The Submissive
10 Menina Veneno
Notas iniciais
~Beatriz~
Senti como se cordas enrolassem meu pescoço, sufocando-me, ao fundo Nathálya gargalhava. Tentei abri meus olhos, em vão. As únicas coisas que eu sentia era a dor alucinante e a dor esquartejante, tentei novamente erguer meu olhar, consegui. Vi chamas dançarem a minha frente. Novamente escuridão. Não senti a aproximação de alguém até este apoiar-se sobre meu ombro.
_ Gostando do Teste, queridinha? — Nathálya sussurou ao meu ouvido.
Tentei me soltar e a chutar lateralmente. Mas ela passou-me pra trás.
_ Errou. Hahahaha. — Ela parecia realmente se divertir.
" Não poderei vence-la pela força, preciso de uma estrategia. " — pensei — " Talvez..."
Seguindo as cegas pra frente, já começava a sentir o calor corporal que Nathálya extinguia. Ela se mexia muito rapidamente, eu sabia que não tínhamos evaporado pra outro lugar e que na real estávamos na mesma sala de antes. Todos indefesos sobre o poder daquela garota.
_ Yes, baby! Nem Las Vegas é tão bom quanto aqui — ela continuava a falar com a mesma voz que a Dani.
Avancei em direção a voz e chutei-a. Ouvi Nathálya arfar e senti um vento vim da direção de onde eu a havia chutado.Por cinco minutos a escuridão diminuiu e eu consegui enxergar o sofá da sala do Chalé de Nick. Ainda estávamos lá. Caio no canto agonizava baixinho, a cobra ainda o repartia, a coroa ainda estava em sua cabeça. Ele estava com uma corda no pescoço amarrado ao ventilador que girava, seu corpo tinha espasmos a cada cinco minuto, seus lábios começavam a ficar roxos. De repente a escuridão me envolveu de novo, como braços me pressionando contra o chão. Ouvi o baque do meu corpo ao acertar o de Igor, ouvia Nick lutando contra o demônio. De repente o grito agonizante dele quebrou o silêncio. Eu podia sentir cheiro de sangue. Ela o feriu.
_ Hakuna Matata! — Nathálya gritou e começou a pular do sofá ao teto, numa velocidade em que eu somente ouvia silvos e sentia o vento de seus movimentos. Caminhei lentamente em sua euforia, e chutei-a em pleno ar. Ela caiu, cravei a espada em seu pescoço... não... eu havia errado, de algum lugar ela começou a desferir chutes e socos, só parando quando eu já começava a sentir o sangue escorrer por meus lábios.
_ Isso é uma pena. — Ela falou — Pensei que depois da morte da outra... Você teria mais vontade de brincar Bibs.
Ela avançou cravando uma lâmina em meu tórax.
_ Acho que não. — ela soltou uma gargalhada estrondosa — Hora de quebrar a boneca.
Estremeci pensando que tivesse morrido. De repente, uma luz me cegou, abri os olhos e me deparei com aquela garota, sua imagem tremulando entre Dani e outro ser, de faces angelicais,mas, com uma expressão maquiavélica. Ela se espreguiçou mais no sofá, comendo uma banana e cantando: Paradise — ColdPlay. Suas palavras ainda giravam em minha mente, junto com uma frase, a muito dita por meu pai.
* Flashback On *
Estávamos em seu escritório, ele olhou para mim e para minha prima.
"Você e seus aliados — ele olhou de relance para Aqua — terão de ser fortes. Pois muitas vidas serão "sacrificadas."
* Flashback off *
Aquilo séria um aviso? Ele podia ter previsto a morte da Dani?
_ Hello, gata,please , não tenho a eternidade toda. — ela falou sarcástica. Eu avancei em direção a ela, desarmada, apenas com minhas unhas para um luta corpo a corpo. Pulei por cima do corpo dos meus amigos. Caio estava desacordado,mas, ainda gemia.Olhei para o relógio eletrônico na parede da sala. Havia se passado dois dias já. Dani estava morta há exatos três dias. Eu estava a ponto de desabar a chorar ao me lembrar de seus olhos azuis que jamais seriam abertos novamente. Com muita força me pus de pé, tinha de ignorar isso. Depois choraria a morte da minha amiga.
_ Nathálya! — teria sido mais heroico se não tivesse soado como um gemido. Avançamos uma contra a outra. Eu a arranhava,mas, impressionantemente não ficava marcas. Ela me chutou dezenas vezes, sentia vontade de vomitar e eu estava começando a engasgar com o meu próprio sangue, quando de repente Nathálya parou. Girou 180º e lançou sua arma contra a corda de Caio cortando-a.
Avancei contra ele, sua respiração estava muito enfraquecida,mas, seu coração ainda batia, graças a Deus, beijei seus lábios roxos. Nathálya me chutou nas costelas e colocou o pé sobre mim.
_ Teste terminado — ela sussurrou em meu ouvido.
_ Hein? — perguntei.Ela apenas levantou, ajeitou as roupas, estabanou o pó delas e começou a fazer os passos da Macarena. Eu à encarando estilhaçada no chão, não sabia o que fazer. Nathálya começava a rir a dançar, sobre seus pés descalços chamas brotaram. Ela apenas continuou dançando. Pegando novamente a adaga. Sentou-se sobre o corpo de Caio que inchou e expeliu o ar como um balão, ela me encarou só então pude notar como ela era de verdade. É puta merda, ela era linda. Seus cabelos negros e sedosos, caiam lisos até a cintura e se enrolavam nas pontas, seus olhos castanhos — negros eram da cor de café, sua pele é branca como mármore, assim como os dentes.
_ Olhar a face de um anjo nunca é fácil não é mesmo Best? — a garota disse.
_ Anjo? — perguntei chocada — Tu ta mais pra demônio.
_Hora. Obrigada — ela respondeu docemente — Gostei de você. Talvez te mate por último.
_ Você me matar? — eu perguntei sarcasticamente com as últimas forças do meu ser. — Ta brincando?
_ Você já ta morta querida. — ela me olhou de um jeito suave, avançando logo em seguida.
_ Isso é uma piada? — uma voz disse da porta de entrada do chalé
Olhei e não acreditei no que vi. Mancando, com pequenos e grandes cortes que começavam a cicatrizar em negro, roxo e vermelho, o físico de um esqueleto, com várias folhas, lama e sujeita pelo corpo, um vulto se esgueirava se aproximando. Avançando em direção a Nathálya.
_ Oi, gata. Faça o favor de não matar a Beatriz. Obrigada. De nada.
Olhei o vulto que se aproximava ele apenas pareceu sorrir pra mim.
_ V-você? — gaguejei.
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