The Tiva's Plan
4 The McGee's Plan
Era a vez de Tim. Depois de dois dias apenas cuidando de Abby, já que o médico literalmente exigiu a ela que descansasse, ele voltou para a NCIS.
— Bem-vindo de volta, Tim. – Gibbs jogou o jornal do dia sobre a mesa. – Como Abby está?
— Descansando. – Tim pegou um envelope. – Chefe, isso estava na minha mesa hoje de manhã e pelo visto todos recebemos.
— Hum, o baile anual da agencia. – Gibbs sorriu. – Você com certeza vai levar Abby.
— Sim, e você? – Tim literalmente jogou para ele. – Quer dizer, não é da minha preocupação.
— Espero que continue assim. – Gibbs olhou para Jenny com uma caixa nas mãos. – Desculpe, eu já volto.
Ele subiu para o escritório curioso para descobrir o que era aquele presente.
Jenny guardou a caixa fechada com uma fita de cetim laranja sobre o sofá. Não havia um cartão e em seu pensamento ela desejou que fosse de Gibbs.
— Com licença, diretora. – Gibbs bateu suavemente na porta. – Hm, presentes.
— Sim, estava sobre o meu carro hoje de manhã. – Jenny sorriu. – O que descarta que seja uma bomba. Lembra-se que eu moro em um condomínio bem fechado.
— É claro, você se mudou para lá depois de Ari. – Gibbs estava dando tudo de si para não verificar a caixa. – E não vai abrir? Pode ser realmente uma bomba.
Jenny olhou para ele e viu que ele estava curioso com o conteúdo. Ela largou a caneta e foi em direção ao pacote. Ela cortou a fita e percebeu que não era uma bomba. Mas era um belo vestido vermelho com pedrinhas.
Tinha um conjunto de brincos, colar e pulseira. Ela os olhou quase como se aquilo tudo tivesse sido caro.
— Eu não sei o que é isso tudo. – Jenny olhou para Gibbs. – Jethro, foi você?
— Não. – Ele parecia incomodado com aquilo. – Com licença.
Gibbs desceu para o primeiro andar e foi para a rua. Ele sentia um ciúme amargo na garganta. Alguém estava tentando conquistar Jenny.
Ziva e Tony olharam para Gibbs, tentando disfarçar o sorriso. O casamento dos dois estava chegando e agora só faltava uma semana.
— Você deixou o pacote sobre o carro dela? – Ziva perguntou a Tony. – Do mesmo jeito que a gente conversou?
— Sim, meu doce israelense. – Tony a beijou. – Disfarça, Gibbs nos viu.
Gibbs veio em direção dos dois beijoqueiros.
— Chefe! – McGee o chamou, impedindo Gibbs de bater em Tony. – Ligação para você.
Gibbs suspirou e foi em busca do seu telefone.
— Obrigado, McNerd. – Tony sentiu um tapa na cabeça. – Por que isso?
— Por ter que me fazer usar o truque do telefone. – Tim suspirou. – Ainda tem a parte dois.
— Certo, acha que vai funcionar? – Ziva olhou para Tony e McGee. – Não é como se ele estivesse fazendo algum esforço.
— Abby disse que esse baile vai ser o abrir de olhos dos dois. – Tim falou. – E eu sei como terminar a minha parte do plano.
A noite logo chegou e o baile começou. Algumas das agentes vieram sozinhas, assim como Jenny e Gibbs. Ela usava o vestido e as joias que havia ganhado de algum misterioso homem.
— Você está linda, Jen. – Gibbs sorriu para ela. – Uma verdadeira princesa.
— Obrigada, Jethro. – Jenny sorriu. – Você está aqui sozinho?
— Do mesmo jeito que você, pelo visto. – Gibbs estendeu a mão para ela. – Que tal ser o meu par?
— Eu aceito. – Jenny o viu puxar uma flor em uma caixa plástica. – Você já tinha planejado isso, não é?
— Talvez. – Gibbs entrou e os dois ficaram felizes ao ver seus amigos dançando.
Tim fez um sinal para o DJ trocar a música e The Scientist de Corinne Bailey começou a tocar no lugar.
— Ninguém disse que era fácil... – Gibbs cantou para Jenny, olhando em seus olhos. – Oh, me leve de volta para as estrelas...
— Que linda. – Jenny sorriu e seus rostos se aproximaram um pouco.
Jenny olhou nos olhos de Gibbs, mas ela não conseguiu beijar ele de novo. Faltava a coragem de dar aquele último passo.
— Droga, eu pensei que daria certo. – Tim suspirou. – Sempre que eles vão se beijar, parece que eles sentem vontade de fugir.
— Bem, pode ser necessário uma mãozinha. – Ducky respondeu. – Talvez um armário.
— Acho que temos que esperar um momento onde não há ninguém. – Abby disse. – Deixe ir conversar com ela.
Puxando Ziva com ela, Abby foi até o banheiro onde Jenny estava em frente ao espelho, tentando esconder as lágrimas.
— Jenny, está tudo bem? – Ziva entrou. – Você está chorando?
— Não, estou com alergia. – Ela tentou mentir, mas descobriu que não conseguia. – Droga, há quem estou querendo engar. Estou chorando, sim.
— Pode se abrir para nós. – Abby a levou para um lugar afastado de qualquer atenção. – Conte tudo.
— Estou apaixonada por um agente de cabeça dura. – Jenny começou. – Sempre que eu o vejo sinto vontade de beijar ele, mas há algo que me impede.
— Olha, eu e Tony também sentíamos esse tipo de atração. – Ziva começou. – Foi preciso ele quase morrer uma centena de vezes para eu finalmente ter coragem. Eu ainda me lembro do dia que ele quase levou um tiro por mim. A gente se beijou na emergência enquanto ele recebia cuidados.
— Sim, mas foi você que o colocou na emergência. – Abby fez as meninas rirem. – Você o jogou no chão e disse que ele merecia apanhar.
— Em minha defesa, eu não queria ter batido nele daquele jeito. – Ziva deu de ombros. – Eu estava assustada demais.
— Eu entendi. – Jenny sorriu. – E se eu bem me lembro, Abbs, você conquistou Tim ameaçando ele.
— Eu ameacei queimar Tim por dentro sem deixar uma pista. – Abby sorriu. – E ele me contou que aquelas ameaças o faziam feliz. Estranhamente.
— O amor as vezes é louco. – Jenny estava com um humor melhor. – Mas acho que vou contar a ele algum dia.
— Quem sabe antes que você imagine. – Ziva murmurou e Jenny a olhou curiosa. – Desculpe, pensei alto.
Gibbs estava conversando com Tim, Tony, Ducky e Palmer.
Jenny decidiu encerrar a noite antes de alguma coisa desse errado.
— E agora? – Abby olhou para a diretora saindo triste. – Eu não aguento mais ver esses dois sendo cabeças duras. Meu Deus, parecem até Hotch e Emily em Criminal Minds. Doídos para se pegarem, mas falta coragem.
— Você me deu uma idéia. – Ziva tirou o telefone celular e discou alguns números. – Oi, querida. Você tem um dia de folga?
— Tenho até dois se for para ajudar você. – Penelope Morgan abriu a porta de sua casa com Derek. – O que você precisa?
— Preciso que dois agentes fiquem incomunicáveis, mas sem serem dados como desaparecidos. – Ziva sorriu. – E precisa ser um trabalho de especialista.
— Certo. – Pen colocou a filha para deitar. – Abby E Tim vão precisar me ajudar.
— Conte como feito, Pen. – Abby disse.
— Ok. – Penelope anotou em seu caderno. – Estarei na NCIS amanhã.
— Estamos aguardando você. Ziva desligou o telefone e sorriu. – É agora ou não me chamo Ziva David.
Ela e Abby olharam para os rapazes e sem Gibbs, se reuniram para informar a ajuda.
Era hora do plano de Ducky e Palmer. E com uma ajuda de Penelope, eles fariam com que os dois cabeças duras finalmente se beijassem. Ou todo mundo seria demitido.
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