The Submissive
7 O senhor do Drama.
Notas iniciais
~Beatriz~
Caio e eu nós dirigimos à clareira, com uma voracidade tremenda. Ele empunhou a espada, eu a adaga. Ele me olhou de alto a baixo e começou a gargalhar, logo estava se contorcendo de tanto rir.
_ Oque está acontecendo? Pare. Agora. Mesmo! — ordenei.
_ Acho que... já posso... — ele se interrompeu — me considerar o vitorioso — disse Caio, levantando a espada.
_ HAHA. Veremos se continuará a dizer isso assim que eu arrancar pelinho por pelinho do seu bigode — caminhei em sua direção dando-lhe um beijo na bochecha — Vilão mexicano — gargalhei divertidamente.
Embanhei a adaga, dei estrelinhas e parei exatamente onde estava a cinco minutos atrás.
_ Exibida!! — Caio gritou.
_Pare de me amar um minuto, querido — falei com sarcasmo. — Impossível — Completei do mesmo modo.
Avançamos um contra o outro. Caio empunhando a espada, eu uma simples adaga. Eu tentei o atingir,mas, ele foi mais rápido, interceptando o golpe e acertando a parte chata da sua lâmina na minha barriga, despenquei com a dor. Caio avançou e me fez um leve corte na bochecha, eu levantei e o puxei pelo pescoço o lançando sobre o ombro em direção ao rio. Enquanto caia, Caio segurou num galho. Se lançando na relva molhada à margem do rio.
" Ótimo -pensei — Isso vai ser bom... "
Nós lançando num ataque corpo a corpo, eu interceptei a espada de Caio,mandando-a longe. Ele interceptou minha adaga, fazendo-me crava-la num tronco de uma árvore. Enquanto eu lutava inutilmente pra que a adaga sai-se de lá, bigodinho veio e me deu um chute nas costelas me fazendo cair e enquanto ele sentava-se encima de mim, consegui rolar, nós jogando na correnteza fria. A correnteza parecia nos puxar saímos do rio com muita dificuldade e desabamos num tronco caído do outro lado. Eu tremia, os lábios de Caio estavam azuis.
_ De uma próxima, nós mata de vez — ele disse.
_ Acho que eu posso resolver isso,meus caros.– aquela voz, não. NÃO! De repente o ar escureceu e se solidificou, tudo ao nosso redor, pássaros, esquilos e até mesmo a correnteza calor-se num silêncio absoluto, o céu estava num tom vermelho sangue puro, eu sabia o que estava pra acontecer.
_Caio! Abaixe! — gritei. Graças a Deus, Caio intendeu, abaixando no exato momento em que uma saraivada de flechas voava por cima de sua cabeça. Cravando-se nas árvores logo atrás de onde estávamos. Um riso divertido e assustador, cortou o ar. De algum modo retumbando acima das copas das árvores.
" Árvores — pensei — Em algum lugar logo acima."
Ergui o olhar, captando de onde a voz surgi-a, aquele homem, o mesmo de minha visão, estava no tranco mais baixo de uma árvore, sua pele desta vez não estava esticada, ele parecia mais...humano? Contemplando o ser, que se encontrava no galho, balançando as pernas, pude notar que ele era...Não acredito...Exatamente igual a Gabriel, tirando seu cabelo cacheado ser longo, mais fibroso e escuro como as trevas, seus olhos ainda brilhavam famintos, vermelhos, e desta vez...Ele não demonstrava compaixão.
_ Senhor dos reinos de fogo ao seu dispor– disse o demônio colocando-se de pé e fazendo uma pequena reverencia ainda acima dos galhos - Beatriz... Que bom revê-la... Talvez desta vez podemos terminar a nossa valsa.
_ Nem se eu fosse a última Di Imortalles da Terra.
_ Ninguém nunca me desprezou, querida.– ele falou.
_ Olha, eu não sou a Annabeth. — retruquei.
_ HAHAHA. Bem que Lâmia me disse que, oh deus, você é realmente arrogante.
_Obrigada. De nada. Agora pode-se retirar — cuspi.
_ Hum. Creio que não. E quem séria este ilustre amiguinho?– Ele apontou pra Caio que ainda estava em choque.
_ Ah, porra, ele ta recitando Shakespeare?
_ Lúcifer, Satánas, Satan, etc, prazer em conhece-lo,antes de mata-lo– O demônio fez uma leve reverencia — Se o amor é cego, nunca se pode acertar o alvo.– disse em resposta.
_ Haha. Veremos. — Caio brandiu a espada e se lançou em direção a Lúcifer. Enquanto eu corria e retirava minha adaga da árvore.
Logo eu e Caio , que havia sido passado pra trás pelo Senhor dos Infernos. Após chegar perto dele e ele sumir numa nuvem vermelha e ácida como sangue. Estávamos costas a costas brandindo nossas armas.
_ Lá está ele! — gritei apontando pra o sujeito sentado no telhado com uma xícara de chá entre a perna.
_ Aceitam chá, meus caros?– perguntou.
_ Desça e lute, covarde!! — Caio gritou.
_ Não usaria este tom para comigo– respondeu Lúcifer.
_ Ahn...Caio... — Tentei — melhor...parar...
_Ouça sua amiga.
_ Amiga? — Caio perguntou.
_ Ah... HAHAHA– O demônio sorriu desdenhoso.
_Lúcifer, desça e vamos bailar — disse, enquanto eu fazia um passo de dança empunhando novamente a adaga.
_ Dançar com esse covarde? você Bia? Nunca!
_ Já fui chamado de muitas coisas, garoto. Mas nunca de covarde, você me pagará por isso.
_ Ai que meda — Caio ironizou.
_ Você é arrogante sabia, garoto?– disse Lúcifer.
_Seu cu. — Caio respondeu.
_ Eu não usaria esse tom com a própria encarnação do mal, o príncipe das trevas.
_ Ah é? Vai pro Inferno. — Caio disse — Ah. Ops! Você acabou de sair de lá. — disse fingindo falsa culpa.
Os olhos de Lúcifer brilharam um brilho de puro ódio, ele se lançou conta Caio empunhando uma espada de lâmina mortalmente negra e afiada. Mas antes, que perfura-se em Caio que não havia se mexido, uma espada cravou-se em seu peito, espiralando sangue encima de mim e do bigodinho.
_ Não encoste um dedo no meus amigos. — Julliana disse.
Lúcifer ainda em choque, com os joelhos tremendo, outro vulto deu-lhe um soco. Fazendo-o cair. Eu ria. O " senhor dos infernos" estava sangrando.
_ Nunca. Mais. Toque. No. Meu. Irmão. — Dani rugiu.
_ Insolentes. Vocês pagarão. Serão as primeiras a morrer. — Lúcifer ameaçou antes de sumir em outra nuvem.
_ Senhor do Infernos ou do Drama? — uma voz angelical disse.
_ Gabriel? — perguntei cheia de esperança.
_ Não. Minha cara. Gabriel está unindo os exércitos do céu. — respondeu o anjo. — Prazer... Jeriel.
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