Notas iniciais
Ei, ei, ei gente! Quero começar aqui agradecendo a você que está lendo a fanfic, é a minha primeira adaptação e a minha primeira sobre Klaroline então vou tentar dar o meu melhor para que vocês gostem e acompanhem. Eu tive a ideia de começar a fanfic logo após ler o livro "The Temporary Wife" da Mary Balogh e durante toda a minha leitura eu pensava que seria um máximo fazer uma adaptação pra Klaroline, dito e feito aqui estou eu postando o primeiro capítulo, hha. Apesar de ser uma "adaptação" devo avisar que não irá seguir fielmente o livro ou os personagens de TVD/TO, então vocês podem perceber uma coisa ou outra que não seja da personalidade do personagem... Enfim, nos vemos nas notas finais. Boa leitura!

"É uma verdade universalmente conhecida de que um homem solteiro, em posse de uma grande fortuna, deve estar á procura de uma esposa" já dizia, ou eu deveria dizer escrevia, a saudosa Jane Austen. Klaus Mikaelson tinha muito orgulho em dizer que era solteiríssimo — logo após ter chutado a sua última namorada há dois anos atrás — e era também muito independente no que dizia relação à sua exorbitante fortuna criada com o esforço de seu próprio trabalho. Além disso, embora não fosse totalmente necessário, este homem solteiro em posse de grande fortuna, também possuía uma boa aparência: alto, loiro, forte, com adoráveis covinhas e penetrantes olhos verdes. Com toda a certeza um homem tão bonito e tão rico precisaria de uma esposa.

E tal qual dizia esse ditado, por mais sarcástico e espirituoso que posso parecer, Klaus Mikaelson estava em necessidade de uma esposa — o mais rápido possível. Ainda assim, ao invés de fazer um anúncio para encontrar uma esposa, ele decidiu que seria melhor anunciar que estava à procura de uma babá no lugar.

Para o anúncio ele usou o seu primeiro nome completo e o sobrenome de solteira de sua mãe — Niklaus Smith — e não o seu nome público de Klaus Mikaelson. Ele não fez nenhuma menção sobre quem era ou qualquer coisa relacionada ao trabalho, ele simplesmente queria uma babá e iria fazer uma entrevista com todas as candidatas ao emprego na manhã de sexta-feira e isso era tudo.

Seus amigos mais próximos, Stefan e Marcel, riram dele sem parar quando souberam do tal anúncio. Após incessantes brincadeiras sobre adoção de crianças à la Brangelina e processos de paternidade (não que ele tivesse qualquer criança bastarda por aí), foi Stefan Salvatore quem finalmente percebeu que o amigo estava falando sério desta vez e não fazendo graça como de costume.

– Klaus, isso é ridículo! – exclamou Stefan, após notar que seu amigo não estava blefando, em uma vã tentativa de fazê-lo ver a seriedade da situação.

– Eu não vejo o porquê de tanta agitação, o que é ridículo nisso tudo?– questionou Klaus com a maior simplicidade e seriedade que possuía.

– Você está anunciando que está à procura de uma babá e, como nós divertidamente estamos tentando lembrá-lo nas últimas duas horas, você não tem nenhuma criança! Você não tem nem animais de estimação. Você nem ao menos tem plantas.

– E...?

– O que você acha que essa pessoa ficará fazendo o dia todo?– perguntou Marcel.

– Não será o dia todo, todos os dias. Será somente o dia inteiro durante mais ou menos duas semanas.

Stefan o olhou como se ele estivesse bêbado ou maluco, ou os dois. – Eu estou tendo um mau pressentimento sobre isso. – murmurou baixo – O que você precisa tanto que essa pobre mulher fique fazendo pra você o dia inteiro durante duas semanas?

– Ser minha esposa!

Marcel espirrou toda a bebida que estava tomando na mesa. – Ser sua esposa? – Klaus levantou a sobrancelha como se não entendesse o motivo de espanto e Marcel murmurou pedindo uma confirmação. – Você vai se casar?

– Eu irei me casar. – confirmou.

Com um anel? – perguntou Stefan perplexo.

– Com um anel, um contrato e um registro junto à comunidade de Massachusetts.

– Klaus você não pode se casar com uma mulher que você anunciou no Google. – advertiu Marcel.

– Eu não anunciei no Google. – Marcel apenas lhe deu um olhar e Klaus se inclinou na sua poltrona – Por que não? – perguntou dando de ombros. – Eu não vou procurar por uma esposa em um bar e eu também não vou procurar por uma esposa em festas chiques que todo mundo odeia comparecer — e nem tente protestar, eu sei que você odeia. – cortou antes que Marcel pudesse o interromper. – Eu preciso de alguém pobre, quieto e obediente, mas que também tenha o mínimo de educação, classe e boas maneiras.

– Se você só vai precisar dela por duas semanas então porque ela precisa ser educada? – questionou Stefan.

– Se eu escolher alguém muito maltrapilho meu pai vai pensar que eu estou tentando irritá-lo.

– Você está tentando irritá-lo! – disse Marcel dando ênfase no “está”.

– Ele tem que comprar que eu realmente quero me casar com essa mulher. Ele sabe que eu ficarei entediado com uma mulher vulgar e sem classe e então vai presumir que eu vou chutá-la, isso não vai dar certo. – Klaus deu um suspiro profundo antes de continuar – Ele tem que odiá-la, mas acreditar que eu estou falando completamente sério sobre mantê-la ao meu lado. – explicou Klaus.

Stefan suspirou, correndo o dedo pela borda do copo de uísque – E então quem você vai escolher?

– Eu tenho a intenção de escolher alguém pobre, comum, formal, obediente e com alguma sorte recatada e moralista. Se ela for recatada e moralista o meu pai vai enlouquecer. – respondeu rindo.

Marcel estava olhando pra ele com uma meia torção nos lábios, com uma expressão de horror e incredulidade em seus olhos. – Você só pode estar brincando.

– Por que eu estaria?

– Por favor, me diga que você tem uma razão para estar fazendo tudo isso. – implorou Stefan.

Klaus suspirou. – Meu pai me mandou ir pra casa. Disse que agora que eu já tenho quase trinta anos é hora de começar a tomar conta dos negócios da família. Para ser franco, ele está péssimo de saúde e me quer instalado na cabeça de seu império e aquietado com mulher e filhos. E pra me dar um “empurrãozinho” nessa direção, ele convidou um velho amigo para vir até a propriedade Mikaelson, trazendo junto sua filha.

– Ele não pode te forçar a casar com ela – Marcel deu de ombros – E não é como se você precise do dinheiro dele. Nos nove anos que você saiu de casa, você sobreviveu. E nos primeiros sete anos você se tornou um multimilionário. Você não precisa seguir as ordens do seu pai. Você simplesmente poderia ignorar ele ao invés de armar todo esse circo. – continuou na esperança de colocar algum juízo na cabeça de Klaus.

– Sim, eu poderia. Ou eu poderia simplesmente ir para casa e me recusar a casar. Mas a minha vida toda foi sobre o que um bom e legítimo Mikaelson pode ou não pode fazer. E legítimos Mikaelsons se casam com mulheres que irão trazer status social, político e financeiro para a família. Casar com uma babá irá mostrar, se já não mostrou, que ele não pode me controlar. – disse simplesmente.

– Mas ele já controla você – apontou Marcel – O simples fato que você vai casar com alguém só para irritá-lo já prova que ele está mexendo com a sua cabeça. Fazer o oposto de uma ordem não te deixa livre, Niklaus.

Klaus franziu os lábios e em seguida encarou o rosto dos amigos com uma expressão brava. – E depois Nik, – continuou Stefan – casamento é um compromisso. Físico, espiritual, individual, social. Não é apenas um contrato legal. Se você se casar com a mulher mais maçante que encontrar, você vai ser infeliz. Pra sempre.

– Ela não vai atrapalhar a minha vida de forma alguma. – respondeu Klaus – Após estas duas semanas com o meu pai, eu irei pagá-la uma pensão para ir embora e viver sozinha; eu nunca mais irei vê-la. Ela é uma babá, e nunca mais terá que trabalhar na vida se quiser. Será muito confortável. – terminou sorrindo.

Stefan apenas balançou a cabeça em desaprovação Você não pode exilar a sua esposa, Klaus!

Klaus olhou sorrindo para seus velhos amigos. – Stef, como você bem sabe, poucas pessoas levam os votos de casamento a sério. Especialmente a parte do “até que a morte nos separe”.

– Isso não significa que você não deveria tentar um dia. – resmungou Stefan – E depois, o seu pai irá saber que você fez tudo isso para irritá-lo no momento que você se divorciar dela.

– Eu não pretendo me divorciar dela.

Marcel piscou – E então o que foi tudo aquilo sobre mandar ela embora para morar sozinha? – perguntou sem entender direito.

– Nós vamos viver separados, mas iremos continuar casados. É a desculpa perfeita pra mim. Eu estou cansado dessa roda interminável de relacionamentos sem sentido. Se eu me casar, eu não teria que deixar as pessoas ficarem me apresentando e tentando me arrumar encontros.

– Klaus! – Stefan exclamou exasperado. – E se você tiver filhos? Você não pode separar seus filhos da mãe!

– Não vai ter criança nenhuma! – disse horrorizado – Eu tenho um controle de natalidade cem por cento eficaz! – Marcel e Stefan apenas o olharam céticos sem acreditar no que o amigo dizia – Ela não pode engravidar se eu não transar com ela. Vocês se esquecem que eu não quero uma esposa-esposa. Eu só quero uma “deixe-meu-pai-louco” esposa. Se eu não tiver que falar com essa esposa, eu estarei satisfeito.

– E se ela quiser casar com outra pessoa? – perguntou Marcel.

– Serão apenas dez anos de casada comigo. Depois disso o meu pai já deve de ter morrido, e depois, ela estará sendo bem paga por esse tempo.

Marcel e Stefan apenas balançaram a cabeça em desaprovação, mas não disseram nada e Klaus soube que os argumentos haviam acabado.

Essa súbita ordem disfarçada de convite apenas mostrou que o grande Mikael Mikaelson jamais aceitou a independência do filho. Ele pensou que o filho simplesmente voltaria para casa. E por mais que Klaus odiasse ter que admitir, a sua rápida ascensão no mundo financeiro de Nova York não apagou a influência de seu pai completamente: o patriarca Mikaelson, sem dúvida, gostava do fato de que seu filho mais velho estava aprimorando suas habilidades financeiras.

O casamento iria enviar a mensagem que Klaus passou a vida inteira tentando enviar ao pai pela última década, a de que ninguém além de si próprio iria decidir sua vida.

Klaus esperou por respostas ao seu anúncio, que vieram rapidamente por e-mail, telefonemas e pelo correio. Alguns currículos ele rejeitou rapidamente como em "muito jovem" ou "muito velho" e logo chegou o tão esperado dia da entrevista de emprego, o dia em que ele iria conhecer sua esposa.

Ele entrevistou alguns candidatos até descobrir a sua candidata perfeita na quarta a entrar em sua sala. Caroline Forbes tinha como tom de cabelo um loiro comum que pairava categoricamente em torno a sua cabeça e parecia apagado sob as luzes da sala – não que houvesse muita luz, uma vez que ela escolheu ficar na parte sombreada da sala. Ele quase não a viu quando a mesma entrou e pareceu que essa foi uma escolha que ela mesma havia feito ao se mostrar a babá escondida no fundo, aquela que nunca iria tentar seduzir o pai ou causar problemas na família. Aquele havia sido um movimento calculado para provar um ponto.

– Caroline Forbes?

– Sim, senhor. – sua voz era tão suave que ele quase não ouviu, ela não levantou os olhos do chão em nenhum momento. Ela era pequena, provavelmente calçava 45 e sua altura, ou falta dela, foi acentuada pelas gastas sapatilhas pretas que a mesma usava. Klaus notou que na verdade havia um buraco em uma delas, onde ela havia cuidadosamente disfarçado ao aparar cuidadosamente os fios soltos e em seguida colocando um pedaço de pano preto no interior do sapato para tapar o buraco que havia. Sua camisa preta estava desbotada e gasta pela quantidade de vezes que fora lavada e o azul escuro de seus jeans já estava desgastado e de cor mais clara na altura dos joelhos.

Ela era perfeita. Seu pai ficaria horrorizado.

– Por favor. – ele acenou para a cadeira que estava a sua frente tentando ao máximo esconder o sorriso dos seus lábios por ter encontrado alguém que certamente faria não apenas o seu pai, mas a família inteira querer sair correndo ao conhecer.

Ela sentou-se em silêncio, e ele ficou surpreso e encantado ao vê-la sentar-se ereta na cadeira, com uma facilidade de alguém que estava acostumado a sentar-se desta forma. Ela cruzou as mãos em seu colo e olhou para frente, mas não diretamente para ele. Ele não tinha dúvidas, ela era exatamente a pessoa que ele estava procurando.

E foi assim que Niklaus Mikaelson encontrou sua esposa.

Notas finais
Bem, este foi o primeiro capítulo onde é mais uma introdução da história que irá ganhar forma a partir do segundo. Espero que vocês tenham gostado e que comentem para que eu possa saber suas opiniões, que são muito importantes pra mim!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.