Notas iniciais
LALALA, ESTOU ATRASADA!
MEGA ATRASADA!
MEREÇO PEDRADAS!
Porra, desculpa mesmo '------' Mas vocês não sabem como minha imaginação ficou foda essa semana ¬¬¬¬¬¬¬¬ Não cooperou nada ¬¬¬¬¬¬¬¬
Além do mais, ontem eu terminei uma fic minha. Entrei em depressão e não consegui escrever nada -n
Bom...
Enjoy!

Os dois encontraram o resto do grupo na mesma posição de antes: sentados em volta de Show Pony, com expressões tensas. Todos já sabiam com o que estavam lidando e já haviam entendido o quão difícil seria a partir daquele momento. Ataques seriam constantes. Machucados também. Não seria fácil para ninguém.

Pony ainda gemia de dor. O tipo de laser que a BLI usava era diferente; mesmo após algum tempo, o laser ainda agia na pele, queimando-a pouco a pouco, torturando a vítima.

Poison andou até o lado de Pony e suspirou.

–Ainda tá doendo muito?

–S-sim...

–Foi tudo culpa minha... – lamentou-se ela – Se eu tivesse te impedido de ir até lá, isso não teria acontecido...

–Tá brincando? Eles podiam ter me matado de vez se não fosse você! Eu que fui idiota de me aproximar deles... – dos lábios de Show Pony, saiu uma risadinha fraca. Poison sacudiu a cabeça.

–Você é mesmo um idiota. Mas vai ficar bem. – ela direcionou o olhar em direção a Dr. D. – Já sabe o que vai fazer sobre isso?

Ele anuiu e pegou um aparelho particularmente estranho em cima da mesinha do canto da sala. Parecia um controle remoto de um carrinho elétrico, só que não possuía antena.

–O que é isso? – indagou Kobra, curioso.

–Um scanner. Vai retirar todos os átomos e os fótons existentes que fazem parte do laser das rayguns.

Todos observaram, receosos, enquanto Dr. D. preparava o scanner.

–Pode doer um pouco. – avisou ele antes de apertar um botão do aparelho.

Algumas linhas verdes formaram um quadriculado na pele de Pony. De alguma forma, ele sentiu dor, pois começou a gritar em agonia. Apesar disso, Dr. D. continuou mirando no braço de Show Pony por uns bons três minutos antes de parar. Pony respirava tremulamente e ofegantemente.

–Melhorou? – indagou Party.

–Por mais incrível que pareça... Sim. – todos suspiraram, aliviados.

Dr D. olhou no relógio e gemeu de preocupação.

–Tenho que fazer uma transmissão... Importa-se de cuidar dele, Poison?

–Sem problemas.

Dr. D. se levantou. Kobra, Party, Fun e Jet se entreolharam ao ver que o homem chamou-os para ir junto com ele.

Poison e Pony permaneceram sozinhos mais uma vez. A menina suspirou e se ajoelhou ao lado dele, fazendo caretas discretas ao ouvir os gemidos de dor do colega.

–Não se preocupe... Eu vou ficar bem... – sussurrou ele, olhando nos olhos azuis de Poison. Ela assentiu.

–Eu sei que vai... Você é forte, apesar de eu não gostar de admitir isso.

Ele logo fez uma pose convencida.

–Há! Consegui fazer Poison Heart admitir que eu sou forte! – ele riu fracamente mais uma vez. Poison revirou os olhos.

–É... Sabe o que faria você ser ainda mais forte?

–O que?

–Você tirar esse capacete.

Ele suspirou.

–Poison, você sabe que eu não posso fazer isso. Já discutimos antes.

–Não pode ou não quer?! Pony, você sabe que esse é o pior jeito do mundo de se redimir do que você fez, não é? O passado é passado, você precisa esquecer isso!

–Olha quem fala, a menina que praticamente mora no passado. – retrucou Show Pony – Poison, cala a boca. Não vem falar de “parar de viver no passado”, porque você é a pior pessoa do mundo pra me dar lição de moral sobre isso. Acha que eu não ouvi suas conversas com Dr. D.?

–Eu sou um caso diferente.

–NÃO É NÃO! Você simplesmente NÃO SAI do passado! Que nem eu! – ele se sentou no sofá, assim como Poison Heart.

–Pelo menos eu não escondo os meus erros atrás de um capacete. – rosnou.

–Você sabe que essa foi a única maneira de me redimir, ok?!

–Não foi não! Você teve VÁRIAS CHANCES de se redimir, mas preferiu ignorá-las!

Ambos estavam lívidos de raiva. Assim como Fun, Pony era um dos poucos que tinha coragem de discutir com Poison Heart. Ele mesmo dizia que tinha orgulho disso, afinal, ele era o único (além de Dr. Death) que conhecia o passado e as fraquezas dela, portanto, utilizava isso como um escudo quando precisava discutir com ela.

–Poison, você não entende... – seu tom de voz mudou de raivoso para triste.

–Não, você é que não entende. Quanto mais você se esconder, pior vai ser para você. – ela também mudou seu tom – Por favor, Pony. Eu e você sabemos que o que você fez consigo mesmo não mudou em nada.

Nada?! Eu fiquei horrível! – choramingou ele.

–Porque você quis, né? Você não precisava ter feito aquilo.

–Eu matei meu próprio pai, Poison...

–Pelo amor de deus, Pony! Seu pai criou a BL/Ind.!

–N-não foi culpa dele...

–Como não? – disse Poison, sarcástica – Olha, eu não estou querendo te deixar mais triste, mas encare os fatos: seu pai criou a BL/Ind.! Claro que a culpa não é só dele, afinal, a sua mãe... – ao ver que Pony, abria a boca para retrucar, ela corrigiu – Madrasta. Foi sua madrasta quem continuou com tudo, aliás, foi ela quem teve a ideia... Portanto, a culpa não é só do seu pai. Mas você fez a coisa certa, Pony. – ela abriu uma expressão de compreensão, mas é óbvio que destoava completamente com seu ar irritado de sempre.

–Não importa se foi a coisa certa ou não. Foi horrível. Eu ainda tenho sonhos com isso... – choramingou.

Poison suspirou e pôs as mãos delicadamente em ambos os lados do capacete do colega, retirando-o lentamente, decidida em não desviar o olhar mesmo quando viu a cicatriz que atravessava desde o canto do olho até a boca de Show Pony. Era uma cicatriz comum, feita com uma faca, mas era funda demais para desaparecer. Ele fez questão de tentar escondê-la com os cabelos negros e lisos, mas sem sucesso. Poison continuou a olhar em seus olhos verdes, com uma expressão indecifrável no rosto.

–Você não é pior do que ninguém só por causa disso... – ela tocou levemente na cicatriz do colega. – Precisa parar de se esconder.

–Poison, pelo amor de deus... Eu estou horrível...

–Claro que não está. – ela tentou abrir um sorriso fraco, mas não obteve sucesso – Por favor, Pony... Para de se esconder... Por mim...

Ele suspirou tristemente.

–Não consigo, Poison. Sinto muito.

–Pony, por favor, você é como um irmão pra mim, eu detesto ver você se escondendo pelos quatro cantos! Pelo menos prometa que vai tentar...

Os olhos de Pony se encheram d’água.

–Poison, eu... Ah... – ele ofegou e começou a chorar. Era visível que a menina também queria chorar, mas bloqueou seus sentimentos, como sempre. Limitou-se a observar o outro chorar.

–Acabou?

–S-sim...

–Ok. Então, você promete que vai tentar?

Ele suspirou profundamente mais uma vez, secou as lágrimas e disse:

–V-vou. Por você.

Ela assentiu.

–Obrigada, Pony.

–Eu que agradeço. – sua voz era fraca e trêmula. Poison Heart se levantou e começou a andar pela sala – Poison?

–Sim?

–Vem cá?

A menina andou e se sentou ao lado de Pony mais uma vez. O Killjoy puxou-a para um abraço a contragosto de Poison.

–Tá, tá... – ela não retribuiu o abraço, simplesmente deixou os braços em volta do colega, mas, mesmo assim, distantes do corpo dele – Pode me soltar agora, a não ser que queria ganhar um olho roxo.

Ele riu baixinho e soltou Poison.

Ela nunca muda...

Notas finais
Tá, eu sei que não compensou esse tempo todo sem postar.
Sorry -q
Não me matem '-' Se não, não tem mais fic '-'
Beijo *u*