The Trip
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Isso porque quase nem recebo reviews: Os leitores fantasmas me assombram.
Eu posto um capítulo. Algumas pessoas lêem. Depois clicam no "x" que tem na aba e fica por isso mesmo. Mal recebo comentários de vocês, leitores.
Se você gosta dessa fic, comente. Se não gosta, comente mesmo assim, dizendo-me no que posso melhorar.
Vocês sabiam que apenas um "gostei" pode nos fazer ganhar o dia?
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Aahhhh. No último sábado foi o aniversário de um guitarrista que eu adoro! Brian Haner, do A7x. Que Deus o abençoe sempre e para sempre.
Boa leitura.
Tentei e tentei dormir. Mas só consegui de manhã, quando os pássaros estavam cantando na minha janela.
Durante toda minha tentativa de sono, Brianestava na minha cabeça. Quando dormi, sonhei com ele.
No sonho, nós estávamos assistindo o filme de terror que de fato assistimos de madrugada. Na cena do sexo, eu semicerrava os olhos para o que via na TV: eu e Brian... juntos. Fazendo aquilo que o casal de amantes fazia.
Meu sono é bem pesado é o sonho foi muito real. Tanto que acordei molhada. E, posteriormente, envergonhada de ter sonhado coisas indecentes com alguém que mal conheço.
Ainda pensando no sonho que acabei de ter, levantei-me da cama — o estômago roncando alto.
Dando uma conferida na tela do meu celular, eram 15:46.
Peguei uma toalha, e fiquei grata por Lídia ser a dona da casa e eu ser sua sobrinha querida: banheiro no quarto. Sem ter que esperar outra pessoa sair para usá-lo e sem ter que passar pelo corredor, na frente de todos.
Depois do banho, me dirigi à meu quarto, passando as mãos pelos braços ao sentir o frio causado pelo arcondicionado.
Peguei uma roupa qualquer da mala — ainda não havia arrumado minhas coisas. Depois algo que nunca dispenso: secador de cabelos.
Liguei o secador em uma tomada ao lado da cama, sentindo o vento quente secar meus cabelos.
Quando achei que ele já estava seco o suficiente, desliguei o secador e ouvi novamente meu estômago pedindo por comida. Na madrugada de ontem, desci para pegar comida e acabei nem comendo nada. Potes de sorvete continuam na geladeira do quarto.
Abaixei-me para a geladeira e a abri. Examinei, vi que havia uma caixa de suco, algumas frutas, garrafinhas de água, doces, além dos dois potes de sorvete. Nada daquilo encheria minha barriga. Tenho que descer.
Tentando ignorar que do meu quarto já podia-se ouvir até barulho de televisão ligada vindo lá de baixo, desci.
No último degrau da escada, parei, olhando todos na sala. Eles não me viram logo de cara, estavam sentados no sofá na sala, assistindo tv e conversando. Então perceberam minha presença e me cumprimentaram em uníssono. Os respondi e examinei todos ali. Meus olhos quase arregalaram-se quando percebi Michelle ao lado do grandalhão de olhos verdes. Ela estava com os cabelos louros. Só quem não estava presente era Brian, que invadira meus sonhos. Também vi que não mais havia aquele "improviso" no chão. Dirigi-me à cozinha, atrás da escada.
Ela estava sem ninguém. Porém, parecia que alguém bagunceiro cozinhara ali.
O balcão estava cheio de trigo. Na pia, louças amontoavam-se. O forno estava ligado. Estavam cozinhando algo.
Fui até os armários, pensando em cozinhar algo rápido. Olhei tudo lá dentro e peguei um pacote de sopa, que fica pronta em cinco minutos e que se toma em um copo. Tirei o plástico que cobria o copo de sopa e o coloquei no fogo. Escorei-me no balcão, em frente ao fogão, esperando.
Não mais de três minutos depois, alguém entra na cozinha. Pensei ser Brian, mas é aquele de olhos verdes. Ele sorria, mostrando lindas covinhas e olhava para mim.
– Está cozinhando algo? — perguntou, apontando com o queixo a sopa no fogo.
– Sim, acordei agora e com fome. — expliquei, devolvendo o sorriso.
– Estamos cozinhando bolinhos. — disse. Quase ri da maneira que ele falou. Bolinhos. Soou como uma dona de casa. — E vamos dá-los à você também. Já que está acordada agora, pode pegar quando estivererem prontos.
– Ah, obrigada. — agradeci, feliz por terem pensado em mim.
Ele andou até o forno, pegando um guardanapo de cima do balcão, e o abriu. Aquela fumaça, juntamente com um cheiro delicioso, saiu de dentro do forno.
– Senti cheiro de bolinho saindo do forno. — cantarolou alguém surgindo na porta. É o cara que estava dançando no sofá naquele primeiro dia que o vi.
– Deixa de ser guloso, Cody. — outra pessoa apareceu na porta da cozinha; o mais baixo deles, Jack. Percebi que não lembrava o nome de nenhum deles. Só o de Brian porque... Não sei porque.
– Vamos dividir todos eles. — disse o de olhos verdes, que estava falando comigo antes, empurrando algumas louças do balcão e colocando a forna com os bolinhos no mesmo. Só então Cody e o baixinho de moicano me perceberam ali.
– Oi. — disseram os dois.
– Oi. — respondi.
Depois de colocar cinco bolinhos para cada em um prato, os três, que só de um deles lembro o nome, foram para a sala, assistir à um filme de ação que passava. Agradeci novamente pelos bolinhos. Tirei a sopa do fogo, peguei um garfo, e fui rumo à meu quarto.
O copo com sopa estava ardendo na minha mão esquerda. O prato de plástico estava na outra mão. Terminei de subir as escadas e, antes que andasse até meu quarto, parei. Brian estava conversando ao telefone. Não ouvi uma palavra do que disse, pois estava sussurrando, e de costas para mim.
Andei na ponta dos pés ao meu quarto. Quando minha mão estava quase tocando a maçaneta, Brian disse:
– Kalina? — minha cabeça virou lentamente até ele, que estava com o celular na mão, mas parecia já terminada sua ligação.
Da minha boca só saíram os mesmos "gemidos" que da dele saíram ontem, e imaginei que estava tão envergonhada quanto ele estivera — já que ele parecia pensar que eu ouvira sua conversa.
– Só estou... — tentei pensar em algo para dizer. — ... entrando no meu quarto. — terminei, muito envergonhada por não ter pensado em algo melhor.
– Sei... — disse, parecendo desconfiar.
– Acordei agora, então só agora vou comer algo. — disse eu, levantando o copo de sopa e o prato de bolinhos nas minhas mãos.
– Ah, Ok. — respondeu, parecendo aliviado; talvez estivesse pensando que eu não ouvira sua conversa, afinal. Bem na hora em que ele ia dizer algo, o celular em sua mão tocou. — Tenho que atender. — disse. — Tchau.
– Tchau. — respondi rápido e abri a porta.
Dessa vez, pude ouvir o começo de sua conversa ao telefone:
– Porra. Já disse que não. — exclamava raivoso. Foi apenas o que ouvi antes de fechar a porta.
Estava muito confortável deitada na cama macia. Só haviam dois bolinhos no prato laranjado ao meu lado; o copão de soja estava vazio. Com o controle remoto, eu mudava de canal na televisão de plasma colada à parede quando o programa se tornava muito entediante ou quando o comercial chegava.
Bati a cabeça na cabeceira da cama quando meu celular tocou alto ao meu lado.
Antes de pegá-lo, fiquei parada, como se o toque tivesse avisado meu esconderijo à algum ladrão e eu tivesse paralisado de medo. Então o peguei e vi quem estava ligando. Estive pensando que quando eles me ligassem, ficaria muito feliz. Mas, parecia que eu estava muda. Como se não tivesse o que pensar agora que minha mãe ligou.
Atendi a ligação.
– Alô, Kalina? — foi a voz de minha mãe que ouvi. O tom de preocupação estava presente em sua voz.
– Oi, mãe. — eu disse.
– Filha, é a mamãe. — disse. A voz que eu nunca mais ouvira estava de volta. A voz de quando eu era pequenina e mamãe ligava preocupada para mim, querendo saber se estava tudo bem. — Estou ligando para saber se está tudo bem.
Tentando deixar a emoção longe da minha voz, a respondi:
– Sim, por que? Aconteceu algo? — perguntei, fingindo indiferença.
– O que? Não posso ligar para você sem que algo esteja errado? — sua voz voltou ao normal.
– Claro que pode. — falei.
– Como está tudo aí? Lídia acabou de me ligar e disse que havia deixado uma banda de rock morando com você. Que irresponsabilidade!
Então é isso. Lídia disse para mamãe sobre os outros moradores. É por isso que ela está ligando.
– Ah, sim. — falei. — Eles são... legais. — repeti o que Lídia dissera para mim antes. Não tenho certeza se eles são legais assim. Haviam sido simpáticos comigo e, tirando o fato de um deles ter trazido a namorada aqui, transado com ela na sala, tudo estava bem.
– Kalina, você não pode dormir na mesma casa que um bando de homens. Principalmente desconhecidos. — falou quase gritando. Ela ainda continua preocupada comigo. Mas que se foda. Ela foi ruim para mim durante muito tempo. Não me deu um ombro amigo quando mais precisei.
– Que que tem? — perguntei, indiferente de novo; eu poderia bocejar.
– Que que tem? — repetiu incrédula. — E se acontece alguma coisa? Você é uma mocinha e eles são vários homens que podem querer se aproveitar de você.
– Mãe, está tudo bem. Nenhum deles é mau-caráter assim. A senhora não pode julgar sem conhecer. — respondi.
– Você está me respondendo? — perguntou, mais incrédula ainda. Isso tudo acabou lembrando-me alguns anos atrás.
Não a respondi, não sabia o que responder. Quero desligar o telefone. Tentar esquecer o que já estava bem vivo agora na minha cabeça.
– Tchau, mãe — disse desligando. Ela não me ligaria agora.
Encostei-me na cama. Peguei o controle remoto e desliguei a televisão.
Aconcheguei-me melhor na cama, sentindo lágrimas quentes cairem de meus olhos.
Seria bom se agora já fosse noite, para eu dormir, depois abrir os olhos e saber que é um novo dia. Mas ainda é cedo. Preciso destrair-me com algo. Ouvi gargalhadas vindas da sala.
Notas finais
Vocês acham que está entediante? Mas é que não posso soltar a história toda de uma vez, senão fica pior ainda.
Ah, deixem uma música para mim. De preferência de rock. No próximo capítulo, deixo uma para vocês.
Beijos.
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