The Time Of Death

1 Capítulo 1- A Décima Sexta Lua


Notas iniciais
Oieee! Voltei com uma nova fic! vivaaa! =D Apesar de já ter outras duas para atualizar... T_T
Enfim, esta é uma fic original, não sei se ficou muito confuso no início então comentem sobre isso tá? Onegaiii?
Bom, beijos e boa leitura!

Depois de by Text-Enhance\">horas andando sem rumo, ele encontrou uma caverna. Era um lugar escuro e sombrio, perfeito para que pudesse se esconder.

Arfava cansado devido às cinco horas que passara correndo. Seus olhos púrpuros brilhavam refletindo a tênue luz azulada que saia de uma pequena cavidade, deixando um brilho fraco em meio a todo aquele breu.

- O tempo está acabando, o tempo está acabando... – ele repetia incansáveis vezes com aquela voz assustada.

Lágrimas pendiam de sua face pálida e os cabelos brancos gélidos, pareciam feitos de neve, caíam em seus belos olhos. Ah, aqueles olhos... Tão profundos. O brilho púrpuro emitido por eles era tão intenso que prendia a atenção até do mais esnobe dos homens. Pareciam pedras preciosas de tão magníficos.

O rapaz não ouvia um ruído sequer vindo daquele local tão sombrio.

Lá fora, as gotas da chuva caíam incontáveis vezes no chão lamacento e a névoa cobria a floresta mórbida e seu entorno.

Dentro da cavidade da rocha, o garoto de vestes brancas rasgadas tremia e continuava repetindo:

- O tempo está acabando... O tempo está acabando...

Caminhou com passos leves que ecoaram pela caverna até uma poça de água cristalina. No fundo do pequeno lago havia algo. Emitia um brilho fraco e constante.

O jovem então se abaixou e pegou o objeto. Era uma lâmina prateada.

Por um instante pensou ter sentido a mão de o velho profeta repousar sobre seus ombros, mas sabia que tudo aquilo não passava de uma ilusão.

Após ter a bela arma em mãos, recostou-se na parede e permitiu-se ter a mente invadida pelas lembranças daquela noite de lua cheia.

Flashback on

Yue estava no quintal de casa brincando com seu irmão mais velho.

- Ei Yue, o que acha de darmos um passeio pela floresta mórbida? – seu irmão, Shiryu, propôs.

- O que vamos fazer naquele lugar onii-chan? É tão chato!

- Ora, Vamos Yue, não me diga que está com medo...

- De forma alguma! Só estou dizendo que não há nada para fazer naquele lugar escuro e sem graça!

- Sei... Então porque não tenta me acompanhar até lá? Quero ver se você consegue me pegar!

- Haha, você é tão baka, eu já te peguei bobão! Agora você é quem tem que correr atrás de mim! – Yue desafiou e saiu correndo floresta adentro.

- Vou te dar 30 segundos de vantagem! – gritou Shiryu.

O Matsumoto mais novo corria em alta velocidade pela floresta. O sol estava se pondo por de traz das montanhas dando ao ambiente uma luminosidade crepuscular.

- Yue, estou indo! – ouviu o som da voz do irmão mais velho abafado pela distância.

Os últimos raios eram lançados nos olhos púrpuros do menor que agora sentia pingos de chuva molharem seu corpo por inteiro.

Encontrou então ao pé da montanha uma pequena entrada para um lugar semelhante a uma caverna.

- Acho que posso ficar aqui até a chuva passar... – sussurrou para si mesmo sem perceber a presença deu um ser encolhido num canto do local.

- O tempo está acabando... O tempo está acabando... – a figura repetia com uma voz rouca e cansada.

- Desculpe o senhor disse algo? – perguntou o menino um pouco amedrontado.

A criança observava-o atentamente. Vestia uma capa marrom que continha um capuz um tanto grande e lhe cobria o rosto. Parecia ter o semblante sombrio e tremia muito. Por debaixo da capa podia-se notar vestes rasgadas e velhas. Sua pele enrugada estava ressecada e cheia de cortes que vazavam sangue. Era realmente uma figura assustadora. O velho continuava a repetir a mesma frase.

Yue se aproximou do senhor para ver se não estava doente quando sentiu duas mãos firmes e ensanguentadas apertarem seus ombros.

- O TEMPO ESTÁ ACABANDO!!! – o velho gritou chacoalhando o menino. No momento em que o sacudiu, o capuz deslizou para traz e Yue pode ver a face do homem. Ele tinha a pele enrugada e uma expressão cansada preenchia seu rosto. Os olhos estavam arregalados, eram órbitas quase vazias, contendo apenas um único ponto púrpuro e veias vermelhas em volta deste.

Yue tremia de medo e tentava desesperadamente se soltar. O homem retirou uma das mãos e pegou algo... Uma faca prateada. Quando o menino percebeu, já era tarde, o ser havia cortado seu braço desenhando neste uma figura, um selo.

A pessoa sua frente ria freneticamente agora em pé. Ele pulava de alegria e saltitava como uma criança que acabara de receber um presente. Em sua face, um largo sorriso que mostrava seus dentes tortos e amarelados.

- O seu tempo está acabando! O seu tempo está acabando! – ele cantarolava alegre.

Yue estava confuso. O local onde se encontravam era iluminado pelos últimos raios da aurora.

- O que está acontecendo?! – brandiu o garoto assustado.

- Eu consegui, me livrei do Selo da Lua! Eu me livrei dele! Olhe! Desapareceu está vendo? Sumiiiiuuuu!!! – o velho agora girava Yue no ar dançando com este e comemorando sua vitória.

- Que selo?

- Este selo que está no seu braço! – apontou para o corte que havia desenhado no garoto.

- Não estou entendo nada! – urrou com lágrimas nos olhos, estava assustado e confuso com tudo aquilo.

- Tudo bem, agora que você não tem mais tempo mesmo, eu acho que posso te explicar o que vai acontecer com você! – apontou para o menino parando de girar e tomando uma aparência séria, mas deixando logo esta de lado por mais sorrisos e gargalhadas. – e não comigo! Yupiiii!

- Fale logo seu velho maluco!!!

- Tudo bem então. – disse sentando-se e puxando Yue para seu lado. – Esta marca que você agora carrega, antes pertencia a mim. É chamada de O Selo da Lua. Este selo, tem em seu potencial, a habilidade de o proprietário deste, possuir e utilizar os poderes da lua. Mais como de costume, tudo na vida tem um preço... E o preço de possuir esta marca é a morte! Sua única salvação é encontrar o próximo Luin. Os Luins são os únicos que podem possuí-lo. Luins são pessoas raras de se encontrar, a cada cinco anos, nascem três deles. Eu passei muito tempo da minha vida procurando um, até que te encontrei, ou você me encontrou... Que seja! Para poder salvar-se da hora da morte, você precisa encontrar outro Luin e marcá-lo com a Silver Blade, lâmina esta que só pode ser carregada por nós. Mas esteja atento! Você tem um prazo assim como eu tive. Esta noite subirá no céu a Décima Sexta Lua, a lua que marcava a data de minha morte. Se você não tivesse aparecido, eu provavelmente estaria morto. Bem, boa sorte garoto.

- Mas espere! Qual o meu prazo e como eu faço para achar outro Luin? – o menino perguntou levantando-se desesperado.

- Você saberá quem é um Luin pela cor dos olhos. Luins são os únicos que possuem íres púrpuras.

- Mas e meu prazo?!

Você tem até a Décima Sétima Lua. Quando o último raio de sol se por e a escuridão prevalecer, a lua cheia estará no céu, à lua que determinará o fim do décimo sétimo Luin. E a não ser que você encontre e marque o décimo oitavo, será o seu fim.

- Mas e se eu não conseguir marcá-lo? Será o fim dos Selos da Lua?

- De forma alguma. Quando um Luin perece, o próximo será escolhido pela própria lua. Você tem exatos 3.000 dias até o seu fim. Se aprece! – dito isso, o velho senhor, agora com uma aparência bem mais humana e os olhos visivelmente púrpuros se levantou, e sumiu no ar.

Yue estava com medo, como acharia um Luin, este poderia estar em qualquer lugar do planeta onde vivia. O garoto abaixou-se para pegar o único vestígio que o velho deixara, a Silver Blode, uma lâmina prateada realmente bela. Apanhou-a e saiu da caverna bem no instante em que o último raio de sol se extinguiu por completo deixando que a única luz do ambiente se derivasse da Décima Sexta Lua. Yue olhou para o céu por um breve momento e a avistou. No instanteem que seus olhos encontraram o astro, o selo começou a brilhar emitindo uma forte luminosidade branca, confirmando que o garoto era de fato o décimo sétimo Luin. Seus cabelos também brancos irradiavam o mesmo brilho. Yue se contorcia no chão devido à dor vinda do selo. De repente um raio lunar veio em direção ao chão acertando o menino. Foi então que Yue percebeu, a lua o estava marcando e confiando a este seus renomados poderes.

Depois de um longo tempo de sofrimento, a dor se foi deixando apenas o brilho, agora menos intenso, do selo e dos fios capilares do menino.

- Yue! Yue! Onde você está? Yue! – ouviu a voz de seu irmão chamando desesperadamente.

- Yue! Meu filho apareça! Yue! – agora quem chamava era sua mãe.

- Matsumoto Yue! Apareça agora mesmo! – seu pai gritou bravo.

Eles se aproximavam do garoto. Mal sabiam, que o pobre menino estava fora de si e naquela noite, seu corpo estava a trabalho da Décima Sexta Lua, tendo como único objetivo, eliminar qualquer um que se aproximasse da caverna.

- Yue! – seu irmão gritou enquanto ele e seus pais corriam na direção do filho mais novo.

Tarde demais, Yue já não era mais o filho mais novo da família Matsumoto, não era mais o mesmo garoto que estava fazendo sete anos naquele dia. Agora, ele não passava de um mero escravo da Décima Sexta Lua, e durante aquela noite, e somente aquela, Yue pertencia à lua, para que esta, nas próximas, pudesse pertencer a ele.

E naquela escuridão iluminada pela lua cheia, o sangue dos Matsumoto foi derramado na floresta mórbida e o domínio da lua mais uma vez estragou uma vida. Pois sob o poder das estrelas e a beleza da lua azul, Matsumoto Yue foi escolhido para ter um encontro marcado, com a hora de sua morte.

Flaschback off

Notas finais
E aí, como ficou? Eu sei que no final ficou meio repetitivo tipo: noite, blá blá blá, noite, blá blá blá noite, blá blá blá lua, blá blá blá lua ect. Eu tentei mudar isso, mais não deu muito certo então deixei assim mesmo...
Espero que tenham gostado! >< E comentem!!! Sério, reviews são muito importantes e inspiram a escrever!!!! Então quanto mais reviews, mais rápido o autor escreve! Lei das fanfics!
Beijos e até o próximo!
NOTA DA HISTÓRIA: Não sei se deu para perceber, mais essa história não se passa na terra, portanto, cada ano lá tem só 300 dias tá? Só esclarecendo...