The True And Love
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Não esqueçam dos reviews, claro ! *u*
Quem lê Disenchanted ~minha outra fic~ sabe que sou movida a eles, então não me abandonem ~bubu~
Mesmo a Ana (A_Revolution) não querendo que eu fale... A ideia da fic foi dela, então ela também merece os créditos =)
Bem , Boa Leitura.
Gerard’s P.O.V.
Espreguicei-me na cadeira do estúdio, estava exausto. Estávamos escolhendo nosso novo baterista, tivéramos problemas com o último, precisávamos encontrar um novo, e rápido.
— Calma, Gee... – disse meu irmão, Mikey. – Só mais alguns testes e logo encontraremos nosso novo melhor amigo.
— Melhor amigo? – arqueei uma de minhas sobrancelhas.
— Sim – ele sorriu, ingênuo e sincero. – Se estará em nossa banda, será de nossa família... um novo melhor amigo.
Mikey sempre tão ingênuo. Eu também pensava assim, que éramos todos uma família, até nosso ex-baterista aprontar conosco. Agora não conseguia mais confiar por completo nas pessoas, precisava conhecê-las muito bem para confiar como antes fazia em alguns minutos.
— Vou ao banheiro – disse a Mikey, levantando-me da cadeira.
Todos estavam espalhados pelo estúdio. Frank estava vendo alguns CDs jogados sobre um dos sofás brancos no canto do cômodo, Ray estava tentando domar uma mecha rebelde de seu cabelo – mais rebelde ainda, mas isso não vem ao caso. Mikey estava apenas sentado em uma cadeira ao lado da em que eu me encontrava há poucos instantes, olhando para o teto, parecia pensativo.
Caminhei pelos corredores claros até chegar à porta marfim onde havia uma pequena placa com a escrita “Banheiro Masculino”. Entrei rapidamente, era o único ali.
Parei de frente ao espelho, eu estava com olheiras profundas sob meus olhos, meu rosto ainda mais pálido do que o de costume, que contrastava com meus cabelos negros.
— Você está um caco, Gerard – disse a mim mesmo, abrindo a torneira e lavando meu rosto com a água fria.
Tremi quando a água fria entrou em contado com minha pele, estávamos entrando no inverno e tudo estava mais frio do que o de costume, principalmente a água.
— Uma gripe não lhe cairá bem agora – voltei a falar comigo mesmo. – Como irá cantar sem voz? Fazendo mímicas? Com certeza os fãs irão adorar... – fui irônico.
Fiquei por alguns instantes ali, encarando-me no espelho.
— Okay, você precisa voltar antes que pensem que você se matou – suspirei.
Voltei ao estúdio, todos estavam sentados em cadeiras agora, provavelmente estava na hora de começar algum novo teste.
— Qual será o próximo? – perguntei, tentando parecer animado, sentando-me na cadeira vazia entre Mikey e Frank.
— Alan Edwards – Frank respondeu, olhando em uma lista de nomes, a maioria deles riscados em vermelho... rejeitados, não escolhidos... classifique-os como quiser.
— Okay... Podem chamar – respondi.
Depois de alguns instantes um homem entrou na cabine de gravação à nossa frente, estávamos separados por um vidro, mas nós podíamos vê-lo e ele podia nos ver.
Alan tinha cabelos escuros, em um tom castanho. Sua pele era cor de avelã, queimada de sol... Arriscaria dizer que ele teria descendências latinas.
— Olá – Ray disse a ele, animado.
— Olá – o homem respondeu, sua voz era grossa e firme.
— Bem, mostre-nos o que sabe fazer – Ray continuou.
Alan foi até a bateria, esperou por alguns instantes e logo começou.
Ele tocava bem... mas havia algo que me incomodou. Talvez o ritmo, ou a batida... Não estava ao meu agrado.
Depois de alguns minutos ele parou.
— Bem, vamos conversar aqui e logo falaremos com você – Ray comunicou-o.
Alan saiu da sala e desligamos os microfones – uma precaução, caso alguém estivesse ouvindo atrás das portas.
— O que acharam? – Ray perguntou.
— Até que eu gostei – Mikey sorriu.
— Ele toca bem... – Frank falou, mas parecia ter algum “porém”.
— Acho que ele pode melhorar, e infelizmente não temos tempo para esperá-lo – respondi.
— Como assim? – Ray questionou.
— Ele pode até tocar “bem” – fiz as aspas no ar –, mas não temos tempo para esperar que ele consiga tocar “excelente”! E precisamos de alguém que saiba fazer isso e muito mais! Não de alguém que toque “bem”.
— Nenhuma chance para ele? – Frank uniu as sobrancelhas.
— Não temos tempo para chances – respondi, firme.
— Okay – Ray suspirou. – Concordo com o que vocês decidirem.
— Meu voto é “não” – respondi.
— Vou com o Gerard – Mikey respondeu. – Voto “não”.
— Okay – Frank revirou os olhos. – Se eu votasse “sim” não adiantaria em nada mesmo, então é “não”...
Ray chamou Alan novamente, ele parecia nervoso.
— Bem... – Ray respirou fundo, pensando em suas palavras. – Infelizmente... – ele parou, pensando.
— Nosso voto é “não” – resumi rapidamente, frio.
Um silêncio pairou na sala, sentia todos me fitarem assustados, mas o olhar que mais me espantou foi o de Alan, que de susto e nervosismo passou para raiva e ódio.
— Nenhuma chance? – Alan perguntou, entre dentes.
— Não – respondi, tentando parecer normal.
— Vocês irão se arrepender – ele rosnou.
— Isso é uma ameaça? – arqueei uma sobrancelha.
— Apenas um aviso – ele sorriu, irônico, saindo em disparada pela porta.
— Okay, mais uma pessoa que nos odeia – Frank comentou, afundando-se na cadeira.
Não respondi, apenas fiquei fitando a sala de audição vazia à nossa frente enquanto os outros três conversavam sobre o que acabara de acontecer.
***
Alan’s P.O.V.
Rejeitado sem ao menos ter recebido uma chance. Eu cumpriria minha promessa, faria com que eles se arrependessem para o resto de suas vidas por isso... E suas vidas não seriam mais muito longas se dependesse de mim.
Eu sabia o que fazer, um amigo uma vez me falara que contratara os serviços de um grupo de exterminadores para fazerem-lhe um trabalho há alguns anos, até hoje o corpo de seu “inimigo” não fora encontrado e nunca ninguém desconfiara dele.
Peguei meu celular e disquei o número de Eric, meu amigo, chamou quatro vezes até ele atender.
— Alô? – ele atendeu.
— Eric... Aqui é Alan, preciso de um favor seu – falei rapidamente.
Marcamos de nos encontrar em um bar que havia ali perto, eu queria todos os detalhes possíveis sobre esses exterminadores, eles seriam contratados por mim em breve.
Encontramo-nos no bar, ele parecia ter vindo de uma grande noite de farra, bebidas e, provavelmente, mulheres.
Expliquei minha situação para ele em alguns instantes, ele entenderia.
— Isso é loucura! – ele disse, surpreendendo-me.
— Como assim? Você também já os contratou! – exclamei, perplexo.
— Isso fora há quase quatro anos! – ele irritou-se. – Eu era imaturo! Nunca faria isso novamente se pudesse voltar ao passado!
— Mas eu quero fazer isso agora – retruquei, duro. – Estou decidido!
— Não quero ajudar você nisso – ele negou.
— Não irá ajudar, apenas abrirá caminho para que eu os encontre – sorri. – Nunca se envolverá nisso, Eric.
Ele ficou receoso, pensou por alguns instantes, mas acabou cedendo, passando-me o telefone de contato deles.
— Com quem devo falar? – perguntei.
— Brad – ele respondeu. – Mas ele apenas resolve as coisas, quem faz o trabalho são elas.
— Elas? – fiquei confuso. – Não eram exterminadores?
— E são... exterminadoras – ele explicou. – As mais eficazes e sem vestígio de todo o país.
— E como ficou sabendo delas? – ri.
— Por um amigo... Assim como você.
Conversamos por mais alguns instantes até eu ir para minha casa, estava ansioso para resolver tudo isso. Era minha vingança.
Notas finais
O que acaharam??
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