The Travel Of My Life
1 MANHÃ
Notas iniciais
— Puny.
— Hm...
— Puny....
— Hmm.
— Puny acorde !
— AH ! NÃO FUI EU, EU JURO ! – sentei na minha cama meio assustada.
— Hora da escola sua bobinha.
— Não quero ir.
— Vamos Puny, você tem de ir e até agora você não foi.
— Quero ficar na minha cama quentinha. – comecei a me enrolar no cobertor.
— Vai Puny, fui legal até em separar seu uniforme.
— Eles vão rir de mim por causa do meu cabelo.
— Por isso até sua bandana está separada.
— Mas...
— Sem “mas” one-chan. – Shinji logo puxou a minha coberta, eu estava com uma camisola curta, eu vi seu rosto ficar vermelho e o meu também.
— SHINJI SEU PERVERTIDO !! – peguei meu travesseiro e taquei nele.
— DESCULPE, DESCULPE !! – ele saiu correndo do quarto. Fiquei ali sentada na minha cama e olhei para meu armário onde estava meu uniforme pendurado em um cabide. Encostei minha cabeça na parede e fiquei ali sem fazer nada, olhando para frente.
— Puny ! Não se atrase, agora você estuda na minha escola e por isso se atrasar você não vem pra casa e sim, vai ficar em uma sala até a aula acabar.
— Já vou... – me levantei e logo fui para o banheiro tomar banho.
Assim que saí do banheiro senti o cheiro de torradas. Entrei no meu quarto e analisei melhor aquele uniforme, era uma blusa de botões, um lenço, uma saia azul, um par de meias brancas e um par de sapatos pretos. Típico.
Coloquei a roupa com um pouco de raiva. Odiava saia curta.
— Toc toc. – Shinji abriu a porta.
— Oi oni-san.
— O café está na mesa.
— Ok.
— Quer que eu penteie seu cabelo ?
— Se não for incômodo.
Sentei na cadeira da penteadeira e fiquei me olhando no espelho. Shinji pegou a escova e começou a me pentear.
— Seu cabelo cresceu.
— Mesmo ?
— Sim.
— Quer que eu coloque a bandana também ?
— Não obrigada, isso eu consigo colocar.
Ele me entregou a bandana e logo notou que no canto havia um ‘S’.
— Puny, por que tem um ‘S’ na sua bandana ?
— Acho que quem me deu tinha o nome com ‘S’.
— Você ganhou de quem ?
— De um menino de cabelo preto com o olho rosa meio vermelho. – eu disse colocando em minha cabeça.
— Interessante. – ele saiu.
Ainda estava me olhando. Aquela bandana eu nunca mais deixei de usar. O menino que me deu era uma gracinha realmente. Não lembro o que aconteceu, sei que no final ele apenas falou: “Um presente pra se lembrar de mim.”
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