The Third Winchester
20 Challenge to Dean
Notas iniciais
Então,em homenagem a eles eu estou postando mais um capítulo tá bom.
E agora espero que todos vocês meus queridos gostem deste novo capítulo.
Corri sem rumo, simples e puramente por querer fugir, fugir daquilo tudo e provavelmente de mim mesma. Olhei em volta e descobri que não sabia onde estava, mas no momento não me importei com isso.
A floresta era densa, silenciosa como se fosse intocada ou não tivesse muitas visitas há tempos.
A floresta verde agora estava mais negra que a noite. O que pude ver foi uma grande árvore com montes de galhos que se retorciam como longos braços. Não tinha a mínima intenção de dormir no chão, então aquela foi minha única saída, subi nos galhos que eram medianamente altos e abraçando minhas pernas eu dormi ali.
E NA ALA WINCHESTER...
-Como ela conseguiu?Esses seus poderes já tão falhos Ana!- Dean esbravejava.
-Vocês todos fiquem aí, acho que sei como encontrá-la-Intrometeu-se Nataniel- Violet, Lúcifer; venham!
A noite tornava-se dia enquanto o homem e os animais procuravam pela garota. Sabe-se lá quantas horas depois os animais aumentam o ritmo, impulsionando suas imensas patas contra o chão úmido da floresta. E, no meio da clareira, a garota ressonava tranquilamente.
-Encontrei- Nataniel sussurrou aliviado.
E VOLTANDO A MIM...
Ouvi barulhos baixos e senti três presenças distintas e facilmente reconhecíveis que estavam ali. Escutei passos ritmados vindo ao meu encontro, senti um leve toque em meu ombro e abri meus olhos, Nataniel me encarava parecendo satisfeito.
-Nate, eu não posso voltar pra lá, vocês, eles...
-Você acha que eles não entenderão não é?Anny, eles já lidaram com coisas bem piores do que isso, por favor, você é irmã deles, e pode acreditar; Sam já sentiu a mesma coisa que você. Então dá pra gente ir?- ele me perguntou me estendendo a mão.
Levantei e desci do galho em que estava. Todo o meu corpo doía e parecia que eu não agüentava com meu próprio peso, perdi meu equilíbrio já esperando pelo gosto do chão, mas os braços fortes de Nataniel foram mais rápidos que minha queda, me envolvendo num aperto firme.
-Ana, se puder me escutar, acho que essa é uma boa hora pra você aparecer- ele sussurrou.
Ouvi um suspiro baixo e aliviado ao meu lado, e quando vi Ana estava ali e eu estava confusa e tensa.
-Não vou Ana, não posso. Tenho minha vida, minhas coisas e meu trabalho, não posso simplesmente largar tudo pra ficar ali. E além do mais eu não quero. — eu sussurrei.
-Acho que ao menos você deve conversar com eles, e se recuperar de sua peripécia. E já que você ainda está meio rebelde, eu não vejo saída a não ser a de te travar de novo, por mais que eu saiba que você pode se libertar de novo, o que espero que não faça. E além do mais, não estou pedindo sua opinião. — ela disse categórica.
Nataniel agora não me firmava, mas me segurava de modo a não me deixar esquivar. Ana veio até mim e colocou um pingente com uma pedra branca no meu pescoço. Não sei o que aconteceu depois.
Acordei grogue e com meu estômago dando voltas dentro de mim. Apertei os olhos e tentei debilmente levantar, não consegui mover um músculo se quer.
-Teste, um, dois, três. – eu disse.
Ao menos eu podia falar.
-Hey, como está querida?- Bob perguntou entrando no quarto.
-Bob, você não podem me deixar aqui, assim, eu tenho uma vida, um emprego e coisas a fazer- argumentei.
-Certo; mais você não vai sair de perto da gente pelo menos por enquanto mocinha. -ele disse seco.
Aquilo me tirou do sério, como assim não agora?
Bufei contrariada, agora eu era o que?Prisioneira?
-Não vai adiantar reclamar, você vai ficar conosco e ponto- ele pontuou.
-Tenho ao menos direito a uma ligação?- perguntei seca.
-Não sei...
-Bob!Eu estou aqui sem nem poder me mover, contra minha vontade e tenho vários problemas a resolver, preciso ao menos organizar as minhas obrigações!- esbravejei.
-Vejo isso depois com Dean, ele está caçando com seus irmãos e Emmet.
Respirei fundo quando as lembranças me atingiram em cheio.
-Bob, onde está meu carro?- perguntei beirando o pânico.
-Relaxe bebê, seu carro está bem guardado, até por que você tem uma senha pra abri-lo, senha essa que não sabemos qual é. — ele explicou.
Senti-me mais calma, aliviada por meu carro só poder ser guiado por mim, àquela trava com senha foi meu maior investimento.
-Hey, Bob, tudo bem por aí?- Hellen perguntou entrando.
Bob saiu e Hellen me encarou séria.
-Bem mocinha; vamos esquecer o que houve ontem; mas mesmo assim eu preciso te dar um banho- ela disse se aproximando.
-Mais hein?!Hellen, não inventa...
-Deixa de ser assim Annice!- ela esbravejou.
Eu sabia que aquilo não ia prestar; Hellen não era tão forte, e eu tinha 48 quilos. Então o resultado não foi dos melhores. Ao me levantar Hellen perdeu o equilíbrio, e como conseqüência eu fui parar direto no chão.
-Ai meu pai, Anny desculpa!- ela disse tentando me levantar.
-HELLEN, TIRE AS MÃOS DE MIM AGORA!- eu berrei.
-NATE, ME AJUDA AQUI!- Ela gritou.
Ótimo, ouvi passos rápidos e senti-o me levantando como se eu fosse de papel.
-Hey, o que aconteceu aqui?- ele perguntou comigo nos braços.
-Eu ui levá-la até o banheiro e perdi o equilíbrio, daí eu a derrubei sem querer. Você pode levá-la pra mim até o banheiro?- ela disse.
Nate assentiu e entrou comigo no banheiro com Hellen vindo atrás.
-Volte quando eu chamar Nate, eu já vi que não agüento sozinha com ela- ela disse fechando a porta do banheiro.
Tentei ignorar ao máximo o que ela fazia; o que além de constrangedor ao extremo era irritante demais.
-Annice, você já está limpa. Posso abrir sua mala pra pegar uma roupa pra você?- ela perguntou.
-Certo, pode trazer aqui que eu te falo o que pegar- eu respondi.
Rapidamente ela saiu do banheiro e voltou arrastando minha mala e abrindo-a de frente pra mim. Indiquei um vestido de inverno estilo casaco e sapatilhas leves pra ela, que os pegou de pronto. O vestido era mínimo e vermelho, enquanto a sapatilha era branda de veludo com um lindo laço atrás.
Ela colocou o vestido em mim e depois as sapatilhas, ela saiu e veio com o pacote de volta. Suspirei resignada enquanto ela fechava aquelas tiras em volta da minha cintura. Senti-me puramente humilhada em usar fraldas naquela idade.
Ela talvez tenha entendido e pegou um par de meias calça preta e colocou em minhas pernas.
-Pronto manhosa; você está linda agora- ela disse apertando meu rosto.
-Hellen, por mais que eu não possa me mover, eu sou uma médica de renome em minha área, então peço ao menos um pouco de respeito por mim, tudo bem?- perguntei seca.
-Sabe, você garota,é muito orgulhosa. Mas entendo como se sente, então me desculpe por isso. –ela rebateu. -sabe, seu pai era assim.
Sorri, e pensei que um dia eu perguntaria coisas sobre ele.
-NATE!-Ela gritou.
Ouvi passos rápidos e quando vi; ele estava na porta, me encarando. Sorri de leve enquanto ele me pegava no colo, mas quando vi, ele estava saindo comigo do quarto.
Olhei confusa e ele só sorriu, olhei em volta e não estava num hotel, eu estava de volta à casa de Bob.
-Achei legal te trazer pra tomar um ar- ele disse sem graça.
-Tudo bem então- respondi.
Tudo estava igual ao que era antes, aquele silêncio e paz do lugar me fascinavam. O sol se punha lentamente deixando grandes manchas laranja no céu.
-Lembra-se de quando você chegou aqui?Você era só uma criança mimada, mais agora é uma adulta mimada – ele brincou.
Olhei séria pra ele e lembrei-me de quando o conheci, e de como nos dias que se seguiram nós nos estranhávamos demais, ainda era assim, mas sei lá, parecia que alguma coisa no contexto havia mudado.
Eu estava no sofá e ele apoiado na escada da frente da velha casa. Nate agora estava bem mais forte, e talvez mais maduro do que na primeira vez. Estava lindo eu tinha que admitir.
-Aqui está maio frio não é?Acho que vou te fazer companhia aí no sofá- ele disse se sentando ao meu lado.
Respirei fundo e olhei pro céu que arroxeava, anunciando seu crepúsculo. Senti mãos quentes se entrelaçarem as minhas, eu queria apertar sua mão de volta, sentir seu rosto, mas não podia, não assim ao menos. Senti algo molhado cair por meu rosto antes que eu pudesse evitar, eu estava sofrendo ali. Principalmente por estar impotente; inútil.
-Não conte que eu fiz isso- ele sussurrou no meu ouvido e puxou o pingente de meu pescoço delicadamente- e também não corra entendeu?
Olhei pra ele sem nada entender, mas ele foi bem claro quantos as suas intenções me agarrando pela nuca e me puxando pra um beijo cauteloso que logo se tornou quente como fogo. As suas mãos iam e vinham por minhas costas me puxando mais pra ele, eu por minha vez grudei em seus cabelos o puxando mais pra mim. Nossas línguas rodopiavam numa dança libidinosa e intrincada demais pra ser descrita. Passei minhas mãos por debaixo de sua blusa e arranhando delicadamente suas costas, ele arqueava com o contato e soltava gemidos eventuais que parecia que ele estava segurando há tempos.
Suas mãos desceram até minha bunda, onde ele me apertou e eu fiquei corada como um pimentão.
-Eu não ligo, acho até sexy- ele sussurrou voltando a me beijar urgentemente.
Senti presenças se aproximarem e bem sabia a quem pertenciam, empurrei Nataniel.
-Eles estão chegando, e rápido – eu sussurrei.
-Eu sei; desculpe-me por ter que colocar isso de novo em você, mais você sabe como é...
Puxei-o para um último beijo e depois já me senti impotente de novo. Estava confusa com aquilo.
Ele continuou segurando minha mão por cima, e, eu já podia escutar Dean chegando com seu carro velho e ridículo. Dentro do carro Jennifer e Emmet pareciam nervosos enquanto se aproximavam. Pensei que sentiria ódio, raiva, mais depois daquele beijo com Nataniel eu nem liguei. Sorri calidamente com isso.
Todos eles saíram do carro devagar, Dean foi o último se aproximar, e quando me viu ali não pareceu a mais feliz das pessoas.
A dupla de traíras entrou devagar, mas foi como se nem ali estivessem. Eu os ignorei completamente.
-Hey, tomando uma fresca aqui fora é?- Sam perguntou.
Dean veio pisando duro até mim e me encarou irritado.
-O que está fazendo aqui fora?- ele perguntou sério.
-Resolvi dar uma volta e acabei parando aqui pra descansar Dean, dei uma boa caminhada sabia?- perguntei sarcástica.
Ele me olhou feio e me puxou de uma vez me jogando brutalmente em seu colo.
-Dean, o que está fazendo?Deixa-me em paz aqui!- eu disse quase gritando.
-Está frio aqui fora, então estou evitando que fique doente- ele respondeu.
-É claro que você faria isso não é?Vocês estão me escondendo o que e me escondendo de quem?Dean, eu tenho que trabalhar, e principalmente ir embora daqui- eu disse.
Dean parou de me carregar enquanto todos me encaravam assustados, ele deu a volta na sala comigo no colo e me jogou no sofá me pegando pelo rosto e apertando em seguida.
-VOCÊ NÃO VAI SAIR DAQUI ENQUANTO EU NÃO DISSERQUE PODE, VOCÊ É UMA INGRATA, MIMADA E NOJENTA QUE NÃO AGRADECE O QUE TEM, QUAL É SEU PROBLEMA HEIN?!EU PRECISO QUE VOCÊ FIQUE AQUI PRA SUA SEGURANÇA E TO ME FODENDO PRO QUE VOCÊ ACHA OU DEIXA DE ACHAR, ENTÃO CALA ESSA PORRA DESSA BOCA OU EU MESMO FAÇO ISSO!- Ele gritou.
Quando olhei de novo eu vi Dean com a mão armada pra mim, aquilo me fez estourar em fúria.
-BATE, BATE EM MIM DEAN, SE FOR HOMEM O SUFICIENTE PRA ISSO, JÁ QUE NÃO FOI O BASTANTE PRA ME PERGUNTAR O QUE QUER SABER MANDANDO OUTRA PESSOA FAZER SEU TRABALHO SUJO, E ALÉM DISSO, ME MANTENDO AQUI A FORÇA E IMPOTENTE, VOCÊ É PATÉTICO, E MAIS UMA COISA, SE VOCÊ SONHAR EM ME TOCAR PODE ACREDITAR QUE ESTARÁ MORTO ANTES DE TER A CHANCE!- Eu gritei com todo o meu pulmão.
Dean me encarou parecendo petrificado no lugar, eu não usava meus dons faziam muito tempo, mas não me segurei mais, visualizei o quarto e me imaginei na cama. Respirei fundo e quando abri os olhos eu estava lá, tranquei a porta usando meus dons novamente, pelo menos assim eu acho que entenderia que eu queria ficar sozinha!
Chorei copiosamente até dormir, imaginando o que faria Dean agir daquele jeito comigo e não encontrei nada. Dormi em meio a minhas lágrimas de raiva.
Notas finais
Gente,então é isso,comentem e nos vemos na próxima(isso vale pra todos os leitores tá bom?)O/
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