The Swan Sisters Saga

42 Capítulo 41 - Velhos Amigos


\"Velhos

EPDV Bella

- Especiais... esses pequenos... — Tanya meditou — difícil de resistir...

- Uma família muito talentosa — Eleazar murmurou enquanto andava. Seu ritmo estava ampliando; ele relampejava da porta para Carmen e voltava a cada segundo — um leitor de mentes, um transformo, e depois qualquer que seja a mágica com que essas crianças nos enfeitiçaram. Eu imagino se tem um nome para o que eles fazem ou se é a norma para mestiços e híbridos. Se algo assim pudesse ser considerado normal! E para terminar ainda temos duas irmãs. Gêmeas e opostas, uma vampira e uma lob... – ele pausou a tempo de se corrigir – uma she-wolf! Dois escudos como matriarcas!!

- Desculpe — Edward disse numa voz atordoada. Ele reagiu e apanhou os ombros de Eleazar como se ele estivesse quase se virando novamente para a porta — do que você chamou minha esposa?

Eleazar olhou para Edward curiosamente, seus passos maníacos esquecidos por um momento.

- Um escudo, eu acho. Ela está me bloqueando agora, então eu não posso ter certeza.

Eu fitei Eleazar, minha testa vincando confusa. Escudo? O que ele quis dizer sobre eu estar bloqueando ele? Eu estava parada aqui perto dele, não estava defensiva de forma alguma.

- Um escudo? — Edward repetiu confuso.

- Vamos lá, Edward! Se eu não posso lê-la, eu duvido que você possa, então. Você pode ouvir os pensamentos dela agora? — Eleazar perguntou.

- Não — Edward murmurou — mas eu nunca estivesse apto a isso. Nem mesmo quando ela era humana...

- Nunca? — Eleazar piscou — Interessante... isso indicaria um particular poder latente, já que se manifestava tão claramente até mesmo antes da transformação. Eu não posso achar uma forma através do seu escudo para ter uma opinião sobre isso tudo. Apenas que ela deve estar crua ainda... ela tem só alguns meses de idade, não tem?

O olhar que ele deu a Edward agora era quase exasperado.

- E, aparentemente, completamente ignorante do que ela está fazendo. Totalmente inconsciente. Irônico. Aro me enviou através do mundo procurando por tais anomalias, e você simplesmente topou com isso por acidente e nem sequer tem idéia do que tem — Eleazar balançou sua cabeça em descrença.

Eu franzi as sobrancelhas.

- Do que vocês estão falando? Como eu posso ser um escudo? O que isso sequer significa? — tudo que eu podia imaginar em minha cabeça era um ridículo traje de armadura medieval.

Eleazar inclinou sua cabeça para um lado enquanto me examinava.

- Suponho que fomos excessivamente formais sobre o assunto na guarda. Na realidade, categorizando talentos como subjetivo, trabalho casual; cada talento é único, nunca exatamente a mesma coisa duas vezes. Mas você, Bella, é absolutamente fácil de classificar. Talentos que são puramente defensivos, que protegem alguns aspectos do portador, são sempre chamados de escudos. Você alguma vez testou suas habilidades? Bloqueando alguém além de mim e do seu companheiro?

Levou alguns segundos, apesar de quão rápido o meu novo cérebro funcionava, para eu organizar a minha resposta.

- Só funciona com certas coisas — eu disse a ele — minha cabeça é meio… privada. Mas não impede que Jasper seja capaz de mexer com meu humor ou Alice de ver o meu futuro...

- Puramente uma defesa mental — Eleazar acenou para si mesmo — Limitada, mas forte...

- Aro não podia ouvi-la — Edward interrompeu — ainda que ela fosse humana quando se encontraram.

Os olhos de Eleazar se alargaram.

- Jane tentou me ferir, mas não conseguiu — eu disse — Edward acha que Demetri não consegue me encontrar, e que Alec não conseguiria me incomodar, também. Isso é bom?

Eleazar, ainda boquiaberto, acenou.

- Um pouco.

- Um escudo – Edward disse com profunda satisfação saturando seu tom – então é por isso que ninguém nunca conseguiu penetrar na mentes delas?

- Delas? Angel também? – Eleazar cada vez mais entretido perguntou – você não consegue “ler” a mente de Angel?

- Não! Nunca consegui.

- Humm...

- E elas possuem uma forma única de se comunicar... telepatia!

- Vocês? – os olhos bem abertos de Eleazar alternavam entre Angie e eu – vocês...??

- Arran...

- Inacreditável! Vampiros, lobisomens, transformos – ele encarava maravilhado cada um de nós conforme detectava nossos dons — leitor de mentes, escudos... persuasão telepática, mimetismo empático... e este inesperado pequeno hibrido!! Que surpresa agradável! – Eleazar se aproximou de Jake e sinalizou pedindo a permissão para toca-lo – extraordinária criança! O que mais você pode fazer?

Nate sorriu e levantou suas mãozinhas em direção a Eleazar, que sem hesitar o tomou em seus braços de mármore.

- Obrigado pequeno... é muito bom ter minha habilidade restaurada! Agora eu me ponho a perguntar... será que você já possui total controle de seu dom? Você já fala?

- Como assim Eleazar? Do que você esta falando?

- Oh! Edward... seu sobrinho é um fantástico neutralizador de habilidades! Não me diga que você também não sabia disso?

Vi meu rosto refletido no rosto de Angie: branco. Edward, Jake e Seth boquiabertos. Eleazar sorria ruidosamente mostrando seu fascínio e continuou.

- Antes, eu não pude detectar a ligação entre as gêmeas, pois Nate estava anulando minha habilidade. Nunca imaginei que isso poderia ser reversível, mas como agora o bebê obviamente esta mais relaxado – Nate brincava com a longa barba de Eleazar – ele me permitiu voltar a “sentir” suas áureas...

- Ele?? – Jake simplesmente esqueceu sua repulsa e se aproximou de Eleazar — Nate bloqueia poderes?

- Sim... e como bloqueia...

- Como uma evolução das habilidades da mãe e da tia. Essa criança representa a esperança... – Tanya concluía metodicamente.

- Sim! – e Carmen adicionou – Nate é a prova viva de que todos nós podemos conviver em harmonia... que ainda existe uma chance para a Paz...

...

A casa parecia um verdadeiro “parque de horrores” – conforme as palavras do próprio Jake. Mais e mais vampiros, velhos amigos e alguns conhecidos de longa data dos Cullens, apareciam com o passar dos dias. E todas às vezes a surpresa e desconfiança inicial davam lugar ao encanto e fascínio causados pela natureza extraordinária de nossos pequenos milagres: Nate, Nessie e EJ.

O futuro agora parecia um pouco mais promissor e talvez, se tivéssemos sorte, nós ainda teríamos uma chance contra os Volturi.