The Torment Of A Sacrifice
27 A Lebre do Carnaval e Ninguém é perfeito
P.O.V:Cris
Apenas nos encaramos por um tempo, girando. Aquilo parecia uma luta tosca entre animais, do tipo que se vê na TV.
O primeiro movimento foi dela. Na velocidade do super-sonic ela avançou erguendo o punho.
Desviei e fui para trás dela, usando minha técnica especial nem um pouco secreta, porém tão clássica quanto "porra": Pulei nas costas dela, puxando-a. Ela retomou o controle e se jogou contra uma pilastra de madeira. Cai das costas dela com dois pensamentos:1-Minha técnica falhara.2- Sem o Thi para eu fazer de jegue de carga, eu estava perdendo a pratica de como me agarrar nas costas de alguém.
Ela se virou, segurando o colarinho da minha camiseta e me puxando para cima, batendo a minha cabeça uma, duas três vezes contra a pilastra. Segurei firme em seu pescoço, pressionando com força, dando joelhadas até que ela pôs a mão na frente do meu joelho, parando-o e socando minha barriga. Nos afastamos por um segundo antes de nós aproximarmos novamente. Dei um chute circular. Daria outro, mas ela segurou minha perna e girou. Cai.
Bodega. Eu, a garota que vivia batendo em geral, estava se dando mal em uma luta corpo- a -corpo.
A Mulher de Negro me prendeu entre seus joelhos, disparando socos contra meu rosto. Se é que eu não estava machucada antes, agora eu estava sangrando.
Ela ergueu o punho e uma chama se desprendeu do fogo ao nosso redor, envolvendo a mão dela.
Mais uma que desceria contra o meu rosto.
Pensei em Poseidon. Ele me ajudara com Aracne, com Loreley na Alemanha, mas não podia me ajudar quando eu estava prestes a ser acertada por um Karyuu No Tekken(N.C:Karyuu No Tekken-Punho de Ferro do Dragão de Fogo{Eu sei, é muito mais legal em Japones}, é uma das magias do Natsu, de Fairy Tail).
Tentei pensar enquanto ela sorria, baixando o punho em minha direção. Fiz a primeira coisa que me veio a cabeça: Soprei.
Claro que não funcionou, então, a milésimos de ser atingida, eu segurei o punho de minha mãe. O fogo apagou.
Ela sabia qualquer truque que eu pudesse usar como semideusa, e principalmente os que eu pudesse usar da parte dela, mesmo assim, resolvi tentar. Havia água no acampamento. Me concentrei e logo a água nos separava, envolvendo-a em uma capsula que não demorou muito. Minha mãe a fez explodir.
Respirei fundo, lembrando do dia em que fomos atacados pelas Estriges, quando eu fui parar na Alemanha enquanto estava inconsciente.Todas as garotas passam por isso, não é papai? Voltou voando para o topo da torre Eiffel, certo Laura?
Eu estava sem opções. Não havia nada que eu pudesse fazer que ela não soubesse e...Espera! Havia sim uma coisa...
Eu iria fazer o que a Laura fazia de melhor: Barraco.
Agarrei os cabelos da minha mãe como uma louca, ela ficou surpresa por um tempo, principalmente quando eu gritei "Solta esse par de sapatos, vadia! Eu vi primeiro!Não, péra...Entrei demais no personagem...", mas logo reagiu, agarrando os meus cabelos também.
Que merda. Não é que aquela filha da puta sabia fazer barraco? Ela até gritou "Os sapatos ficam muito mais bonitos em mim, cretina! Não, para...Me empolguei".
Ficamos naquilo até eu disparar outra joelhada.
Nos separamos. Ela avançou correndo, fingindo que ia dar um chute, mas assim que me preparei para pará-lo, ela desferiu um soco.
A Mulher de Negro segurou meus ombros. Passei os meus por dentro dos dela e dei uma rasteira, derrubando-a. Rolamos pelo chão tentando ter o controle da briga. Quando achei que finalmente ia obter uma vantagem, ela posicionou os pés na minha barriga, me lançando longe. Fui parar próxima ao Fast, minha cabeça se chocando com uma árvore.
Escuro.
P.O.V:Thiago
O coelho gigante pulava mais que a Laura em uma liquidação (N.T:Perceberam que estamos inspirados na Laura hoje?). Agarrados ao rabo pom-pom, eu e Baka gritávamos.
–Pula coelhinho, pula!-Renato ria nas costas do animal.
–Renato!- Baka gritou -Pelos deuses, desce daí!
–Esse não é o Coelho da Páscoa!-berrei -É...O inimigo dele! A Lebre do Carnaval!
–Mesmo?-Renato olhou para trás, para nós -Então temos que mata-lo!
–Isso -Baka aprovou -Matar bom. Coelgar mal.
–"Coelgar"?-perguntei.
–Ele está cavalgando um coelho, não é?
E então o coelho parou, pulou, se debateu, grunhiu sons estridentes e horríveis, e bem quando o seu rabo pom-pom estava lá em cima, ele virou pó.
Aí deuses...Por que ninguém alí era filho de Zeus?
–AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH! -Renato gritava lá em baixo, correndo em círculos -PAREM!PAREM!
–Como, criatura? -Baka perguntou
–A GENTE VAI MORRER!-berrei e comecei a gritar.
E então, Baka estendeu a mão, mil coisas lá em baixo explodiram, fazendo com que água começasse a aparecer aos montes, e enquanto ele ria, eu gritei ainda mais pensando no som dos meus ossos quebrando. Mas a água se tornou uma cápsula e nós caímos no macio.
–A GENTE VAI VIVER! -E então lembrei do Sid de A Era Do Gelo dizendo a mesma coisa e me senti um idiota com cara de preguiça.
–Pelos deuses, filho de Atena-Baka chamou -Da pra encontrar logo a Cris?
P.O.V:Laura
Eu e o Pedro estávamos saindo de uma lanchonete, discutindo algo incrivelmente sério:
–Pedro, eu já disse! -briguei -Você está gordo e não pode comer ovos com bacon! Principalmente um gorduroso daquele jeito!
–Laura, eu já disse! ele bateu o pé -Eu não estou gordo!Você que está paranoica!Quando você estiver um palito, já aviso que vou te largar.
–O que? Eu largo você primeiro? Você está um balofo!
–Eu?Balofo? Eu sou muito gostoso, isso sim!E se quer saber, sou filho de Apolo demais pra você.
–É o que?- cruzei os braços-Querido, quando nenhuma outra garota te quiser, você vai ver quem é demais pra quem.
–E quando você arrumar outro e ele também não seguir sua dieta, você vai ver que pelo menos eu gostava de verdade de...Água?
–É O QUE,HOMI?EU PRESTES A TE PERDOAR SE VOCÊ FALASSE "EU GOSTAVA DE VERDADE DE VOCÊ" E VOCÊ ME DIZ QUE GOSTA DE ÁGUA?
–Não! Eu ia dizer "você", mas...Água! -ele apontou.
Vimos caixas de água e outras coisas estourando.
–Os irmãos da Cris! -sorri
–E o Thiago!
Agarrei a mão dele:
–Carrera desembestada dos Infernos mode on, Pedrito!
P.O.V:Cris
Quando abri os olhos novamente, estava presa a uma pedra...Em baixo da água.
–Ei -a voz conhecida me chamou -Você ta viva?
–Não, Fast. Eu sou um zumbi.
–Mesmo?O que é um zumbi?
–Explico outra hora, mas saiba que zumbis são os melhores! Depois de mim é claro...Onde estamos?
–No rio de Loreley.
Suspirei
–E eu que disse que nunca mais voltava na Alemanha...
Ouvi uma risadinha tosca. Tão meiga que dava vontade de vomitar.
–Que bom que acordou, Cristal! Estive esperando por você!
Loreley.
–O que você quer?
–Só tudo...E mais um pouco.
–Não vou dar nada a você.
–Querida, -ela sorriu -no momento, sem sua personalidade, sem você por inteiro...Cristal de La Luna, você é ninguém.
Abri um sorriso:
–Ninguém é perfeito.
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