Notas iniciais
E a história continua! O fim? Ainda falta muito... mesmo muito :D

Os ensaios corriam da melhor forma possível, estavam todos a conhecer Chester e a adaptar-se ao novo vocalista, todos amavam a voz dele. Chester também não parava de gabar os seus colegas só dizia coisas boas dos novos amigos. Já tinha passado duas semanas desde a sua entrada para a banda.

Chaz queria manter Iris o mais perto possível pedindo que sempre que ela pudesse que se juntasse a eles e Iris sempre que podia fazia a vontade ao irmão. Arranjava sempre um espacinho para ir ate aos ensaios. Com o fim la seu curso universitário a aproximar-se, ela tinha mais tempo livre entre as poucas aulas e o trabalho de assistente numa galeria. Ela sempre conseguiu cuidar da vida dela sozinha, já morava em Los Angeles a 3 anos sem ninguém para a ajudar, arranjou um trabalho para as ajudar nas despesas no apartamento que dividia com uma aluna da universidade e também para conseguir arranjar o carro que tinha. Podia ser velho mas para o que ela queria chegava. Teve sorte em conseguir uma bolsa para a universidade, deste muito nova ela se demonstrava uma pessoa muito trabalhadora e criativa e mesmo com todos os problemas que teve no passado, a administração da universidade decidiu ajuda-la. No princípio sentia-se insegura em ir morar para LA e deixar o irmão numa altura muito difícil da vida dele. As vezes, Iris sente-se mal porque não conseguiu ajudar o irmão mas ele deixa sempre bem claro que ela fez o que devia e que não se devia preocupar tanto com ele, afinal ele não é uma criança mesmo que o pareça as vezes. Quando se mudou sentiu-se um pouco aliviada pois podia viver a vida dela sozinha e sem ter que levar com a pessoa que mais odiava no mundo, Trish a esposa do irmão. Mas claro, a cunhada teve que ir viver para LA com eles e como agora o apartamento era só de Iris, podiam viver os três. Uma situação provisoria, dizia Chaz.

– Porque que ela não ficou no Arizona? Tinha mesmo que vir infernizar a minha vida outra vez?

– Iris já te disse que não quero que fales assim da Trish! Por muito que não gostes dela vais ter que apreender a gostar, ela é a minha esposa.

– Foste tu que te casaste com ela e não eu!

– Iris faz-me esse favor, não quero discussões cá em casa. E é provisório, vou arranjar uma casa para os dois rapidamente e assim voltas a ter a casa toda para ti. Va lá maninha sê querida sim?

Iris revira os olhos mas acaba por aceitar as condições do irmão. Por muito que odeia-se a cunhada não queria confusões com Chaz. Ia tentar viver com aquele tormento que era Trish.


Flashback

– Chaz onde estas? Nem imaginas, consegui uma vaga na Universidade da Califórnia! Com bolsa e tudo! Fantástico não é? Chaz? Chester, estas no quarto? – Pergunta Iris enquanto entra devagar no quarto do irmão. Mas encontra Trish no chão, inconsciente e com espuma na boca.

– Trish! Trish o que que tu fizeste? Só podes estar a brincar, miúda estupida!

Iris corre para o telefone e chama uma ambulância e depois liga ao irmão mas ele não atende.

– Foda-se Chester atende o caralho do telemóvel! Encontrei a tua namorada com uma sobredose no chão! Vocês não te mesmo noção pois não? Vai ter ao hospital, eu já chamei uma ambulância. Eu sei onde estas mas nem penses que te vou buscar a esse sítio outra vez! Quando estiveres sóbrio anda cá ter. A serio, eu nem acredito no que te tornaste… Por favor mano, pensa no que estas a fazer com a tua vida e a vida dela ok?

Poucos minutos depois a ambulância chega e Trish é levada para o hospital, Iris acompanha-a. Depois de algumas horas o médico disse que a cunhada estava fora de perigo. Iris sente-se aliviada, por muito que a odiasse também não queira que ela morresse.

Nesse momento entra Chester no hospital. Tem os olhos vermelhos e vem com uma saca na mão.

– Eu não acredito… O que é dessa vez? Foram umas pastilhas empurradas por um bocadinho de vodka? Ou cerveja?

– Iris, não chateies.

Iris não se controla e dá um soco na cara do irmão atirando-o ao chão.

– És um desgraçado! Já olhas-te bem para ti? Já viste bem o que as merdas das drogas te estão a fazer? A ti e a Trish? Não podes ser assim tão ignorante que não vês a realidade. Ela quase morreu hoje! Mais meia hora e tinha-a encontrado morta no quarto! É isso que queres? Morrer? Porque se é estas a fazer um óptimo trabalho. – Iris chorava, quase que não conseguia falar pois não conseguia conter os soluços – És o meu único irmão! Eu amo-te tanto … Pensas que a fazer isto só te destróis a ti não é? Enganas-te Chaz. Também me estas a destruir a mim. Eu que pensava que juntos, nada nos podia fazer mal. Todas aquelas vezes que me salvaste… pensava que eramos indestrutíveis. Enganei-me tanto. Estas a destruir tudo o que é importante. Estas a destruir a tua vida, a dela e a minha, mas eu não vou deixar.

Iris sai do hospital a correr, as lagrimas correm pelo rosto. Como é que ela ia fazer com que ele parasse? Não tinha dinheiro para a reabilitação e ela sozinha não conseguia resolver a situação.

Chester entra no quarto onde Trish esta. Fica a olhar para ela durante vários minutos até que ela acordou.

– Trish, nós vamos parar com isto. Eu não posso voltar a desiludir a minha irmã, eu não a posso perder.

Fim do flashback


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Nessa noite foram todos jantar a casa de Iris. Chester queria apresentar a mulher a banda e rezava para que eles gostassem dela. Podia ama-la mas sabia o quanto difícil Trish era.

Para Iris a única qualidade de Trish era os cozinhados. A rapariga conseguia fazer com que todos se derretessem quando provavam a comida dela. Para Iris esse foi o feitiço que fez com que Chester e ela se casassem: Chaz adorava comida.

– Trish deixa-me dizer que este macarrão esta fantástico! – Diz Joe de boca cheia, despertando risos a volta dá a messa.

– Obrigado, Joe. Comida italiana é uma das minhas especialidades. Quando o Chesty me disse que vocês vinham jantar apoderei-me logo da cozinha. A Iris não é lá grande cozinheira, não nos podíamos arriscar em ficar todos doentes por causa dos seus cozinhados.

– Va la querida, ela não cozinha assim tao mal. – Diz Chester tentando manter a paz na messa. Ele sabia que a irmã não costumava ficar calada quando as provocações de Trish começavam

– Pois é Trish. Eu nunca liguei muito a cozinha, estive mais preocupada em estudar e licenciar-me para não ter que depender do meu marido para me sustentar.

– Pois é querida. Foi por isso que só arranjas-te namorado aos 17, não é? Bem podia ser pior, podias ainda ser aquela totó que andava sempre na lua no secundário.

– Desculpa lá se eu não me importei com rapazes durante o secundário. Enquanto tu andavas de homem em homem de pernas abertas, sonhava com uma carreira. Qual era o teu maior sonha naquela altura? Engravidar aos 15? Ei… espera um minuto, tu en…

– Iris já chega! Podemos continuar com o jantar sem conversas imaturas?

– Deixa lá mano. Macarrão nunca foi o meu prato preferido. – Diz Iris enquanto se levanta da messa deixando para trás um clima desconfortável

A boa coisa daquele mini apartamento era que tinha ligação directa e exclusiva ao telhado. Era lá onde Iris meditava, estudava para grandes exames, onde pintava e escrevia os seus poemas e também onde se refugiava quando as coisas não corriam bem ou quando os nervos se apoderavam dela. De lá conseguia ver o mar e toda a cidade, cidade que ela adorava. Ela sentava-se no chão e olhava para a vista, para as estrelas de noite. Era o seu mini paraíso.

– Concluindo pela conversa animada do jantar, a tua cunhada não é a pessoa que tu mais adoras no mundo. Estou enganado? – Pergunta Mike, quando finalmente descobre o esconderijo de Iris.

– Oh não, eu adoro aquela personagem. Tu nem imaginas o quanto!

– O teu jeito para o sarcasmo é impressionante.

– É mais um dos meus talentos. Diz lá, que estas aqui a fazer?

– Bem o clima lá em baixo não ficou dos melhores, mesmo com todas as tentativas do teu irmão em melhorar as coisas. Como também não sou grande fã do macarrão decidi vir procurar-te o que se tornou uma aventura. A entrada para este sítio está muito bem escondida!

– Eu sei. Também demorei a encontra-la, mas num dia complicado no primeiro ano que aqui estive, enquanto desviava a estante encontrei a porta para entrar aqui. Nem imaginas as horas que eu já perdi aqui em cima.

– Imagino, este deve ser o teu refúgio. Também é de exclusivo acesso?

– Sim! Até hoje foi a única entrar aqui. Mas como até me apanhas de bom humor eu deixo-te experimentar entrar. Aproveita porque não costumo ser tão simpática.

– Agradeço a gentileza!

Mike levanta-se do chão e começa a caminhar pelo telhado. Ele concordava com Iris aquilo era lindo, era uma das melhores vistas sobre a cidade.

– Não te deixes enganar, isto aqui em cima estava uma desgraça quando descobri. Tive que o arranjar e tentar fazer um sítio confortável e agradável.

– Fizeste um bom trabalho. O que que escondes dentro do barraco?

Iris tinha um mini estúdio montado para se proteger, a si e as suas coisas dos dias de chuva. Era lá onde guardava as suas telas, as suas tintas, algumas roupas e montes de fotografias.

– Para entrares ai ainda tens que subir muito na minha consideração. Escondo todos os meus segredos e trabalhos ai. Talvez um dia te deixe ver o interior. E é um estúdio não um barraco. Agora vamos voltar para baixo antes que liguem para a polícia a pedir que nos procurem.

– Sim vamos. Mas primeiro, não achas um bocado injusto que tu já tenhas visto alguns dos meus melhores quadros e eu não tenha visto nada do teu trabalho?

– Injusto porquê? Não tenho culpa que deixes as tuas telas espalhadas por todo o lado. Agora vamos Shinoda

– Ok ok, mas um dia vou entrar ali. Escreve o que eu digo.

– E eu terei todo o gosto de te explicar a minha arte, exactamente como tu fizeste comigo. Mas hoje não Mike.

– Não te preocupes, eu sou paciente! – E mais uma vez lança aquele sorriso fantástico que Iris tanto gostava. Ela respondeu com um sorriso também, se calhar Mike não tinha de esperar muito para entrar no estúdio de Iris.

O ambiente tinha melhorado na sala de jantar, estavam todos a falar e a rir nem deram pela entrada de Mike e Iris na sala.

– Bem o jantar estava divinal mas eu tenho que ir embora. Obrigado pelo convite Chaz.- Despede-se Rob levando com ele Brad, Dave e Joe que tinham vindo de boleia.

– Mike vens connosco?

– Pessoal, eu moro na direcção contrária a vossa, não se preocupem eu arranjo-me.

– Eu levo-te a casa se for preciso, não vais andar de metro a estas horas. Vou só buscar as chaves. – Ofereceu-se Iris.

Mike não queria estar a incomodar Iris mas por outro lado gostava da companhia dela, por isso aceitou a boleia da amiga.

Durante a viagem falaram de tudo que ocorria, musica, filmes, arte, carros e até surf, desporto que Iris sempre quis apreender. Mike também tinha queda para comediante o que fez a conversa muito mais divertida. Iris não se ficava atrás sendo ela também uma óptima “entertainer”.

– A serio que já leste os 4?

– Sim! E seguidos. A serio Mike tens que ler, é das melhores histórias alguma vez inventadas. O J.R.R. Tolkien tinha uma imaginação… Inventar toda a “Terceira Era da Idade média” não deve ter sido fácil. Eu desafio-te a leres a saga “O Senhor dos Anéis”.

– Muito bem Iris, aceito o desafio! Emprestas-me os livros e eu dou-te a minha opinião.

– Eu sei que tu vais adorar, vais ver.

– Ei vira aqui, vou levar-te a um sítio.

– Mike são 2 da manha. Tens a certeza que não queres ir descansar?

– Não te preocupes, amanha é sábado dia de folga. Já que hoje invadi o teu refúgio vou-te mostrar o meu e assim estamos quase quites.

– Quase?

– Sim. Só ficamos quites quando me mostrares os teus quadros.

– Ah pois. Muito bem, Shinoda. Vamos lá encontrar o teu lugar preferido.

Entraram numa estrada de terra batida onde andaram durante uns 5km até chegarem a um descampado que terminava ao lado da areia, perto do mar. Como a lua estava cheia, dava para apreciar o local. Era lindo, a relva verde e macia e a praia relaxante faziam daquele lugar um paraíso

– E eu dizia que o meu telhado era fantástico. Se isto alguma vez foi uma competição acabas-te de ganhar e com muita vantagem! Mike este sítio é inacreditável.

– É não é? A primeira vez que vim aqui foi com o meu pai quando tinha 8 anos, foi ele que o descobriu. Acho que até hoje ele ainda não sabe o quanto este sítio significa para mim.

– Deve ser uma memória linda para te ter marcado tanto.

– Nem é das mais significantes que tenho de quando era criança, mas não sei porque este sitio sempre me ajuda.

– É mesmo fantástico, Mike. Eu sabia que devia ter passeado mais pela costa quando cheguei. Este sitio teve trazer inspirações a potes.

– E trás, acredita.

Sentaram-se na relva numa manta que Iris tinha na mala do carro. Estiveram em silêncio durante vários minutos a apreciar a beleza. Até que Iris quebrou o silêncio.

– Obrigado por me trazeres aqui, isto é mesmo fantástico. Estava a precisar de relaxar.

– Ter a Trish em casa com a vossa relação não deve estar a ser fácil.

– Nunca é fácil conviver com ela. Tentei durante estas duas semanas mas hoje atingi o limite. Tentei pelo Chester mas ele tem que parar de me pedir o impossível.

– Vocês os dois pareciam ser os melhores amigos, até achava estranho para serem irmãos.

– E somos! Eu adoro o meu irmão, ele sabe tudo a meu respeito. Nem imaginas as coisas que ele já fez por mim… Mas claro, a paz não pode durar para sempre.

– Então a tua cunhada é uma destrói lares, certo?

– Na, nunca deixei que ela o fizesse. Acredita que tentativas não faltaram. No princípio eu não suportava estar na mesma sala que ela, só aquela a voz irritante dela deixava-me maluca. Mas depois as coisas pioraram muito... Cheguei até a dar um soco ao Chester por causa de uma situação… Depois fugi para LA e as coisas acalmaram…Foram tempo complicados.

– Posso perguntar que situação foi essa?

Iris explicou a Mike o que tinha acontecido a Trish e como ela a tinha salvado. Ele ficou perplexo.

– Woow, o Chaz já tinha falado dessa altura mais escura da sua vida mas nunca pensei que tivesse sido assim.

– É… foi complicado.

– E ela continuou a tratar-te mal depois de lhe teres salvado a vida? Estou chocado…

– É, eu sei. Mas eu também não queria que ela me começasse a adorar. Não a iria suportar ter que a aturarar a fazer-se que boazinha comigo. Melhor ser a ranhosa que é a ser uma falsa. Nem consigo imaginar nós melhores amigas… que horror!

Mike começou a rir as gargalhadas contagiando Iris.

– Agora a serio, não te deixes influenciar por o que eu digo. Se calhar até vais achar simpática ou alguma coisa assim. Só porque eu a odeio não quer dizer que vocês tenham que seguir os meus passos.

– Não te preocupes que não sou assim tao influenciável.

– Ainda bem. – Diz Iris enquanto se deita a olhar para as estrelas. Mike copia e aprecia o céu também.

– Tive uma fase em que queria ser astronauta.

Iris começa outra vez a rir-se não conseguindo imaginar Mike naquela vida.

– Eu tive uma fase em que me queria mudar para Paris e abrir um café. Mas nunca fui boa a francês.

– A tua fase é bem mais conseguível.

– A tua também não é impossível, inteligência tens.

– Sim mas nunca fui de estudar muito e tenho um estomago muito sensível. Nunca passaria naqueles teste manhosos que eles fazem. Só de pensar naquela roda dão-me náuseas. E também tinha 6 anos, não sei quantas pessoas descobrem o que querem ser quando são tao pequenas.

Iris ri-se admirando Mike. Até aquele dia nunca tinha reparado o quanto bem se sentia quando estava com ele, era uma sensação boa.


Notas finais
Que acharam? Deixem reviews e obrigado por seguirem :D