The Surprise
17 Yesubai
Notas iniciais
Enxuguei uma parte das lagrimas e me levantei. Fui ate onde tinha vindo o grito e Ren veio atrás de mim. Vi uma garota atrás de um tronco, ela estava aparentemente assustada. Usava roupas com aparência antiga. Tinha cabelos longos e bem pretos, e seu cabelo estava preso em um penteado que eu nunca tinha visto antes.
-Oi?! Tudo bem?
-Kyā hō rahā hai? Maiṁ kahām̐ hūm̐? – ela falou em outra língua, parecia em hindi (gente é só a escrita fonética ok)
Quando olhou para nós, vi seus olhos violetas. “Yesubai!!”
-Ren, o que ela falou? Não consegui entender...
-Ela está assustada, não sabe onde está – respondeu
-Gente o que aconteceu aqui....? – Kishan chegou e foi diminuindo o tom da voz assim que viu Yesubai
-Gente... – fui até Kishan e segurei Damon – vão lá ajudar ela, eu fico aqui com Damon.
Kishan foi até Yesubai e a ajudou a levantar. Ela estava com os olhos bem arregalados e sua respiração era bastante rápida.
-Kishan! Kyā yahām̐ kyā hu'ā? Maiṁ kahāṁ sē milā? –ela falou rápido
-Yesubai, calma – falou Kishan tentando acalma-la, mas visivelmente ela não entendia nada.
Ele começou a falar em hindi e ela foi ficando mais quieta. Ren os olhava e resolveu se intrometer na conversa e falou mais algumas coisas. Então voltou para perto de mim.
-Kishan estava perguntando o que tinha acontecido antes de ela vir parar aqui. Segundo ela, estava no jardim de nosso castelo quando de repente tudo ficou muito claro e ela veio parar aqui.
-Então... Sr. Kadam enviou Lokesh para algum lugar e por isso ela veio parar aqui?
-Possivelmente, é uma hipótese muito boa. Mas o que eu não entendo, é o por que dela ter vindo – ele fez uma pausa – alguma coisa não está se encaixando...
-Ren, depois pensamos nisso – olhei para o lado e vi o corpo de Sr. Kadam – acho que agora temos coisas muito piores para nos preocupar... – lagrimas voltaram a brotar dos meus olhos.
-Não chore Kells – Ren me abraçou – eu sei que vai ser difícil para todos nós a partir de agora, mas temos que ser fortes.
Concordei com a cabeça. Ouvimos um barulho de helicóptero sobrevoando por perto. Quando chegou mais perto de nós, consegui ver que em seu interior estava Nilima. O helicóptero pousou perto de onde estávamos. Nilima saiu correndo de dentro dele veio até nós.
-O que aconteceu aqui? – ela perguntou
Não tive forças para responder, meus olhos encheram de lagrimas e olhei para o lado, onde Sr. Kadam estava. Quando ela olhou, deu um grito e correu até lá. Ela se jogou ao lado de seu corpo como se não acreditasse que aquilo tinha realmente acontecido. Ela levantou-se e veio até nós.
-Foi aquele demônio que fez isso?
-Sim – falei baixo
-Ele vai pagar, pode não ser pelas minhas mãos, mas ele vai ter o que merece! – ela falou com um tom de raiva em sua voz
-Calma Nilima, e não é só isso... – a voz de Ren foi morrendo e ele olhou para onde Yesubai e Kishan estavam
Nilima viu Yesubai e quase teve um treco. Ela arregalou os olhos e sua expressão mudou de “assustada” para “muito assustada”.
-Quem é ela?
-Yesubai... – falou Ren
-M-mas como?
-Ainda não sabemos... – falei
-Temos que ir... – Nilima estava com os olhos cheios de lagrimas – vamos para o helicóptero e... tragam a garota.
Ela voltou para o helicóptero. Pedi ao lenço que fizesse cobrisse o corpo de Sr. Kadam. Como em uma tumba egípcia. Entramos no helicóptero devagar. Yesubai arregalou os olhos quando o helicóptero levantou voo. Sua expressão era de pavor. “Pensando bem, viajar 300 anos no tempo e ainda entrar num objeto imenso que voa, sendo que nunca deve ter voado na vida... acho que a expressão dela não poderia estar de outra forma”.
Eu olhava para o “sarcófago” em que Sr. Kadam estava e lembrava todos os momentos bons que havia passado com ele. Deitei minha cabeça no ombro de Ren e acabei adormecendo.
Acordei com Ren cutucando meu braço.
-Kells, acorde. Chegamos.
-Ahn? Que? Como? – eu ainda estava atordoada – onde estamos?
-Em casa...
Desci do helicóptero. Eram duas da manha já. Damon estava dormindo, então o levei para dormir em meu quarto. Ren e Kishan levaram o corpo de Sr. Kadam para o dojo, e Nilima levou Yesubai para a biblioteca.
Quando desci para ver como as coisas estavam, vi que Nilima tentava ensinar algumas coisas a Yesubai, mas ela parecia não estar entendendo nada.
Me joguei na poltrona e fiquei la por alguns minutos. Quando os garotos voltaram foi o tempo exato que alguem tocou a campainha. Era Murphy, o antigo piloto de Sr. Kadam.
-Ér... bom, desculpem o incomodo. Mas Sr. Kadam para eu vir este horário para cá entregar-lhes este envelope – ele estendeu a mão e entregou um pequeno envelope branco para Ren, o envelope estava bastante cheio pelo que parecia – alguma coisa está acontecendo? Vocês todos estão com umas caras de enterro que até da medo... onde meu velho migo está? Queria falar com ele...
-Ele está morto – falou Nilima e começou a chorar outra vez
-Ah! Meus Deus! Mas o que causou isso? – perguntou Murphy espantado
-Apenas uma tragédia... –falou Ren tentando manter a calma – estamos todos abalados com isso... imagino até como o senhor esteja se sentindo.
-Deve ser uma perda e tanto para vocês... meus pêsames.
-Não precisa se preocupar com a gente –falei com um sorriso fraco
-Bom, ele também me pediu para que os levasse ate um ponto... ou melhor um lugar. Ele falou que vocês saberiam o que fazer quando chegassem la. Pelo que sei, está tudo explicado nessa carta.
Ren foi ate a mesa, eu e Kishan o acompanhamos. Ele abriu o envelope e la tinham vários papeis, ou melhor, cartas do Sr. Kadam. Ren abriu a primeira.
-“Gostaria de ser enterrado em um simples caixão de madeira, em uma sepultura perto da dos pais de Ren e Kishan. Um terno passado está pendurado no cabide do closet”
Eu estava atordoada demais para poder continuar ouvindo a carto de Sr. Kadam. Minha cabeça pesava, era como se estivesse uma nevoa grossa sob ela. Em certo momento Kishan veio até mim e me abraçou.
-Não se preocupe Kells. Segundo ele falou ali, Murphy vai nos levar para a selva onde nos conhecemos. Na carta do Sr.Kadam, ele escreveu que seu caixão já está lá. Ele gostaria de ser enterrado perto do jardim de Deschen, então ele seria lembrado no lugar onde nossas vidas se tornaram um circulo completo. Eu não tenho certeza do que isso significa, mas nós devemos honrar seu desejo. Se você não quiser ir, você pode ficar para trás. Você prefere ficar aqui?
-Não... eu gostaria de ir. Se eu ficasse aqui, bem, não sei o que aconteceria. – eu tinha colocado a cabeça entre os joelhos – agora só preciso arrumar algo mais apropriado para usar em um funeral.
Depois de falar isso, subi com dificuldade as escadas e entrei novamente em meu quarto. Tirei as botas de montanhismo e as joguei no canto do quarto. Fui ate o banheiro e lavei minhas mãos e o rosto. Meu reflexo no espelho estava dos piores. Tomei um banho o mais rápido que pude e vesti um jeans velho com uma blusa preta de mangas. Tentei fazer o menor barulho possível, pois Damon estava dormindo. Quando voltei ao quarto, Ren estava lá.
Ele veio ate mim e me abraçou forte. Pelo menos nos braços dele eu me sentia segura, como se nada mais importasse, como se nada pudesse tentar me ferir ou qualquer coisa do tipo.
-Temos que ir rajkumari. Murphy já está nos esperando la em baixo.
Fiz que sim com a cabeça e fui até minha cama pegar Damon. Ele dormia profundamente, como se nada daquilo tivesse acontecendo.
-Ren... – ele olhou para mim – e Yesubai?
-Bem... ela vem com a gente. Ainda não sabemos o que fazer a respeito dela, pois até agora não entendemos o proposito de ela ter vindo para cá. Esperamos que Sr. Kadam tenha deixado mais uma pista sobre em que ela irá ser importante. Então aí, que iremos tomar alguma decisão.
-Sim, mas, como ela está?
-Bom... ate onde sabemos ela estava em algum momento do tempo antes de Lokesh me tomar como prisioneiro, então ela não sabe de nada do que aconteceu. Como Kishan sabe de todo o resto, ele está meio que ressentido com ela.
-Mas pelo que Kishan sabe, ela foi forçada pelo pai a fazer aquilo...
-E isso torna o amor dela ainda mais falso para ele – Ren falou baixo
-Entendi... tomara que eles se acertem depois, se pelo menos mantiverem a amizade, já seria um bom progresso.
-Verdade, vamos?
-Claro – sorri fraco e desci as escadas junto com Ren e Damon
Murphy voou com a gente por algumas horas. Nesse tempo acabei adormecendo e acabei tendo um sonho confuso.
No sonho um jovem Lokesh torturava um senhor de idade por informação.
“Fale-me sobre o amuleto velho.” Um Lokesh desesperado ameaçava.
O monge gritava. “Por favor! Eu te imploro por misericórdia!”
“Misericórdia será dada quando você me disser o que eu estou interessado em ouvir.”
O homem enfraquecido acenou e disse “Alguns séculos atrás antes do nascimento do meu professor, existia uma grande Guerra. Todos os poderosos reinos da Ásia reunidos juntos em uma batalha contra um demônio. Uma deusa se levantou com duas faces: uma face era escura e linda e a outra face era brilhante e mais gloriosa que o sol. Ela liderou o exercito da Ásia contra este demônio. O exercito da Ásia saiu vitorioso, e como resultado, a deusa abençoou cada reino com um presente.”
“O que isto tem haver com o amuleto?” um impaciente Lokesh gritou e arrancou o pulso do homem cruelmente.
“Deixe-me… Deixe-me explicar,” o homem arquejou. “A deusa pegou o amuleto de seu próprio pescoço e quebrou em cinco partes. Ela entregou uma parte para cada rei e aconselhou a manterem segredo sobre a origem e para usar seu poder para ajudar a proteger e ajudar as pessoas. Eles foram instruídos a passar dentro de suas famílias para o filho mais velho.”
“E que reinos combateram nesta batalha?”
“Os cinco que reuniram o povo onde...”
Então chegou ao fim quando Ren me sacudiu, acordando.
-Já estamos pousando.
-Pousando onde? – meus olhos estavam pesados
-Lá – ele apontou para a janela e vi que o dia estava clareando
Olhei para fora da janela e vi uma pequena clareira e um rio.
-O rio já existia, mas não lembro de nenhuma clareira por aqui – falou Kishan confuso
-Deve ter sido feita bem depois que fomos em bora – falou Ren
Depois que descemos do avião, Ren e Kishan levaram o corpo de Sr. Kadam para onde seria seu enterro, enquanto eu, Murphy, Nilima e Yesubai ficávamos os esperando na sombra.
Ren pediu para que entrássemos em casa por enquanto, pois lá fora já estava esquentando consideravelmente. Em alguns minutos fizemos algumas homenagens para Sr. Kadam e o enterramos. Nilima estava desolada.
-Agora... – ela soluçava – o que vai ser de mim? Sem ele aqui...
-Com certeza ele não iria querer que você ficasse assim – falei
Ela enxugou as lagrimas e sorriu fraco. Yesubai tinha sentado ao lado de uma arvore, e estava escorada na mesma.
Algumas horas depois voltamos para casa. Eu estava esgotada. Deixei Damon com Ren e fui dormir. Acordei às 10 da noite. Meu rosto devia estar inchado do tanto que eu tinha chorado e dormido. Lavei meu rosto e desci para ver como as coisas estavam.
Damon estava correndo pela sala, alegre. Ren estava o observando. Fui ate onde ele estava e fique ao seu lado.
-Oi Kells – ele sorriu pra mim –
-Oi – retribui o sorriso – onde estão os outros?
-Bem, Nilima foi à cidade comprar algumas roupas para Yesubai depois que quase jogava um jarro na cabeça de Kishan, para tentar convence-lo a ficar tomando de conta dela – ele riu – ele aceitou depois disso, mas... a coisa tá tensa. E até agora Nilima não voltou.
-Levando em conta que ele sabe o que aconteceu com ela... e do que ela tinha feito, acho que não poderia estar diferente a situação, não acha?
-Bem, concordo com você. Deve estar sendo bem difícil pra ele isso tudo – ele respirou fundo
Ouvimos um barulho de carro e vimos que Nilima tinha chegado. Ela entrou na sala com um monte de sacolas. Ela colocou algumas no sofá.
-Ren, vá chamar o teimoso lá e Yesubai. Kelsey, me ajude aqui, por favor.
-O que quer que eu faça?
-Pegue as outras sacolas que estão no banco de passageiros no carro.
Fui até lá para pegar as sacolas e quase caí para trás. Tinha mais sacolas ali do que todas que eu tinha visto na vida. Peguei o máximo que pude e levei até a sala.
-Pra que tudo isso Nilima? – perguntei
-Bom, se ficarmos naquele clima de enterro ia ser pior para todos. E também temos que ajudar Yesubai a se socializar com o mundo de hoje né? Então, comprei algumas roupas mais novas para ela. Comprei coisas para vocês também e não me perguntem o por que ok. Bom – ela pegou umas 10 sacolas diferentes – essas são para Yesubai – ela estava espantada.
Yesubai falou alguma coisa em hindi. Nilima respondeu em hindi também, mas pelo seu rosto, dava para perceber que ela estava insistindo para Yesubai ficar com aquilo.
Nilima pegou mais algumas outras sacolas e entregou para Ren e Kishan.
-Já que vocês rasgam muita roupa, precisavam de mais algumas né – então virou-se para mim e entregou algumas para mim – Kelsey, você vai aceitar ok, pela sua cara já dava para ver que você estava pensando em recusar... cadê o Damon?
-Ele estava correndo aqui na sala agora a pouco... – Ren falou
-Aqui! Achei ele – ela falou quando chegou perto da cozinha e já estava voltando com ele no colo – Damon, esses aqui são pra você – ela abriu um sorriso largo
Ele pegou um dos pacotes e rasgou logo o papel. Era um carrinho da hotweels. Ele imediatamente esqueceu que ainda tinha o resto dos presentes.
Naquela noite, ajudamos Yesubai a escolher uma roupa atual que ela se sentisse confortável. Foi difícil, pois eu não entendia nada do que ela falava e ela não gostava muito das roupas. No final ela acabou aceitando usar uma calça jeans com uma blusa longa e frouxa por cima.
Na questão da língua, ela tinha aprendido a falar algumas frases como “Bom dia” “tudo bem?” e outras do tipo. Certa tarde, quando eu estava olhando Damon brincar, ela conseguiu se comunicar um pouco comigo.
-Oi... Kelsey.
-Oi Yesubai! – sorri – está indo bem com o inglês não é?
-Sim... – sua voz era doce – posso pegá-lo no colo? – falou sobre Damon
-Claro –tirei ele do chão e o coloquei em suas braços
-Ele... é p-pesado – ela falava pausadamente e gaguejava um pouco em algumas palavras
-Verdade – ri um pouco
No envelope que Sr. Kadam tinha nos enviado ainda tinham a 4° parte do monólito e mais uma carta. No 7° dia que tivemos coragem de lê-la.
Meus filhos, sei como a dor de vocês está grande neste momento. Mas vocês tem que ser fortes. Tenho quase certeza de que estão intrigados com a ida de Yesubai, então me sinto no dever de explicar o por que. Em primeiro lugar, ela está aí para ajuda-los. Em segundo, para ir uma pessoa para o passado, em algum lugar do tempo outra tem que ir para o futuro. E em terceiro, irão precisar de mais uma pessoa para poder passar em um dos testes que irão ter... Bem, boa sorte para vocês. Sei que irão conseguir. Eu incluí a tradução da quarta profecia para guiá-los no seu caminho. Nilima pode levá-los às Ilhas Andaman, onde encontrará a Cidade da Luz. Não tenha medo da chama, Senhorita Kelsey, pois se você estiver preparada, não irá machucá-la. O objeto que estão procurando é chamado de Corda de Fogo. Ela irá transportá-los para a época e o lugar para o qual mandei Lokesh. Lá encontrarão um guia que os ajudará em sua batalha. Para usar a Corda, simplesmente pense em quando e aonde querem ir no tempo, vocês só precisam chicoteá-lo em um círculo. Um portal irá abrir-se e vocês serão capazes de se deslocarem pelo tempo. Senhorita Kelsey, cuide bem de Damon, ele é seu bem mais precioso. Ren e Kishan, a proteção das meninas é o cargo de vocês. Não fiquem separados um do outro e permaneçam firmes. Nilima deve ficar para trás e cuidar de todas as dificuldades que surgirão na empresa devido à minha morte. Se ela for com vocês ao passado, perecerá. Ela não deve ir! Amos todos vocês. Se cuidem.
Anik Kadam
Kishan estava imóvel. Ren não falou mais nada e Nilima e Yesubai estavam boquiabertas.
-Como ele sabia o que aconteceria?
-Realmente eu não sei... – falou Ren
-Acho que ainda tinha mais coisas que ele sabia e não falou pra gente. – falou Kishan
-Com certeza tem... – Nilima estava pasma
Peguei os papeis e procurei a 4° parte da profecia. Quando a encontrei, li em voz alta.
Chamas dos Céus,
Nascer e Pôr do Sol,
Esperam com um Sopro Ardente,
Caldeira Descendente,
E Qilin defende,
Enquanto Rakshasas procuram sua morte,
Quando Bodha está perto,
Aquilo que você teme,
Irá ameaçar separá-lo em dois.
Mas, com armadura e espada,
Você encontrará sua recompensa
E os feitiços de ilusão se desfarão.
Os Senhores do Fogo
Pretendem conspirar
Para mantê-lo longe do que você precisa.
Um chicote flamejante
No Esconderijo da Quimera
É um prêmio que eles certamente não irão ceder.
Então, quando você ganhar
E sua tarefa estiver cumprida,
É hora de atravessar o passado.
Quando o destino se aproxima,
Supere seus inimigos
E traga a paz para Índia por fim.
-Há um anexo aqui – falei e comecei a ler
“Eu reuni nesta lista o que acredito que vocês precisão enfrentar nesta última viagem. Em primeiro lugar, vocês devem viajar para as Ilhas Andaman, onde irão pegar um barco para a Ilha Barren, uma pequena ilha vulcânica que tem o diâmetro de apenas três quilômetros. Há coordenadas de como encontrar a Ilha Barren no GPS que eu instalei na embarcação. Assim que vocês chegarem à ilha, subam até o topo do penhasco e desçam pela caldeira. Vocês devem proceder com cautela. Este vulcão está ativo e o penhasco é íngreme. Ele entrou em erupção este ano. A ilha é inabitada por humanos, mas existirão outras criaturas que não pertencem a este mundo. Vocês devem enfrentar a chama para entrar em Bodha, uma Cidade da Luz lendária que se encontra no centro da Terra. Não se sabe muito sobre a cidade e seus habitantes, mas há um relato de um marinho perdido da Noruega que encontrou a entrada para a cidade subterrânea através de uma caverna no Pólo Norte escrito por Willis George Emerson. A história de Jules Verne, Jornada ao Centro da Terra, também é relacionado à Bodha. Neste caso, o aventureiro viajou para o centro da Terra por túneis vulcânicos na Islândia para encontrar um mundo perdido.”
“Algumas das outras criaturas que devem cruzar o seu caminho de acordo com a profecia são Qilin e Rakshasas. Um Qilin é uma criatura da mitologia chinesa. Ele tem a cabeça de um dragão, chifres de cervo e o corpo coberto de escamas como um peixe. Dizem que ele é uma gentil criatura e simboliza boa sorte. Rakshasas podem mudar de forma e devoram homens, usam magia e ilusões para capturarem sua presa. São guerreiros e difíceis de matar. Eles possuem garras venenosas. Tenham cuidado com a Quimera, de quem é mais provável que a Senhorita Kelsey já tenha ouvido falar. É um leão com cauda de cobra e mais uma cabeça que geralmente é representada por uma cabra. A Quimera cospe fogo e é muito perigosa.”
“Você se encontrará com os Senhores do Fogo, são irmãos gêmeos malandros, poderosos e gananciosos. Um pode ser colocado contra o outro, mas unindo-se contra vocês, o resultado será trágico. Um deles luta com uma GáeBolga — um arpão entalhado em forma de uma lança. Sua extremidade se abre em trinta flechas pontiagudas com o impacto. A única maneira de remover a arma é cortá-la. O outro gêmeo empunha um par de chicotes farpados.” “Não sei que tipos de criatura serão os Nascer e Pôr do Sol, então eu me prepararia para o pior e esperaria o melhor. É o máximo que podem se preparar. Boa sorte a todos.”
Ren e Kishan tinham se transformado em tigres. Ren veio para o meu lado. Quando Yesubai viu os tigres soltou um grito.
-Calma! – Nilima falou
-E-eles... tigre... como? – ela estava com olhos arregalados
-Yesubai... isso é uma longa historia. –falei
Nilima a levou para outro cômodo e explicou toda a historia.
-Acho que isso vai ser muito pra ela absorver... – falei afagando a orelha de Ren – vou dormir ok, se quiser pode ir junto.
Kishan foi para seu quarto, e eu e Ren para o meu. Damon tinha dormido na sala, fui lá pega-lo. Nessa noite demorei um pouco mais para pegar no sono.
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