The Swan Sisters Saga
56 Capítulo 4 - Os Hale
Notas iniciais
E aí, meninas? Com saudades do resto do Clã???
Escrevi alguns capítulos para vocês saberem o que eles andaram aprontando nos últimos anos, tá?
Espero que gostem!!!
_ Emmaaaaaaaaaaaa??? – Rosalie Hale gritava ao pé da imensa escadaria de mármore branco. Não houve resposta, então ela fez um pequeno esforço para que suas passadas ficassem audíveis e ressoassem pelo longo corredor até o último quarto à direita – Emmanuelle Lily Hale! Abra já essa porta! – um estrondo precedeu o enfurecido rosto de Rosalie no quarto — Emmaaaaaaaaaaaa?!??
Outra porta teria de ser trocada.
_ Ah! Mãe! De novo?
_ Droga, Emma! – Rose disse tirando o pó da madeira estilhaçada que agora cobria seu terninho Channel — Por que é que você precisa usar um volume tão alto para ouvir essas suas musicas, hein? Elas já não são barulhentas demais? Estou te chamando há quase meia hora!
_ RRRock and Roll, mamis! Rock and Roll! – Emma disse antes de voltar a tocar sua bateria imaginaria – Boas músicas foram feitas para se ouvir no volume máximo. Tá tururum tátá tum!
_ Oh, Emma, você ainda vai acabar me deixando louca. – Rosalie disse, balançando a cabeça em negação — Meu Deus! Olhe para este quarto. Como você consegue fazer tanta bagunça? Venha me ajudar a arrumar isso. – um jato de ar circulou pelo quarto arrumando e organizando tudo pelo caminho, antes que o som ácido da voz de Rosalie voltasse a ser ouvido — Pegue aquelas roupas imundas e leve-as para a lavanderia. Melhor, jogue-as no lixo! Sua tia Alice vai surtar quando vir o quão velhas elas estão.
_ Hummm... – Emma resmungou, levantando-se lentamente para atender ao pedido de sua mãe.
_ Vamos, vamos! Seu pai e Sam já devem estar chegando! – então um bip soou baixinho pelo quarto — Wow, mas que barulho foi esse?
_ Nada — Emma voltou correndo para a cama e baixou o visor de seu laptop. Um sorriso sapeca invadiu seu rosto.
_ Você estava falando com EJ de novo, não estava?
_ Ahn... nãããão... – ela respondeu sorrindo de canto — Você já ouviu falar em inclusão digital, mãe? Sabe... hoje em dia, todo mundo tem internet e eu tenho muitos amigos virtuais, se você realmente quer saber... — Emma blefou tentando desviar a atenção.
_ Arran... sei! Ah, bebê... eu sei o quanto você e EJ se amam, mas vocês precisam entender que ainda são muito jovens para um relacionamento tão sério.
_ Jovens? Mãe?! – Emma retrucou levantando suas mãos para o alto – Eu já tenho quase sessenta anos! Desde quando isso é jovem?
_ Para um vampiro, você não passa de uma criança, Emma.
_ Mas para um humano, eu já deveria ter até netos! – Emma respondeu jogando-se sobre a cama dramaticamente — Até bisnetos talvez...
_ Não vamos discutir isso de novo, vamos? – Rosalie suspirou profundamente tentando manter a calma e desviou — Sua tia Alice e seu tio Jasper já estão chegando e eu não acho que eles gostariam de ser recepcionados com essa sua cara de manha...
_ Eu nunca faço manha! – Emma respondeu fazendo um biquinho.
_ Calma, bebê. Tudo tem seu tempo... — Rose disse sorrindo e se inclinou para alcançar a testa de sua filha dando-lhe um doce beijo maternal
_ Mas eu amo o EJ, mãe... – Emma murmurou – E eu não entendo por que temos que esperar tanto tempo para ficarmos juntos. Não existe outro. Nunca vai existir!
_ Eu sei, eu sei... mas o que são mais alguns cem anos quando se tem a eternidade inteira pela frente?
_ Papai? – o olhar pedinte indicava que Sam estava prestes a fazer outra tentativa.
_ O que foi Sam? Eu conheço essa sua carinha e já vou dizendo, a resposta é NÃO! Além do mais você acabou de voltar... se eu te deixar sair para uma outra viagem com sua tia, sua mãe vai me matar! Afinal, você ficou quase dois meses fora, princesa. Não estava com saudades do seu pai?
_ Ah, pai! É claro que eu estava! – Sam disse ao abraçar Emmett, e lhe encheu o rosto de beijos – Eu estava morrendo de saudades do meu papai! Mas você nem sabe o que eu ia dizer. – depois falou emburrada, voltando para o banco de trás do carro.
_ Samantha Leah Hale, você é minha filha e não existe ninguém nesse mundo que te conheça melhor do que eu. Então, desembucha logo e me diz o que você quer dessa vez!
_ Ai, credo, pai! Eu só queria te contar sobre a última tribo que tia Alice encontrou, mas se você não quer saber... – Sam blefou, fechando a cara.
_ Humm... mais transformos Alice?
_ Sim Emmett! – Alice falou suavemente, fazendo Emmett relaxar no banco do motorista e se sentir mais a vontade, mesmo ainda “costurando” pela tumultuada via expressa que levava até o porto de Auckland – Mais alguns... as melhores que já encontramos até agora, não é mesmo Jazz? – disse animada ensaiando seus pulinhos habituais.
_ Claro, claro, amor! O Japão foi realmente interessante. Emm, brow, você não vai acreditar nas habilidades que aquelas Kitsunes possuem!
_ Kit... o que? – Emmett perguntou procurando o olhar de Jasper pelo retrovisor.
_ KI TSU NES! As raposas da Floresta de Aokigahara! – Alice respondeu irritada com a zombaria de Emmett. Então, percebendo que a dúvida ainda permanecia no rosto de seu irmão, ela continuou explicando — A floresta de Aokigahara, aos pés do Monte Fuji, no Japão, ficou conhecida por um fato mórbido. No século 19, Aokigahara foi um dos lugares onde as famílias mais pobres abandonavam crianças e idosos. Já no século seguinte, desde os anos cinqüenta, mais de quinhentas pessoas entraram na floresta, também conhecida por Mar de Árvores, para cometer suicídio. Supostamente, tudo teria começado depois que Seicho Matsumoto publicou o romance Kuroi Jukai (O Negro Mar de Árvores), que termina com um dos personagens entrando na floresta para morrer. Desde então, cerca de trinta corpos são encontrados anualmente.
_ Ahn... sei... – Emmet franziu o cenho por um instante e logo continuou — KI TSU NES de Aokigahara, hã?!? – ele imitou Alice aumentando o tom de zombaria em seu rosto naturalmente infantil.
_ Ah, agora você esta interessado, né papai?
_ Humm... não muito. Na verdade, não. Nunca tive muito interesse nessas coisas! – disse Emmett piscando para Jasper – Então, Jazz... como foi o vôo de vocês? Por que não vieram pelo oceano? Afinal, o Japão fica a um pulo daqui!
_ O que? – Alice interrompeu aos berros — Você não está sugerindo que nós viéssemos literalmente nadando pelo oceano, está Emm? E como você sugere que eu trouxesse as minhas coisas? Minhas roupas? Meus sapatos? Oh! E as minhas jóias?
Jasper, Emmett e Sam sorriram com o iminente “chilique” tão típico de Alice.
O iate atracou no deck que completava a fantástica paisagem da ilha dos Hale. A ilha era espetacular, ficava a quase 500 quilômetros distância de Auckland, cercada pelas águas límpidas do Oceano Pacífico. Rosalie não poupou esforços para construir seu pequeno castelo e assim fez algo que representava exatamente o tamanho de seu conhecido ego. Ela mesma havia projetado toda a infra-estrutura da ilha com alguma ajuda de Esme, Janet e Alice. Assim os abastados Hale viviam numa espécie de resort particular localizado numa ilha paradisíaca com 21 quilômetros de praias desertas, cercada por coqueiros centenários e imensos jardins tropicais.
O complexo aquático por si só já era imenso, com duas piscinas de águas naturais, uma em cascata e outra com raia de natação e toboágua para Sam e Emma. Havia ainda um bosque com muitos animais silvestres, lagoas, inúmeros jardins e uma cachoeira. Duas quadras de tênis iluminadas, duas de squash, e ainda uma quadra poli esportiva, um imenso campo de Golf com 18 buracos, Fitness Center com sala de musculação, saunas seca e a vapor, massagens e até um salão de beleza particular. Os raros convidados dos Hale podiam desfrutar ainda do salão de jogos, trilhas ecológicas, pista de Cooper e alguns esportes náuticos — esqui, caiaques, hobby cat, windsurfe, lanchas, escuna, pesca e mergulho – Emmett havia adquirido um gosto peculiar por peixes, em especial grandes tubarões brancos que habitavam aquelas águas. Aeroporto particular e até heliponto faziam parte da residência dos Hale, mas normalmente só eram utilizados por seus familiares nas reuniões anuais que o Clã tradicionalmente realizava.
O ronco do motor reverberou nas estruturas do transatlântico em miniatura e anunciou a chegada de Emmett, Sam, Alice e Jasper.
_ Sam! Sam! Sam! – Rose chamou e saiu em disparada ao encontro de sua filha – Você cresceu bebê?
_ Ai, mãe! É claro que não, né mãe? Eu parei de crescer tipo... há uns cinqüenta anos atrás, lembra? – Sam disse revirando os olhos e provocando risos em todos.
_ Mas parece que foi há tanto tempo... – Rose ignorou a falsa desfeita de Sam e lhe cobriu com um forte abraço, em seguida se virou — Alice Cullen! Você NUNCA MAIS vai levar NENHUMA de minhas filhas nessas suas aventuras tolas, você me ouviu?
_ Ah, relaxa, Rose! Foram só duas semaninhas de atraso... e eu fiz Sam ligar todos os dias, não fiz?
_ Huff... – Rose bufou e em seguida puxou Alice para seu encontro – Venha aqui sua maluquinha! – enchendo sua pequena irmã de beijos e abraços
_ Oi mana. – Emma chamou por Sam, seus braços abertos em larga expectativa – como foi a viagem?
_ Oh, Emma! – Jasper ainda cobria Emma num caloroso abraço quando Sam num pulo alcançou sua irmã – Você nem sabe! Tenho tantas coisas para te contar, não é mesmo tio Jasper? – ela então sorriu e cochichou baixinho – Nate foi me ver...
_ Ahn? Serio? Mas como?
_ Shhh! Depois te conto tudo. – Sam sussurrou enquanto lançava uma piscada de cumplicidade para Jasper – Eu prometo.
“Tio” Jasper era o preferido das irmãs Hale, suas fantásticas historias de vampiros recém criados sempre fascinaram Sam e Emma; a própria historia de vida de Jasper já era por demais interessante. Ele e Alice eram o único casal do Clã Swan ainda não comprometido com as responsabilidades familiares e, portanto o supra sumo no quesito “aventura” para a geração mais jovem; principalmente para as irmãs Hale, que ao menos uma vez a cada década tinham a permissão de seus pais para acompanhá-los numa dessas loucas viagens pelos confins do mundo.
Notas finais
CAPÍTULO CAPÍTULO BETADO PELA MARAVILHOSA BELLS MASEN!!
THANKS BELLS!!!
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