The Supernatural Life Of Charlote
2 Tears of Blood
Notas iniciais
...
-Bem... Charlote, aqui é seu novo lar, sr. Qleim qualquer coisa me ligue. -Disse a assistente social se levantando e dando adeus aos que estavam presentes na sala.
-Tudo bem! -Disseram em coro o homem e a mulher.
-Venha! Charlote, Meg esta no quarto, seu quarto é o segundo a esquerda, ela esta no ao lado. -Falou a mulher pegando a moxila de Charlote.
Ela apenas acentiu com a cabeça lhes dando passagem para passar.
-Meg! Filha venha conhecer a Charlote! -Chamou a mulher batendo na porta branca de madeira.
-Sim mãe! Olá sou Meg! -Disse uma garota loira bem vestida com um vestido azul e de sapatilhas vermelhas de acordo com seu batom.
-Oi! -Respondeu Charlote observando Meg, por mais que tentasse desfarçar a jovem Wans se sentia desencaixada, no meio de uma familia perfeita.
-Tome um banho Charlote e va dormir, o café da manhã estara na mesa as 7:30 não se atrase! -Disse a mulher a olhando rigidamente.
-Sim. -Respondeu Charlote arrumando sua moxila do Bob Esponja nas costas.
-Hey! Charlote! -Chamou Meg após seus pais ja terem ido.
-Oi? -Perguntou Charlote se virando.
-Qualquer coisa me chame! Ta? -Falou Meg simpatica.
-Ok! -Respondeu Charlote sorrindo.
Após um banho longo e depois de fazer sua higiene, Charlote resolveu ir dormir pois teria que acordar cedo.
Seu relogio marcava que ja se passara da meia noite, o que para ela ainda era cedo mais o sono a bateu mais rapido.
Alguma coisa se mechera no quarto de Charlote o suficiente para ja lhe acordar, ela acendeu a luz do abajur o que fez seus olhos queimarem, então desviou o olhar e foi ver o que havia feito aquele barulho, que se parecia mais com passos pessados.
Colocou suas pantufas e vasculhou o quarto sem fazer barulho decidiu ir olhar o banheiro, não encontrara nada.
-Ótimo só minha imaginação! Chega de filmes de terror Charlote! -Resmungou dando um suspiro de aliviu por não ter cido nada mesmo, deitou-se novamente a sua cama esperando o sono vir, então ouviu novamente o som.
-Que esta ai? -Perguntou aflita.
Mesmo de pés descalsos Charlote saiu de seu quarto indo em direção ao de Meg.
-Meg! Meg! -A chamou batendo na porta.
-O que? -Perguntou a jovem Qleim.
-Eu acho que tem algo no meu quarto. -Disse Charlote parecendo uma criança com medo do monstro no armario.
-Ta, vou ver espera! -Disse Meg com um sorriso no rosto, indo pegar sua lanterna.
-Atrás de mim! -Ela disse a Charlote se pondo a sua frente.
Charlote ficou do lado de fora esperando que Meg voltasse então ouviu sussuros.
POV Charlote
– Ora, nós já íamos te chamar, querida... – Algo nas sombras disse. Então percebi que aquilo não estava sozinho, eram dois. E então ambos deram um passo em direção à luz pode ver o cabelo ruivo de Trudi e os reflexos nos óculos de . – Oh Peter, ela tem um cheiro tão bom... Vamos pegá-la?!
– O que? – Perguntei com uma voz falha e demonstrando todo o pavor que eu estava sentindo.
E então Meg se virou. Seus olhos brilhavam num tom vermelho, era como luzes de uma aeronave piscando em seus orbes. Trudi e Peter tinham os mesmos olhos. Fiquei por dois segundos presa ao chão. Tive vontade de gritar, mas isso provavelmente só me atrasaria. Por isso eu corri.
Segui o corredor até as escadas. Ouvi os corpos de Trudi e Peter baterem na parede devido à velocidade, mas não parei para ver o que tinha acontecido. Os três corriam atrás de mim incansavelmente.
Dei a volta na sala tentando despistá-los, mas tudo o que consegui fazer foi trombar na mesinha de centro e deixar cair todos os vasos e retratos de cima dela, denunciando assim a minha posição. Peter disse qualquer coisa a qual não pude entender; sua voz agora tinha esse som reptiliano, como uma cobra sibilando. A sala estava mais iluminada do que meu quarto, por isso pude claramente ver no que os três tinham se transformado: criaturas magras, altas e curvadas, com garras compridas e olhos vermelhos.
Os três pararam bem a minha frente, tentando prever qual seria meu próximo movimento. Talvez esperassem que eu corresse a te a porta e se eu fizesse isso, provavelmente seria pega. Por isso fui até a cozinha, contrariando as expectativas dos três. Com raiva, Peter pegou a mesinha de centro e lançou-a para fora de seu caminho, acertando a janela, fazendo um barulho assustador.
Trudi saltou os dois sofás para chegar até mim, mas peguei a primeira coisa que vi a joguei em sua cabeça. A panela chocando-se com o crânio fez barulho, mas nem se quer fez um arranhou nela. Eles me cercaram lá, eu estava perdida... Isso se não tivesse arriscado passar por debaixo das pernas compridas de Meg, que, surpresa, não conseguiu me agarrar.
Corri de novo para a sala... Estava começando a desistir desse pega-pega dentro da casa que já não era mais perfeita. Os três estavam logo atrás de mim e eu provavelmente seria pega.
Não importa o que aconteça, nunca desista. Você conhece seu corpo e sabe dos seus limites.
A voz de meu pai ecoou em minha cabeça. Eu sabia o que aquilo queria dizer.
Apertei o passo, aumentando a velocidade e me joguei na janela quebrada. Cai em cima da mesinha do lado de fora, mas me recuperei rápido e corri em direção a rua. Um carro preto estacionou de repente a minha frente. Nem tive tempo de respirar... De dentro dele saiu um homem de aparentes 40 anos, vestido com uma jaqueta escura e com uma espingarda em mãos.
Ele não disse nada, só olhou para mim como quem tem pena e indicou com a cabeça para que eu entrasse no carro.
Eu estava jogada no gramado... Chorando sem perceber. Olhei para trás a tempo de ver o homem chutar a porta e sumir do lado de dentro da casa. Depois disso ouvi tiros. Estava bem claro de que aquele homem tinha me salvado e estava lutando lá dentro pra destruir aquelas três coisas que eu nem sabia o nome. Ele era um caçador, e eu sabia muito bem disso.
Senti minhas costelas doerem e quando olhei vi o camisetão do Lucas ensangüentada. Pelo jeito eu tinha me cortado na hora de pular pela janela. Levantei-me com um pouco de dificuldade, mas não fui até o carro... Corri pela rua até sumir da vista de qualquer vizinho bisbilhoteiro e do homem que possivelmente viria atrás de mim.
Dessa vez eu estava sozinha de verdade, e pra sempre.
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