The Triangle Guy and the Pine Tree - One-shots
9 My name is Dipper Pines
P.O.V. Dipper
Eu estava nadando calmamente como todas as manhãs. Minha irmã fora em algum lugar com o "peixinho" dela. Usei as aspas porque aquele bicho parece mais um porco.
Ah, acho que eu deveria dizer: sou um sereio.
Não, não é tritão ou sei lá como vocês humanos certinhos chamam. É sereio.
Ok, onde eu estava?
Lembrei.
Achava que seria mais uma manhã monótona como sempre. Mas algo aconteceu. Algo que me fez desejar que a manhã realmente houvesse sido monótona.
Uma rede caiu em mim. Eu tentei me livrar dela a todo custo, mas nada funcionava. Senti-a sendo puxada para cima, me carregando junto. Logo eu estava na superfície.
A primeira coisa que vi foram olhos. Dois olhos vermelhos e furiosos. Depois, surpresos.
A segunda coisa que vi foi um navio. Enorme. Cheio de gente correndo para lá e para cá gritando coisas sem sentido.
E a terceira coisa que vi foi a pessoa dos olhos vermelhos se virar e sair correndo chamando o capitão do navio. Na hora que vi o tal cara, pensei: ele é muito novo para ser capitão.
Ele deveria ter uns 15 anos, o que seria só um ano mais velho que eu. Um de seus olhos era dourado e o outro estava coberto por um tapa olho. Ele tinha cabelos loiros e uma expressão insana que faria qualquer um querer interná-lo em um manicômio.
–Wow...o que é isso?-perguntou, me observando.
–É um sereio!-respondeu o de olhos vermelhos-Parece que temos um novo peixinho de estimação!
O cara saiu gritando animado, enquanto o capitão me encarava com certa incerteza. Percebi que ele não estava confortável com a ideia de me manter no navio, mas se ele não o fizesse, os tripulantes começariam a duvidar dele.
O garoto suspirou.
–Coloquem um tanque com água no meu quarto-disse aos outros e se virou para mim em seguida-O que você come?
Olhei para ele, assustado. Escolhi manter o silêncio.
–Você consegue me entender?-perguntou.
Balancei a cabeça, afirmando.
–Você come algas?
Confirmei novamente.
–Ótimo.
O capitão me tirou da rede e me carregou até o tal tanque, me colocando lá.
–Alguém vai arrumar umas algas!-ordenou e me observou novamente-Você come peixe?
Arregalei os olhos.
–Hm...vou aceitar isso como um não. Ah, meu nome é Bill Cipher, a propósito.
Passou pela minha cabeça que aquilo era uma tentativa para me fazer falar e que ele esperava que eu dissesse meu nome, o que não fiz.
Veja bem, para um sereio, o nome fala muito sobre o seu dono e só pode ser dito aos membros de sua família e para quem confia e considera importante. Eu mal conhecia aquele cara, então seria errado dizer meu nome.
–Hã...-disse Bill, meio desconfortável-Vou buscar sua comida.
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E assim passaram-se as semanas. Minha família não estava preocupada, disso eu tinha certeza. Escrevi uma carta dizendo que estava viajando com um amigo. Na hora Bill entendeu que eu queria que jogasse a mesma no mar. Uns dias depois, chegou a resposta, dizendo que não tinha problema e desejando que eu me divertisse.
O loiro me perguntava vária coisas, apenas perguntas de sim ou não, já que eu me recusava a falar. Ele passou a me chamar de "Pine Tree", porque não sabia meu nome. Descobri que comida humana é bem melhor do que algas. Ah, e pode ter certeza que o capitão do navio descobriu várias coisas sobre sereios.
Depois de um tempo, estávamos virando bons amigos. Ele me pedia conselhos (apesar de ser meio difícil ajudá-lo apenas balançando a cabeça para sim ou não), contava tudo o que acontecia, soltando comentários irônicos aqui e ali me fazendo rir e algumas vezes fazíamos umas guerrinhas com a água do tanque, o que fazia os tripulantes do navio terem que colocar mais água tipo...uma vez por semana.
Um dia ele foi até mim, meio afobado.
–Pegamos uma sereia.
Olhei para Bill, curioso.
–Ela é toda animadinha, adora falar, se chama Mabel, tem cauda rosa, cabelos e olhos castanhos e parece muito com você. É sua irmã gêmea ou algo do tipo?
Balancei a cabeça afirmativamente. Meus olhos estavam arregalados. Eles não podem manter minha irmã aqui.
–Oh, droga-murmurou.
–Hey, capitão!-um dos tripulantes chamou-O que fazemos com a sereia?
O loiro olhou para o cara e depois para mim, meio inseguro. Ele sentou-se no chão ao meu lado.
–Bem, já temos um. Mais uma seria desperdício de espaço.
O homem pensou um pouco e concordou, saindo correndo e gritando para devolverem a sereia ao mar.
Eu observei a cena e sorri, aliviado.
–Obrigado, Bill!-agradeci, me virando para ele e o abraçando.
O loiro retribuiu o abraço, parecendo meio surpreso com minha atitude.
–Você fala!-ele exclamou quando nos afastamos.
Eu ri da expressão surpresa em seu rosto e, em seguida, concluí que eu poderia dizer:
–Meu nome é Dipper Pines.
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