The Swan Sisters Saga
85 Capítulo 33 - Salvadora? Eu?
Não sei quanto tempo se passou, mas eu finalmente consegui recobrar a consciência. O sol já raiara, mas seus raios não chegavam até mim. Meus olhos levaram mais tempo para se adaptar ao breu do que eu desejava e minha cabeça girava sem parar. Eu pude visualizar Damon, ele estava deitado no chão sobre a poça de seu próprio sangue que se espalhara por uma boa área da caverna. Seu corpo tão rasgado quanto suas roupas estava imóvel e por um momento eu me perguntei se ele ainda estava vivo. Ele estava tão imóvel que poderia estar morto.
_ Damon?
Ele levantou a cabeça e eu mal pude discernir o que eram seus olhos, seu rosto ensangüentado e distorcido pela dor, mas ele estava consciente.
_ Ivy. – ele respondeu – Eu sinto muito, não era assim que deveria ser...
_ Onde ela está? – perguntei rápido e baixinho procurando por qualquer movimento que delatasse o inimigo.
_ Katherine e Elena saíram há algum tempo. Não sei onde foram. – dor enchia sua voz – Me desculpe... eu... eu... – pela primeira vez desde que nos conhecemos vi Damon gaguejar – eu não queria que você passasse por isso.
_ Não foi culpa sua, Damon. Mas eu pensei que você fosse me trair...
_ Eu também... – ele brincou – Elas estão voltando – depois anunciou como se estivesse se preparando para o fim – Eu sinto muito.
_ Agora... chegou a sua vez, Damon... – Katherine se aproximou falando descontraidamente – Lembre-se que foi você que escolheu isso, amor...
_ Deixe Ivy ir.
_ Deixe Ivy ir! Deixe Ivy ir! — Elena “piriquitou” com sua voz infantil irritante.
_ Eu ainda não decidi como vou fazê-lo – Katherine continuou, ignorando ambos – Acho que vou deixá-lo queimar, já tem luz suficiente para isso, você não acha El?
_ O sol já raiou e Damon não tem mais seu anelzinho protetor... – Elena disse deixando um anel prateado cair de suas mãos, nele, um rubi tintilhou tão vermelho quanto o rubi do colar que adornava seu pescoço. – Acho que sem ele você vai virar cinzas rapidinho, não vai?
_ Sai fora, Elena, sua vadia! E pensar que eu cheguei a considerar te amar algum dia... onde eu estava com a cabeça? Certamente nunca imaginei que você se tornaria tão patética como uma vampira.
_ Elena não é uma mera vampira como as criaturas que você criou, Damon querido. Essas pragas que se consideram soberanos e se procriam como pestes são reles imortais inofensivos e fracos. – Katherine disse cutucando o anel de Damon no chão com a ponta de seu dedão – Eu fui mais esperta que você, como sempre, e transformei Elena em uma nosferatus como eu, como nós eu quis dizer...
_ Nosferatus não são criados, eles simplesmente nascem.
_ Você é mais inexperiente do que imaginei... não tenho mais motivos para esconder meus segredos, já que eles morrerão com vocês – Katherine riu – Elena compartilha meu sangue... tanto o humano como o imortal agora.
_ Elena é sua descendente e você a alimentou com seu próprio sangue nosferatus... faz sentido.
_ Eu sei! Só um tolo não pensaria nisso.
_ Mas por que, Katherine? Por que você quis Elena a seu lado? Eu pensei que você a odiasse... por... porque Stefan e eu nos apaixonamos por ela...
_ É claro que fiquei enfurecida com isso! Mas, ainda assim, Elena era a escolha mais óbvia, você não acha? Eu pensei em deixá-la naquele rio congelado e só a dor que causei em vocês já foi inebriante, mas ai eu vi que ela simplesmente havia passado pelo mesmo sofrimento que eu passei, ver você e Stefan lutando e se odiando por toda a eternidade e nada do que fizesse podia evitar isso... então resolvi deixá-la viver.
_ Para te servir – Damon completou com o sarcasmo de sempre.
_ Hummmm... — Elena grunhiu.
_ Falando nisso... eu pensei em outra opção para você, me diga o que acha disso. Eu pensei em cortá-lo em pedaços e vê-lo sangrando até morrer. Eu gosto de assistir essas coisas, sabe? – Katherine começava a se empolgar levando Elena ao delírio enquanto vomitava suas idéias macabras de como matar Damon – Já sei! Eu vou te sugar o suficiente para apenas manter sua consciência para que você veja enquanto mato ela!
_ Excelente, excelente! – Elena vibrava enquanto ela e Katherine rodopiaram dançando por toda extensão da caverna.
Foi então que eu senti meus movimentos voltando aos poucos, enquanto Katherine e Elena ensaiavam uma valsa eu testei minha força movendo meus pés devagar para que não percebessem. Acho que Katherine estava tão eufórica que relaxou a magia que fazia meu corpo imóvel.
_ Que idéia exc...
_ Agora!
Sem mesmo saber o que fazia, eu joguei meu corpo contra Katherine com tudo que restava de minhas forças e o impacto derrubou nós duas. Senti o “craque” da cabeça de Katherine contra o chão e depois senti uma dor dilacerante invadindo meu corpo todo. Era como uma dor de estomago, só que mais forte. Um bilhão de vezes mais forte.
_ Ivy! – Damon gritou.
Antes que eu pudesse me levantar vi os olhos de Katherine se focando em mim, sua boca distorcida de raiva abriu-se num grunhido ensurdecedor e então senti os dedos gélidos de Elena agarrando-me pelos cabelos. Katherine se levantou e fechou o punho, eu quase pude ouvir o som de metal sendo dobrado, eu antecipei a dor que ela me causaria e só ela quase me derrubou novamente.
_ NÃO SE ATREVA KATHERINE! – duas vozes em uníssono ecoaram pelo lugar. Eram vozes cristalinas e imponentes, pareciam compartilhar a origem, mas diferiam num tom quase imperceptível e enchiam o ar de poder.
Bem abaixo da clarabóia que se abria no teto da caverna surgiram duas figuras que resplandeciam luz. Eu pude sentir a mudança no ar, como se de repente houvesse... esperança. Eram duas mulheres, pareciam duas deusas na verdade, com seus cabelos longos e esvoaçantes, pele perfeita e olhos dourados profundos que emanavam calma e sabedoria, a pele delas parecia emanar uma luz na semi-escuridão. Agora, eu já não podia dizer se a luz que preencheu todo o interior da caverna vinha do sol que se refletia nelas ou se a luz emanava delas. Senti os dedos de Elena afrouxando meus cabelos. A minha frente, Katherine se tencionou, seu corpo se curvou em clara posição de ataque e o desgosto era mais do que evidente em seu rosto. Ela grunhiu e começou a se afastar.
_ As irmãs Swan! – eu disse num expiro de completo alívio.
_ Suas irmãs... – elas disseram juntas – Levante-se agora, Ivy. Junte-se a nós e ocupe seu lugar ao nosso lado.
Eu obedeci, minhas forças restauradas como num passe de mágica e multiplicadas em centenas de vezes, eu podia sentir faíscas saltando de minha pele enquanto caminhava para aceitar a mão de minhas irmãs.
E foi com um simples toque que tudo explodiu. Senti minha pele formigar e meu coração palpitar tão rápido que pensei que ele sairia pela boca. Tudo estava claro e calmo. Eu me senti feliz porque o medo havia ido embora. Aquilo tinha sido ruim, tinha me machucado. Mas a dor havia ido embora e nada doía agora. Era como se eu flutuasse, me sentia leve e forte. Eu sorri confiante.
A energia e a luz que emanava de Bella e Angel me completava e toda minha vida fez sentido naquele momento.
Fale com o autor