The Teacher
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Notas iniciais
Algumas Semanas Depois.
— Hoje á noite não se esqueça
— Você está se repetindo.
Eu já falei que estaria aí.
— Ás 7h
A Voz do moreno sorria com entusiamo.
— Percy eu já entendi!
— Mas e sua Mãe?
— Vai jantar fora também.
— Com quem?
— Boa pergunta…
faz dias que ela anda muito sorridente
— Namorado novo?
— Não sei, será?
— Sua mãe ainda é jovem.
com certeza arranjou alguém…
— Nós vamos falar mesmo da minha mãe?
— Tem razão, então ás-
— Se voltar repetindo as horas do jantar
eu juro que dou uma tapa em você!
Resmungou ela arrumando os livros sobre a estante do quarto.
— Grossa.
Você gosta de comida picante?
— Mais ou menos…
pera você está cozinhando?
— Obvio eu falei que era eu quem fazia a comida
— Eu tenho de tomar cuidado
Desde que começei comendo aí, eu engordei bastante.
— Você devora minha comida
A risada preencheu o altifalante do celular.
— Minha mãe já notou até…
— É impressão minha ou tá passando terramoto aí?
— Arrumando o quarto,
é só caixas e livros por todo o lado
— Você é bagunçada,
muito mesmo.
Qual está sendo a sensação de ser adulta daqui a 4 dias?
— Não vejo diferença sabe
Tudo vai estar igual
— Verdade, mas mesmo assim,
você será adulta
— Igual a você.
— É igual a mim.
— Annabeth querida pode chegar aqui por favor? – uma voz gritou do andar de baixo fazendo a loira silenciar por uns segundos.
— Minha mãe tá chamando
— Vai lá. Até daqui a pouco.
— Até beijos
Annabeth desligou o celular pousando o monte de livros em cima da secretária, saindo do quarto. Desceu as escadas rapidamente encontrando uma pilha de caixas de cartão sobre a Porta.
— Querida – Atena surgiu carregando um monte de Livros sobre as mãos.
— Mãe o que é isso tudo?
— Coisas do seu pai, ele pediu para deixasse aqui para ele vir buscar mais tarde.
— Entendi, está desocupando o escritório?
— Desde de que seu pai saiu cá de casa ninguém o utilizou. – a voz de Atena soou num tom de indiferença – Já vou voltar a dar aulas, pensei que pudesse usar o escritório para mim.
— Quer ajuda? – Annabeth nem esperou que respondesse, pegando nos livros que estavam sobre os braços da mãe – Vai levar eles para onde?
— Vou colocar na estante mas preciso que me ajude ali a mudar uma estante, não estou conseguindo mover ela – Atena bufou com impaciência – As vezes acho que mesmo que mude tudo essa casa vai ficar sempre igual.
— Não diga isso, gostei da nova pintura – elogiou Annabeth olhando para as paredes da sala. Atena mandara pinta-las semanas depois de Frederick sair de casa. O Novo tom de bege se encaixava perfeitamente com as antiguidades que Atena havia coleccionado ao longo dos anos.
— Está bonita não está? – um sorriso sonhador cresceu nos olhos da mulher – Ah querida, depois irei passar no super mercado, a geladeira está vazia, quer vir comigo?
— Claro mãe… Ah você vai jantar fora essa noite certo?
— Sim… eu já havia avisado. – Atena desviou os olhos para o monte de caixas como se estivesse fugindo de algo. No entanto, era evidente um sorriso tímido que parecia querer saltar do seu rosto.
— Posso saber com quem? – Annabeth deu um sorriu malicioso.
— Um amigo.
— Um amigo? Que amigo?
— Você não conhece Querida – se apressou ela – vem me ajudar ou não?
— Vou claro que vou... – gargalhou a loira seguindo Atena que não conseguia evitar um sorriso a cada segundo.
***
A morena se espreguiçou bocejando cansada.
A sua mão penteou os cabelos rebeldes que lhe caiam sobre o rosto enquanto encarava o quarto branco. Um pequeno sorriso caiu no seu rosto.
Já era costume.
Pegou na camisa branca que ele havia deixado ali e caminhou até á cozinha vendo o loiro encostado sobre o balcão da cozinha.
— Acordou? – Jason sorriu – Tava indo levar café para você agora.
— Ótimo porque estou exausta.
— Você precisa de descansar, estar estudando todo o dia não é bom. – advertiu ele lhe entregando uma xicara de café bem forte – Você sabe que eu não me importo que estude aqui mas eu realmente estou preocupado com você.
— Meu pai é exigente, não posso me dar ao luxo de falhar de novo.
— Piper você reprovou um ano apenas, foi passado, seu pai já esqueceu isso.
— Você fala isso porque não viu a desilusão na cara dele – resmungou ela fixando o seu olhar sobre ele. Jason se mantinha apoiado sobe a bancada da cozinha vestindo apenas as jeans que usara horas antes. O peitoral atlético combinava perfeitamente com a barriga definida e os braços musculados que pareciam se contorcer cada vez que o loiro se mexia.
— Você é atraente – ela sorriu se encostando nele, sendo recebida pelo braço que rodeou a sua cintura a puxando para mais perto.
— Sério que você só reparou agora amorzinho? – os lábios finos do loiro tocaram sobre o seu ouvido – Passa as noites comigo e ainda não tinha olhado nem direito para mim?
— Deixa de ser babaca. – resmungou ela passando as mãos sobre a cintura do Grace.
— Hey eu queria falar com você.
— Sobre oquê?
— Eu vou ter que voltar a Boston por uns dias…
— Por quanto tempo?
— Uns 3 dias, minha mãe anda preocupada e eu quero garantir a ela que estou bem.
— Depois volta certo?
— Claro, aliás meu pai vem comigo. – falou Jason.
— Seu pai?
— É, eu contei para ele que não consegui nada coma Thália. Consegui vê-la mas ela praticamente correu comigo do pátio de sua casa. Por isso ele vem comigo, ele vai falar com a Senhora Grace e assim ela pode tentar convencer a Thália a falar comigo.
— Você está mesmo decidido em conhecer ela não é mesmo?
— Ouvi falar dela toda a minha vida, acho que preciso conhecer ela entende? Sentir que não fui uma escolha para o meu pai, que ele não quis abandonar ela para ficar comigo.
— Hey – as mãos de Piper tocaram na face do Grace – Jason seu pai ama você, e não é culpa sua o que aconteceu com Thália e a mãe dela.
— Isso é o que você diz.
— Jason…
— Piper, eu sei muito bem que o meu pai ficou com minha mãe só por causa de mim. Deixou a filha de 4 anos para ficar com a amante que engravidou acidentalmente. – resmungou ele se soltando dos braços da garota olhando fixamente para a janela onde varias pessoas caminhavam pela rua.
— Jason – a mão dela agarrou a sua, encostando o rosto sobre o braço dele — você é uma pessoa incrível, e quando Thália entender isso ela vai se arrepender de ter acusado você antes. -
— Quer sabe princesa? – os olhos azuis viajaram para os seus. O seu braço voltou a encontrar a sua cintura enquanto pressionava o seu corpo contra o dela – Estou completamente me borrifando para tudo isso. – A pegou ao colo enquanto a sentava sobre a pedra fria da bancada. — Que tal se a gente deixar de perder tempo com besteiras e concentrar-mo-nos no que é importante?
Um pequeno sorriso cresceu no rosto da Mclaen.
— E o que é assim tão importante?
— Nós – sorriu ele – Nós e nessa camisa que está me impedindo de ver você.
Piper sorriu. Os seus dedos tocaram nos botões da camisa desapertando o primeiro.
— Você quer que eu tire? – sussurrou baixinho.
— Quero muito – murmurou ele beijando cuidadosamente o seu pescoço.
— E se eu não tirar?
— Você vai tirar – ele sorriu enquanto apertava as coxas da namorada com vontade. – Se não eu tiro.
No entanto Piper o afastou encarando os olhos confusos do loiro. Saltou do balcão da cozinha e caminhou para o corredor.
— Então? – perguntou ela com um sorriso – Não quer vir tirar?
Jason gargalhou seguindo rapidamente a morena que saiu correndo até ao quarto.
***
— Certeza que não se importa de jantar sozinha hoje querida? Malcom estará na casa do Stuart e não queria deixar você sozinha – lamentou Atena enquanto entrava no carro branco.
— Mãe por amor de Deus não se preocupe – Gargalhou Annabeth – quem ouvir você falar pensa que nunca fiquei sozinha em casa. Além disso talvez fique em casa da Thália.
— Querida você não anda passando demasiado tempo em casa da Senhora Grace? – estranhou a mulher arqueando as finas sobrancelhas – Talvez é melhor eu falar com ela para agradecer todas as vezes que você fica lá.
— Não é preciso mãe, a Senhora Berly já falou que não se importa.
— Se é assim então agradeça a ela por mim. – sorriu Atena enquanto olhava para a estrada em movimento.
— Será que um dia você vai me falar quem é esse cara misterioso? – sussurrou Annabeth ao fim de um tempo.
— É um amigo Annabeth – sorriu Atena com descrição – Apenas um amigo.
— E eu não o conheço não?
Atena não respondeu continuando com o mesmo sorriso tímido no rosto.
— Já entendi que você não vai falar nada…
— E entendeu muito bem querida. Não tente bater sua mãe.
Annabeth sorriu.
Logo chegaram ao local, Atena estacionou o carro no parque quase vazio pegando na mala.
— Seu irmão é terrível – resmungou – Pedi que me avisasse quando faltasse comida em casa mas ele nada. Qualquer dia lhe tiro aquela consola de vídeo jogo.
— X-Box mãe.
— Seja lá o que for.
Annabeth riu abrindo a porta do carro enquanto olhava para a tela do celular.
“Annabeth você pode me enviar aqueles resumos da aula de História?”
— Pips.
“Não estou em casa, pede para a Thália enviei eles ontem”
—Anna.
“Brigado ♥”
— Pips.
— Querida me lembre de comprar aquele chocolate que seu irmão adora.
— Okay, você já pensou em fazer uma lista cada vez que vem cá?
— Oh por favor querida você sabe que eu não funciono com listas. – Sorriu Atena caminhando ao seu lado em direção á entrada. O supermercado era pequeno, o chão revestido de pavimenta escura reflectia as luzes brilhantes das lâmpadas. Mas, no momento em que as duas se preparavam para pegar num dos troles uma terceira figura surgiu.
— Dona Atena – a voz fez Annabeth arregalar os olhos. Os seu olhos se desviaram da tela do celular encarando Percy com surpresa. Vestia uma das suas camisetas brancas e o mesmo estilo de jeans azul que usava sempre.
— Senhor Jackson – Cumprimentou Atena.
— Dona Atena Já falamos sobre isso, eu insisto que me trate por Percy, afinal somos colegas – sorriu ele.
— Tem razão me perdoe. – Atena riu.
— Boa tarde Senhorita Chase – Os olhos verdes se viraram para a loira.
— Olá Senhor Jackson – Annabeth cumprimentou disfarçando o nervosismo.
– Compras para um jantar? – adivinhou a mulher de cabelos escuros.
— Er-Oh sim, um amigo vem me visitar e eu decidi fazer um jantar para o receber.
— Não sabia que o senhor cozinhava – questionou Annabeth com um sorriso divertido.
— Oh eu dou um jeito – riu ele – Me queiram desculpar, mas infelizmente está tarde e eu tenho que ir esperar esse meu amigo.
— Ah claro, claro não se preocupe. – sorriu Atena.
— Eu na verdade ia agora sair mas eu me dei conta que me tinha esquecido duma coisa importante – ele disse.
— Não se preocupe Percy – sorriu Atena – Aliás eu também estou atrasada, você vem Annabeth?
— Claro mãe, foi um prazer rever você Sr. Jackson.
— O mesmo Annabeth – ele sorriu – Até outro dia Dona Atena, e até amanhã Senhorita Chase.
— Até professor.
Percy voltou a entrar desaparecendo nos corredores.
— Ele é simpático – elogiou Atena.
— É legal.
— Bem querida, você pode ir buscar o sal e os temperos por favor?
— Claro mãe.
— Eu vou buscar o leite e vá ter comigo – afirmou Atena enquanto empurrava o carro na direcção oposta – Ah e traga aquele chocolate que o Malcom Gosta.
— Sim mãe.
A loira sorriu caminhando até ao ultimo corredor. Os seus olhos percorreram as prateleiras enquanto pegava nas saquetas de ervas e especiarias.
— Oi – alguém sussurrou atrás de si. Annabeth deu um pulo perante o sorriso divertido do moreno.
— Percy.
— Shhhhhh fale baixo – falou ele se colocando ao seu lado enquanto fingia procurar algo nas prateleiras.
— Que faz aqui? Pensei que estivesse em casa.
— Me faltou açafrão – bufou ele – Aproveitei e vim comprar algumas coisas que andavam fazendo falta.
— Açafrão – gargalhou ela baixinho – E ainda fala que não é mestre em cozinha.
Ele sorriu. Olhou para os lados, procurando ver se ninguém os via. Os seus lábios se aproximaram do seu ouvido.
— Espero você em minha casa okay? Não se atrase.
— Tudo bem – murmurou ela. – Agora é melhor em ir antes que alguém nos veja.
Um sorriso cresceu nos seus lábios. Os seus olhos voltaram a correr o espaço procurando não ser visto. Puxou a Loira rapidamente para perto dele dando um beijo rápido nos seus lábios.
— Fico esperando.
— Sim Sim agora é melhor ir, minha mãe já deve estar estranhando a demora.
De novo aquele sorriso surgiu no rosto dele. Deu uma piscadela para ele e por fim se foi deixando a loira com um sorriso frenético.
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