Notas iniciais
Olá queridos leitores,quero mais uma vez pedir desculpas por demorar tanto a postar.Por motivos pessoais eu não conseguia escrever uma só palavra nas fics,mas finalmente tudo começou a seguir bons rumos,então decidi continuar a fic.Espero que gostem

O dia se passou e nenhum de nós queria sair dali. Dean estava tranquilo e eu estava buscando abrigo, mas eu sabia que tinha que mostrar utilidade, não a eles, mas a mim.

Levantei-me e me troquei colocando uma blusa básica branca, uma saia preta e scarpins azul escuro enquanto Dean estava adormecido. Olhei-o enquanto saía pela porta carregando minha maleta e documentos. Desci as escadas do hotel sem encontrar nenhum deles pra se meter em meu caminho e saí sentindo a brisa da noite soprar em meu rosto.

Olhei em volta e senti o ar pesado a minha volta, senti a tensão de sair de perto de Dean, mas nenhum de nós poderia depender tanto um do outro, era errado que eu pensasse que precisava de tanta proteção assim, eu tinha que fazer o meu melhor pra que não me vissem como um peso.

Dei sinal e um táxi parou enquanto eu o orientava a ir ao hospital público mais próximo. O caminho foi silencioso, mas pra mim o som de meu coração disparado me deixava entorpecida.

–Senhorita?- o taxista chamou me puxando de minha distração

Olhei o taxímetro e dei a ele o valor da corrida e uma pequena gorjeta enquanto pegava minha maleta.

Entrei no hospital buscando analisar o trabalho dos funcionários e principalmente do corpo médico daquela cidade. Estremeci quando vi a cena.

Havia pacientes demais e trabalho de menos.

Cheguei à recepção pigarreando indignada enquanto a atendente fingia que não me via. Quando olhou pra mim, notei que sua postura mudara muito enquanto ela pegava papéis na mão e ajeitava óculos horrendos na ponte do nariz.

–Sou a doutora Connors

A compreensão tomou conta do rosto da mulher enquanto ela perdia uma batida de seu coração. Ergui uma sobrancelha enquanto ela começava a recobrar a respiração.

Dei as costas a ela e saí em direção ao atendimento ambulatorial encontrando médicos conversando sem a mínima intenção de atender aos enfermos que juraram ajudar quando se formassem.

–Boa noite senhores

Todos eles me olharam, mas voltaram a assistir a TV e a conversarem como se eu não existisse. Sorri de lado e dei passos lentos até a TV puxando a tomada quase derrubando o aparelho.

–Estou desligando a TV, os próximos serão vocês senão mostrarem serviço. Foi pra ajudar as pessoas que precisam que vocês estudaram, e é pra isso que são pagos.

Um raio de compreensão cortou os sorrisos afetados de todo o corpo médico. Eles conheciam bem aqueles olhos, e sabiam bem por que eu tinha vindo.

A atendente da recepção logo veio com as fichas dos pacientes cansados de esperar e eu tomei das mãos dela analisando cada uma e reconhecendo a especialidade de cada médico ali pronto pra agir. Claro que estariam prontos e bem descansados, muitos deles não atendiam ninguém há tempos.

–Quero grupos específicos separados e atendimento rápido, porém eficaz de cada um dos pacientes. Não pensem que não trabalharei, farei o turno de 12 horas hoje apenas pra sondar e atender pacientes em estado grave, e, se nas próximas doze horas eu ver algum de vocês se sentando, a não ser que seja pra atender melhor a um paciente espero que assinem as cartas de demissão sem demora. Alguma pergunta?

–A senhora não vai nos supervisionar diretamente?

Sorri de lado negando enquanto cada um deles saía eufórico. O problema ali era que os clínicos residentes eram crianças, nada além de recém formados que ainda não tinham recebido um voto de confiança de um superior. O que me levava a questionar onde estaria o médico supervisor.

Voltei respirando fundo até a recepção e vi uma porta fechada e com a luz apagada. Quando entrei havia um médico mais velho dormindo pesadamente co um hambúrguer do lado. Saí silenciosamente e perguntei à recepcionista quem ele era. Pela expressão da mulher eu sabia que ele era o supervisor.

Voltei silenciosamente e peguei um copo de água gelada, entrei no quarto acendendo a luz e jogando a água no rosto daquele homem.

–Mais que diabos está acontecendo aqui?!

Parei no batente da porta e sorri docemente.

–Boa noite, sou a doutora Connors e você está demitido

Ignorando os protestos daquele homem comecei a observar o trabalho animado dos residentes me lembrando que fiquei da mesma maneira quando permitiram minha primeira cirurgia, e como quando trabalhei ao lado de um demônio. A lembrança de saber que ele tinha sido morto pelas mãos de Dean me fez estremecer.

Passei a noite ignorando qualquer pensamento sobre os Winchesters e qualquer coisa que atrapalhasse meu trabalho no hospital.

Doze horas voaram como se fossem minutos com toda aquela agitação. De alguma forma eu me sentia pesarosa por voltar pra eles.

–Bom trabalho pessoal, eu os vejo daqui a algumas horas. Continuem nesse ritmo e posso seriamente pensar em tirara supervisão e eleger um de vocês pra liderar o corpo médico.

Todos eles se entreolharam felizes como se tivessem ganhado um presente de natal adiantado.

Saí arrastando meus pés em direção a rua procurando por um táxi que me levasse pro hotel. Quando entrei num já pude ver o Impala virando a esquina. Sorri pesarosa quando entendi que a caça do dia era eu.

Cheguei ao hotel com Dean na minha cola e passei pelo hall olhando cada um deles que me encaravam como se um furacão fosse passar por mim. E realmente passaria.

O furacão Dean.

–Annice

Ouvi aquela voz e uma mistura de medo e excitação me fez soltar um gemido baixo. Virei e encontrei aqueles olhos em chamas.

Não sei o que havia em meus olhos, mas toda aquela raiva se desfez num sorriso confuso que virou um beijo doce.

–Espero que entenda que essa sou eu, e não posso mudar quem sou.

Dean sorriu de lado e me pegou em seu colo me levando pra cima.

–Nunca vou mudar quem você é. Foi por você exatamente desse jeito que me apaixonei.

Notas finais
Agradeço imensamente aos leitores veteranos por terem permanecido comigo por todo esse tempo me incentivando,e dou boas vindas aos novos leitores.Todos vocês são muitos especais pra mim.