PP pov’s again.

Penitenciária de Segurança Máxima da Califórnia, a 2 milhas’ era o que dizia a placa. Mas o que li foi ‘ Bem feito, seu canalha, a 2 milhas para o inferno’

Chegando lá, estacionei de qualquer jeito e caminhei até a portaria como se fosse o dono daquele lugar. ‘Dane-se, nunca mais vou voltar aqui mesmo’. Na portaria, o guarda se assustou quando eu disse que queria visitar Korse.

_ O horário de visitas começa daqui a meia hora – informou-me, indiferente.

_ Esperarei – disse dando um sorriso debochado.

Esperaria o quanto fosse para ver a cara do desgraçado atrás das grades.

Adentrando na prisão, percebi que não é preciso morrer para ir para o inferno. Era aqui, e agora. Haviam guardas e cachorros raivosos por toda parte, e as pessoas se tratavam como lixo. DD estava no fim dum extenso corredor, no qual durante a caminhada, os presos gritavam para mim ‘ Vem cá, delícia!’ E outras coisas piores das quais prefiro não comentar. Eu bem sabia o que acontecia por ali, pena que o filho da mãe estava numa cela separada.

Passamos por três portas até chegar numa grade espessa, onde eu podia vê-lo. Estava sentado, usando um uniforme azul marinho deprimente. Agora sua careca não brilhava mais. Mas seus olhos faiscaram quando me viu.

_ Olha só quem eu encontro por aqui! É uma grande surpresa, meu amigo.

Como podia ele agir de forma tão casual e provocadora ao mesmo tempo? Não ‘se tocava’ de jeito nenhum! Estava na cara que era insano.

_ Não vai falar nada? Vai me ignorar assim?

‘Ele vai ter o que merece’. Me aproximei daquela gaiola de menos de um metro cúbico e o encarei bem de perto, como que para ler a sua mente. Mas era impossível. Então simplesmente me virei, indo embora e antes que a porta fosse fechada, disse firmemente:

_ Adeus, Korse — E ouvi o estrondo do ferro se batendo.

Sinceramente, no fundo eu senti pena dele. Pena por ser tão desprezível, desalmado. ‘Mas agora ele é passado’.

Mais um pouco e eu jogaria uma bomba naquele lugar. ‘Controle-se, você não é igual a ele’. Então me contentei em sair do estacionamento com a melhor sensação do mundo: um misto de ‘missão cumprida’ com orgulho e satisfação. Aumentei o som.

Cheque, cheque

É inacreditável de se ver
Eram moscas mortas no horário de verão
Eles nos deixam para trás
Com cicatrizes de fita adesiva em mim
Você não gosta de quem você é
Você não gosta de onde estamos indo
Com sangue eles lavam o dinheiro

Voltei para Better Living na hora certa. Janna estava lá fora e chamou minha atenção:

_ Para aonde você foi, moçinho? – disse cruzando os braços.

_ Fui resolver uns problemas pessoais.

_ E conseguiu?

_ Com certeza! – disse cumprimentando-a com um toque.

Essa menina é especial. Tem uma mente longe de ser infantil, com uma percepção incrível, que vai além do que de fato acontece.

_ Eles vão destruir aqui – ela disse, interrompendo meus pensamentos.

_ Hum... Festa! Vamos nos divertir?

Sente-se longe da ostentação do outro lado
Não estamos onde os insetos se escondem
Pendure ratos nas ruas em outros amantes?
Eles riem, não achamos isso engraçado
O que você é
É exatamente o que você possui
O que você se tornou
Quando eles tiram de você
Quase tudo

Quando os garotos já estavam saindo de lá, nós entramos, puxando-os para dentro novamente até avistar o sargento Tucker.

_ Olá sargento, espero que não tenha chegado tarde demais para perder o espetáculo.

_ Olá rapaz – disse soltando um leve riso – Se é o que querem, vão adiante! É o mínimo que posso fazer por vocês.

Ele entendeu o recado.

O local, já vazio, estava infestado de dinamites esperando por mim, gritando para serem ativadas. Por sorte, havia o suficiente para cada um de nós estourarmos, pois se não fosse assim, daria briga. Tudo o que tínhamos que fazer, era apertar um botão, e o lugar desabaria.

Então juntamos, numa roda e berramos nosso grito de guerra: killjoys, make some noise! Depois juntamos nossas mãos e apertemos de uma vez e... Bum! Tudo foi abaixo. Saímos correndo sentindo o calor do fogo nos perseguindo, o mais depressa possível. Ao darmos distância, paramos e contemplamos a destruição. Que sensação! Que dia! Insuperável. Um ótimo jeito para lavar a alma. A felicidade era contagiante e não podíamos contê-la!

Você não acredita em Deus
Eu não acredito na sorte

Eles não acreditam em nós
Mas eu acredito no inimigo
Você não acredita em Deus
Eu não acredito na sorte
Eles não acreditam em nós
Mas eu acredito no inimigo

Destrua, destrua, destrua, destrua, destrua, destrua
Eu acho que eles afundaram, nós somos o inimigo
Destrua, destrua bem, eu estou esperando por você, destrua, destrua
Eu acho que eles afundaram, nós somos o inimigo
Destrua, destrua bem, eu estou esperando por você, destrua, destrua
Eu acho que eles afundaram, nós somos o inimigo
Destrua, destrua, destrua, destrua

Notas finais
Nossa! Essa música é só minha preferida do cd! - Levanta a mão quem acha ela super sexy* o/