The Submissive
19 Vingança
Notas iniciais
~Beatriz~
Encontramos nossos alvos sentados em fileira, de frente à uma televisão iluminada de azul.
_ Prontas? — sussurrei. As garotas assentiram, caminhamos e sentamos em frente aos garotos.
_ Olha Nicholas, elas se limparam rapidinho — Caio indagou sarcástico.
_ Vai ver se eu to na esquina. — Respondi friamente.
_ Não. Se eu for procurar você em algum lugar, será na minha cama. — Ele sorriu cafajeste.
_ Ui ui. — Dani começou a gargalhar, logo a cabeça estava quase dentro do balde de pipocas.
_ Huuum. — Nick sorriu presunçoso — A cama dele tá bem frequentada, não é Bia?
_ Vai tomar no seu cu, seu a... — comecei.
_ Bia! — Aqua protestou.
_ Okay, que tal mais um joguinho? — Dani perguntou, sorrindo animada. Igor se inclinou em direção a Dani, seus lábios reprimiam um sorriso, como se visse uma criança fazendo birra.
_ Que tipo de jogo? — ele estava tão próximo, que Dani recuou um pouco.
_ Um... Pega-pega. — Aqua falou. Os meninos começaram a se entre olhar animados — Mas há...Regras. — Ela sorriu observando à reação dos garotos.
_ Quais? — perguntaram em uníssono.
_ 1º : Nós, meninas, somos as pegadoras. — Falei — E escolhemos nossos alvos. — sorri ao receber o olhar de desdém de Caio.
_ 2º : Podemos fazer de refém, o quanto quisermos — Dani gargalhou maléfica — E quem quisermos.
_ 3º: E iremos torturar ao nosso modo — Aqua completou dando de ombros.
_ Hum... Interessante — Nick murmurou.
_ Ainda não acabamos — Falei e ele olhou curioso — Não se pode gritar...
_ Ou simplesmente perde — As outras duas completaram. Me virei e sorri pra elas, completando. — Topam? Sim ou não?
_ Claro. — Caio respondeu.
_ Pode crer. — Nick se levantou num salto.
_ Nada que vocês fizerem será tão horrível assim. — Igor completou.
_ Não tenho toda essa certeza. — Dani cochichou no ouvido do garoto.
_ Todos de acordo? — perguntei enquanto os garotos se levantavam. — Então. QUE OS JOGOS COMECEM! — Bati palmas junto com Dani, uma rajada de vento invadiu a sala e apagou as velas.
_ Podem começar a correr, se quiserem. Garotos. — Dani cochichou ao meu lado. Houve passos acelerados, corações batendo. Senti um vento ao meu lado e imediatamente soube, Dani havia avistado sua presa, e esteva caçando igual uma leoa. Um barulho me distraiu de meus devaneios,o som de um dedinho batendo num quina,mas, ainda não era o que eu procurava. Me concentrei mais, enquanto outro vento zunia em meu ouvido esquerdo. Aqua.
Finalmente ouvi um som no andar de cima, corri, as cegas pela escada íngreme. Descrever como eu sabia que era ele? Bom, eu não sabia, mas, só podia ser. E com isso subi as escadas e entrei no sotão.
~PVD. Nick ~
Comecei a correr às escuras, até ouvi um som ou melhor, alguém xingando, forcei a vista e vi Igor pulando pelo corredor lateral, a mão no pé.
_ O que houve cara? — cochichei.
_ Bati esse porra. — ele cochichou de volta.
_ Hm... o dedo? — perguntei.
_ Não. A Buce... — ele começou a xingar.
_ Foda-se — dei de ombros e comecei a correr — Ah! A Dani vai te matar. — Saiu um pouco mais alto e logo, ouvi passos me seguindo. Comecei a correr mais rápido, ela não podia me pegar, a Aqua não ia me pegar. E eu tinha um plano.
_ Espere! — Ouvi uma voz, Igor seguia ao meu lado — Me ajuda ai cara?
_ Aff. Cala a matraca, e me segue — Grunhi e apertei os passos enquanto subia a escada tropeçando. Chegamos ao final da escada. Igor arfava pesadamente ao meu lado, sorri e avistei a porta de acesso para o sotão à direita, apalpando o chão, encontrei o que queria, puxei a porta secreta abaixo de umas caixotes velhos de madeira e ela abriu silenciosa para cima, pulei.
_ Nick? Nick? Cara? — Igor me chamava — Cade...
_ Quieto! — Avisei — Pula.
_ Oque? Não! — o garoto respondeu. Ouvi os passos se aproximando chapinhando na escada de madeira do sotão, aquele filho da mãe ia estragar tudo.
_ Pula. Agora! — sussurrei nervoso. Ouvi ele hesitar, mas, depois Igor pulou. E caiu rolando, corri e fechei à porta atrás dele.
_ Uau. — O ouvi exclamar — O que é isso?.Liguei a fraca luz, que iluminou o quarto secreto, com uma televisão embutida à parede, um videogame, e puffs num chão de madeira fria . Ideia minha quando precisava de um espaço só meu... Uma outra porta secreta levava ao banheiro improvisado que Dani havia criado . Sendo à porta, eu que criei. Sentei num puff, Igor se jogou ao meu lado e começamos à jogar. Até ouvir os passos que antes ecoavam na escada, ecoando próximo à entrada do quarto secreto.
_ Você acha que é? — Igor perguntou, fiz um sinal e ele calou a boca. Ouvi a porta se abrindo e um vulto pulou pra dentro.
_ Mais hein?. — Ouvi uma voz conhecida exclamar — Isso é sério Nick? Burlar as regras, se escondendo num quarto secreto? — ela carregava as palavras de desaprovação — Ah! E eu to te vendo hein?
_ Bia? — perguntei.
_ O Caio tá por aqui? — a garota perguntou.
_ Não. — respondi.
_ Okay — ela deu de ombros, saindo.
_ Espera. — Igor chamou — Não vai contar onde estamos né?
_ Veremos. — Ela deu novamente de ombros.
_ Veremos nada- segurei o braço dela- Você não pode contar para aquelas loucas psico...
Rapidamente ela virou meu braço, fazendo frente, o rosto à centímetros do meu, senti o frescor de menta e canela, sem que eu perceber- se, Beatriz jogou-me por sombre o ombro, tentei levantar, mas, a garota me deu uma rasteira e bateu minha cabeça no chão, sentia algo escorrer...Sangue. Levantei e tentei chuta-la, Bia esquivou e saltou portinhola acima, com agilidade, sumindo na escuridão.
_ Veremos — sussurrou acima de nós.
~ PVD. Bia~
Depois do meu encontro com Nick e Igor no quartinho secreto, da briga e tudo o mais, desci pulando de três em três degraus. Esbarrei em um vulto, caindo sentada num degrau enquanto torcia para ser o Caio, virei e o encarei, forçando meus olhos a se adaptarem mais do que o habitual à escuridão. Os cabelos caiam pelo pescoço embrenhados até quase a altura dos seios. Seus olhos pareciam duas lamparinas na escuridão enevoada.
_ O Igor não está lá em baixo, mas, acho que tem um menino tentando burlar as regras e se esconder lá fora, ou o Nick ou o... — A garota sorriu.
_ Obrigada. — falei e comecei a correr mais. Caio estava encurralado, ele era meu.
_ Não tem de que. — Ela murmurou. Me virei, num passo tão rápido, que chegava a ser incompreensivo como eu conseguia fazer isso, ou como eu não estava parcialmente tonta, talvez por ser uma híbrida...
_ Ah! Quarto. Sotão. Porta. Secreto. — Falei entredentes. — Vai achar o que procura. Talvez — sorri.
Os olhos de Dani, uma das únicas coisas que consegui notar no escuro, brilharam, ela deu algo que deveria ser um meio — sorriso, mas, estava realmente muito escuro, e voltou a correr tão rápido que eu só sentia o vento aquecer ao seu redor. Caminhei até a cozinha, nada. Fui até a sala, nada. Novamente esbarrei em alguém. Aqua.
_ O Caio tá aqui em baixo, em algum lugar. — ela sussurrou. — O Nick tá lá em cima, certo?
_ Sim. — falei, Aqua girou na ponta dos pés como uma bailarina e correu silenciosa. Sorri.
_ Minha vez — não gritei, mas, no silêncio, minha voz retumbou, sendo interrompida somente pelo barulho dos passos das garotas no outro andar. Comecei a caminhar novamente pela sala, passando por um corredor, enquanto apalpava as paredes. Ampliei minha audição, ouvindo um som. O coração dele. Corri, entrando na varanda. Não havia som, caminhei e segurei o vazio, rapidamente alguém ofegou. Achei.
_ Vejamos. Hora de destronar a Nêmesis da vingança. — sussurrei no ouvido e Caio me olhou assustado. Amarrei os braços dele com um pedaço de pano duro, e o encaminhei até a cozinha, sentando-o no balcão enquanto pegava meus materiais de tortura. Fechei a porta da geladeira, e Caio pareceu sorrir à meia- luz.
_ Vai fazer o que Bia? — perguntou sarcástico — Um lanche?
_ Talvez você, seja o lanche — dei ênfase as minhas palavras. Ele me olhou e sorriu.
_ Ui ui.
O joguei numa cadeira e sentei sobre sua samba — canção rebolando, enquanto traçava um caminho de beijos e chupões em seu pescoço, sua mão deslizava pelas minhas costas, causando um choque elétrico. Ele sorria, e estremecia. De repente ficando imóvel e me encarando enquanto eu rebolava lentamente em seu colo, enquanto mordia o lábio de forma sexy. Levantei. Peguei a corda e o amarrei, Caio agora não sorria, e sim demonstrava curiosidade. Sorri e peguei a embalagem de nutella, enfiando a mão e passando o doce pelo rosto e pescoço de Caio. Sentei novamente e comecei a lamber onde havia o doce, até parar em seus lábios, o beijei intensamente e com desejo. Ele sorriu.
_ Até agora, nenhuma tortura verdadeira — Sorri ao ouvir isso. Fui até a gaveta e tirei uma seringa, enquanto tirava a adaga da cintura.
_ Não devia ter falado isso. — Comecei a fazer cortes, com a adaga suja de nutella, enquanto aplicava o líquido da seringa no braço do garoto e até nos próprios cortes. Em estantes Caio estava se debatendo.
_ O que é essa coisa? — Ele perguntou embolado.
_ O segredo da meninas... Umas coisinhas e... ácido...viagra, talvez. Acha que também não sabemos fazer gosmas? — sorri ao ver a palidez dele.
_ Oque? Ta maluca? viagra? — ele quase berrava. Essa era a deixa. Caio abriu a boca e eu soquei as pilulas azuis, fazendo-o engoli-las.
_ Sim. — falei — E em instantes vamos provar quem é o mais cruelmente maluco.
Sentei, passando minhas pernas envolta a cintura de Caio e comecei a dar chupões enquanto rebolava descaradamente, me foquei em seus lábios cheios e os mordi lentamente, a velocidade aumentando a cada minuto. Logo Caio estava estremecendo grudado a mim, tentando soltar as amarras de seus pulsos. Enquanto não sei como, com as pernas me empurrava pra si. Logo estávamos quase nos beijando, ao menos ele tentava. Saltei e fiquei de pé na sua frente, amarrando-o à cadeira firmemente.
_ Me solta vai Bia? — ele fez um voz rouca que me enlouquecia,mas, venci ao desejo.
_ Não. — respondi e comecei a comer a nutella, sujando-me de proposito.
_ O que você...
_ Essa não! — gritei, fingindo falsa tristeza — Me sujei toda, caiu nutella em meus seios... — me inclinei o decote totalmente à mostra. Caio mordeu os lábios. Sorri plenamente. E voltei a comer a nutella. Deixando cair mais em minha regata e no meu shorts.
_ Você não vai me dar, não? — ele fez cara de cachorro abandonado numa noite de neve. — Só um pouquinho...
Sentei em seu colo, empunhando a adaga, minha boca suja de nutella, assim como as roupas, o pote vazio no chão. Dani iria surtar com aquilo, mas, foda-se isso é pelo sorvete. Caio arqueou uma sobrancelha, duvidoso, sorri e me aproximei, dei um beijo sujo de nutella em sua boca, depois me levantei.
_ Hey Bia! — o garoto chamou — Acho que não fui torturado o suficiente.
_ Família pervertida à sua hein? — sorri. Enquanto tirava minha roupa e revelava um lingerie branca perolada de renda. Ele me encarou, provando com os olhos. Segurei meus cabelos e os amarrei num rabo. Peguei outro pote de nutella, o último, e comecei a passar como se fosse creme. Caio lambia os beiços, não pude deixar de sorrir, lembrava do nosso Olá Nilton e a zoação do 4JB com um garoto nerd do terceiro. O tal do beição.
_ Eu posso te processar sábia?
_ Tente — provoquei e peguei a adaga novamente, banhei no liquido grosso e desci ela pela bochecha de Caio, sorrindo em ver o ácido cortar e o sangue descer, lambi as gotas, ele suspirava, a ereção cada vez maior por conta do azulzinho. Peguei o batom e comecei a passar , depois me sentei novamente rebolando,cantando em seu ouvido e arranhando sua nuca.
Mordi o lábio e ele gemeu/gritou abafado. Fiquei triste, eu iria tortura-lo mais, mas enfim... Acabei. Ganhei dele e das meninas. Ouvi um grito estridente vindo do segundo andar. A voz do...
" Ou não." — pensei rapidamente.
~PVD. Aqua~
Após me encontra com a Bia, subia as escadas, sendo seguida pelo som de metal se chocando e metal e o cheiro de nutella. Ai não. Ela não pode torturar com nutella. Vai acabar. A Dani vai pirar,mas, foda-se. Corri, pulando dois ou três degraus pela escada até finalmente chegar ao andar dos quartos, arfando, esbarrei em alguém.
_ Ai. — a garota protestou — Assim eu vou quebrar algo.
_ Não exagera Dani, tu é quase imortal. — revirei os olhos.
_ Okay. Aquele gemido... — ela começou.
_ Acho que foi um grito. — Cortei
_ Grito você vai ouvir quando eu achar aquele índio, ele vai ver como eu...
_ O ama? — provoquei.
_ Ai, porque eu ainda sou amiga de vocês? — ela resmungou.
_ Calma ai, bruxinha — ela sorriu, quando falei o apelido que inventei junto com o irmão — Primeiro, porque você não poderia reviver sem o nosso brilho. — falei numa falsa imitação da voz dela — Segundo, porque tu ama ele.
_ Amo nada. — Ela estava a ponto de surtar — Ele que me ama.
_ Ai — fingi limpar uma lágrima. Ela bufou. — Acho que Digor tá bonitinho.
_ Não me shippem com ele, eu nunca, ouviu bem? Nunca vou ficar com ele! — Ela estava surtando.
_ Sinto informar, bem, você já pegou ele umas quatro vezes... — Ela fuzilava os sapatos.
_ Não peguei nada — Dani tentava mentir.
_ Olha, vamos lá, tu sabe contar né? — Ela me mostrou o dedo do meio — Então, teve aquela vez no treino, o do jogo, o da floresta, o da cachoeira... E ele até beijou a Nathálya... — Parei, ela estava pálida igual uma estatua.
_ Ele... Oque?...ele... ELE. BEIJOU. AQUELA. AQUELA... AQUELA... — Ela estava em choque, o rosto ficando vermelho e os olhos violetas. Os dentes um pouco pontudos, afinal, ela mostrava quase a forma verdadeira de um anjo, e ver aquilo... e afinal... porque eu falei isso? Ai, ferrou. Ferrou legal e todos. Ferrou tipo... Meu coração tava gelando, Dani nunca seria tão burra, mas, ela era poderosa, não tanto quanto os anjos primordiais, ou Bia mais ela era uma Herdeira de um dos 7 anjos dos 7 portais.
_ Beijou? Quem disse beijou? ou não falei beijou, eu falei...f-falei... gritou. É. gritou. — Eu me embolava com as palavras.
_ Não! você falou beijou! Beijou! Ah! Mais ele vai beijar tão bem sem os lábios... Ah! quando eu encontrar ele. — Ela ameaçou. — Quando eu encontrar ele... Argh!
_ C- Calma. — falei
_ Oque? Tá me dizendo que não to calma? Eu to calma, calmíssima, nem no tumulo fui tão calma. Não quero machucar ninguém... — Os olhos dela estavam vermelhos. — Só matar e mutilar o membro fora.
Ela se preparou pra virar, me coloquei a sua frente e Dani me lançou contra a parde com impacto, me levantei, as costas latejando, Dani tocou o bracelete, girei meu anel gêmeo, e nós preparamos para atacar. Esquivei da maioria dos golpes, a jogando na parede, que rachou. Quando voltou à me encarar, seus caninos estavam um pouco mais afiados é compridos do que antes, e sua pele azeitonada estava pálida, e os olhos vermelhos, ela sorriu e ergueu a mão. Voei de encontro, ela esquivou com um passo e eu bati na parede, logo estávamos lutando, eu a prendia com uma chave de braço. Enquanto a garota furiosa tentava se soltar. Depois de um tempo ela parou, os olhos estavam azul e sua pele voltava lentamente ao tom normal.
_ Okay. — ela pegou, e mordeu o braço, o sangue parou imediatamente de pingar. — Eu procuro no andar de cima, e você aqui certo?
_ Sim. — Balancei cabeça e a soltei lentamente. Indo em direção aos quartos escuros. Ouvi Dani subindo as escadas.
_ Espera. — A ouvi chamar — Me desculpa, mas, você sabe que eu iria vencer — Ela deu de ombros.
_ Sonha. — retruquei.
_ Talvez, depois, meu sonho no momento é achar o Igor. — ela fez uma careta. Começamos à andar... Me virei e olhei Dani.
_ Não mate ninguém antes das 7 h . — sorri.
_ Como quiser, mamãe — ela piscou e desapareceu tão rápido que eu só senti o vento zunir. Segui para a escuridão.
~PVD Dani ~
_ Como quiser, mamãe — falei e desapareci na escada, Aqua tinha ido em direção aos quartos, me concentrei e invoquei a força pras pernas, corri mais rápido, cheguei no 2º andar, tateei na parede, não havia nada e porra! eu não podia ligar o as luzes, avancei, tropeçando, a merda da bebida fazendo minha cabeça latejar. Tropecei e cai de cara no chão.
_ Caralho! — sussurrei. Passei a mão no rosto, sangue... Af. Mereço isso. Jeriel seu... Legal, cai de novo.
_ Mas... oque?... — toquei onde eu havia caído, o pedestal era um pouco elevado, lembrei do que a Bibs tinha dito: Porta. Abri e pulei, não ouvi nada, espere, havia uns cochichos, tateei a parede. Achei. Interruptor. A luz fraca iluminou o quarto e uau. Olhei ao redor no pequeno espaço, havia uns puffs, aparelhos eletrônicos ao fundo, os cochichos vinham de lá, caminhei silenciosamente. E ergui o primeiro vulto de lá, Nick.
_ Onde está? — perguntei.
_ Quem? — ele tremia.
_ Onde está? — Pressionei o garoto contra a parede, apertando com força o pescoço. — Onde?
_ Não tá aqui. Ele saiu. — Ele gaguejava.
_ Ahãããm. Então vou ver no baú. — Dei de ombros e larguei o garoto que mexia no pescoço. — Você não se importa, não é mesmo? — O encarei. Ele engatinhou pro lado.
_ Não magina.
_ Bom, mesmo. — Comecei a andar até o baú, mas, um som me chamou a atenção. Virei, a porta trancou com um baque, Igor tentava escapar. Olhei pra Nick, ele engoliu em seco. Ergui a mão e ele voou porta acima. Corri e fechei a porta, encarando aquele...
_ Porque disso garota? — O olhei receosa, ele me encarava o rosto pálido. Ergui a mão e ele voou de encontro aos puffs.
_ Bom, como eram as regras? Ah! sim... Eu te peguei. Eu te encontrei. Eu te matei. — sorri e subi encima do garoto. Remexi no bolso da camiseta e peguei o bisturi.
_ O que é isso? Tá maluca? Me solta! — ele se esforçava para não gritar.
_ E acabar com a minha diversão? Hum... — fiz a pensativa — Não. Desci o bisturi pela camisa de meia manga azul, que ele usava, junto com um shorts fino. Igor mordeu os lábios, quando a lâmina gelada tocou sua pele. A camisa rasgou e a arranquei com os dentes, mordendo um dos gomos, ele suspirou. Desci o bisturi em seu peito, fazendo linhas aleatórias que no fim formaram um "D". Abaixei pegando uma algema e prendendo ele a pequena cama embutida à parede. Comecei a chicoteá-lo. Igor estava a ponto de abrir a boca e gritar.
_ Isso é por me beijar — chicoteei — Isso é por beijar a Nathálya. Isso é por confundir aquela... coisa... Comigo! — exclamei e chicoteei mais duas vezes seguida. Lágrimas estavam nos olhos do garoto.Assim como nós meus, sua boca totalmente cerrada. O sentei na cama e fiquei por cima, peguei um tablete de chocolate e ofereci com a boca, o garoto foi morder hesitante, mas, seu rosto foi de encontro com a minha mão, comecei a arranha-lo como uma fúria. Só parei quando vi metade do rosto de Igor em minhas mãos.
_ Isso é por fazer eu... Me apaixonar. — Falei e dei as costas.
Me sentei no chão e fiz algo que eu só havia feito uma vez, eu chorei. Igor me encarava perplexo. Não soube como ele conseguiu se soltar da maldita algema, só sei que senti quando algo ou alguém me puxou para o seu colo, abraçando minha cintura com força, coloquei a cabeça em seu ombro e chorei mais ainda.
_ Porque você... A beijou? — perguntei.
_ Porque isso importa tanto à você? — ele indagou.
_ Porque, você está respondendo as minhas perguntas com perguntas?
_ Porque você não abre o jogo? — ele fez de novo.
_ Porque, eu tenho de falar? — perguntei.
_ Porque, você está assim? — ele sussurrou, beijando meu cabelo — Afinal, não temos nada, não é?
_ Sim? — saiu como pergunta. — Mais...Porque?
_ Isso não importa. — ele me soltou — Afinal, não temos nada.
O encarei confusa, porque eu estava assim? Porque me importava? Porque eu disse que... Saltei pra trás e toquei meu bracelete, logo estava com a espada em mão e o golpeei. Igor desviou, agora estávamos lutando corpo a corpo. Ele cortou minha bochecha, e por incrível que pareça... Não curou.Derrubei o garoto com um rasteira. Ele caiu e a espada retiniu pra longe. O prendi com as pernas e mordi o lóbulo da orelha. Igor enfim gritou, um grito rouco, esganiçado e baixo, eu queria algo melhor, mas, já tinha descontado toda a minha raiva.
_ Acho que eu ganhei. — comecei a caminhar pra saída. Até ouvir o som de metal raspando, virei e me deparei com uma faca no pescoço. Igor me encarava sorrindo e arfando. O garoto me virou e prendeu numa parede, a faca afundou um pouco em meu pescoço, senti que começava a me cortar, girei e o chutei, mas, ele foi rápido e segurou meu pé, fazendo-me cair no chão. Igor então ficou em cima de mim.
_ Acho que isso prova quem é o melhor. — ele sorriu.
_ Infeliz — grunhi.
_ Maluca — ele sorria.
_ Idiota. — tentei chuta-lo, mas, ele me prendia colocando o peso em de seu corpo no meu.
_ Pede água.
_ Oque? — perguntei.
_ Pede água e diz que deseja meu corpo nu. — Ele sorria tanto, que pensei que fosse gargalhar. Fiquei vermelha, e dei uma cabeçada nele.
_ Me solta — comecei a correr, mas, ele me agarrou e roçou a mão em minha nuca, remexendo no cabelo.
_ Admita — sussurrou em meu ouvido. Igor conseguia me deixar louca, de ódio, de raiva, de...
_ Não preciso admitir nada, não tenho o que admitir — falei, tentando me soltar.
_ Mentir é feio — Suas mãos brincavam com o meu cabelo — Sabe, desde quando te conheci na aula de arte... E derrubei tinta vermelha na sua calça branca, e as meninas zoaram dizendo que você tinha menstruado... — Ele começou a contar, eu me lembrava perfeitamente desse dia, foi no fundamental, quando Aqua nós apresentou o garoto, eu estava carregando meus esboços, rostos de amigos, e um deles era de Igor. Até que o garoto carregando tinta vermelha, veio em minha direção, nós esbarramos e a tinta caiu em minha roupa.
Medyson, Amanda, Rebecca e Maya ( sim, aquela da compressa de café) começaram a me zoar, fiquei tão furiosa que soquei o rosto de Igor. Final: eu levei suspensão. E ele ganhou um biscoito. Por alguns anos eu o odiei, mas, de um tempo pra cá...
_ Eu me lembro, passei por várias zoações por sua causa. — Cuspi. — Você estragou o meu encontro com o Matt! — me lembrei do dia em que ele, falou coisas inventadas de mim, Mathew até hoje não olha na minha cara. — Nós odiamos.
_ Não, nunca chegamos a nós odiar — ele colocou um dedo em meus lábios. — Eu pelo menos tenho a certeza de que você não me odeia.
_ Pãm — imitei uma sirene — Errado de novo. Idiota.
_ Eu? Idiota? — ele me aproximou mais de seu corpo, de modo que eu fiquei de costas pra ele — Só se for o seu idiota, todo seu.
Corei.
_ Me solta- minha voz falhava. Eu realmente...
_ Sabe? — ele cochichou em meu ouvido, seu hálito brincando de me arrepiar — Desde aquele dia, eu prometi a mim mesmo, que ia conquistar a garota mais bonita, engraçada, louca e valentona do fundamental. Ele me virou de frente.
_ Isso não vai funcionar. — tentei soar dura. Mais a voz ainda falhava.
_ Veremos. — ele me lançou um olhar desafiador.
_ Não, porque eu... — tentei mais ele me cortou.
_ Ah. Cala a boca. — ele murmurou. Recolhi toda a minha coragem, o que eu sentia reprimido em mim e falei em alto e bom som.
_ Cale-a.
Igor me virou, me puxando ferozmente num beijo, sua língua pediu acesso e eu cedi. Logo estávamos em uma complicada dança. Sorriamos em meio ao beijo, mas não paramos. Só quando o ar se tornou realmente necessário.
_ Idiota. — sussurrei.
_ Marrenta. — ele revidou.
_ Louco.
_ Minha. — então ele me abraçou, sua boca borrada de me beijar, os lindos olhos castanhos brilhantes. Descansei minha cabeça em seu ombro.
_ Sabe? Eu acho que é meio rápido demais falar isso, mas... — ele me deu um selinho. Sorri, quando seus lábios se separaram do meu.
_ Quer jogar sinuca? — ele me perguntou.
_ Vou ganhar de você — mostrei a língua e pisquei. Ele revirou os olhos.
_ Veremos. — O garoto falou.
_ Sim — dei de ombros, e fui pra portinha — E eu não sou sua. Isso não aconteceu.
_ Veremos — ele sussurrou. — Ah! Que eu me lembre não gritei — ele fez cara de inocente. — Muito...
_ Hum. Isso é uma pena. — Me dirigi a frente dele, sorrindo, ele me encarava sorridente e com cara de bobo. — Mas, acho que está bom aquele.
_ Não, não está. — ele me segurou pela cintura e eu mordi a mão dele com força. Igor gritou alto.
_ Ai.
_ Satisfeito? — perguntei.
_ Louca.
_ Louca, e nem um pouco sua. — Mandei beijo e sai.
_ Veremos.
A última visão que eu tive foi do garoto sorrindo presunçoso.
~ PVD. Aqua ~
Entrei no quarto de Dani e encontrei algo ou alguém sentado a uma cadeira. Fácil. Peguei as balas e me dirigi à Nick.
_ Fácil encontrar você — segurei-o pelos cabelos e o atirei na parede. Nick estava sem camisa. Hum. Facilitando meu trabalho né? Bem...
_ A Bia que contou pra você né?
_ Não importa. — dei de ombros, sentando em seu colo e rebolando sexy.
_ Isso é contra as regras. — ele começou a reclamar.
_ Xiu. — coloquei o dedo em sua boca — Eu que criei as regras.
Ouvi um grito agudo, vindo de algum lugar acima.
_ Você acha que ela... — Nick começou.
_ Calado — dei um bofetada no garoto — Espero que eles se acertem, agora é a minha vez de te acertar. — Comecei a traçar caminhos de beijos, mordidas e chupões no pescoço de Nicholas. Ele gemia meu nome abafado. Peguei as balas finni, e ofereci, ele foi tentar tirar de minha boca, e eu mordi seu lábios, e comecei a morder, até sentir o gosto do sangue.
_ Oque é isso? — ele perguntou assustado, quando ergui um pote com pó laranja, e joguei água lá dentro.
_ Comida de cachorro esmigalhada e aquecida. — destampei, a massa que borbulhava e o cheiro de vomito invadiu o quarto da garota — Hora da maquiagem.
Comecei a passar a gosma no rosto de Nick, cada vez mais grudada à ele, e por fim, girando meu anel, retirei uma faca e comecei a fazer cortes. Nick tentava me tirar de cima dele, eu sorria, a cada tentativa falha, passei um batom na boca dele, o melhor, aquilo ficaria até o dia seguinte. Rasguei a camiseta do garoto e a retirei com uma mão e mordi um gomo do abdômen, Nick gritou abafado meu nome.
_ Chega né? — ele perguntou. — Agora me solta vai.
Sentei com um vasilha de brigadeiro e comecei a come-lo sensual, Nick me olhava espantado. Peguei as finnis e fui até a cama rebolando acima do garoto embasbacado.
_ Nem uma? — ele fez cara de pidão.
_ Não. — Comecei a bater em Nicholas com uma espécie de corda grossa, até as marcas começarem a aparecer, ele implorava e gemia meu nome.
_ Aqua... — Mordi a orelha dele e sussurrei a letra da nossa música, ele tentava me agarrar com os braços amarrados, por fim dei de ombros e fui embora deixando-o lá.
_ Aqua? Carol? Aqua? Aqua?
_ Beijos Nick. Bons pesadelos. — joguei um lata lá, e duas caranguejeiras saíram.
_ AQUAAAAAAAAAAAAAA!! — O ouvi gritar.
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