Kyung-Mi

Já de volta do trabalho estou sentada na poltrona da minha sala e lembro da conversa que tive com aquele presidente da empresa, como pode ele não demitir minha irmã por conta de um contrato e apesar disso que tipo de contrato ele imite para aqueles funcionários, será que os funcionários tem noção dessas regras? Ou talvez eles adoram trabalhar lá por ganhar uma quantia enorme em dinheiro.

Pra saber mais sobre esse contrato resolvi falar com o Alex só ele pode conseguir descobrir que tipo de contrato é esse, pego meu celular e mando uma mensagem ao Alex pedindo que ele consiga uma cópia ou investigar esse contrato, ele me entende e então deixo meu celular a cima da mesa e permito esperar até que Alex consiga esses papéis pra min.

Minutos se passaram e ouço a porta da minha sala bater, mando entrar revelando um homem era o Alex.

— Consegui a cópia pra você. — ele diz erguendo a papelada em suas mãos.

— Ótimo.- digo mandando ele se aproximar.

Alex se aproxima de min e senta em minha frente e me entrega os papéis. Já com os papéis em mãos começo a ler atentamente e vejo que esse contrato é muito grande e sem contar de algumas coisas que não cheguei a entender quase nada naquele contrato.

— Bom o contrato dele é bem complicado, É uma cláusula de não divulgação da pior espécie. O contrato não tem nenhuma falha — diz Alex.

Ainda continuo com os papéis em mais e com a outra mãos tem um lápis.

— Verdade? — digo.

— Não pode fazer nada a esse respeito.- digo.

— Eu não sou Deus. — Alex diz e em seguida levas suas mãos até a xícara de chá de café e leva a boca.

—E novamente...Por que ela deveria sair? — diz Alex.

— Por que minha irmã pode acabar se matando de novo caso ela dar de cara com aquele empresário outra vez.- digo calma e brincando com o lápis em minha boca.

O silêncio toma conta na minha sala e levo meus olhos até Alex que por sinal estão com seus olhos fixo para min, fico sem reação pelo feito que ele me olha, fico um pouco desconfortável pois não é de hoje que Alex me deseja mais só enxergo ele como um amigo.

— O que foi. — digo confusa.

— Eu ainda lembro de você nos tempos de faculdade. Com seus cabelos de rabo de cavalo, levantava os olhos e piscava assim. — ele diz imitando meu jeito de piscar.

Dou uma gargalhada e em seguida fico com vergonha do jeito que ele falou, Alex e eu estudávamos na mesma sala na faculdade e eu sabia todas as vezes que ele olhava disfarçadamente para min durante as aulas.

— Os meus olhos? Na verdade eu sou uma mosca? — digo brincando.

— Você sabe que tipo de garotas são as mais bonitas? Garotas como você, que sempre trabalharam duro. Sem saber como elas são lindas. Você é a garota mais bonita. — diz e em seguida pega seu celular e na tela do celular possuía uma foto minha.

Queria entender como ele conseguiu uma foto minha, e sem contar que ele tem no celular dele, não quero nem pensar o que ele faz com essa foto quando está sozinho.

Meu celular toda e vejo um número desconhecido, pego meu celular e atendo.

— Alô — digo.

Uma pessoa fala e que eu entendi um cliente meu está tentando se matar e está prestes a se jogar em uma das construções que está sendo realizado. Fico assustada com o comunicado e sem demorar muito desligo a ligação e me levanto da poltrona, Alex pergunta o que houve mais estava tão preocupada que disse que iria dizer depois, pego meu sobretudo e meu celular e saio apressadamente da minha sala na esperança de ter um táxi perto.

***

Chego no local da contrução, pago o táxi e saio apressadamente dentro do carro, ao sair vejo muitas pessoas de plateia no local, sem contar tem vários repórteres no local, polícias e bombeiros. Ouço uma melhor com um microfone na mão cobertando a reportagem.

— Como você pode ver. O corpo de bombeiros e a polícia já tinham chegado. — uma repórter diz.

Ao andar no meio das pessoas ouço o polícia dizer para que não provoquem o rapaz que está a metros de altura.

— Mantenha seus olho nele... Não provoquem ele... — um dos policiais diz.

Me aproximo mais e vejo outro polícial que me vê entrando mais sou impedida, tiro minha identidade e digo que sou advogada de um dos trabalhadores da obra.

— Eu sou uma advogada " voluntária" dos trabalhadores lá em cima. — digo.

— Deixe- me passar. Este é minha identidade.- digo mostrando minha identidade para o polícial.

O polícial avista minha identidade e me libera para entrar.

— Ok, Rápido! — ele diz entregando minha identidade.

Adentro ao local e vejo um policial me seguir me explicando a situação.

— Agora ele está muito nervoso, tenha muito cuidado quando você falar com ele, e não deixe ele com raiva. Aqui, Por aqui....- o polícial diz.

Ao me aproximar vejo a mulher do homem em choros no desespero.

— Srta. Kwon! — a mulher se aproxima de min chorando.

— Você tem que salvar o meu marido! — ela diz apontando ao alto do prédio indicando o homem que está lá em cima.

Ouço o homem lá em cima gritar chingando as pessoas com quem trabalhavam.

— Vocês são todos animais! Vocês todos foram ruins para mim! — ele diz com raiva jogando toda sua frustração.

Um dos trabalhadores se aproxima de min e pergunta se sou advogada do rapaz.

— Você é advogada dele? — um dos homens que fazia a obra me perguntou.

— Sim sou. — digo.

— Você disse alguma coisa para ele? — um dos homens diz e olho pra ele fixamente e fecho a cara com raiva.

— Eu disse sim? Você é a causa de tudo isso! Você trata ele com desrespeito! Distorcendo os fatos! — Digo aumentando a voz com raiva

— Nós tivemos problemas também! — o homem da obra diz.

— Ele está fazendo uma cena! Olhe em volta! Eles estão todos aqui! Jornalistas, polícias, bombeiros! O que eu fiz? — diz como se ele fosse o mais inocente possível.

— O que está acontecendo? — ouço uma voz familiar dizendo e quando vejo levo um susto era o Sr.Rogers ao meu lado, seu perfume amadeirado entra em minha narinas fazendo eu perder o foco da situação.

— O que você está fazendo aqui? — ele diz erguendo uma de suas sombrancelha.

— Sou advogada "voluntária" dos trabalhadores da construção civil que estão lá em cima.- digo explicando.

Ele me visualiza mais uma vez e olha para cima. O homem grita mais uma vez dizendo que quer uma quantia em dinheiro. A mulher dele entra em desespero os policiais tentam acalma-lá mais não adianta o desespero toma conta dela e os choros são contantes.

Vou para o outro canto onde os trabalhadores estão e resolvo conversar com um deles que estava conversando a minutos atrás.

Acabo brigando com um deles dizendo que eles poderiam ver o relatório de acidentes que acontecem no local, sem contar que um deles estão devem 200 mil dólares pra ele.

— Não , ele só quer nos chantagear. — um dos trabalhadores diz.

— Cale a boca! Aceite seu pedido. Dê-lhe o dinheiro, imediatamente. — Marcos diz fazendo eu levar meus olhos até ele, como pode um homem ser tão bonito assim, deve ser por isso minha irmã é louca por ele.

— Sr.Rogers, isso não tem nada a ver com nós é da responsabilidade do empreiteiro.- um dos homens diz.

— Desconte do seu pagamento se isso for o acaso. — Marcos diz num tom de voz rouco e bravo.

Com raiva saio do meio da conversa e o que precisamos é de 200 mil dólares, mais como vou conseguir todo isso.

Minutos se passam e vejo Marcos se aproximar de mim com uma maleta provavelmente com dinheiro dentro.

— Você está bem? — Marca diz.

Não digo nada mais olho para cima e meu desespero toma conta de mim, meu medo por altura e inevitável sempre tive medo de altura e encarar uma altura como aquela não seria fácil.

— Eu não posso ir lá em cima. Mas eu...- não consigo falar e parece que uma pequena tontura chega e acabo fechando meus olhos.

Marcos olha pra min e diz que tudo ficará bem, aceno com a cabeça, coloco o capacete de proteção e ele diz pra gente ir rápido. Sigo ele até o elevador e entro junto com ele, o elevador se fecha e começa a subir, meu medo ainda toma conta de mim então seguro firme em uma das grades do elevador e fecho meus olhos.

— Não se preocupe. É seguro. — ouço Marcos dizer e aceno minha cabeça mais não abro meus olhos.

O elevador continua subindo e quando para dou um gritinho leve ouço um dos policiais dizendo para a gente apressar que o homem está no telhado do prédio.

Tinha uma escada de madeira e Marcos se ofereceu a subir primeiro mais quando ele sobe paro em um degrau e é como se eu caísse a qualquer momento, olho pra baixo e acabo entrando em desespero, me agarro em um dos ferros e fecho meus olhos mais uma vez, Marcos olha pra trás e diz para eu segurar sua mãos e então faço o que ele pede, levo minhas mãos até a suas e quando isso acontece sinto um choque em meu corpo é como se eu tivesse segura com ele ali mesmo, nunca tinha sentido uma sensação como aquela naquele momento mais não queria soltar a mãos dele de jeito nenhum. Marcos me ajuda a subir as escadas com cuidado, o capacete cai de minha cabeça mais continuo a subir as escadas.