The Thief of Memories.

2 "Batalhas Foram Ganhas Em Guerras Que Com Certeza Seriam Perdidas"- A Culpa é das Estrelas.


Notas iniciais
Olá sweets que acompanham a fanfic! Esse fooi um trechinho que tirei do livro a culpa é das estrelas, quem não o leu, recomendo muito. É um livro muito lindo e não veja o filme antes, vai perdeeer a graça!! Boa leitura para vocês!

Quinze anos depois...

O sonho era escuro, almas perturbadas arranhavam meus pés enquanto eu passava por um corredor, elas pediam misericórdia e eu pisava sem essa misericórdia, um anjo sentado em um trono com uma mulher em seu colo, era ruiva com olhos verdes, as almas rodeavam ambos.

Ela estava chorando muito, enquanto o anjo assentia.

“Eu queria cuidar do nosso menino... Perdemos nosso Bruce...” ela dizia e uma imagem minha e que se tornou realidade, eu comecei a me afogar no meu próprio sangue, enquanto a mulher ruiva chorava por mim e o anjo ria da minha situação.

Eu me ajoelhei enquanto tentava respirar, quando tentei pela boca o sangue começou a escorrer, eu olhei para o anjo que agora estava visível.

Ele se parecia comigo, cabelos negros acinzentados, barba negra rala, seu corpo era a perfeição, mesmo eu sendo homem, eu o achava perfeito, seus olhos eram mais azuis do que cinza, mas havia muita maldade naqueles olhos que a mulher ruiva amava.

“Pai... Me... Ajuda...” enquanto eu falava o sangue pulava da minha boca, eu comecei a arranhar a minha garganta, o sangue estava me afogando cada vez mais, eu me esparramei no chão e me arrastei para perto da mulher e do anjo.

Ela se ajoelhou e afagou meus cabelos enquanto chamava meu nome, as palavras estavam ficando ocas e sem sentido.

“Filho... Não desista. Alguém está esperando por você e ela precisará muito de você.” A mulher disse e me deu um beijo carinhoso e tudo ficou negro.

Acordei sufocado e sem ar, e ainda mais com uma garota em cima de mim era difícil respirar.

“Luna, sai de cima de mim.” Eu falei sufocado e a joguei de lado e respirei fundo, como se eu estivesse me afogando e chegasse na superfície.

Sangue começou a sair do meu nariz e o mesmo desespero que e tive no sonho me atingiu e eu comecei a respirar rápido.

“Bu, ta tudo bem. Olha pra mim, se concentra em mim, ok?” Luna disse atenciosa e eu fiz que sim com a cabeça e ela correu para o banheiro.

Comecei a respirar pela boca e a sensação de desespero começou a se esvair, imagens da ruiva afagando minha cabeça começou a me perturbar, todos os dias eu tinha sonhos assim.

Eu era um garoto problemático de dezesseis anos, todos os dias eu nadava alguns km para manter a forma, meu corpo estava definido, meus cabelos eram pretos com vários fios brancos no meio, dando aspecto de cabelo acinzentado escuro, estilo do Dante de Devil May Cry, meus olhos eram cinzentos com alguns filzinhos azuis, e um corpo bronzeado, mas eu emanava um frio que era muito gelado, as garotas diziam que dava dor e prazer ao mesmo tempo, eu tinha um e setenta e sete de altura.

Luna voltou com um pedaço de papel e colocou gentilmente no meu nariz e me olhou preocupada e eu apenas a beijei gentilmente, ela era a garota mais doce e amiga que eu tive nesse lugar que chamam de convento, isso pra mim ta mais para um inferno.

Ela me olhou preocupada e tirou uma mecha de cabelos brancos e negros, ela era linda.

Era uma garota americana comum, com cabelos loiros claros, olhos verdes e pele clara, mas ela tinha uma coisa dentro dela que a deixava mais linda ainda e era dois anos mais velha que eu.

“O mesmo pensamento de sempre, anjo?” ela perguntou carinhosamente e eu assenti envergonhado, ah, era uma merda ter que confessar para a namorada que era um cagão.

“É anjo... Mas vamos esquecer ok?” falei rápido e dirigi a ela um sorriso torto.

Digamos que a noite de ontem havia sido um pouco agitada, e estávamos um pouco cansados.

“Sabia que você fica linda quando esta preocupada?” eu falei puxando ela para um beijo, ela vestia somente uma camisa minha, seus cabelos loiros estavam presos em um rabo de cavalo que tinham leves cachos loiros.

Eu estava somente com uma boxer, para não ficar meio tenso no meio da noite de uma irmã chega e d os dois nus na cama, não ia ficar legal.

Ela ficou em cima de mim me beijando docemente, eu queria ter uma vida longa com essa loira, mas no fundo eu sabia que algo ia dar errado.

Passei minha mão por dentro da camiseta, isso a fez gemer de prazer e ficar mole em meus braços.

Eu a coloquei debaixo de mim e comecei a fazer uma trila de beijos no seu pescoço enquanto minha mão explorava sua barriga e descia devagar para suas cochas, meu toque gelado a fazia gemer de prazer.

“BRUCE HOLMES! CADE A LUNA!?” alguém muito furiosa estava procurando por ela e a coisa ia ficar bem feia se essa pessoa entrasse no meu quarto.

“Shhh.” sussurrei baixinho e respondi sonolento, o que não era uma mentira.

“E EU TENHO QUE SABER? NASCI GRUDADO COM ELA?” berrei sonolento, a voz da freira parecia a da mãe do Howard de The Big Bang Theory.

“ABRE ESSA PORTA!” ela mandou e eu falei, já irritado. Ninguém mandava em mim.

“QUER ME VER SEM ROUPA!? VAI VE SE EU TO NA ESQUINA, PINGUIM DO CARALHO!” falei irritado e Luna me olhou assustada, eu já havia acordado meio estranho com o meu sonho, e agora tinha que ficar escutando a bosta da freira que eu nem sabia o nome.

“Garoto mal educado...” a freira disse saiu, eu estava tremendo demais, como se eu estivesse com frio e Luna havia se assustado com isso e não com o meu linguajar.

“Bruce, você está ficando quente... Ta tudo bem?” ela me perguntou e tocou no meu rosto e se assustou quando viu meus olhos. “Bruce, o que você tem?”

Isso sempre acontecia quando eu acordava, eu tinha uma rotina regrada para prevenir essa situação.

Meus olhos ficavam azuis claros, presas cresciam, eu começava a tremer feito um louco e ficava quente, minhas costas pareciam que iriam rachar e sair algo de lá.

Sai cambaleando da cama, eu estava sem forças e minha visão estava turva.

Todas as sete da manhã eu acordava e tomava algumas pílulas que eu havia ganho de um cara encapuzado, todo mês ele me trazia e não pedia nada em troca.

Procurei a caixa dentro do armário e enfiei a mão dentro da caixa de madeira, as pílulas eram soltas e quando eu esquecia de tomar na hora certa, eu tomava seis pílulas e desmaiava o dia inteiro.

Enfiei as seis pílulas pretas na boca e senti o gelo arranhar a minha garganta e a dor que vinha quando tudo começava a voltar ao normal, se eu acordo no horário, tomo três pílulas e volto a dormir assim eu acordo umas dez da manhã.

As mãos finas de Luna passaram pelas minhas costas que estavam trêmulas, meu corpo estava tremulo, meus olhos ardiam loucamente e minhas costas doíam demais, como se tivessem me dado uma tacada com um bastão nas costas.

“Que... Horas são?” falei baixinho por causa dos efeitos das pílulas que eram muito fortes e encostei minha cabeça na porta de madeira do armário.

“Duas da tarde.” Ela disse atenciosa e fechei os olhos enquanto a dor me deixava entorpecido, eu odiava esquecer-me de tomas essas merdas de pílulas.

“Eu vou ter que ficar no quarto hoje... Desculpa, anjo. Eu esqueci de tomar minhas pílulas hoje cedo...” falei sincero e ela me abraçou por trás e respirou fundo, aliviada e senti suas lágrimas rolarem por minhas costas que estavam latejando.

“Nunca mais me de um susto assim...” ela disse e eu soltei um riso fraco.

“Desculpe-me. Hoje eu terei que ficar sozinho. Desculpa anjo.” Eu falei e praticamente me arrastei para minha cama, eu não sabia o que acontecia se eu não tomasse as pílulas negras, e eu não sabia o que eu tinha e nunca havia contado a ninguém.

Eu estava fraco e envergonhado, principalmente por que ela era minha namorada e não era nada legal.

“Okay. Quando você estiver melhor, me chame.” Ela falou desapontada e eu simplesmente assenti e ela saiu do quarto só com a minha camisa mesmo, pois o quarto dela era perto do meu.

Deitei na cama e fechei os olhos, relembrando o olhar de assustada de Luna, eu me odiava e odiava tudo, os meus pais.

As pílulas estavam fazendo efeito, pois a dor começou lentamente a se dissipar, mas o efeito sonolento veio como um tiro e em menos de um minuto eu dormi como uma pedra.

“BRUCE!! AAAAHHH!!!”

Quando tudo ficou negro, o grito desesperado de Luna me despertou.

Notas finais
Reviews???