Notas iniciais
Seguinte: ficou pequeno porque eu tinha que parar aí >.> Desculpa >.>
Eu tinha alguma coisa pra falar, mas esqueci. Yay.
Enjoy!

Pony tropeçou para trás, mordendo o lábio inferior com força para não soltar um grito de dor. Poison arregalou os olhos e segurou os pulsos de Akira, fazendo com que a faca caísse no chão com um estalido.

-Ah, queridinha. – ela deu um risinho de escárnio – Eu e você sabemos que você não tem coragem de fazer nada comigo.

-Você que pensa. – rosnou Poison, sua voz falhando um pouco ao saber que realmente não teria coragem de fazer algo. Akira jogou a cabeça para trás e gargalhou tão alto que ecoou no corredor inteiro.

-Ah, Megan... Daqui a pouco, Korse vai notar que tem algo errado e virá até aqui, e então vocês dois estarão mortos! Creio que se lembra do seu querido Korse, não? – ela sorriu maniacamente ao ver os braços de Poison fraquejarem e afrouxarem o aperto em torno de seus pulsos – Pelo visto, lembra. Não se preocupe, ele não guarda ressentimentos de você... Só um pouco. Bom... Não que você tenha feito muita coisa contra ele... Só se tornou uma traidora da BLI, é claro. Mas acho que ele gosta demais da empresa pra te deixar escapar. – ela sorriu de um jeito que era para ser agradável, mas seu tom soou mais como uma ameaça ou algo parecido.

Poison fechou os olhos com força, tentando engolir o nó formado em sua garganta, mas sem sucesso. Uma única lágrima escorreu por sua bochecha, e ela tentou limpá-la rapidamente, mas a lágrima não escapou do olhar de Akira, que riu ironicamente.

-Patética. Você é patética. Deveria ter continuado como uma Exterminator. Estaríamos evitando todo esse drama, você estaria do nosso lado e provavelmente seus coleguinhas não estariam em risco.

-O q-que você chama de drama... – disse Poison, fracamente – Eu chamo de lutar pelo que eu acredito. Eu acredito em um mundo melhor, sem nenhuma empresa para nos controlar, sem essas pílulas que vocês insistem em dizer que são para o “bem da humanidade”. Vocês não veem que vocês estão fazendo exatamente o contrário, que estão destruindo a humanidade?! Vocês estão tornando todos nós em... Robôs! Eu... Eu acredito em um mundo onde nossa humanidade não seja tirada.

-Crença que irá em vão, queridinha. Não vê? Tudo isso... – Akira fez um gesto abrangendo todo o corredor – É o mundo de amanhã!

-Prefiro morrer a viver nesse mundo de amanhã. – replicou Pony, que ainda se contorcia de dor no chão – Um mundo cinzento, cheio de máquinas? Isso não é vida, é suicídio.

-A conversa ainda não chegou nos traidores da própria família, irmãozinho. – disse Akira, virando a cabeça para enxergar Show Pony, que tentava estancar o sangue com as mãos, sem muito sucesso. Poison, incapacitada de ir até lá socorrer o amigo por causa de Akira, soltou um suspiro exasperado.

-Akira, pelo amor de deus! Vocês mal chegam a ser família! Não vão com a cara um do outro, não se gostam, não se falam... !

-Você só é da minha família quando te interessa, né, vadia? – retrucou Show Pony, deixando escapar um gemidinho de dor sem querer.

-Cala a boca! – gritou Akira – A culpa não é minha se você é um idiota que matou o nosso próprio pai!

-Eu fiz um bem para todos, Akira. – disse ele, com ódio nos olhos.

-Bem?! Seu idiota, eu mal pude passar tempo com o meu próprio pai! – disse Akira, ainda gritando – Eu mal queria comandar essa empresa, aí vem você e mata o nosso pai!

Poison e Pony se entreolharam e franziram a testa ao verem que Akira relaxou os braços começava a chorar.

-E-e-eu não queria... M-mamãe sempre exigia muito de mim, e... E-eu precisava deixar ela orgulhosa... – disse ela, fungando – P-p-pelo meu pai...

Poison olhava para Akira, completamente surpresa e sem saber o que fazer enquanto a japonesa chorava desesperadamente. As mãos de Poison tremeram enquanto ela travava uma batalha mental para ver se iria ou não soltar os pulsos de Akira.

-Poison, não! Ela está mentindo! – gritou Pony, em meio aos gemidos de dor, mas a Killjoy não escutou. Akira levantou o olhar e Poison pôde ver seus olhos, normalmente cheios de ódio, agora preenchidos com uma tristeza e melancolia tão grandes que Poison teve uma vontade intensa de chorar junto. Ao invés disso, a Killjoy soltou os braços de Akira, deixando os seus próprios caírem ao lado dos braços. Akira baixou o olhar, com uma expressão surpresa nos olhos. Pony continuou murmurando “não, não, não”, mas Poison não lhe deu ouvidos, simplesmente continuou observando Akira, sem demonstrar emoção alguma. A japonesa levantou o olhar de novo, mas, ao contrário do esperado, ela ostentava um sorriso maldoso e um olhar vingativo.

-Não se pode confiar em uma mulher de sangue frio. – disse ela, com maldade na voz.

Akira empurrou Poison para dentro do quarto e pegou a faca caída no chão. Poison permaneceu no chão, chocada demais para dizer algo. Seu rosto estava pálido e seus olhos estavam arregalados, e Akira ria disso tudo: do medo de Poison, da aparência de Poison e, sobretudo, de quanto ela era inocente e patética.

-Então você quer brincar?! Vamos brincar! – disse Akira, sorrindo maniacamente e tirando uma segunda faca debaixo da manga.

Notas finais
... Daora eu colocando uma linha de uma música que eu nem gosto né >.> Só que porra, encaixou tão bem que eu fiquei com pena de não colocar, é.
Enfim.
Não estou afim de falar muito hoje. Sei lá '-' Acabei de ficar meio desanimada '-' Acho que dias chuvosos me causam isso, idk.
Lembrando que estou em semana de provas, portanto, já sabem né. Sou paranóica com as minhas notas e tudo o mais.
Cya c: