The Third Winchester

23 Destiny Jokes- parte um


Notas iniciais
Gente,esse é um mega capítulo dividido em duas partes

Se fosse possível um ser humano soltar fumaça pelos ouvidos esse ser humano seria eu. Corri por sei lá quantas horas; corri até só conseguir pensar no ritmo de minhas passadas.

Sentei numa praça quase deserta e a imagem de minha mãe me veio à mente, poderosa, determinada; sempre quis ser como ela, mas nunca fui sua cópia, e nem obediente a tudo, eu fazia o máximo pra estar no mesmo patamar que ela, sempre quis excelência acima de tudo, como ela, e acho que é isso que incomoda minha gêmea. Jennifer sempre foi rebelde sem causa, fazia caso por tudo, contestava o incontestável como dizia minha mãe.

Fechei os olhos e comecei ver que eu estava deixando a desejar, deixando de ser boa pra entrar no patamar do aceitável, e isso começou a me perturbar. Pesquisei pelo celular os hospitais da região, eu precisava disso, e a meu ver eles precisavam de mim. Fiz alguns contatos e marquei uma estadia num dos hospitais federados.

Continuei ali parada até ouvir um ronco conhecido de motor e uma freada brusca seguida de passos ritmados em minha direção, levantei a cabeça e vi a dupla dinâmica me encarando séria.

-Entra no carro, no Bob conversamos- Dean falou.

-Não vou pro Bob, tenho que ir ao hospital Dean- respondi me levantando.

-Quem te disse que eu permito?- ele disse.

-Quem disse que eu tenho que te pedir alguma coisa?- rebati.

-Anny, coopera um pouco vai. Entra no carro — Sam falou.

-Ah, se eu não estou presa eu sou vigiada?Não funciona assim ok?Sou maior de idade, tenho um emprego e meus deveres, e principalmente direitos!- eu disse já andando.

Dessa vez eu fiquei surpresa, senti alguém me segurar, e olhei pro lado e vi Dean surpreso como eu estava; Sam quase estava me enfiando no carro.

-HEY, LARGA A MOÇA!

Ouvi um grito e olhei pro lado. Ali estava um homem com uma deliciosa carinha de mal e parecendo bem seguro de si pra se meter com Sam e Dean. Me soltei e fui ao seu encontro.

-Está tudo bem?- Ele perguntou com uma voz rouca e passou a mão pelos cabelos negros perfeitamente arrumados e sexies que me fizeram tremer.

-Está sim, são apenas problemas familiares- respondi dando um passo pra trás. Vi-o tirando papel e caneta do bolso e anotando alguma coisa nele, ele me passou o papel sorrindo de lado e saiu andando.

Abri o papel e vi um número de telefone e senti um maravilhoso perfume me inebriar. Entrei quieta no carro ainda pensando naquele homem maravilhoso, e como eu gostaria de te-lo conhecido e saber seu gosto. Entrei ainda em silêncio e fui pro quarto, guardei na mala o papel

E fui tomar um banho, saí do banheiro num espartilho branco, uma calça bege, saltos pretos e por cima meu jaleco, em minhas mãos eu segurava minha maleta e minhas chaves do carro.

Desci lentamente as escadas fazendo um nó no cabelo pra formar um tipo de coque folgado. Todos ali me encaravam, Jennifer estava quase que boquiaberta.

-Volto amanhã dependendo do que eu for fazer, não vou sumir, mas espero que entendam que essa é minha vida e eu não vou mudá-la por nenhum de vocês- eu disse saindo.

Acelerei o máximo que podia até chegar ao hospital, me sentia animada como a muito não me permiti sentir. Estacionei numa vaga e contemplei o hospital que se impunha diante de mim, dava pra ver que era de ponta.

Entrei e fui recebida com curiosidade e inveja pelo corpo médico da instituição, andei por todo o hospital checando todos os setores a fim de fazer minhas anotações. Cheguei ao cronograma cirúrgico e fiquei maravilhada com a organização em que era mantido, mas vi uma tabulação por nós conhecida; dentre nós os médicos há um tipo de competição por competência, onde se contam cirurgias e/ou procedimentos feitos com ou sem sucesso, quando a faixa no nome era branca tudo bem,mas quando era preta aquilo sinalizava a morte do paciente.

Continuei andando pelo hospital e vi a falta de interação do corpo médico; a caça por casos que potencialmente prestigiariam os nomes daquele cronograma. Estava explicado o porquê de tantas mortes naquele quadro, eles não se importavam com o paciente, e sim com prestígio.

Ouvi gritos vindos da ala de urgência e entrei ali correndo e vi enfermeiros contendo um paciente que convulsionava com seu crânio exposto e estilhaçado jorrando sangue como se fosse uma fonte, ao meu lado estavam médicos que ao reagiam, basicamente deixariam o paciente morrer. Hipócritas!Não deixaria um paciente morrer sem lutar por ele, eu nunca desistia de lutar por ninguém.

-Coloquem-no na maca e levem-no pra sala de cirurgia- comuniquei.

-E quem é você?- o enfermeiro perguntou.

-Alguém com autoridade pra mandar e você obedecer, agora façam o que eu mando- esbravejei.

Corremos com o paciente até a sala de cirurgia e preparamos tudo pra cirurgia, ao meu lado estava um médico que me acompanhou, e vestia tanta roupagem que eu só podia ver as lentes grossas de seus óculos cirúrgicos, devia ser anestesista.

O procedimento começou difícil, vários pedaços do crânio e muita carne mutilada se espalhavam por toda a cabeça do garoto, era uma coisa bizarra de se ver. O procedimento tornou-se então delicado ao extremo, nunca tinha visto tanta laceração de carne. Espirrei um jato de água pra conseguir ver o que me esperava, mas por sorte o cérebro não tinha sofrido muitos danos por mais que o mesmo estava exposto por sobre ossos e carne praticamente esmagadas. O médico misterioso começou uma sucção conjunta com minha assepsia e meus procedimentos, hora ele sugava, ora ele aspirava, assim facilitando minha visão e meu trabalho. O dano ali era muito grande, pra dizer a verdade eu quase pensei em desistir, de largar o caso, mais eu era mais teimosa e determinada do que qualquer um no mundo pra desistir assim de alguém.

A cirurgia se estendeu por quase vinte e duas horas, foi um trabalho hercúleo de reconstrução craniana em conjunto com aquele médico extremamente focado no que fazia, pelo visto ele também não desistia de seus pacientes.

Saí da sala de cirurgia indo pro expurgo com o outro médico vindo atrás sem nada dizer, tirei minhas luvas, minha capa, a máscara e a touca e ele permanecia me encarando. Ele então começou a tirar suas roupas, tirou toda aquela parafernália do corpo, sorri surpresa quando vi que era o homem de hoje de manhã.

-Sabe, aqui é a primeira vez que eu encontro alguém que luta por uma vida, e não por um caso que gere status. Sou Chuck, então você deve ser Annice, a nova neuro cirurgiã. — ele disse sorrindo.

-Ah, isso é verdade, não trabalho por nome, quero ser reconhecida por minha competência e dedicação, e não por casos mirabolantes que resolvi. — respondi- prazer em conhecê-lo Chuck, já que não tive a chance de me apresentar hoje de manhã.

De cara eu gostei daquele médico, daquele ser humano maravilhoso. Entramos na sala do cronograma cirúrgico e fizemos questão de colocar juntos, a faixa branca no procedimento que realizamos.

Depois de muitas explicações de como realizamos o procedimento e observação do garoto que estava ainda sob forte sedação quase quarenta horas se passaram. Eu quase não enxergava nada de tanto sono, e a única coisa que queria era dormir profundamente por muitas e muitas horas sem parar.

-Acho que vai precisar disso- ele disse sorrindo e me entregando um copo imenso de café.

Eu odeio café, mas estava com tanto sono que virei o copo todo de uma vez rezando pra não bater o carro enquanto voltava pra casa de Bob.

-Valeu, também acho- respondi.

Levantei da cadeira lentamente quase cambaleando, perdi meu equilíbrio e senti mãos firmes e precisas me tomarem pela cintura, Chuck me olhava tão intensamente que eu poderia entrar em combustão, mas poderia principalmente me afogar naqueles olhos negros maravilhoso. Fui pega de surpresa quando ele me tomou num beijo quente e magnífico, nossas línguas passavam por todo canto,explorando,descobrindo. Minha mente girava e agora eu estava mais do que desperta e com a mente processando tudo em incrível velocidade, o gosto de Chuck era doce e incrivelmente viciante, no momento em que ele separou nossas bocas pra respirar eu o puxei de volta passando as mãos naqueles cabelos sedosos, provando mais do seu gosto e me inebriando naquele perfume magnífico.

-Você é incrível – ele disse.

-Digo o mesmo de você- respondi.

Depois de quase nos engolirmos eu saí do hospital mais desperta do que nunca, eu tinha ficado ali quase dois dias sem sair, descansar ou comer, mas por aqueles maravilhosos minutos valeu mais do que a pena.

Guiei até a casa de Bob quase no automático, eu estava um caco e agora sentia os efeitos daquilo. Meu corpo todo doía e eu praticamente teria que decidir entre andar ou falar pelas próximas trinta horas.

Desci do carro quase inconsciente, Violet me recebeu com Lúcifer ao lado, os dois estavam me apoiando, e provavelmente se não o fizessem eu estaria no chão agora.

Estava quase de olhos fechados quando entrei na cozinha, sem forças pra mexer sequer um mísero músculo. Todos ali me encaravam mais eu estava tão cansada que quase não podia distingui-los entre si.

Sentei-me no sofá já não agüentando andar, suspirei derrotada enquanto meu corpo desistia de chegar até a cama.

Estava tão cansada que eu senti alguém me chacoalhar e depois me pegar no colo sem nem conseguir pensar em abrir meus olhos. Senti que quem quer que fosse tirou meus sapatos e me cobriu com o que julguei ser um cobertor, afundei na inconsciência cansada demais até pra sonhar.

POV DEAN

Eu estava quase subindo pelas paredes, o voto de confiança que Annice pediu eu dei, mas eu tinha medo que ela não o cumprisse. Quinze horas se passaram e eu queria ir até o hospital. Emmet me disse que quinze horas era a estadia mínima, se Annice tivesse uma cirurgia demoraria muito mais.

Dormi apoiado no sofá e vi que quase trinta horas tinham se passado, Emmet ligou pro hospital e depois de um tempo ele disse que ela estava em uma cirurgia muito complicada.

Quarenta e três horas depois, quase dois dias e ela não tinha voltado, agora sim eu queria ir até ela. Estava pegando as chaves quando ouvi um ronco de motor, olhei pra fora e vi Annice sair do carro com um olhar perdido e vazio, quase assustador, como se ela não estivesse lá.

“ela foi até o limite”- Jennifer falou pra mim.

Estava quase correndo até ela quando vi aqueles dois monstros indo até ela como se a apoiassem, ela sorriu fracamente enquanto cambaleava até a sala. Ela encarou a cada um de nós e parecia que ela não nos tinha reconhecido. Ao que parece ela não agüentou e caiu ali mesmo no sofá.

Emmet mediu sua pulsação e a chacoalhou, mas ela nem se deu ao trabalho de tentar abrir os olhos. Reparei em como aquela garota era delicada, como se com a mais leve brisa seu rostinho angelical pudesse quebrar. Peguei-a no colo, ela era leve como uma pena e delicada demais, levei-a até seu quarto, tirei seu sapatos e a cobri delicadamente. Fiquei ali a observando dormir por um bom tempo, notei que ela tinha traços de meu pai e fazia um biquinho muito fofo que dava a impressão deque ela sugava alguma coisa, coloquei meu dedo em seus lábios cor de cereja e ela sugou avidamente.

“ela chupou chupeta quando menor, quando ela está cansada ela suga”- Jennifer falou da porta.

Aquilo era estranho, aquelas duas eram gêmeas idênticas na aparência. Mas Jennifer me parecia ser mais velha, mais resistente, e Annice parecia uma boneca, delicada e frágil. Era impossível não querer cuidar daquela garota. Mais eu admito que ela seja mais gostosa do que a Jennifer, e que não tem medo de usar suas curvas num pobre homem desavisado, e aí estava meu problema já que ela é minha irmãzinha e eu sou o irmão mais velho, mas como protegê-la dela mesma?Roubar suas roupas?

“ela te mataria sem pensar se você tocasse nas coisas dela”- Jennifer disse enquanto passava pelo quarto e me viu olhando pra mala da irmã.

Peguei Annice no colo de novo só que dessa vez com muito mais cuidado do que antes, coloquei meu dedo de novo na boca dela e a vi sugando avidamente, por mais que eu saiba que ela na é uma criança sinto que ela vai ser minha menininha, meu bebê pra sempre.

POV DEAN OFF.

Dormi pesado e sem sonhos sei lá por quanto tempo, não me importava. Eu estava numa posição meio estranha e sentia uma pressão no meu corpo, abri meus olhos amaldiçoando a claridade. Olhei pro lado e Dean ressonava comigo praticamente em seu colo, ele dormindo não me parecia o Dean de sempre, parecia um cara doce e meigo. Pensando bem ele era assim, meio que do jeito dele é claro.

Levantei delicadamente e fui pro banheiro. Tomei um banho relaxando os músculos, bem e Dean estava ali comigo eu não dormi tanto quanto pensei e me sentia meio cansada ainda.

Coloquei um vestido de mangas azul ovo de pintarroxo aberto totalmente nas costas quase até a bunda. Coloquei uma sapatilha e soltei os cabelos colocando um arco com um laço branco de renda na cabeça.

Cutuquei Dean que só virou pro lado, cutuquei de novo e ele abriu os olhos lentamente até poder me encarar.

-Pra quem parecia morta você dormiu tão pouco- ele disse coçando a cabeça.

-Eu sei; você vai ficar ai?- perguntei sorrindo e bocejando.

Ele se levantou e foi descendo na frente, eu fui atrás olhando pros lados tentando me situar. Desci e fui entrando na cozinha com Dean na frente. Os olhos de Dean brilharam quando ele viu Bob puxar o bacon do óleo, eu não tinha nada no estômago, mas naquela hora o que eu não tinha fez questão de voltar.

Botei a mão na boca e corri desesperada quase caindo até o banheiro. Maldição!

Praticamente me joguei no vaso botando o que tinha e o que não tinha pra fora, passei mal terrivelmente. Tudo girava enquanto eu buscava apoio na borda do vaso, me debrucei de novo no vaso, mas dessa vez senti mãos frias segurarem minha testa que pesava e quase me jogava naquela água nojenta. Olhei praquela obra e me joguei de novo. Eu estava vomitando o que afinal já que eu não como há quase três dias.

-Você vai ser sempre molenga assim pra bacon Annice?- perguntou Jennifer parecendo se divertir.

“e você vai ser sempre a ogra de sempre, se for pra me encher o saco sai daqui que eu me viro sozinha”- mandei pra ela que riu.

-Relaxa gata, eu to aqui não to?Deixa de ser mole menina, cresce um pouco- ela rebateu.

Aquilo me deixava louca da vida, já estava cheia dela me encher o saco me chamando de mole, indefesa e coisas do gênero. Me levantei e a empurrei.

-Mais algum insulto Jennifer?Por que se tiver fala logo por que eu já to cheia disso tá legal?!Agora sai do meu pé!- eu gritei e saí do banheiro.

Entrei no quarto pisando duro e coloquei um lenço no rosto e um scarpin nos pés. Peguei meus cartões e saí batendo salto ignorando olhares.

Entrei no carro re fui fazer a única coisa que me ajudaria; compras.

Fui até o shopping e comprei de tudo um pouco, roupas, sapatos até conseguir me concentrar no que estava fazendo.

Entrei numa Coifeur (um tipo de loja de produtos ou serviços exclusivos), e fui vendo agora sapatos com a maior das paciências, uma atendente veio e me serviu champagne e algumas frutas como de praxe em lugares assim.

Entrei num bar de comida japonesa depois de me afogar em sapatos e outras coisinhas. Comi até me sentir satisfeita e fui até a joalheria, comprando desde anéis a colares que muito rico por aí parcelaria em muitas vezes.

Decidi que precisava de um notebook e fui às compras, não consegui decidir entre um roxo e um azul e acabei levando os dois.

Passei numa praça cheia de crianças e suas mães me imaginando como uma mãe amorosa, a imagem de Nataniel me veio a ente como se ele fosse o pai da criança que eu cogitava um dia ter. Fiquei confusa com aquilo, eu nunca pensei em filhos, por que então pensaria logo agora, e ainda por cima com uma profecia recaindo sobre mim?

-Por que é essa sua função.

Quase bati o carro no susto, olhei pra trás e tinha um carinha estranho me encarando parecendo se divertir com tudo aquilo.

-Certo, uma Winchester que não me conhece não é?Bem, sou Gabriel, irmão de Miguel; não se engane por minha carinha bonita, sou um anjo mais eu não sou tão doce quanto meus outros irmãos. E estou aqui pra te mostrar o que fazer, por que como Winchester no mínimo você vai querer dizer não e coisa do tipo. — ele disse.

-Certo então Gabs, não to afim de ladainha, eu não vou seu a matriarca de coisa nenhuma- rebati.

-Não agora, mas já é bom saber cuidar de um bebê não é?E, além disso, ter um marido não?Seus irmãos servirão muito bem por enquanto- ele falou.

-O que quer dizer? – perguntei.

-Vá pra casa e verá; pra acordar Sam você tem que dizer “bom dia amor, já está tarde”, e pra Dean você tem que dizer “bom dia bebê da mamãe, acorde que o sol já nasceu”- ele respondeu- e pra garantir que não haja gracinhas, você só conseguirá que voltem ao normal dando um beijo apaixonado em Sam.

Arfei com toda aquela loucura e acelerei de volta pra casa, que merda toda era aquela?

Cheguei ali e todos me encaravam parecendo assustados, o que tinha acontecido ali?Será que o que vi não foi alucinação?

Notas finais
Gente,e ai,o que acharam?Eu amei escrever esse capitulo,mas eu estou mais do que interessada na opinião de vocês.
Então o que peço é simples,ao menos três comentários pra poder continuar o capítulo tá bom?
ps:eu ficaria muito,mas muito feliz mesmo se recebesse uma recomendação,e,se eu recebê-la eu posto a continuação e mais um capítulo bônus(mas não vale aqueles continua que tá ótimo,ou os adorei,eu quero comentários legais e construtivos,e se eu ganhar minha tão sonhada recomendação peço que ela seja ao menos maior do que um comentário tá bom?)
Então é isso meus queridos leitores,vejo vocês na continuação deste capítulo!
O/