The Supernatural Diaries

2 Não podia ter escondido isso!


Notas iniciais
Oieee! Boa Leitura! :) PS: Cliquem nos links (palavras em azul) para ver os personagens.

— Nãooo! Socorro! Por favor, alguém me ajude! — o homem gritava enquanto sentia cada parte de seu corpo ardendo como brasa.

Aquele era Dean Winchester? O grande caçador de monstros sobrenaturais, Dean Winchester? Sim, era ele, que agora se encontrava ali... Preso naquela cama, sendo torturado diariamente por demônios. A única coisa que impedia que seu corpo se partisse ao meio era uma mera bandagem.

— Está pronto?

Dean olhou para os lados, a procura de onde vinha à voz. Não acreditou no que viu.

— Está pronto? — a voz perguntou novamente, gargalhando. — Está pronto docinho?

— V-você está morto... Não pode ser... — o loiro gaguejou, não tinha mais forças.

O demônio ria loucamente enquanto deixava seu rosto mais próximo do caçador. Dean pode enxergar no fundo dos olhos amarelos do demônio, só pode encontrar maldade.

— Eu estou bem vivo meu bem. — ele parou de rir e ficou sério, Dean pode sentir a fúria que emanava do olhar de Azazel — Estamos no inferno!

Dean acordou ofegante no quarto de hotel. Havia sido apenas um sonho... Passou a mão pelo rosto, tentando se acalmar. Olhou para os lados buscando seu irmão mais novo. Sam estava sentado em uma cadeira na frente da mesinha que ficava no centro do quarto. O moreno o encarava com um sorriso forçado no rosto. Dean suspirou.

— Pesadelo? — Sam perguntou depois de um tempo, seu tom de voz era ríspido. — O inferno?

O loiro sabia o motivo de seu irmão estar agindo daquela forma. Na noite passada, os dois haviam tido uma briga. O fato era que Sam queria de todas as maneiras impedir que o irmão mais velho fosse para o inferno, mas Dean sabia que se quebrasse o trato, seu irmão morreria, por isso não concordava, e por isso sempre brigavam.

Dean nada respondeu, o que fez Sam dar um suspiro cansado. O loiro sentou na cama e encarou o moreno.

— Achou alguma coisa? — questionou, tentando mudar de assunto.

Sam revirou os olhos com tal atitude do irmão.

— Digamos que sim. — respondeu enquanto olhava para a tela do computador. Depois de um tempo, prosseguiu — Recebi um telefonema enquanto você dormia.

— Tudo bem. Você recebeu um telefonema, e o que mais?

Sam se remexeu na cadeira, ficando de frente para o irmão, depois, contou:

— Eu recebi uma ligação de um banco. O atendente disse que havia uma caixa lá, e ele também disse que o homem que deixou a caixa se chamava Jason Young.

Dean pensou um pouco, um tanto confuso.

— Espera ai. Você ta falado de Jason Young, o nome falso do pai?

— Sim. — confirmou o moreno

— Acha que ele deixou essa caixa pra gente? — questionou Dean, um tanto intrigado. — Cara, o pai morreu!

Sam fechou o notebook, logo após, cruzou os braços na frente do corpo, depois, explicou:

— É o pai, Dean. Quem sabe o que ele armou? Acredito que talvez tenha sido ele.

— Tudo bem. — concordou o loiro — E onde fica esse Banco?

— Fica há duas horas daqui.

Dean suspirou frustrado. Sua cabeça latejava e agora estava preocupado.

— Ótimo! — resmungou. — Só vou me arrumar e já podemos ir.

Sam concordou e Dean foi em direção ao banheiro.

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Elena Gilbert descia as escadas do quarto do seu namorado um tanto apressada, estava atrasada para o colégio, seu primeiro tempo era com um professor que não tolerava atrasos. A garota havia acabado de ler o bilhete deixado por Stefan em cima do criado mudo do quarto. Seu namorado saíra cedo para ajudar Caroline. A loira tinha sido transformada em vampira por Katherine há pouco tempo, precisava aprender a se alimentar, e ninguém melhor que Stefan para lhe ajudar nisso.

A morena já estava na porta, pronta para sair, quando escutou aquela voz:

— Aonde a princesa pensa que vai?

Elena deu um longo suspiro e se virou. Os olhos azuis do moreno lhe fitavam de uma maneira enigmática e aquele tão conhecido sorriso sarcástico davam forma aos seus lábios.

— Para a escola Damon. Se você se lembra, eu ainda tenho uma vida.

Ele sorriu de lado, aquele sorriso sempre irritava a garota, mas ela não entendia bem o motivo. Damon cruzou os braços na frente do corpo e se aproximou a passos lentos de Elena, ficando frente a frente com ela.

— Bem, eu não sairia por ai sozinha. Não enquanto há uma vampira de 500 anos atrás de mim, só esperando o momento certo para dar o bote. — disse ele.

— Não vou deixar de viver minha vida por causa da Katharine — Elena informou, decidida — E, além disso, eu não estarei sozinha.

— É mesmo? Pelo que eu soube, Steff iria ensinar a Barbie a caçar coelhos.

A garota revirou os olhos com tal comentário, logo depois, explicou:

— Bonnie estará lá, esta bem? E eu duvido muito que Katherine ira tentar me matar na escola, um lugar cheio de testemunhas.

— Não a subestime. — Damon aconselhou.

Elena suspirou cansada. Toda essa história já estava a deixando de saco cheio. Tinha medo de Katherine? Sim, ela tinha. Mas ela também já tinha perdido muito e não deixaria a vampira impedir que ela vivesse sua vida.

A morena fitou os olhos azuis por alguns instantes, então a garota se virou e abriu a porta, mas antes de sair, indagou:

— Tchau Damon.

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Os saltos batiam contra o piso causando um barulho irritante, enquanto a mulher loira entrava na sala de uma forma elegante. A morena, sentada no sofá, com uma taça de vinho na mão, deu um pequeno sorriso de canto enquanto observava a cena atentamente.

— Megan, como é bom ver você — disse a morena, enquanto dava um sorriso falso.

— Eu não posso dizer a mesma coisa, Katherine.

— Ah, querida, não fira os meus sentimentos. Eu senti tantas saudades.

Megan revirou os olhos, e logo depois, tirou uma estaca de madeira de dentro da jaqueta e apontou na direção de Katherine.

— Fale logo o que você quer sua vadia, antes que eu enfie isso aqui no seu rabo — A loira avisou irritada.

A morena arqueou uma sobrancelha, logo depois, zombou:

— Eu havia me esquecido de como os caçadores são educados, mas você, Megan, me lembrou. — Katherine não tirava o sorriso zombeteiro dos lábios. A loira bufou — Mas vamos aos negócios. Eu preciso da sua ajuda.

Megan deu um sorriso sarcástico e cruzou os braços na frente do corpo.

— Está brincando comigo? Você precisa da minha ajuda? Por acaso está louca? — perguntou não acreditando.

— Eu diria que está mais para uma troca de favores. — Katherine esclareceu — Eu ganho e você ganha, que tal?

A loira riu sem humor.

— O que leva você a acreditar que eu preciso da sua ajuda? Faça-me o favor, Katherine! Você é uma vampira e eu uma caçadora, não trabalhamos juntas.

A morena sorriu de canto e cruzou uma perna por cima da outra, logo após, encarou a loira com um olhar zombeteiro.

— Sua irmã, Megan — Katherine disse, com um sorriso vencedor nos lábios —, sua irmã me leva a acreditar que você precisa da minha ajuda.

Megan suspirou depois de alguns instantes e guardou a estaca novamente dentro da jaqueta, depois, indagou:

— Ok. E o que você pretende, vadia?

— Em breve você descobrira, parceira...

Megan a encarou com ódio, logo depois, deu as contas e começou a caminhar em direção à porta, porem, antes de sair, informou:

— Quando isso acabar, Katherine, a primeira coisa que eu vou fazer vai ser matar você, me entendeu? — e assim, ela deixou a sala, deixando Katherine sozinha.

Katherine sorriu enquanto levava a taça de vinho aos lábios. O seu plano estava dando certo.

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— Então vocês são filhos do Jason Young? — questionou o atendente, enquanto lançava aos irmãos um olhar desconfiado.

Os Winchesters tinham acabado de chegar ao banco. Foram duas longas horas de viagem num completo silencio, nenhum dos dois quis começar um assunto, cada qual estava mais perdido em seus pensamentos sobre o que era a suposta caixa. Depois que chegaram ao destino à primeira coisa que fizeram foi procurar o homem com quem Sam havia falado ao telefone, e agora estavam ali, conversando com ele.

Sam e Dean se entreolharam.

— Sim — confirmou Dean, enquanto lançava um sorriso amarelo ao atendente.

O homem franziu a testa, mas não disse nada.

— Tudo bem... — falou ele, ainda um tanto desconfiado.

Sam pigarreou chamando a atenção do irmão e do atendente.

— Então... — começou ele — O senhor disse que o Jason havia deixado uma caixa aqui para nós...

— Sim — confirmou o atendente, depois, acrescentou — Sabe, homem estranho o pai de vocês... Todo ano ele vinha até aqui, no mesmo dia e mês e deixava uma caixa. Ele sempre me dizia que se ele não voltasse no próximo ano, naquele mesmo dia e mês, era para o banco ligar para o tal número. Mas esse ano ele não apareceu, então eu liguei...

— Ele fez isso durante quantos anos? — questionou Sam.

— Cinco anos. Como eu disse, ele era um homem estranho — comentou o homem, enquanto coçava a cabeça. — Mas então, ele não apareceu esse ano, vocês sabem o motivo?

— Ele morreu. — Dean contou direto.

— Ah, eu lamento... — disse o atendente.

— É claro que lamenta. — ironizou Dean, o que fez Sam o olhar com reprovação.

O atendente encarou os irmãos por alguns instantes, com uma expressão séria.

— Ah... Os senhores podem vir comigo, por favor? — recomeçou o homem.

— Claro — respondeu o moreno. Dean apenas assentiu com a cabeça.

O homem seguiu em direção a uma porta de vidro, com os Winchesters atrás dele. Depois andou por um longo corredor até parar na frente de uma pequena porta de madeira.

— Me esperem aqui, por favor — ele disse e abriu a porta para os Winchesters entrarem.

Era um pequeno cômodo, lembrava muito as salas de interrogatório policial. Sam e Dean se acomodaram em uma pequena mesa que havia ali.

Depois de alguns minutos o atendente apareceu novamente, ele trazia com sigo uma pequena caixa. Ele se aproximou da mesa e colocou a caixa em cima dela.

— Bem, fiquem a vontade. Se precisarem de alguma coisa estarei ali fora, ok? — dito isso ele andou até a porta e saiu.

Os irmãos ficaram alguns segundos apenas encarando a caixa, ambos tinham curiosidade, mas mesmo assim um pouco de receio em saber o que ali continha. Dean e Sam se entreolharam, trocando um olhar significativo.

O mais novo aproximou a caixa de si um pouco receoso, e assim, a abriu. Lá dentro continha um envelope, na parte frontal, com uma letra que ele conhecia muito bem, estava escrito “Dean e Sam”.

— É uma carta do pai — contou ele.

Dean engoliu em seco.

— O que está esperando? Abra logo.

Sam deu um longo suspiro e abriu a carta. De dentro dela, tirou um papel, pode ver um texto, e então, em voz alta, começou a ler:

Dean e Sam.

Se vocês estão lendo isso, meus filhos, provavelmente eu estou morto. Eu não sei como isso aconteceu, talvez tenha sido em uma caçada, ou na luta contra o demônio que matou a mãe de vocês, mas aconteceu... Eu não sei bem o que dizer ok? Nunca fui bom com palavras, e vocês sabem disso, mas acho que devo começar pedindo desculpas. Desculpem-me, ok? Perdoem-me por ter sido egoísta. Perdoem-me por ter criado vocês nessa vida. Perdoem-me por invés de jogos de futebol, ter levado vocês a caçadas. Perdoem-me por vocês não terem sido crianças.

Eu queria poder me justificar, mas eu não posso... Vocês sabem como são as caçadas, não sabem? É uma bosta, e cada vez você se afunda mais nela, e eu me atolei até o pescoço, só que levei vocês junto, e eu me odeio por isso. Dean... Você sempre foi o filho ideal. Qualquer pai ficaria orgulhoso de você. Eu me orgulho de você, eu te amo garoto! Você é corajoso e forte, e sempre tentou deixar a família unida... Sam... Você é um cabeça dura, e isso você puxou a mim. Você é a pessoa mais inteligente que eu já conheci! É incrível como você consegue achar qualquer coisa em seu notebook. Sam, você sempre busca o melhor das pessoas, mesmo que não exista nada, você nunca desiste sem lutar. Eu amo você meus filhos, e me orgulho muito dos homens que vocês se tornaram.

Talvez de todas as burradas que eu fiz na minha vida, essa tenha sido a pior. Isso que eu vou contar agora, eu nunca contei a ninguém, e talvez vocês me odeiem por ter escondido isso... Há dezessete anos um amigo caçador me ligou para indicar uma caçada. Um vampiro estava infernizando uma pequena cidade da Virginia, Mystic Falls. Eu fiquei lá por uma semana, achando pistas do tal vampiro. Quando eu finalmente o achei, ele estava prestes a matar uma garota, mas eu acabei com a raça do desgraçado e salvei a moça. Eu fiquei encantado com ela, ela era meiga e doce, me lembrava tanto a mãe de vocês, mas a garota também havia se encantando comigo, e acabou acontecendo... Ela se chamava Isobel. Na manhã seguinte a realidade bateu na minha porta e eu tive que ir embora. Eu nunca mais vi Isobel, até sete anos depois, quando eu recebi uma carta dela. Ela havia se transformado em vampira, acreditem, foi um choque para mim, mas o choque maior foi saber que ela havia ficado grávida... de mim. Sim, eu tenho uma filha com Isobel. Ela havia deixado à garota no hospital. Eu fui para Mystic Falls quando descobri. Ela se chamava Elena, Elena Gilbert, e já tinha sete anos. Mas por sorte ela havia sido adotada por um dos médicos do hospital.

Eu não fui atrás de Isobel e também não contei nada a os pais adotivos de Elena. Sabem o que eu fiz? Eu investiguei os Gilberts, descobri que eles eram uma boa família, e resolvi que deixaria minha filha com eles, pelo menos um de vocês teria uma vida normal. A partir daquele dia eu ia a Mystic Falls duas vezes por mês, ver como Elena estava. Ela cresceu segura, com uma família normal, virou uma bela garota e está feliz.

Eu fui fraco, medroso, fui um perfeito idiota por ter me escondido dela e não ter contado a vocês. Perdoem-me, por favor.

Dean, eu te peço agora o que eu sempre pedi, cuide do Sammy e de sua irmã... Elena, ok? Eu amo vocês, eu amo Elena e sempre irei amar. Adeus...

John Winchester.

Sam estava pálido e Dean olhava para o fundo da sala com uma expressão indecifrável no rosto.

Como John pudera esconder uma coisa dessas dos filhos?

— Dean... Nós temos... — Sam não conseguiu terminar a frase, tamanho era seu choque.

— Uma irmã... — Dean completou, ainda olhando para o nada.

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado! Reviews?? :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.