The Swan Sisters Saga
3 Capítulo 2 - Nathan, Renée e Charlie
Notas iniciais
Aqui, Nathan, agora mais experiente, conhece Renée e se apaixona. Mas, motivado por esse amor, Nathan decide deixá-la e simplesmente observar sua vida mudar. o destino junta Charlie e Renée e assim nascem Bella e Angel.
Depois de alguns anos vivendo em Toronto, eu decidi que era hora de me mudar novamente. Comprei uma pequena fazenda perto de Vancouver e vivi tranquilamente por um tempo, eu estava lentamente me familiarizando a conviver em meio aos humanos. Mas um dia eu conheci Renée — a criatura mais linda que eu já tinha visto. Ela tinha apenas dezenove anos e era uma menina americana cheia de energia e de bondade. Renée estava tirando um ano de folga antes da faculdade para visitar alguns de sua família, e pesquisar sobre sua árvore genealógica. Ela estava hospedada com alguns parentes distantes que viviam no Canadá, alguns dos quais dizia serem \"paranormais\". Ela ria quando me disse \"Algumas velhas histórias de bruxas e outros contos de fadas...\" Fiquei deslumbrado, fascinado, e posso mesmo dizer obcecado por ela.
Eu sabia que logo chegaria o dia em que eu teria de deixar a Renée, mas eu seria capaz de deixá-la ir, depois de ter conhecido tanta beleza e perfeição? No entanto, o destino tomou esta decisão por mim, quando Jean Vincent e outros da Loup Garou vieram para a tão prometida visita. Apesar de meus esforços, Jean descobriu sobre Renée e concluiu que ela representava exatamente o tipo de risco que o Clã não poderia correr.
Renée foi julgada e condenada, sem ao menos saber, mas eu não podia permitir isso. Resolvi fugir com ela para os Estados Unidos. Depois de vários dias de fuga, eu finalmente decidi deixá-la ir, seria mais seguro para ela sem mim. Não havia maneira sensata de explicar a situação a Renée, sem contar-lhe toda a história da minha vida. Então, eu só disse que eu estava cansado de sua companhia. Renée, é claro, se recusou a acreditar e me pediu para continuar ao meu lado, mas eu persisti e a convenci de que ela não era mais desejada. Eu dei-lhe algum dinheiro e disse a ela para voltar para a casa de seus pais em Washington. Renée ficou devastada, mas foi mesmo assim. Seguindo-a por todo o caminho, me certifiquei que ela chegasse em casa segura e longe do perigo. Eu tinha me prometido que seria só dessa vez, mas eu quebrei minha promessa várias vezes e permaneci por perto por muitas semanas.
Quando Renée finalmente foi para a faculdade, fez novos amigos e teve vários namorados antes de conhecer Charlie Swan. Ele tinha acabado de se formar na academia de polícia. Ele era um jovem brilhante, sua carreira parecia muito promissora. Charlie queria mudar o mundo — ele certamente tinha a força e a coragem para fazê-lo ou pelo menos tentar. Mas o que realmente importava para mim era que Charlie estava completamente apaixonado por Renée. Eu sabia que Renée seria feliz com ele. Por mais que me doesse vê-la feliz com outro, eu sabia que essa era a escolha certa.
Desconsolado, eu viajei pela América Latina. Fiz novos amigos e também encontrei antigos companheiros. Voltei para os Estados Unidos e acabei em Seattle, onde encontrei Theodore e Janet Leaf. Ambos tinham se tornado médicos, mas Janet não exercia a profissão. E para minha surpresa, eles já não caçavam humanos, mas trabalhavam para salva-los e ajudá-los. Eu permaneci em Seattle como seu convidado e pude aproveitar um pouco de sua companhia novamente. Um dia, acompanhando Theodore em seu trabalho, fui a uma pequena cidade chamada Forks, em Washington. Theodore, agora um obstetra, estava acompanhando um caso de gravidez de alto risco. A mulher em questão tivera vários abortos, mas agora estava grávida de gêmeos. Ela estava muito chateada e com medo de perder os bebês. Theodore era o seu médico em Seattle – durante o tratamento para infertilidade — e se ofereceu para continuar seu tratamento em Forks. Mas ele também queria investigar algumas lendas sobre lobos enormes que aparentemente habitavam este canto do país.
\"Você acredita que existe uma outra família aqui?\" perguntei-lhe, \"Oh, não! Eu duvido. Eles parecem diferentes, uma espécie de híbrido, talvez.” \"Você realmente acha que é possível?\" \"Eu não sei... Talvez”.
A idéia era fascinante e eu pude entender o que motivou Theodore. Mas eu nunca tive muito interesse no mundo místico, muito menos agora que eu mesmo era um monstro. Deixei Theodore no trabalho por um tempo e decidi caminhar pela pequena e nebulosa cidade. De volta ao hospital no meu caminho para o estacionamento, eu avistei Renée, fazia quase dez anos desde a ultima vez que a vi. De inicio, eu pensei que estava ficando louco, mas então dei uma outra olhada e sim, realmente era ela. Minha Renée. Ela estava radiante e parecia feliz, ainda mais bonita que eu podia lembrar. Então notei algo diferente nela, algo que nunca havia passado pela minha mente, Renée parecia... grávida! Renée estava grávida. Grávida de um filho de Charlie! Um turbilhão de sentimentos surgiu em mim. Senti ódio, inveja, e começava a sentir pena de mim mesmo, quando me dei conta de que Renée era a paciente de Theodore. De repente, as palavras de Theodore vieram a mim \"gravidez de alto risco.\" Entrei em pânico. Ela não podia morrer! Eu não poderia perder minha Renée novamente. Eu sabia que não podia suportar isso. Não assim, não de novo. Eu não poderia deixar isso acontecer. Isso não iria acontecer.
No caminho de volta para Seattle eu contei a Theodore minha história — como eu havia vivido durante o tempo em que estivemos separados e sobre o meu fascínio por Renée. Já em casa, após muita discussão e algumas considerações, Theodore e Janet concordaram que a melhor coisa que eu poderia fazer por Renée era deixá-la livre.
\"Você sabe que não pode dar a ela o que ela precisa. E você também sabe que se interferir em sua vida novamente, um dia, Renée terá o mesmo destino que nós ou ainda pior. Você realmente acha que isso é o que você quer para ela? Se você a ama, vai deixá-la viver a vida da maneira que deveria ser\", Janet disse-me.
\"Eu sei\", disse eu, derrotado. Sinceramente, sabia disso. Eu não tinha o direito de acabar com a sua vida. E eu não podia dar-lhe a mesma vida que o destino havia me dado. Mas eu também sabia que não conseguiria me afastar de Renée agora. Comprometi-me em ficar por perto, somente observando até o parto. Então, quando tivesse certeza de que Renée estaria bem, eu a deixaria novamente e nunca mais retornaria.
Naquela época Renée chorava muito, mas sempre conseguia esconder seu desespero de Charlie. Eu cheguei a pensar que Charlie era um idiota por não ver o quanto Renée sofria. Mas então percebi a forma como ele olhava para ela; em seus olhos desolados, eu vi que ele estava perdido. Charlie estava sentindo o mesmo medo que eu sentia. Eu quase senti pena dele. Mas ao menos ele tinha Renée, ele podia pegar sua mão, segura-la em seus braços de uma forma que eu nunca poderia fazer. Então eu compreendi o significado dos meus sentimentos. Não era pena, era inveja. Eu queria o que ele tinha! Ele tinha o que eu nunca poderia ter!
Na noite de 13 de setembro de 1989, das matas onde me escondia, eu ouvi um estalado forte. Algo batendo no chão. Renée gritava de dor. Logo em seguida, Charlie apareceu com Renée se debatendo em seus braços. Ela havia caído da escada. Charlie deveria saber que atrapalhada como Renée era, escadas nunca seriam boa idéia. Ela era como um imã para acidentes. Ele a colocou no banco traseiro do carro da polícia e dirigiu como um louco para o hospital. Eu os segui o mais perto que pude antes de ligar para Theodore, pedindo-lhe para vir e ajudar. Ele assentiu e não fez perguntas. Naquela noite Theodore estava em Port Angeles e no instante em que Charlie chegou ao hospital, ele já estava lá esperando por eles.
Renée foi levada às pressas para a sala de operação. Uma das costelas de Renée havia sido fraturada, causando uma intensa hemorragia pulmonar. Theodore rapidamente começou a cirurgia, uma cesariana seria necessária. Pela janela em que eu espiava, pude ver o primeiro bebê nascer. Era grande e saudável. Seu coração batia forte e rápido.
\"Isabella... Deixe-me vê-la...” engasgou Renée. Charlie também estava lá, segurando a mão de Renée, \"Sim, meu amor! Nossa Bella\", ele disse orgulhoso, erguendo o bebê para que Renée pudesse vê-la.
O parto do segundo bebê demorou um pouco mais. Quando ela deixou o corpo Renée ela não chorou, não se mexeu, parecia sem vida. As enfermeiras vieram e levaram-na imediatamente e logo começaram a reanimação. A segunda criança não estava respirando e eles tiveram que entubá-la. Renée chorava muito, \"Angel! Minha Angelique!” ela gritou e depois suplicou “Charlie ajude-a!\", mas Charlie parecia paralisado. Em seguida, Renée desmaiou, ela tinha perdido muito sangue. Charlie foi retirado da sala e os assistentes começaram a trabalhar para salvar Renée.
Eu não agüentava mais. Aquilo foi demais para mim. Eu simplesmente comecei a correr. Tentando fugir daquele lugar, apenas querendo fugir da dor.
Já estava quase amanhecendo quando eu finalmente consegui me acalmar e decidi voltar para o hospital. Desta vez, entrei e logo vi Charlie ao telefone, \"Maria Swan, por favor? Arrrr... oi mãe. Sim, sim... humm... não. Ela teve uma parada cardíaca, mas ela está estável agora. O médico não falou, mas...” ele estava fazendo um grande esforço para não chorar, \"Bem, os bebês não estão em melhor estado... Não, não, mãe! Bella está bem, mas Angel... ela demorou um pouco mais para nascer, sofreu insuficiência respiratória. Eu não sei! Não sei de nada, mãe!\" sua mão tremia, e embora eu não conseguisse ouvir som algum, eu sabia que Charlie estava desabando.
Uma curiosidade mórbida tomou conta de mim, eu precisava ver aqueles bebês, os bebês de Renée. Então, sem entender o porquê fui procurar as meninas. No berçário eu vi Isabella. Ela dormia tranquilamente, estava rosada e parecia forte. Isabella tinha os olhos de Charlie e também seus cabelos, mas seu rosto era certamente de Renée. No canto direito, na incubadora, eu pude ver Angelique. Elas eram idênticas, mas Angelique ao contrario de Isabella, parecia fraca e doente. Ela era tão pequena e frágil. Eu automaticamente me inclinei para tocar seu rosto angelical quando ouvi um som irritante, um ruído agudo e persistente, seguido pela voz desesperada de Charlie “Nããão! Renée, eu quero ficar com ela, me soltem! Eu preciso... Renée!\" as palavras de Charlie despertaram algo em mim. Eu estava tão perdido que o ódio tomou minha mente. Eu percebi que Charlie era a razão da minha miséria. Ele tinha feito isso com ela. Isso é tudo por causa dele. Eu odiava Charlie Swan! Tudo em que eu podia pensar era matá-lo. Embora soubesse que Renée ficaria perdida e sozinha sem ele. Então, eu consegui me conter.
Uma comoção teve inicio no hospital. Pessoas corriam para o quarto de Renée. Em meio ao tumulto, eu senti uma coisa quente e suave tocar meus dedos. Eu olhei para baixo e descobri que era Angelique. Ela segurava um de meus dedos com tanta força que parecia que estava me implorando para segurá-la em meus braços. Eu não pude me controlar e assim o fiz. O calor que emanava daquele pequeno corpo, uma criatura tão inocente, tão bela, tão impotente. Então eu instantaneamente soube: ela era minha!
Obcecado em tomar Angel como minha filha, um elaborado plano tomou forma em minha mente em questão de segundos. E apesar da ansiedade, eu consegui me conter por mais alguns dias. Naquela época o hospital de Forks ainda não passava de um simples ambulatório, bastante precário, na verdade. Os casos mais sérios eram encaminhados para Port Angeles ou Seattle. Eu me aproximei de uma das enfermeiras, Bernadeth. E através dela, descobri como funcionava a rotina do local; estava particularmente interessado nos horários das trocas de turno das quatro enfermeiras que trabalhavam no hospital. Bernadeth também me contou que Theodore finalmente havia convencido Charlie a encaminhar Reneé para a unidade de tratamento intensivo do Hospital de Seattle, onde ela teria mais chances de sobreviver e se recuperar do trauma causado por seu parto complicado. E foi aí que vi uma brecha.
Theodore era apenas o médico auxiliar. Dr. Frederic, um idoso senhor, era o médico responsável por todo o hospital. Mas ele atendia em sua clinica particular localizada na cidade de Port Angeles, a oitenta quilômetros de Forks. E só era chamado à Forks em caso de emergências.
Alguns dias se passaram, e eu vi quando a ambulância partiu levando Reneé e Charlie para Seattle, deixando as duas infantes sob os cuidados das enfermeiras locais. A mãe de Charlie ainda não havia chegado e Theodore os tinha acompanhado. Meu coração se apertou e senti que ele poderia se desfazer em mil pedaços enquanto observava Reneé sendo acomodada na maca da ambulância; seu corpo inerte e sem vida estava envolto em tubos e intermináveis fios, a única coisa que a mantinha viva.
Naquela mesma noite, eu convidei Bernadeth para um encontro. E mesmo ainda muito abalado com os recentes acontecimentos, eu não encontrei dificuldade em fingir o flerte durante o jantar. E facilmente consegui que ela tomasse um pouco de vinho. Inescrupulosamente, eu observei enquanto seus reflexos iam diminuindo. Por fim, eu me ofereci para levá-la até o hospital onde Bernadeth renderia a outra enfermeira e concluiria seu turno até a manhã do dia seguinte.
Era muito tarde da noite quando entramos na pequena recepção. Havia apenas duas enfermeiras lá, mas Bernadeth ficaria sozinha para o plantão da madrugada, não fosse o vigia e o zelador.
O vigia era um senhor de idade avançada que mal conseguia se manter ereto na cadeira, e quando não estava papeando logo caía em um sono tão profundo que mesmo uma bomba jogada aos seus pés não seria capaz de acordá-lo. Já o zelador era um jovem bastante distraído que vivia com um chamativo fone de ouvido amarelo acoplado em sua cabeça. Era o cenário ideal e eu não perdi minha chance. Enquanto Bernadeth se recompunha no banheiro, eu me dirigi até o berçário. Isabella estava adormecida, mas Angelique estava desperta e atenta. Ela brincava com a manta que lhe cobria o corpo quando eu me aproximei e toquei seu belo rostinho. Ela sorriu para mim e assim apagou qualquer duvida que ainda restava dentro de mim. Charlie poderia ficar com Reneé e Isabella, mas Angelique seria minha para sempre. Angelique seria meu pedaço de Reneé, que eu tomaria para mim e protegeria por toda sua vida.
Ainda determinado em concluir meu plano, eu tomei o pequeno bebê em meus braços e rumei para a saída, mas antes deixei que Angelique se despedisse de sua irmã. Eu a levei até o berçário de Isabella e toquei lhe o rosto levemente, então ela despertou e deixei que ambas trocassem um ultimo olhar. Isabella ergueu os bracinhos em direção a Angelique e ameaçou chorar.
\"Shh... Isabella, não se preocupe. Eu vou cuidar bem dela. E você... cuide de sua mãe por mim, ok?\"
Mesmo antes que Bernadeth voltasse do banheiro, eu consegui escapar sem maiores problemas. Passei pelo vigia que já roncava em uma das poltronas da recepção e pelo zelador, ainda perdido em uma de suas ruidosas musicas.
Eu corri, fui para longe daquele lugar! Com minha doce Angel em meus braços.
Notas finais
CAPÍTULO BETADO POR PROJECT TEAM BETA!!
PTB,
THANKS!
YOU GUYS ARE AWESOME!

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