The Synister Side
2 Capítulo II – Hizaki...
Notas iniciais
xxx Hime-chan
O dia estava terminando já passavam das quatro da tarde quando bateram na porta Aoi me escondeu atrás de uma cortinha de veludo e seda e mandou a pessoa entrar. Eu consegui enxergar ainda que precariamente uma mulher linda. Fiquei encantada com a mulher que apareceu, cabelos cacheados dourados um belo vestido e a delicadeza de uma princesa.
- Mandou me chamar Aoi... Espero que não esteja querendo quebrar regras... – A Mulher disse com uma voz grossa então eu me dei conta de que aquilo lá era o que eu conhecia como transformista. Mas era um bem bonito.
- Hizaki eu preciso da sua ajuda o que você vai querer em troca? – Aoi impaciente disse para a mulher com nome de homem.
- Minha ajuda no que? – Uma voz masculina saiu de dentro da bonequinha que Hizaki era.
Aoi tirou a cortina pesada se cima de mim e então Hizaki me analisou de cima a baixo.
- Achei que você não brincasse com a sua comida, Aoi... – Hizaki disse rindo como uma criança. Eu estava apavorada com aquele travesti mais bonito que eu.
- Não é minha. O Uruha trouxe e... Ele quer que você limpe, vista e tudo que você possa e deva fazer pra que isso pareça de longe com uma de nós. – Ele disse se referindo a mim como se eu não fosse alguém.
- E o que eu ganho com isso? – Hizaki perguntou se abandando com seu leque de cor púrpura.
- O que você quer? – Aoi disse rolando os olhos. Hizaki riu perverso.
- Quero seu sangue! – Ele fechou o leque de uma só vez me assustando.
- O que você só pode estar brincando?Se lembra que isso é proibido? –
- Quero que me deixe sugar seu sangue... – Ele riu maligno e seus olhos branquearam rapidamente. – O que tem demais em uma troca de sangue inocente como essa? É o meu preço! -
- Faça o que tem que fazer e eu te dou um pouco do meu sangue. – Ele concordou contrariado.
- E que garantia eu tenho? – Hizaki olhou incrédulo.
- Tem a minha palavra eu não sou como você! – Aoi falou levantando Hizaki no ar pelo pescoço mostrando seus caninos.
- Não precisa ficar nervoso, eu farei o que quer. Solte-a! – Hizaki disse e Aoi obedeceu me deixando ir com a mulher/homem.
- Não consigo entender por que Uruha ainda não te matou... – Hizaki disse me guiando pela mão. – Qual é o seu nome chérrie? –
- Hajimemashite Sugiyama Yuzuki... – Falei baixo com muito medo.
- Vou cuidar de você. – Ele bagunçou meus cabelos com Hideki fazia com a Chii. (Chobits \\o/)
- Você é um travesti? – Perguntei curiosa com muito medo, mas muito mais curiosa.
- Travesti? Claro que não! Eu sou homem. Oras que pergunta idiota Chérrie! Eu sou crossdresser, gosto de me vestir assim. – Ele respondeu como se isso o impedisse de gostar de homens.
- Isso não é muito comum de onde eu venho. –
- Não seja preconceituosa Chérrie... Senão você vira comida. – Seus olhos ficaram brancos e voltaram ao tom azul normal. – Vamos cuidar de você. – Ele sorriu e me levou para um banheiro. – Tire as roupas! –
Não me movi.
- Mandei você tirar a roupa! – Ele vociferou.
- Não posso você é homem! – Retruquei como se isso não fosse obvio.
- Quanto puritanismo. Tire logo as roupas, para quem vai morrer em menos de um mês está muito exigente!Tire logo! Se não tirar eu vou aí e tiro!-
Preferi não contrariar, tirei as roupas de costas.
Hizaki se aproximou e começou a me lavar, estava me esfregando com força como se fosse tirar a minha pele.
- Vou ter que esfregar mais forte para disfarçar seu cheiro Chérrie. – Ele disse jogando água sobre mim e esfregando com mais força.
Eu estava constrangida morrendo de vergonha eu simplesmente não podia crer que estava sendo esfregada por um homem vestido de mulher. Quando o banho terminou Hizaki me levou para seu closet que, diga-se de passagem, era maior do que o apartamento que eu vivia com a minha mãe.
- Vamos vestir você... – Ele disse me sentando numa cadeira Luiz XVI.
Hizaki tinha um closet enorme cheiro de coisas vitorianas e muitas delas autênticas e outras feitas sob encomenda para que ele continuasse utilizando ao longo dos anos.
- Quantos anos você tem? – Perguntei ainda receosa.
- Quanta falta de educação perguntar isso. Tenho 2500 e poucos. Mas com carinha de 20. – Ele respondeu rindo de leve. Hizaki tinha bom gosto, mas ainda sim torturante. Ele colou meias com liga, botas de cano longo, saias e armações para aumentar o quadril, além de quase me matar sufocada de tanto apertar ao máximo o espartilho. Depois penteou meu cabelo fazendo cachos, e uma maquiagem poderosa para disfarce e depois um perfume muito forte.
- Creio que isso resolve para disfarçar você. – Ele sorriu avaliando sua obra. -
– Domo Arigatou Hizaki-senpai. –
- Acho que não basta... – Rolou os olhos e se sentou comigo na cama segurando minhas mãos meigamente. – Vamos aprender como falar ok Chérrie. Primeiro de tudo, Não use sufixos de respeito [N/A: não sei bem como definir isso] Nós nos tratamos por... Apelidos, o nome que ganhamos depois de algo como uma iniciação ok. Não sei explicar direito o porquê, mas como pesquisar o passado por aqui é uma coisa... Complicada a gente apenas aceita. –
- Hai! – Acenti.
- Segundo ande como se você fosse mais rica, mais poderosa, mais velha do que todos por aí. Ande com arrogância, pareça arrogante, soe como o ser mais insuportável do mundo, mas seja boa e gentil com todos que você gostar. Seja sarcástica, irônica, e outras coisinhas do tipo, coisas comuns em vampiros. –
- Hai! –
- E mais importante. Faça a linha calma, não fique sob nenhuma circunstância irritada. –
- Naze? –
- Vampiros são naturalmente irritáveis e quando ficam irritados mostram suas presas, mas você não tem presas! –
- Compreendo. –
- Acho que é isso. Ah e sempre, sempre fale difícil. Escolha um idioma pra pegar palavras de efeito emprestadas. Você vai soar mais genuína. Você ficou linda Yuki-chan. – Ele disse e pegando minha mão foi me guiando de volta para o quarto do Aoi.
- Terminei Aoi, agora é sua a parte do trato que falta a ser cumprida. – Ele disse sorrindo perverso.
- Sua coisa maligna me espere no seu quarto as vinte e três horas em ponto. – Aoi disse expulsando o outro do quarto.
- Esperarei. – Hizaki saiu do quarto deixando-nos novamente a sós. Aoi me circulou novamente analisando o trabalho da moça que era moço fez.
- Acho que vai dar para despistar alguns por algum tempo. – Ele disse passando o dedo no meu rosto e certificando-se que a maquiagem que Hizaki colocou para que eu ficasse mais pálida não sairia com facilidade. – Ainda preciso ver como diminuir sua temperatura... – Concluiu retoricamente. – Está com fome eu vou sair pra caçar posso te deixar em algum lugar... –
- Não seria demasiado incomodo para você ficar me pajeando como se eu fosse criança? – Eu disse tentando agir como Hizaki me ensinara.
- Que bom aquilo te ensino como se comportar. Recompensá-lo-ei por isso. – Ele disse tocando levemente os próprios lábios. – Não tenho escolha prometi ao Uruha que cuidaria de você, e você não tem carro. – Ele riu pegando a chave com uma mão e a minha mão com a outra.
-xx-
Estávamos no carro, mudos, esperando chegar a qualquer lugar para nos distanciarmos. Eu não o odiava, mas não queria ficar num carro com um vampiro faminto.
- O que você quer comer? –
- Deixei minha bolsa lá. Hizaki disse que ela não combina com nada além de ser de muito mau gosto. -
- Eu pago. – Aoi disse me olhando de canto.
- E você tem dinheiro? – Perguntei chocada.
- Claro acha que só por que eu vivo a margem da sua sociedade decadente eu sou um bandidinho? Um ladrãozinho? Eu tenho dinheiro, nós vampiros temos muito dinheiro, temos trabalhos além de ter acumulado fortuna através dos séculos. – Ele disse um tanto exaltado.
- Perdão meu senhor. –
- Gomen nee é que... — Ele começou a falar uma coisa, mas parou, seus olhos castanhos ficaram rubros. – Não importa. – Voltou a se concentrar na estrada.
À medida que nos afastávamos do castelo eu sentia Aoi ficar mais faminto e pelo que me consta meu cheiro não estava ajudando eu o via apertar o volante e acelerar mais enquanto seus olhos mudavam de cor e suas presas apareciam.
- Não acha que abrir as janelas melhoraria a circulação do ar e assim você sentiria menos o cheiro do meu sangue? -
- Está com medo de que? Que eu pare o carro e te sugue até não restar uma gota de sangue se quer pra contar história? –
- Eu não deveria? –
- Meu clã segue um principio. A lealdade. Eu prometi ao Uruha que cuidaria de você. Cuidar de você inclui te vestir, te alimentar, te esfriar e tudo mais, mas não inclui te matar... Uma pena por que você cheira a algo mais do que Bentou fresco. Cheira a perigo, uma armadilha pronta. E pelos meus conhecimentos sobre meu amigo... Ele caiu como um patinho, só espero que eu não esteja totalmente certo de minhas desconfianças. – Ele disse e eu assustei-me ainda mais, suas presas estavam cintilando e seus olhos também ele precisava comer, e logo.
- Ainda não disse o que quer comer. – Ele disse se recompondo isso é recolhendo as presas.
- Tanto faz escolha o que for melhor pra você. Você que vai pagar e é você que está para ter um troço. –
- Então posso comer primeiro? – Ele perguntou na esperança de que eu concordasse.
- Onegai! – Eu disse tentando manter a classe.
Ele me soou aliviado. Quando chegamos à cidade ele estacionou em qualquer lugar que tinha movimento.
- Vou comer. Você não vá a lugar nenhum. Ah claro que não vai o carro não funciona com você. – Ele gargalhou divertido.
- E se você demorar como vou me distrair? – Eu disse quando ele estava prestes a me deixar só.
Ele me olhou incrédulo, mas pegou do bolso de sua calça de couro algo que eu assimilei a um Ipod.
- O que é isso? – Perguntei quando ele estendeu a mim.
- Ué um Ipod o que mais? – Ele colocou na minha mão e saiu.
Eu não esperava que vampiros fossem assim tão tecnológicos. Para vovôs sanguessugas eles estavam bem avançados.
-Vamos ver o que a peste rastejante do Naraku ouve. – Falei sozinha no carro e ri do meu comentário. Aoi me surpreendeu e muito. Na verdade ele ouvia coisas que eu mesma era fan e também ouvia coisas que nunca ouvi, mas eram igualmente boas.
- Se divertindo? – Ele disse já sentado no banco do motorista.
- Mas... como... Voc... mas... Não estava... A um segundo... Como chegou aqui sem que eu percebesse? – Perguntei depois de muito tentar formar uma frase coerente.
- Sou um vampiro esqueceu? Sugar sangue não é a única coisa que eu sei fazer. – A última frase soou com duplo sentido, mas preferi ignorar. – Agora vamos cuidar de você. – Ele disse e acelerou.
Chegamos ao centro mais movimentado da cidade então ele parou no Aragawa. Aragawa era o primeiro da lista dos dez restaurantes mais caros do mundo pisar lá já custava caro imagine comer ali.
- Não podemos comer aqui! – Eu disse me colando ao banco.
- Nande? É o melhor restaurante da cidade. –
- Primeiro eu nunca sequer me imaginei entrando aí, pelo menos não sem estar casada com um milionário. Segundo não sei me comportar aí dentro. Terceiro nunca poderia pagar. Quarto nunca vi você comer o que os humanos chamam comida. Quinto não estou vestida para a ocasião. -
- Que bom que acabaram as desculpas senhora Shiroyama. – Ele saiu do carro e abriu a porta para mim. – Aliás, para mim você está linda. — Não deu o carro para o manobrista já que este não era vampiro. Entramos no restaurante a hostess impecável nos analisou de cima a baixo e sorriu meigamente.
- Senhor e Senhora? –
- Shiroyama! — Ele disse sorrindo sedutor. –
- Não estão na lista, tem certeza de que fez uma reserva senhor Shiroyama? – A moça de cabelos impecavelmente amarrados em um coque disse sorrindo polidamente tentando disfarçar que estava olhando o homem ao meu lado.
- Claro que sim senhorita certeza absoluta. Lembro do dia no dia três do mês passado disseram que só teriam vaga para hoje e aqui estamos. – Aoi confirmou, mas pelos meus conhecimentos era mentira.
- O que está acontecendo Sakura-san. — O homem mais velho com cara de chefe apareceu.
- O Senhor Shiroyama disse que fez uma reserva mês passado, mas não consigo achá-los na lista senhor. –
- Me desculpe o constrangimento senhor e senhora, eu tenho algo para vocês. – O homem nos levou até uma mesa perto da janela. – Fiquem a vontade. – Ele disse e saiu.
- Como fez isso? – Perguntei curiosa.
- Clientes que tem dinheiro podem tudo. Escolha o que quiser senhora Shiroyama. — Ele riu zombeteiro, mas ainda assim me pareceu quase feliz por me chamar assim. –
- Por que Shiroyama? – Perguntei
- É o meu sobrenome. – Ele disse brincando com as velas.
- Mas... –
- Não vou te contar mais nada humana. Escolha logo não pode demorar meus superiores estão no encalço de todos.Principalmente no meu. – Ele disse pegando o cardápio.
Eu fiz como ele pediu. A comida era maravilhosa e o atendimento perfeito. Depois de pagar a conta voltamos para o carro.
- Foi muito caro? – Perguntei constrangida.
- Já gastei mais do que isso com coisas que não valiam nada. – Ele me ajudou a fechar o cinto e voltamos para o castelo. – E além disso você não vai pagar. -
- Sabe quando o Kou volta? –
- Quanta intimidade hein... Eu não sei ninguém sabe além da Jyou e do Kirito, mas eles não vão contar. –
- Que são esses? –
- Kirito e Jyou são os guardiões desta parte do Japão. Eles são chamados assim por que tem mais de 3000 anos de vida após a morte, vamos chamar assim, sabem todos os segredos da nossa espécie e toda a história. –
- Quantos são? –
- Agora são cinco Gactk-senpai, Mana-sama, Kamijo-sama, Kirito-sama e Jyou-senpai antigamente também era guardiões o Mikaru e o Ai, mas existe uma longe história secreta sobre a derrocada deles. –
- Eles... –
- Te matariam se soubessem que está vivendo entre nós e pelos rumores os outros três estão vindo para cá. Uruha está arriscando a sua vida, a dele e a de todos nós. – Ele disse e eu senti meu sangue gelar.
- Aoi... –
- Hai. –
- Posso te perguntar uma coisa? –
- Hai. –
- Por que o Hizaki quis o seu sangue? –
- Não é da sua conta. -
- Posso te perguntar outra coisa então? –
- Hai. -
- Por que ontem você me beijou e depois me bateu. –
- Idem. –
- Aoi... –
- Ahn? –
- Só mais uma coisa... Eu posso confiar em você? –
-Pode! – Ele disse depois de pensar um pouco mesmo assim eu me senti mais confortável, agora eu sabia que ele não iria me matar, pelo menos não enquanto Uruha não dissesse que devia.
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