Kyung-MI

Eram 9:00 da manhã e estava na mesa tomando meu café pronta para ir ao trabalho, Jin estava quieta tomando seu café também precisava conversar com ela e fazer ela desistir esse emprego.

— Fui ontem conversar com seu chefe — digo sem fita-la continuando com meu café.

Ela olha atenta pra min um pouco assustada ou espantada.

— Por que você foi conhecer ele? — ela diz num tom baixo. — Isso absolutamente não tem nada a ver com ele. Eu só soube que ele iria se casar, e me senti triste. Só foi isso- Jin fala num tom triste.

— É por isso que eu procurei ele, quero que se demita, pare de trabalhar por lá — digo olhando pra ela.

Ela para de olhar pra min e se mantém quieta até que resolveu falar.

— Eu não quero parar. Eu estou feliz só de vê- ló à distância. — ela diz ríspida.

— Você ficou louca? — digo levantando da cadeira indignada. — Ele nunca derramou uma lágrima por você, mesmo se você tivesse morrido. Então, por que está fazendo isso? Não seja ingênua! — digo com um tom de voz um pouco alterada.

Jin se levanta da cadeira também não ligando com minhas palavras.

— Eu não me importo. Isto é o que eu quero, Eu não me importo. — ela diz baixando a cabeça.

Me aproximo dela colocando minha mão em seu ombro.

— A partir de agora, você não deve voltar para lá. Eu vou cuidar do seu contrato. — digo calmamente.

Jin se afasta do meu contato e olha com desdém para min.

— Você não tem que intervir. Não é da sua conta. — Jin diz saindo da cozinha e indo para seu quarto.

Fico lá parada e bufo não entendendo qual é a dela de está tão apaixonada pelo Marcos isso tem que parar e já, ela tem que enxergar que quero o bem dela não será ele que vai se importar com ela. Cansada de tudo isso pego minha bolsa que estava em cima do sofá, pego minhas chaves e saio de casa.

***

Já adentrando ao trabalho vejo muitas pessoas na frente do seus computadores, e vejo algumas mulheres que trabalham muito agitadas como se visse algo muito impressionante vou me aproximar mais e escuto as mulheres dizendo algo.

— Eles estão juntos? — uma loira diz.

— Sim? — a outra diz batendo palminhas

Vou aproximando mais até a Mirela a loira que trabalha na advogacia da empresa me parar.

Kyung-Mi! Kyung- Mi! Marcos realmente tem uma boa aparência? — Mirela diz Alegre e sorridente.

— O que está acontecendo aqui? — digo calma.

— O que aconteceu é que você se tornou uma celebridade agora. — Alex diz ficando perto das mulheres. — Você está em todas as mídias. Eles dizem que você salvou um suicida junto com Marcos Rogers. — diz desanimado.

Fico espantada me inclino a cabeça para ver a notícia e quando vejo fico sem reação, " Merda" agora meu rosto está em todas as notícias.

— Toda garota nesse cidade está com inveja nesse momento. — Alex dizendo

— Kyung- Mi, ele realmente é muito bonito? Nós conte sobre ele! — Kelly diz interessada

Abro um sorriso achando muito engraçado as reações delas.

— Bem... Ele tem um rosto feio. — digo mais na verdade Marcos é um absurdo de lindo.

— Convida a gente quando você for ver ele novamente! — Mirela diz.

Sorrio e em seguida me direciona até minha sala deixando as meninas falarem sozinho até que meu chefe fala eu e o Alex para uma conversa, só espero que não vez merda por aí.

— Kyung- Mi! Alex! Venham ao meu escritório- diz um tom alto.

Eu e Alex nós olhamos e em seguida direcionamos até a sala do chefe. Já na sala do Sr. Gonçalves ele começa a falar sobre a empresa de ninguém nada ninguém menos que Marcos Rogers.

— Tô sabendo que o escritório de advocacia Sharifi Firm,APC está a cargo da Rogers Corporativo como consultor jurídico...Mas o executivo diretor tinha acabado de ser preso sob acusação de corrupção.- Sr. Gonçalves diz explicando.

— Então o grupo Rogers Corporativo planeja contratar um novo órgão consultivo. Então, eu realmente acho... Devemos tentar a nossa sorte. — Sr. Gonçalves diz olhando pra min.

— Ouvi que os salários de consultoria são em torne de 1 milhão de dólares por ano. Para não falar dos honorários advocatícios. Eles acumulam um monte de casos a cada ano. — Alex diz.

Eu simplesmente não estava entendendo quase nada naquela conversa minhas reações são revirar os olhos e acabar com aquela conversa.

— Além disso, eu sei que alguém em nossa empresa tem uma relação pessoal com o presidente do Grupo Rogers Corporativo — Alex diz olhando diretamente para min.

Merda ele tinha que fazer isso mesmo na frente do meu chefe, revirou meus olhos detestando tudo isso.

— Eu me encontrei com ele só duas vezes, mas não pessoalmente. — digo.

— Tudo bem... Embora não foi pessoal, você pode torná- lo pessoal. — Sr. Gonçalves diz aproximando de min.

O Sr. Gonçalves me puxa em direção a sua mesa e me faz sentar em uma das poltronas.

— Por favor mande um e- mail para ele. — Sr. Gonçalves diz como um por favor.

Respiro fundo e revirou meus olhos, pego o notebook dele e tento mandar um E-mail para a empresa Rogers. Minutos se passa e não obtive nenhuma resposta.

— Por que é tão difícil chamá- ló — Alex diz aí meu lado.

— Cale a boca! — digo não aguentando mais Alex falando em minha cabeça toda hora.

— Kyung- Mi, tente mais uma vez...- Sr. Gonçalves diz.

— Dê-me três razões para que eu deva chamá-lo. — Digo quase desistindo dessa palhaçada.

— 3 razões? Eu posso te dar mais de 100 razões. Por quê? Podemos ser famosos. Quando famosos, nós podemos ser ricos...Quando ficarmos ricos,podemos comprar uma casa,comprar um carro, podemos ter nosso próprio escritório.- Sr. Gonçalves diz esperançoso.

— Eu venho trabalhar todos os dias a pé e eu adora.- digo olhando pela janela.

SR. Gonçalves bate a mão na mesa me fazendo pular na poltrona e em seguida se levanta dizendo que vai se matar, ah qualquer mais um suicida no meu top 2.

— Eu quero pular e morrer! Como o seu cliente! Não tente me parar! — Sr. Gonçalves diz indo em direção a janela.

— Senhor! Não! — Alex diz aproximando dele para que não faça algo ruim.

— Não me Pare! — Sr. Gonçalves diz a Alex que começam a se debater um contra o outro.

Vejo a cena em minha frente e queria rir da tamanha vergonha alheia que estou vendo em minha frente, mais vi que era sério e o Sr. Gonçalves realmente abre a janela e coloca um de seus pés para fora, me levanto rapidamente dizendo para que não pule.

— Senhor, você está no 10 andar! — Alex diz ainda puxando o Sr. Gonçalves para longe da janela.

— Não tente me impedir... Vou para o telhado! — Sr. Gonçalves diz indo para o telhado de cima.

Ótimo era só o que me faltava na minha vida, não era possível.

— Viu só! Ele disse que quer morrer! Se ele realmente morrer, você será responsável! — Alex diz apontando o dedo para min.

Fecho meus olhos e respiro fundo não aguentando o tamanho da pressão em cima de min.

— Por favor, dê uma olhada no nosso escritório. Não tem ar- condicionado. Nós só usamos o ventilador. Eu estou te implorando, minha senhora. Por favor, ligue para ele. Por favor... — Alex diz com um dos papelzinhos do telefone do Marcos colado em sua testa implorando.

Bufo olhando para o papelzinho colado na testa de Alex, fico olhando e dei por min tiro rapidamente o papel da testa de Alex e resolvo ligar para a empresa Rogers Corporativo.

Pego o telefone e disco o número da empresa, que a minha sorte era a recepção da empresa que atendeu, por sorte com muita conversa conseguimos uma reunião às 11:40 da manhã de hoje, confirmei a presença e em seguida desligo o telefone.

— Eai... Conseguiu? — Alex diz esperançoso.

— Bom... Consegui uma reunião para hoje às 11: 40 temos que se preparar. — digo

Alex se levanta vitorioso e em seguida vem em minha direção e me abraça dando um beijo no meu rosto.

— Você é a melhor, vou contar para o chefe.- Alex diz e sai correndo saindo da sala.

Fico lá sozinha naquela sala e bufo pensando que tenho que encarar o Sr.Rogers mais uma vez.