em dúvida, o que fez Party Poison franzir a testa.

–O que houve?

–E-e-eu... Preciso contar a-algo.

–Conte, oras.

Ela suspirou fundo e murmurou consigo mesma por algum tempo.

–Eu... Eu... – ela suspirou mais uma vez – V-vim de Battery City... Eu m-morava com a minha mãe... Meu p-pai... E m-meu irm-mão. N-nós... Vivíamos norm-malmente... Até que... Nossa c-casa foi invadid-da p-p-pela...

–BL/Ind.?

–Sim... – sussurrou ela, roucamente – Minha m-mãe disse para eu fugir e... E m-me deu uma arma... Eu p-peguei e saí correndo sem r-rumo... At-té que aq-quele homem da rádio me achou e m-me indic-cou o caminho... F-fui andando até que topei com P-Poison Heart e uns outros amigos d-dela... E eles me t-trouxeram para cá...

–Tem alguma ideia do por que da BL/Ind. ter matado sua família?

–N-não sei...

–Foi Korse quem os matou, não foi? – indagou Fun.

–Sim... Por que? – ela franziu a testa. Parecia fazer um esforço enorme para não gaguejar.

–Korse não é um Exterminator comum. Dá pra ver nos olhos dele. Não sei o que ele é, mas ele não pode ser um Exterminator comum. Só lhes digo isso.

–Se ele não é um Exterminator comum, então o que ele é? – indagou Kobra, levemente curioso.

–Não sei. Mas tem algo de estranho nele... Enfim, Poison não te disse nada do porquê deles terem matado sua família?

Ela fez que não com a cabeça.

–Nem Dr. D.? – indagou Party.

Mais uma vez, ela negou.

Party Poison suspirou. Isso ia ser mais difícil do que ele pensava.

–Ela sabe... – sussurrou Jet.

–Que?

–Ela sabe por que assassinaram a família dela... Mas não quer contar...

–Deixa de ser burro, Jet! Ela quer salvar a Base, se ela soubesse, por que não contaria?

–Motivos pessoais, imagino eu.

–Talvez. – concordou Kobra – Mas quais seriam esses “motivos”?

–Eu não sei. – disse Jet. Party bufou e virou em direção a Sunshine novamente.

–Eles não pegaram nada seu quando te capturaram?

–N-não...

–E da sua casa? Sabe dizer se pegaram algo da sua casa?

–Não sei...

–Seria bom se nós pudéssemos passar na casa dela quando formos na tal missão... – murmurou Party, pensativo – Nós precisamos ir nessa missão o mais rápido possível. Temos que falar com a Poison. – seu tom era determinado.

–Mas Party, ela está ocupada! – interpôs Jet.

–Foda-se, nós precisamos ir o mais rápido possível. – retrucou Party, desviando-se de todos e indo em direção à porta para procurar por Poison.

–Party, espera! Ela vai te matar! – exclamou Kobra.

–Vocês não entendem? Nós precisamos agir rápido!

–Party, por favor... – suplicou Fun – Espere um pouco... Ela já disse que está ocupada e que não quer falar conosco agora... Ela vai te matar... Por favor...

O ruivo ficou confuso. Ele queria ir atrás de Poison, mas o olhar de Fun Ghoul era tão suplicante que ele não conseguia mais raciocinar direito.

–Eu... Er... Ok, eu espero. – por fim, resignou-se. Fun abriu um sorriso e agradeceu. Party franziu a testa. Nunca havia reparado como o sorriso do amigo era... Fofo. E lindo.

Seus pensamentos flutuaram de volta para o pequeno selinho que compartilharam dentro do carro naquele dia. Party ainda pegava-se pensando nisso diversas vezes antes de dormir. Aquela cena parecia estar colada em sua mente e nunca mais sairia de lá, disso ele tinha certeza.

Então Party Poison esperou. E esperou. E esperou. Duas horas depois, ele já estava nervoso e impaciente.

–Será que ela já saiu?

–Provavelmente si...

Party não ouviu o fim da frase de Kobra e já foi saindo da sala, arrastando Sunshine consigo. Ele entrou na sala de Poison sem bater e foi logo se apoiando na mesa. Sunshine ficou para trás, encostada no portal, um pouco insegura com todo aquilo e como deveria agir. Optou por simplesmente assistir.

–Poison, precisamos ir à missão agora.

–Party Poison?! O que está fazendo aqui?! – surpreendeu-se ela – E... Do que está falando, homem?!

–É sério, Poison. Nós não podemos demorar mais para ir à missão.

–Por que não?

Ele suspirou. Provavelmente morreria naquele minuto.

–Eu sei o que houve com Sunshine.

Ela arregalou os olhos.

–Como sabe?

–Ela me contou.

A chefe ficou em silêncio e, do nada, começou a rir.

–Ah tá, e meu nome é Amy Winehouse! Se toca, esqueceu que ela nunca fala?

–N-n-não... E-e-e-ele est-tá falando a verdad-de... – gaguejou a menor, para o espanto de Poison. A chefe arregalou os olhos e pigarreou.

–S-sério? Mas... Como... – ela virou na direção de Party novamente – Como conseguiu...

–Eu não fiz nada. – o ruivo deu de ombros – Ela falou por pura e espontânea vontade.

Poison franziu o cenho. Isso era, no mínimo, anormal.

–Ok... Mas por que você diz que temos que ir logo na uma missão?

–Não se faça de desentendida, Poison. Você sabe muito bem para quê, só não quer nos contar.

Ela bufou.

–Party, eu realmente não acho que isso seja da sua conta...

–Você ouviu o que Dr. D. disse! Nós temos que nos envolver nisso! Não sei por que, é claro. – ele deu de ombros – Mas nós precisamos! Então eu acho que isso é da minha conta sim!

Poison Heart não respondeu. Party se aproximou da chefe cautelosamente.

–Por favor, Poison... Eu só estou te pedindo para sairmos na missão mais cedo... É tudo o que eu te peço...

Ela fechou os olhos e suspirou profundamente. Permaneceu assim por alguns segundos, até que os abriu e encarou o aluno à sua frente.

–Sairemos depois de amanhã. Encontrem-me no pátio às cinco da manhã. Não quero saber de atrasos.

Party sorriu.

–Ah, obrigado, Poison! Mil vezes obrigado!

–Não há de quê. Está me devendo uma. – advertiu ela.

–Claro, claro! – ele ainda sorria. Se afastou e saiu da sala, sendo seguido por Sunshine. Poison Heart suspirou profundamente mais uma vez.

–Eu ainda vou me arrepender por isso... – disse ela, bufando.

Notas finais
É. Estou megamente atrasada. Beijo pra vocês.