The Things I Want To Say To You.

8 8. Picture the scene as I paint it for you.


Notas iniciais
Novo capitulo!
lembram-se de eu dizer a uns capítulos atrás que ia postar muitos capitulo e todas as semanas porque estava de ferias? bem desculpem mas menti xd a serio desculpem, o verão e as ferias dão uma moleza... e ainda por cima devo ter a Internet mais lenta do mundo! Mas estou quase a voltar para a cidade e vou voltar a ter a minha linda e rápida net! também vou tentar postar mais vezes a fic, pelo menos todas as semana ou assim.
ah... o nome do menino do Chaz já foi escolhido! Mas não se preocupem, vou usar o outro nome votado mais a frente na historia :D
Espero que gostem :))

– 3 tiros?

– Sim, mas um deles foi só de raspão na perna. O outro foi no peito e o último no ombro. – Disse Joan a Iris, ela tinha chegado primeiro ao hospital.

– Como é possível? E o que que o médicos dizem?

– Dizem que o pior já passou e que ele teve muita sorte. A bala no peito passou uns 3cm ao lado do coração. Foi quase um milagre. Ele vai continuar em observação, acho que amanha já o podemos ver.

Iris continuava sem intender, porque o Liam? O que que se haveria passado para lhe terem disparado?

– A polícia disse que pode ter sido um engano, algum gang que se enganou no alvo… eles dizem que vão continuar a investigar.

– Um engano? Não… eu nessa não acredito. – Diz Iris. Alguma coisa lhe dizia que havia muito mais por traz deste “acidente”.

– Bem Iris vamos voltar para casa, sabemos que ele esta bem por isso podemos ir.

– Sim, vamos…odeio este sítio. O passei mais tempo nos últimos meses num hospital do que em toda a minha vida.

Saíram as duas do hospital, Joan foi para casa descansar mas Iris tinha que trabalhar com Mike.

– Então como é que ele está?

Iris explicou tudo a Mike, ele nem conhecia Liam assim tão bem mas a história do engano não lhe estava a encaixar.

– Sim, há muitos casos desses mas… não sei, para mim não encaixa.

– Exacto, eu também acho que não… Vou ter que fazer alguma coisa.

– Fazer o que Iris? Não te vais meter em problemas, se isto não foi um engano ainda deve haver alguém por ai que o quer ver morto. Não quero que corras perigo por causa disto.

– Mike, eu vou só pesquisar… Tenho que ir a casa dele e tenho por isso vou vendo umas coisas, ver se encontro alguma pista e prometo que se encontrar eu conto a policia, ok?

– Sim ok… mas eu vou contigo. Não te vou deixar sozinha…

– Pois mas vais ter que deixar, tens aquela entrevista com a MTV ao fim da tarde lembras-te? Tu e o Chaz?

– Merda, já me esquecia… ok não vou eu mas vai alguém…

– Então é assim que se trabalha, na treta? – Diz Dave com um grande sorriso de brincalhão.

– Dave!!! Ele vai contigo.

– Não é preciso, eu sei cuidar de mim sim?

– Ir onde? . Pergunta Dave confuso.

– A casa do Liam. A Iris quer brincar aos detectives e ver se descobre alguma coisa em casa dele…

– Ok eu posso ir, vou-te buscar as 6pm ok? E agora vou para o meu canto tocar um bocadinho, ate já.

– Pronto ele vem comigo. Contente?

– Radiante! – Diz Mike com um sorriso enquanto agarra Iris e beija-a.

– É, radiante. Vamos lá trabalhar senhor radiante… mas tens que me soltar se não não vamos sair do sítio e temos muito trabalho pela frente… Kenji, vá lá… Lembra-te também que o Dave está do outo lado – Diz Iris enquanto tenta distanciar Mike um pouco, sem sucesso. Mike já a tinha encostada na parede, beijando-a.

– Ei, porno de graça! – Diz Brad enquanto entram no estúdio.

– Oh vá lá! Podem não fazer isso a minha frente? Shinoda, ela continua a ser a minha irmã mais nova! – Diz Chester.

– És 2 minutos mas velho! 2 Minutos!

– Sim, sou 120 segundos mas velho que tu, maninha, por isso, olha o respeito.

Mike sorria para o amigo com a cara da mesma cor que o seu cabelo vermelho, Chester laçou uma gargalhada ao ver o amigo tão envergonhado.

– Iris, amanha a tarde nos vamos fazer uma pausa e pintar umas telas, queres vir? – Pergunta Joe.

– Claro! Que tipo de telas?

– Umas de uns 4 metros de comprimento e 2 de largura.

– Isso é mais uma parede de um corredor, Joe.

– Mais o menos sim, estávamos a pensar em usar spray , tipo grafiti sabes?

– Sim, claro! Estou lá certa e levo a minha camara nova.

– Claro, o Mike leva-te lá que é mais fácil.

– Ok, samurai. – Responde Iris com um grande sorrido para Joe.

Passaram quase toda a tarde a rever umas músicas, a gravar umas vozes até que chegou o fim da tarde e Mike e Chester foram para a entrevista e Dave e Iris para casa de Liam que ficava em Beverly Hills. A eles juntou-se Rob que não tinha nada para fazer e, desta vez, Chester mandou-o como reforço. Ele também não achava grande piada a investigação de Iris.

– Como é que vamos entrar no apartamento?

– A Joan tem uma chave, o Liam deu-lhe uma quando ele foi passar um verão ao Brasil com os pais, para lhe cuidar do gato e regar as plantas. Foi a uns 3 anos acho eu, ele nunca mais lha pediu de volta.

– Ele tem plantas? – Pergunta Dave.

– Sim, não sei quais mas tem. Para mim são todas iguais.

Iris abre a porta do apartamento e dirige-se as janelas para deixar entrar luz. Era um apartamento com apena 3 divisões mas mesmo assim era enorme! A cozinha e a sala eram juntas e também o escritório. Dividido por um biombo estava o quarto e ao lado uma grande casa de banho e um enorme “walk in closet”. Iris já lá tinha estado mas não estava tudo diferente, Liam tinha feito umas reformas e agora a casa parecia a de uma estrela de cinema, com uma decoração que só de olhar parecia cara.

– Bem, acho que de finanças o rapaz anda bem. – Diz Dave a rir.

– Sim, tem um apartamento fantástico. – Diz Rob admirando escultura que Liam tinha espalhadas pela casa.

– Sim o Liam nunca se pode queixar, os país tem posses e ele parece que esta no emprego certo. Acho que desde sempre ele esteve destinado a riquezas. Vou buscar umas roupas ao closet e meter na mala. Alguma coisa estranha, chamem.

Dave e Rob ficaram pela sala, a admirar quadros e peças de arte que Liam coleccionava. Rob entrou no seu escritório onde Liam tinha o seu computador pessoal e também era onde ela pintava.

– Ei Dave, anda cá ver esta pintura.

Dave aproximou-se e observou o quadro, era um belo quadro inacabado de uma paisagem que parecia ser uma praia.

– Então rapazes que encontraram?

– Nada de mais mas o teu amigo sabe mesmo desenhar!

– É, ele é muito bom. Um dos melhores alunos da faculdade… este quadro…

– É muito lindo, sim! – Diz Rob

– Não é isso … ele é me familiar… parece mesmo do seculo XIX.

– Bem eu não sou expert em arte mas este é muito bom. – Diz Dave enquanto continuava a andar. – Ei Iris e se visses o PC dele se calhar encontras alguma coisa.

– Sim … mas não hoje. Vamos embora, o Mike falou tanto que até eu estou com um mau pressentimento. Mas vou levar o portátil, se ele reclamar digo-lhe que era para ele se entreter.

Enquanto saiam do escritório Iris reparou numa estante e numa caixa. Na caixa estavam telas pintadas, mas não pareciam obra de Liam, e nas estantes vários utensílios e frascos com pós e líquidos.

– Ei Rob olha só, luz roxa woow – Diz Dave a rir-se.

– Isso é luz ultra violeta idiota. Iris, para que que o teu amigo queria um fraco cheio de pó e areia?

– Eu não sei… Não sei mesmo…

Dave e Rob continuaram e saíram do apartamento, Iris ia atras, intrigada com aqueles frascos.

– O que que andavas a tramar Liam? – Diz Iris quase num suspiro.

Os 3 seguiram para a casa de Iris onde iam todos jantar, Joan cozinhava desta vez. Quando chegaram só estavam Joan, Chaz, Mike e o seu sobrinho, Jared. Chester estava na cozinha a ajudar Joan enquanto Mike se divertia com Jared.

– Olha quem esta aqui, se não é o bebé mais lindinho de sempre! – diz Iris enquanto Mike passa Jared dos seus braços para os braços dela. – Tiveste saudades da Tia não tiveste?

– Espera, vou buscar um babete para ti também, Iris. – Diz Mike brincando com Iris.

– Falou, já quase o tinha afogado na tua baba antes de eu chegar. Não é Jared?

– Ficas tão querida quando estas com ele…

– É, tem que se ser querida quando se esta com esta preciosidade em casa. Vê la não te habitues Kenji. – Diz Iris enquanto pisca o olha a Mike.

– Eu sei, com calma. – Diz Mike, depois dá-lhe um beijo muito gentil nos lábios.

– E o jantar está pronto, espero que todos gostem de comida Italiana! – Diz Joan enquanto punha a comida na mesa.

– Italiana, francesa, espanhola… eu gosto de qualquer comida! – Diz Brad enquanto se servia.

– Exactamente como as pessoas, não importa se for uma francesa, inglesas ou portuguesa não é Brad? – Diz Joe na brincadeira e todos riram.

– Quando é que vocês entraram? Eu não vos vi…

– Estavas demasiado entretida Iris! – Diz Joe.

Jared estava a dormir e eles a jantar e a falar, rindo um dos outros, contando historias.

– Bem acho que já são horas de ir para casa, amanha ninguém me tira da cama se ficar aqui mais tempo. – Diz Brad enquanto bocejava.

– Sim, também acho que já são horas de recolher…- Diz Rob, também cansado.

– Bem, amanhã vamos lá pintar umas “paredes” – Diz Joe sorrindo para Iris.

– Ah pois vamos! Vou ao hospital e depois vou ter com vocês.

– Ok, Iris. Até amanhã minha gente!

Pouco tempo depois de sair os 3 meninos saiu Dave também mas antes falou com Iris.

– Vais ver o PC do Liam?

– Ainda não sei… ele mata-me se descobre…

– Sim mas é tudo por uma boa causa.

– Estás muito interessado, Phoenix!

– É, esta historia esta interessante! Amanha conta-me tudo se descobrires alguma coisa sim?

– Claro! És o meu parceiro do crime, não te esqueças.

– O teu cúmplice! Até amanha Iris. – Diz Dave. Despede-se de Iris dando um beijo na testa dela e saiu. Agora só estavam ela, Chester, Joan, Mike e o bebé Jared. Iris sentou-se no sofá com Mike enquanto Chester e Joan arrumavam a cozinha. Jared estava na sua cadeirinha a dormir.

– Estes dois estão muito simpáticos hoje, já reparas-te?

– Sim, é só sorrisos, muito amor para nós. Eu não me queixo, por mim era assim todos os dias.

– Claro assim não fazias nada não era menina Iris?

– Claro! – Diz Iris, abraçando Mike no sofá.

– Então conta lá. O que que encontraram em casa do Liam.

– Nada de mais… quer dizer ele renovou a casa toda, só a decoração deve valer milhões.

– Então anda a ganhar bem…

– Ou isso ou os pais estavam de bom humor. Não sei Mike, alguma coisa não bate certo.- Depois Iris falou do que tinha visto, nos frascos e nas telas pintadas.

– Ele pode andar a reciclar telas…

– Mike, sabes bem que um pintor serio não pinta por cima de outras criações. As telas que ele lá tinha pareciam antigas, mas não me lembro de ver o Liam a faze-las.

– Podem ser de outra pessoa…

– Sim… mas o Rob fez uma boa pergunta. Para que que ele queria um frasco cheiro de pó? E a luz ultra violeta… e aquele quadro…

– Vá, não queimes neurónios. Não ias ver no PC dele?

– Não achas que é invasão de privacidade?

– Iris, já entra-te em casa dele e deste a volta ao sitio, acho que entrar no PC dele não vai ser pior.

Iris concordou. Foi buscar o portátil ao quarto e voltou ao sofá.

– Password. Boa.

– Mete o nome dele.

– Achas mesmo que a pass dele ia sei o nome? Shinoda, a serio?

– Eu sei lá, por tentar. – Diz Mike a rir.

– Não essa não é. Joan, lembra-te da pass do Liam do PC dele?

– ah, não era misterl54?

– Exacto… Não já não é essa…

– Tenta nomes, tipo o dele.

– Olha outra… o dele não é… como é que se chamavam os pais?

– Era… Leonard e Catherine.

– Não sabes o nome dos pais do teu melhor amigo da faculdade? – Diz Mike a rir-se.

– Claro que sei! Mr. e Mrs. Fiennes! – Diz Iris com um enorme sorriso. Mike riu também.

– Nada… ok banda favorita?

Chester e Joan juntaram-se aos dois na sala.

– Ah… não era Beatles? Ou Guns?

– Também não é a pass… se calhar é Spices Girls! Lembras-te que ele andava sempre a cantar a “wannabe”?

– Era essa e a “Back Street Back”. – Os quatro riram-se.

– Não, também não é essa… Vou meter Joan!... Erro, também não é…

– E Iris? Ou princesa Iris como ele te andava sempre a chamar.

Para grande surpresa de Joan essa era a password. Para Iris não parecia tão estranho. Viu como Mike ficou um pouco incomodado com aquilo, não gostava da ideia de que Liam ainda podia sentir alguma coisa por Iris.

– Bem isto foi fácil…- Diz Iris para cortar o silêncio constrangedor. – o que é isto? Extractos bancários, transferências… wow, alguém lhe transferi-o 500 mil dólares a duas semanas atras… e …

– O que Iris? – Perguntou Joan, alarmada pela expressão de Iris.

– Nada, nada… pensei ter visto mais zeros do que realmente estão aqui…

– Bem eu adoraria ficar aqui mas aqui não há berço para o Jared. Sis, vejo-te amanha e a ti também Mike.

– Eu levo-te a casa… — Diz Joan – Não te preocupes, eu faço questão que os dois chegam são e salvos a casa.

– Muito bem, até amanha afilhado… — diz Iris dando um beijo gentil na cabeça de Jared. Levou-os até a porta e fechou-a. Logo que se virou a sua expressão mudou.

– Não estou a gostar dessa cara, e não estava a sonhar quando viste os zeros. Ele tem mesmo 20 milhões no banco. – Diz Mike.

– Eu sei, só não queria assustar a Joan. Como é possível… repara nestas transferências; 250 mil, 300 mil, 500 mil … Isto não pode ser um salario e eu sei que os quadros dele não andavam a vender assim tanto.

– Salario impossível mesmo, olha as datas. Algumas só tem diferenças de uma semana.

– Mas onde é que ele arranjou tanto… espera... – Iris abriu uma pasta que dizia “próximos e acabados”. Nessa capa encontravam-se imagem de grandes quadros e de grandes autores como Picasso, Peters, DaVinci e Van Gogh.

– Porque que há duas imagens para cada quadro? Tipo aqui, “Noite estrelada e Noite estrelada-novo”?

Iris já não estava a prestar atenção, tudo na sua cabeça se estava a encaixar. As telas antigas, os frascos com líquidos e pós estranhos, os utensílios novos… Iris já sabia o que se passava.

– Falsificações. Ele andava a vender falsificações.

– O quê? Mas como? Um quadro não é falsificado assim tao facilmente, há muito passo que se tem que fazer, é muito difícil…

– Eu sei, mas bate certo! Os frascos eram provavelmente dissolventes de pintura para as telas antigas, mais a luz ultra violeta, aqueles martelos manhosos que ele lá tinha, o frasco de pó e ainda aquele quadro… como é que não dei conta! O quadro inacabado era um Boudin, um Eugène Boudin … chama-se… Cena de praia em Trouville ou uma coisa assim. Ele andava a pintar falsificações…

– Iris isto é muito serio, se isso for verdade ele esta a cometer um crime! De certeza que ninguém ia pagar tanto por uma falsificação, provavelmente anda a vende-las dizendo que são as verdadeira.

– Sim de certeza… há muitas “associações” que ganham assim dinheiro, contratam jovens artistas talentosos e pagam-lhe muito para fazer o trabalho sujo enquanto eles ficam limpos… ainda há muitas galerias que só são falhada para estes negócios… mas como é que ele se foi meter nisto?

– O que se faz por uns milhões…

– Na boa… nunca pensei…

Ficaram os dois mais uns minutos a procurar outras provas no PC mas antes disso encontraram muitas fotos de quando eles andavam na universidade.

– Nem sabia que estas fotos existiam… já foi a tanto tempo… — numa das fotos aparecia Iris e Liam a beijarem-se numa festa, Mike não gostou do que viu.

– Esta foi a festa em que eu bebi tanto que no dia a seguir não me lembrava de nada… nesta foto acho que já não dizia coisa com coisa… ainda hoje não me consigo lembrar de grande parte da noite.

– Vocês divertiam-se…

– Sim, era o que se fazia na faculdade… não fiques com essa cara, isto já foi a tanto tempo. Principalmente por causa desta foto, só é uma memória triste… não fiques assim, senhor ciumento!

– Eu não sou ciumento, mas não acho piada.

– Se te tivesse conhecido nesta altura esta foto era contigo de certeza! – Diz Iris tentando por um sorriso na cara de Mike, como isso não resultou, sentou-se não pernas dele e beijou-o. – Assim, um sorriso… assim já gosto.

– Normal, se te atiras a mim assim só posso é sorrir! – Diz Mike na brincadeira.- Agora voltando ao assunto anterior, como é que percebes tanto de falsificações?

– Eu nunca fiz nada disso! Nem nunca tive interesse que fique claro. Quando andávamos ai no segundo ano, tivemos um professor que era um bocado maluco. Era um grande artista mas a carreira dele tinha ido por água abaixo, deves perceber porque não?

– Foi apanhado no negócio negro das falsificações.

– Exacto, mas só soubemos disso no fim. Ele era um professor excelente e claro, os alunos preferidos era o Liam pela sua maneira de pintar, eu porque era boa em ilustrações e a Joan porque tinha muito jeito para técnicas de pintura, até aquelas impossíveis de fazer. Ficávamos muitas vezes os quatro despois da aula dele a conversar, o Liam adorava-o… eu nem por isso, já sabes como eu sou, mas gostava das conversas dele sobre os grandes pintores… um dia pôs-se a falar de falsificações, contou-nos tudo com detalhes sobre como fazer uma. Até nos mostrou alguns químicos manhosos e técnicas usadas nessa “arte”. Não sei como não descobri logo que aqueles frascos em casa do Liam eram exactamente os químicos de que ele nos falou. Uns meses mais tarde, foi preso por andar a comercializar peças falsas. Foi ai que descobrimos o que ele fazia… o Liam deve ter aprendido tudo com ele.

– Woow, grande história… O Liam podia ter tido mais cuidado, se o ídolo dele foi preso por venda de falsificações ele também podia ser não é? Agora está bem lixado.

– Sim, ele podia ter pensado melhor no que estava a fazer…

– Só mais uma perguntar: para que caraças serve o pó e a areia? Está-me a deixar maluco.

– A ti e ao Rob, tenho que lhe explicar essa. Quando queres que um quadro pareça antigo tens que a envelhecer. Depois da obra estar completa, tens que bater a tela com um martelo, com muito cuidado e pela parte de trás, para que a tela tenha uma aparência rachada percebes? Assim a pintura parece mais velha, depois enches as fissuras com poeira para que pareça ainda mais antiga e real.

– Como é que ainda te lembras de isso? A serio é só truques!

– Sim, mas é mesmo muito difícil fazer uma copia perfeita de um quadro.

– O Liam devia ser mesmo bom, para lhe pagarem tanto…

– Sim, sem dúvida. Mas ele não deve ter feito tudo sozinho…

– Provavelmente não… Vais confronta-lo amanha?

– Não sei.. depende do estado dele… não lhe quero dar um ataque, se ainda estiver em estado critico não digo nada mas vai ter que se explicar muito bem depois.

– Nunca pensas-te em ser polícia? Tipo CSI ou assim? Tem mesmo jeito.

– Achas? Se calhar tirei o curso errado.

– Não, estas bem onde estas… — Mike abraça Iris e começa a beija-la.

– Ficas comigo hoje?

– Claro que sim, estou a espera de estarmos sozinhos desde que estávamos no estúdio! Já te disse que me deixas um bocadinho fora de mim? As vezes nem me consigo controlar.

–Deves pensar que só te acontece a ti… também já ando a pensar em estarmos sozinhos desde hoje no estúdio… andas cá um atrevido!

– Podes falar muito tu. – Diz Mike e volta a beijar Iris cada vez com mais entusiasmo.

– Acho que esta na altura de dizer a frase pela segunda vez nesta semana! Amo-te Kenji.

– E pela segunda vez conseguiste por-nos aos dois da cor do meu cabelo! Eu também te amo Iris.


Notas finais
Então que acharam? devem se estar a perguntar como é que sei estas coisas. Não comecem a pensar mal que eu nem desenhar bem sei :p Vi tudo num filme, não é muito conhecido mas deu para aprender. Chama-se "The Forger" com o Josh Hutcherson, o Alfred Molina e o meu Peregrin Took ou seja Billy Boyd :D
Os quadros que eu falei podem encontrar facilmente na internet e só procurar :D Espero que tenham gostado e deixem comentario :)
Titulo do capitulo: "Kenji" Fort Minor