The Things I Want To Say To You.
5 5. Breaking The Habit
Notas iniciais
– Então, que me dizes? Podemos ir as duas para a galeria trabalhar. Mas eu continuo a dizer que devias pensar em aprofundar a fotografia, lembra-te? Nós tivemos varias cadeiras na universidade relacionadas com fotos e assim. Que dizes Iris? Iris estas a ouvir-me?
FLASHBACK
Enquanto Iris abria a porta de casa Mike ia dando-lhe beijos no pescoço e na cara, agarrando-a pela cintura. Quando entraram, Mike fechou a porta sem olhar agarrando Iris e puxando-a para si. Ela elevou-se e colocou a pernas a volta da anca dele. Tudo aquilo parecia perfeito, finalmente estavam os dois juntos sem preocupações, finalmente podiam amar-se sabendo que não teriam que dar justificações ou se terem que separara outra vez.
– Espera, a Joan não está a morar contigo?
– É verdade… espera. JOAN!? ESTAS AI? – Ninguém respondeu. – Bem parece que estamos sozinhos.- Diz Iris com um grande sorriso.
– Finalmente sozinhos!
Beijaram-se de novo cada vez mais intensamente, enquanto se iam despindo. Os dois caíram na cama e já nus Mike penetrou e os dois gemeram. Todo aquele momento foi marcado pela paixão, o desejo, o amor que sentiam um pelo outro que tornou tudo aquilo perfeito, um sonho bom de que não se quer acordar. No fim ficaram os dois na cama, abraçados e vendo como o sol nascia.
FIM DO FLASHBACK
– Sim Joan, estou a ouvir.
– Não, não estas! Que tens?
– Não dormi muito ontem a noite. – Diz Iris com um sorriso manhoso.
– A serio? Até dormiste lá sozinha enquanto fui visitar os meus tios…
– Sim sozinha…
– SUA CABRA! Não acredito, uma noite em LA e já tiveste uma noite escaldante, sua safada!
– Isso tudo é dor de cotovelo, é?
– Obvio que sim! Ai tão lindo, diz lá quem é o jeitoso?
– A serio Joan? Só podes estar a brincar! Mas quem é que tu achas que foi?
– ASIATICO JEITOSO! Desculpa, ainda é cedo e estou lenta. Então diz lá, o Shinoda safa-se ou nem por isso?
– Joan, às vezes és mesmo tarada, vou mesmo contar-te os pormenores.
– Nem preciso, só pela tua cara e o facto de andares a sonhar desde que chegas-te só quer dizer que foi uma noite inesquecível.
– Nem imaginas o quanto, amiga. Bem, eu vou almoçar com o pessoal. Queres vir? Que pergunta, é claro que vens!
As duas saíram do café onde estavam e foram até ao restaurante preferido da banda, algures em St. Mónica. Quando lá chegaram, já estavam sentados Brad, Dave e Joe. Iris lembrou-se que ainda não os tinha visto desde que tinha chegado por isso abraçou-os a todos e matou as saudades.
– Finamente vamos estar todos juntos outra vez, e com nova aquisição! Joan, és bem-vinda ao grupo. – Diz Dave sorrindo e enquanto cumprimenta Joan.
– Vocês são uns queridos. Bem, sentamo-nos?
Nesse momento entram no restaurante os meninos que faltavam. Rob já vinha a sorrir para Iris antes mesmo de entrar, abraçou-a e sentou-se. Chester estava contente por ver a irmã mas havia algo mais na expressão de Chaz. Por último entra Mike, e sem Iris se aperceber ele agarra-a e beija-a intensamente no meio do restaurante.
– Ninguém diria que estivemos juntos a menos de 4 horas. – Diz Iris a sorrir e sem dar importância aos comentários e as palmas que se ouviam vindos dos amigos.
– Assim eu gosto! É muito amor nesta banda! – Diz Joe rindo.
– Sim, sim muito amor. Eu estou a ver-te Shinoda, ela continua a ser minha irmã mais nova. – diz Chaz para Mike, a brincar com ele.
– Não te preocupes que eu cuido bem dela.
– Guarda-costas de graça! Gosto. – Diz Iris fazendo troça dos dois.
O almoço não poderia correr melhor. Falaram a tour, dos concertos, do novo álbum. Iris estava novamente contratada para trabalhar com Mike na capa do álbum e em tudo que tinha ligação directa a arte. Depois do almoço, foram todos para casa de Chester. Iris não achou grande piada a ideia pois não lhe apetecia ver Trish, mas nada que acontece-se naquele dia lhe ia estragar a boa disposição. Estava com Mike e isso é o que importa.
Estavam todos sentados na explanada, a conversar e a tocar guitarra. Por incrível que pareça Trish ainda não tinha dito nada ofensivo ou estupido, o que era um milagre.
Mike e Iris estavam bem juntos a falar e a namorar. Joe e Brad iam fazendo umas piadas sobre eles os dois. Estava um ambiente perfeito, Chester foi buscar umas bebidas e nesse momento caiu a bomba.
– Ainda bem que já voltaste de Londres, Iris.
– Porque, Trish? Estavas com saudades minha?
– É claro que sim, mas não é só por isso. Vou precisar de ajuda na renovação da casa e também não posso estar sempre sozinha.
– Não estou a perceber o que que queres dizer com isso? – Diz Iris, sem gostar da maneira em que a cunhada estava a falar.
– Ah o teu irmão não te contou? Nem acredito.
– Contar o que?
Nesse momento entra Chester, muito nervoso, ele tinha ouvido a conversa e já sabia no que ia dar.
– Trish, pára! Sou eu que tenho que falar. – Diz Chaz mas Iris já estava de pé.
– Chester, o que que há para contar? – Diz Iris no tom mais calmo que conseguia naquele momento.
– É só a melhor novidade de sempre! Estou gravida! De 5 meses, até já se nota a barriga, olha. Vais ser tia!
Iris não conseguia acredita. Trish gravida era o pior que podia acontecer.
– Gravida de 5 meses? 5 MESES CHESTER!? Quando é que me ias contar? Quando a criança já tivesse nascido? Como é que tu ainda podes pensar em ter filhos com esta vaca depois de tudo o que se passou? Tu achas mesmo que ela tem capacidade mental para ser mãe? Esta bêbeda e drogada?
– IRIS! Eu sei que errei em não te contar mais cedo mas não precisas de falar assim! Estas a falar da mãe do meu filho!
– AH lindo, fantástico. Sim mano, sem dúvida és fantástico. A serio.
Iris sai da casa a correr vai para o carro e segue para casa, com as lagrimas a escorrer. Uma vez em casa sobe para o seu telhado, e ai descarrega tudo, chora. Ela nem se apercebeu que Mike a tinha seguido. Este sentou-se ao seu lado, abraçando-a. Ele percebia que Iris odiava Trish mas não entendia porque que esta notícia a afectava tanto. Antes de fazer alguma pergunta, deixou que Iris acalma-se.
– Mike desculpa. Pareço uma criança a chorar assim.
– Se estas assim é por algum motivo, não te vou julgar. Vou ficar ao teu lado sempre até que tu queiras desabafar.
– Nem sei por onde começar, Kenji. Quer dizer, tu já sabes parte da história, tudo aquilo do Chester nas drogas e isso. Eu só não te contei o que aconteceu depois.
FLASHBACK
– Não achas que era melhor arranjares ajuda? Não seria mais fácil?
– Não Iris, eu só tenho que manter a minha cabeça ocupada. E também não tenho dinheiro para pagar uma clinica de reabilitação.
Trish já estava em casa depois da sobredose que a levou ao hospital. Tinha que se manter em descanso. A única coisa boa que Iris tirava de tudo aquilo era que a polícia andava colada a Trish e que já tinham apanhado 3 dos traficantes que vendiam a droga onde Trish comprava.
Passaram alguns meses e Chester começava a dar sinais de melhoramento, mesmo sem dinheiro o médico que tratou de Trish andava sempre de olho nos dois.
– Iris, viste a Trish?
– Não, eu só cheguei agora. Porque?
– Ela saiu a mais de uma hora e não voltou.
– Quem quer bolo? – Diz Trish sorridente enquanto entra – Eu sei que demorei mas eles estiveram a acabar a decoração. É para comemorar os nossos progressos, amor.- Diz Trish enquanto beija o namorado.
– Bolo? Na, que não quero pode ter veneno ou assim. Também tenho que sair, ainda vou a escola ver se eles já mandaram os papéis para LA, depois vou sair com a Emma e o Peter.
– Vê lá a que horas chegas sim?
– Sim maninho. Beijo!
– Vê lá não percas a virgindade numa esquina. – Diz Trish só para enervar Iris mas ela não se deixa afectar.
– Não te preocupes que não foi numa esquina. Eu não tenho os teus vícios, cunhadinha.
Iris nunca pensou o quanto real aquela reposta para Trish se ia tornar. Quando saíram do bar onde Iris e os amigos de Trish estavam, pararam na rua para fumar um cigarro. Iris não fumava mas o fumo também não lhe fazia diferença, estava habituada.
– A serio? O motel não pede assim tanto por uma noite. Já reparas-te naquilo, Iris?
Iris olhou para o outro lado da estrada. Estava um casal em plena rua a fazer sexo e sem constrangimentos.
– Devem estar bêbados coitados, já não conseguiam aguentar até casa. – Diz Emma enquanto se ria para os amigos.
Mas Iris não riu, aquilo não tinha piada nenhuma. Em vez disso estava enfurecida, quase a socar alguém. Aquela era Trish com outro homem que não era o irmão.
– AQUELA PUTA!
– Iris calma! Que se passa?
– Peter é a Trish com um filho da puta qualquer!
– Tens a certeza que não é o Chaz?
– Emma, achas que eu não reconhecia o meu irmão? Ele por acaso tem o cabelo comprido? Aquela vaca!!!
– Iris tem calma!
– Calma? Aquela merda de pessoa esta a trair o meu irmão! Eu vou mata-la!
Mas antes que fizesse alguma coisa, Peter pegou nela ao colo e levou para o carro. Quando chegaram a casa de Iris, ela entrou a correr pela porta dentro.
– CHESTER! CHESTER NEM IMAGINAS O QUE QUE NOS VIMOS! Aquela desgraçada!
– Iris fala baixo, onde esta o fogo?
– O fogo? Esta no meio das pernas da vaca da tua namorada é onde esta o fogo!
– O que?
– Iris, tem calma eu conto. – Diz Peter que era o que estava mais calmo. Explicou tudo a Chester, tudo o que tinham visto.
– Com outro homem no meio da rua? Vocês têm a certeza? Viram bem?
– Sim Chaz. Desculpa amigo, é uma situação complicada.
– Nem consigo acreditar…
Nesse momento entra Trish pela porta. Estava claramente drogada.
– QUE LATA QUE ELA TEM! Ainda vem para casa drogada!
– Que se passa meu amor? Está um clima aqui… — Diz Trish a rir-se, enquanto vai em direcção a Chester.
– Como é que ainda te atreves em aparecer aqui!? Eu sei de tudo, Trish! Quem era o homem com quem estavas a foder ao relento? – Chester já estava a gritar nessa altura.
– Eu? Não, não era eu, meu amor.
– FORA! QUERO-TE FORA DA MINHA CASA SUA VACA DROGADA!
– Mas Chester para onde é que eu vou?
– Não quero saber. RUA!
Assim, Chester expulsou a ex-namorada de casa. Não se ouviu falar dela durante vários meses, mas quando Iris voltou de LA para festejar o Natal com a família encontrou Trish dentro de casa.
– Vocês andam outra vez? Mas tu tens areia nessa cabeça Chester?
– Iris tenta perceber, ela precisa mesmo de ajuda! Não a podia deixar morrer na rua por causa da droga, ainda por cima no estado que esta…
– Que estado?
– Ela está gravida.
– O QUE?!?! E queres ver que acreditas que é teu? Era o que me faltava!
– Não Iris, eu sei que não é meu, ela mesma o confessou. Eu não tive coragem em deixa-la sozinha.
Iris achava aquilo absurdo, Trish tinha família porque que não ficou com eles? Mais tarde veio a saber que a tinham posto fora de casa.
No dia de Natal, estavam todos a preparar o jantar. Mesmo com todos os problemas que havia naquela família, no Natal parecia que tudo acalmava. Iris estava na rua a ligar as luzes quando Trish aparece.
– Queres ver a minha barriga, cunhada?
– Trish, vai dar uma volta ao bilhar grande sim?
– Nunca pensei que fosse tão fácil prender o teu irmão. Nunca pensei que bastava ficar gravida.
– Ouve lá sua cabra. E ouve com atenção. Que fique claro que não vais receber nada de parte do Chester. Ele só esta contigo por caridade, por pena. Tu és escumalha e sempre fostes nem penses que só por causa de te fazer de coitadinha ele vai ficar contigo.
Nesse momento Trish dá um grito de dor e Iris começa a ver sangue a escorrer pelas pernas de Trish que cai ao chão. Iris grita pelo irmão, sem saber o que fazer.
FIM DO FLASHBACK
– Depois fomos para o hospital. Não se podia fazer nada e a Trish perdeu o bebe. A partir daí tudo piorou, ela deitou-me as culpas do aborto, disse que a irritei. O Chaz meio cego deu-lhe razão durante uns tempos, mas depois falamos e ficou tudo bem. Uns meses depois disso recebo a notícia que eles se casaram no registo civil sem ninguém saber. Odiei o Chaz tanto naquela altura, como é que ele podia casar com aquela víbora que, ainda por cima, o traiu e ia ter um filho de outro homem? Não percebia, continuo sem perceber. Depois do casamento eles deixaram as drogas definitivamente. Pelo menos o Chester deixou.
– Que queres dizer? Achas que a Trish continua nas drogas?
Iris sabia que sim, pois antes de ir para Londres tinha encontrado um saquinho com pastilhas de ecstasy caídas no chão da casa de banho da casa do irmão.
– Eu sei que não eram do Chaz, eu sei que ele deixou essas merdas de vez. Só podem ser dela.
– Iris tens que contar ao teu irmão. Ainda por cima, ela esta gravida, ela não pode tomar drogas, vai prejudicar o bebé!
– Eu sei Mike. Estive estes meses todos a pensar como é que eu ia contar ao Chaz. Será que ele vai abrir os olhos desta vez?
Ficaram durante mais uns minutos no telhado a pensar na melhor forma de falar com Chester. Ela tinha que ter muito cuidado com o que dizia pois o irmão podia não acreditar, e foi o que aconteceu.
– Iris pára, ok? Sabes perfeitamente que depois da Trish perder o bebé ela parrou de vez com as drogas. De certeza que o que tu encontras-te eram medicamentos, sabes bem que ela anda sempre com medicamentos por causa das dores de cabeça que ela tem. Deves ter visto mal.
– Claro porque eu sou burra e não sei distinguir um comprimido da farmácia com uma pastilha de ecstasy. Vês Mike eu disse que ele não ia acreditar.
– Chester, tens que ir tirar esta história a limpo, amigo. Imagina que ela anda mesmo a drogar-se? Ainda por cima gravida!
– Ok, Ok. Eu falo com ela!
Nessa altura Chester recebe um telefonema. Era do Hospital, Trish estava internada. Os 3 foram para o hospital a correr.
– O que terá sido desta vez? Só espero que o bebé este bem. – Diz Chester muito nervoso.
– Tem calma mano. Se calhar foi só uma quebra de tensão e como ela está gravida exageraram e lavaram-na para o hospital.
Mas Iris sabia que não, ela tinha a sensação que aquela noite de Natal estava a acontecer outra vez. Mas desta vez era pior, desta vez estava em risco o seu sobrinho e isso assustava-a. Quando chegaram ao hospital disseram que Trish estava em observação e que ainda não sabiam o que se tinha passado.
– Vão ter que aguardar uns momentos na sala de espera.
– Mas ela esta bem doutor? É alguma coisa grave?
– Ainda não se sabe. Vai ter mesmo que esperar.
Os 3 sentaram-se na sala de espera. Chester estava nervoso, ao ponto de quase estar em lagrimas e Iris e Mike tentavam reconforta-lo. Uns 15 minutos depois chegaram Brad e Rob.
– Viemos assim que soubemos, o Dave e o Joe também devem estar a chegar.
– Ok. Eu vou buscar uns cafés para todos.
– Eu vou contigo.
Mike e Iris dirigiram-se a cafetaria onde pediram cafés para todos. Não estava lá quase ninguém, também já era muito tarde. Só estavam as senhoras da cafetaria e um homem sentado num canto a chorar.
– Coitado, parece que a vida não lhe esta a correr bem.
– Sim… Odeio hospitais.
Quando o homem se levantou para pedir outro café Iris reconheceu-o imediatamente, era Chris. O mesmo que há 4 anos atrás Iris encontrou com Trish a saída do bar e que a deixou gravida. Mas o que que ele fazia ali?
– Mike, eu tenho a certeza que é ele! Lembro-me perfeitamente de quando ele foi preso. Foi na manha seguinte a história do bar, era ele que vendia as drogas a Trish!
Tudo estava claro na cabeça de Iris agora. A história repetia-se exactamente como a 4 anos atras.
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