The Submissive
1 Começando
Notas iniciais
~Beatriz~
_ BIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA !! Acorda!! — gritou minha mãe.
Sabe aquele momento em que você está acordada mais continua dormindo só pra provocar sua mãe? Então eu adoro fazer isso, as vezes, tenho vontade de dormir e nunca acordar, tipo hoje por exemplo. 19 de Junho, meu aniversário e primeiro dia de aula no segundo ano...Estou oficialmente completando dezessete anos.
" Nossa sou uma velha centenária". -penso as vezes.
Eu não sei o porque mais e todos os meus aniversários algo estranho acontecia. Não ouvi quando minha mãe parou de gritar,achei aquilo estranho, no normal ela ameaça tirar meus livros do Percy Jackson se eu continuar fingindo que não a escuto.
Levantei -me minha camisola grudando em minhas pernas, desci as escadas, gritando o nome da minha mãe. Já deviam ser entre 7 ou 8 horas, chamei minha mãe de novo, senti um cheiro metálico no ar, como metais enferrujados e serragem,não sei o porque mais automaticamente me deu náuseas, ouvi pingos como a torneira da cozinha aberta, resolvi descer as escadas para o terréo e verificar o que estava acontecido.
Nunca deveria ter feito aquilo! Foi quando tudo...mudou...
Seguindo o barulho fui parar no banheiro da sala de estar... Minha mãe Elizabeth Ang suspensa presa ao lustre por uma corda, com um corte no pescoço, sua boca amordaçada e seu sangue pingando na banheira, no espelho havia um aviso escrito com sangue fresco...O de minha mãe...
" O mal levantou! O céu já não poderá se erguer, prepare o corpo, o receptáculo chocou."
Soquei o espelho com uma força descomunal que lhe parti em mil fragmentos. Retirei o corpo inerte da minha mãe e o abracei, chorando e soluçando, confusa e assustada enquanto sentia o último suspiro de sua vida sair do seu corpo. Gritei em meio a morte que se espalhava por minha casa.
_ NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO!!!
Acordei suando frio, praticamente desci as escadas aos tropeços antes de chegar a cozinha, lá estava meu pai Miguel e minha mãe Elizabeth tomando café, não queria comentar nada sobre o pesadelo de noite passada, mas, pareciam que eles já sabiam...
O ar estava electro como em um dia de tempestade o que não era muito possível em minha cidade... São Francisco, eu havia me mudado com apenas 2 anos de idade do Rio de Janeiro pra cá, inglês é praticamente meu único idioma,mas, eu também sei falar um pouco de português com muita,mas, muita dificuldade, me sentei ainda encarando-os. Mentalmente agradecida por só mais um sonho ruim, o pior em anos.Mordisquei uma maçã olhando meus pais terem mais uma das suas conversas silenciosas, tudo bem. Levantei e subi correndo para o meu quarto pronta pra tomar um banho. Antes de entrar no box eu tirei toda a roupa e comecei a olhar para o espelho como sempre fazia.
Confrontar, ser confrontada.
Eu odiava e adorava fazer isso,pois, pra mim e uma tortura me olhar no espelho, minha pele é levemente bronzeada,meus olhos cor de âmbar ( como os de meu pai) são quase negros, meus cabelos longos e levemente cacheados são igualmente iguais, meu corpo é magro e esguio, mais tem uma silhueta bem definida, meus seios são pequenos como limões... Se eu sou bonita? Sinceramente?...Não acho. Estranha, esquisita, nerd e ex- bulímica. Saída da clínica a apenas alguns meses.
Sim, eu praticava bulimia, quase morri umas quinhentas vezes,mas, isso não me importava na época e não me importa até agora. A depressão talvez causa-se isso.
Caminhei até o box, tomei um banho rápido e gostoso. Quando eu estava saindo de toalha... Caio entrou.
_ Toc Toc... Quem é... O Caio, posso entrar?...Pode... — disse com ironia.
_ Mil perdoes sua alteza. — disse sorrindo pra mim, retribui o sorriso.
_ O que está fazendo? — perguntou-me
_ Neste minuto? Estava indo pentear o cabelo.Quer me ajudar? — expliquei mostrando a língua em seguida.
_ Por que não? — disse ele pegando a escova de minhas mãos e se colocando atrás de mim — Que perfume cheiroso... — começou enquanto roçava as mãos em meu pescoço. Aquilo era tão bom. Eu e Caio sempre tivemos uma relação de amizade colorida. Meio liberal, e íntima, até demais. Então pra nós quase nada era estranho. Havíamos perdido o BV juntos uma vez só pra saber como era.
Quase começamos a namorar, por um tempo estávamos bem, nisso de vai ou não vai,mas, depois terminamos. Era como um namoro, sem a parte formal. E agora bem... Todos afirmavam que ainda nós gostávamos,mas, nenhum de nós queria ceder.
_ E da Vitoria Secrect's — respondi, torcendo para não estar corada.
_ Eu terminei. — Caio disse-me. — É quase tão gostoso quanto você. — completou em seguida.
Caio era realmente bom com as mãos. No bom sentido.Não pensem outra coisa. E que... Em apenas um minuto havia feito uma trança lateral no meu cabelo, olhei para o relógio do banheiro iriamos chegar atrasados.
_ Bobão — gritei enquanto o empurrava pra fora.
_Opa! Opa! Lindinha... — ele me mostrou a língua — Calma já to saindo Bia.
_ Vai logo!! — empurrei-o com tanta força que minha toalha caiu, revelando meu corpo nu com algumas gotas de água. Caio estava na sua melhor pose de surpreso, eu estava chocada, não sabia o que fazer.
_ Não olha! — gritei, Caio cobriu os olhos com as mãos,mas, podia jurar que vi pequenas fendas nelas. Olhei pra trás enquanto agachava e pegava a toalha e me enroscava novamente.
_ Pronto. Já pode olhar. — disse dirigindo-me a Caio.
_ Não estou mais de frente a Wanessa da Mata? — perguntou fingindo-se de inocente.
_ HAHA. — disse. Fui pro meu quarto e deixei Caio do lado de fora no corredor. Resmungando que meninas eram mais complicadas que passar de fase no vídeo-game. Coloquei minha roupa intima, peguei uma calça jeans azul clara surrada do guarda- roupas, uma regata branca, um par de meias e coloquei meu all star, mas, não conseguia achar minha jaqueta camuflada.
Caio entrou nessa hora como se tivesse ensaiado sua deixa. Foi diretamente pra debaixo da minha cama e tirou minha jaqueta de lá, eu já ia pega- la quando escorreguei e cai em cima de Caio. Nossas bocas a poucos centímetros uma da outra...
Sentimos a respiração acerelada um do outro. Desviei meu rosto pra mais perto do seu.Minha boca roçando em sua orelha . E sussurrei em seu ouvido:
_ Ainda bem que cai no macio — gozei.
_ HAHA — Caio retrucou. Mas pude sentir o seu coração acelerado sobre o meu.
Peguei de suas mãos minha jaqueta e coloquei-a por cima da regata, estava pronta, só ia pegar minha mochila e já podíamos ir para a Meredith School High...Para mais um ano de tortura.
Comecei a reparar enquanto descíamos as escadas, Caio me contando de suas férias com a irmã, a mãe e o padrasto.Estava usando uma camiseta vermelha, com um jaqueta ao estilo motoqueiro escura, jeans pretos e all stars velhos ( iguais aos meus).
Seu cabelo levemente comprido esteva igual ao de sempre, lisos e nunca aceitavam bem... Alguns fios caiam em cima de seus olhos cor de chocolate.Ele era esguio como me lembrava,mas, estava levemente mais atlético do que antes das férias e sua pele continuava clara ( mais ao mesmo tempo mais escura que a minha ), em seu rosto começava a nascer um pouco de pelos desde o ano passado por isso eu, e nossas outras melhores amigas: Sua irmã Danielle e uma menina morena, chamada Julliana sempre chamávamos ele pelo apelido que inventamos só pra irrita-lo " Bigodinho".
Segurava em sua mão, e ele revirava os olhos ao descrever como Dani quase matará a vendedora da loja por não haver sapatos " colchis" lá, que Dani havia se apaixonado pelo guia deles e quase o agarrado na frente dos pais, que ele e o padrasto brigaram...de novo... O garoto me esperou em quanto eu parava no cabideiro e pegava minha mochila.
O garoto conversou com os meus pais que ficaram me lançando olhares maliciosos, enquanto eu retribuía com um que dizia " Somos apenas amigos".
Peguei uma maçã e joguei na direção do Caio. Ele desviou:
_ Cuidado! Sabe que essas coisas são perigosas! — disse fazendo-se de assutado.
Peguei uma outra maçã e joguei-a ( literalmente falando) na cara de Caio.
_ Ai... — gemeu — Isso dói.
Comecei a rir igual uma retardada e sai de casa o arrastando até chegarmos ao seu carro. Um audi cupe prata 2.0. Pulei pela janela aberta, deixando Caio com papel de idiota junto a porta. Ele deu a volta e entrou no seu lugar junto ao banco de motorista. Nem notei quando o Caio ligou o rádio e Red — Taylor Swift começou a tocar. Peguei meu livro do Percy Jackson e comecei a ler, rindo a cada 5 km da lerdeza do personagem.
_ Não desgruda deste livro né? — Caio perguntou.
_ Ciúmes? — retruquei.
Ele corou, abaixando a cabeça e começou a batucar o volante em acompanhamento da música. Depois de quarenta minutos, chegamos a o Meredith School High. Abri a porta antes que o bigodinho desse uma volta completa. Ao longe vira Julliana e Danielle sentadas próximas ao chafariz. Danielle com seu cabelo castanho quase negro preso em um rabo de cavalo simples que já começava a cair, seus olhos azuis tempestuosos faiscavam, estava com uma regata do Red Hot Chilli Peppers, calça jeans surrada e chinelos. Conversava animadamente, e não parava de gesticular a cada 5 minutos. Nada diferente. A mesma Dani.
Caroline Ang, minha prima por parte de pai estava sentada em uma escada mais ao longe com meu violão nas mãos. Seu cabelo loiro estava com mechas azuis naquele dia e brilhava como fios de ouro sobre boné dos Yankees. Ela havia morado em São Francisco desde sempre,mas, era bem mais influente em português do que eu.
Praticamente corri até elas, estava louca de saudade.Nisso o estacionamento estava molhado e eu como sempre escorreguei e cai de cara na lama. " PLOFT"
Droga de coordenação motora.
_ Ui...Ai...To bem... — sussurrei.
Todos em volta riram ruidosamente enquanto eu corava. Alguns amigos vieram me cumprimentar por meu cinquentas anos... Kate, Ryan, Pamela, Robb, Jake ... e outros...
" Blééééé " — pensei.
Quando finalmente todos foram embora eu me dirigi com Caio ao meu lado, em direção as meninas. Julliana me abraçou com tanta animação que eu pensei que ia morrer sem ar, seu cabelo cacheado caindo acima dos ombros ( ela não o alisou hoje?), sua pele bronzeada ( quase negra) estava vestida com uma calça jeans rasgadas, regata preta de flanela e várias pulseiras de spikes no braço, havia uma bandana vermelha acima de seus cabelos, seu olhos castanhos faiscando de animação, em busca de um motivo pra uma balada. Caroline estava ao longe perto de Igor, um de seus amigos do segundo ano.Eles conversavam animadamente e talvez, eu estivesse errada, mas, podia jurar que ela tinha interesse naquele garoto.
_ E ai prima? Ta ficando velha né? — debochou Carol, enquanto eu me aproximava, ela estava vestida, igual ao mim, ao menos pelo fato de estar com um moletom azul-marinho e com o seu tradicional boné preto dos Yankees. E de ter olhos esverdeados... Sim... Ela realmente é linda.
_ É... eu sei...
_ Olha os cabelos brancos... — debochou Danielle
_Oque? Não! — gritei desesperada.
_ Caio tira dela? — disse Julliana — Ou diríamos...Atira?
Nesse momento saquei o que havia por vir...Ovada... Já estavo pensando em como me desviar, mas, sabia que cedo ou tarde Caio, Igor ou outro dos garotos me acertariam. No momento em que todos no estacionamento estavam com seus ovos, eu já havia me encolhido esperando a chuva de podridão. Mas nada aconteceu, olhei pra cima, o tempo havia parado. Ao meu lado uma jovem...um jovem... de cabelos loiros encaracolados e pele branca alva... estava me encarando...
_ E então? — perguntou-me
_ Que?... Oque?...Como? — gaguejei.
_ Você realmente é boa com as palavras... — disse-me. Corei violentamente sobre os seus olhares suaves e severos, seu olhos eram azuis- céu. Ele me lembrava respectivamente alguém...
_ Srta. Ang?
Não sabia como ele conhecia meu sobrenome, algo me dizia pra correr. Mais aquele garoto com rosto de garota...jeito suave... Não sei o porque mais algo nele me prendia aquele lugar. Eu sei o que meu pai falaria, diria pra eu dar meia volta e sair,mas, como?
_ C-como você sabe o meu nome?
_ Eu sei o nome de todos os mortais... e de todos os não-mortais... — seus lábios eram hipnotizantes.
_ Mortais? Fala como se não fosse um...
_ Na verdade... Não sou.
_ C-como assim? — meus braços se arrepiaram com a informação.
_ Seu pai não lhe contou?
_ Me contou oque? Quem é você? Qual é o seu nome? — perguntei nervosa.
_ Chãm... De novo isso... — ele revirou os olhos pigarreando -Meu nome é Gabriel..."ANJO" Gabriel...
_ Ta brincando...
_ Não. — respondeu severamente.
_ V-você quer dizer... que é o Anjo Gabriel. Tipo... O mensageiro de Deus?
_ O que anunciou à vinda de Cristo Salvador, um dos anjos — príncipes e BLÁ BLÁ BLÁ... — completou sacundindo a mão num gesto de desdém — Sim. Sou eu.
_ Mas...Mas... Deus não existe...
_ Pelo contrario pequena -imortal... Deus é bem real... Assim como seu renegado.
_ M-mas porque está me contando tudo isso?
_ Porque seu destino se aproxima... E você terá difícies decisões pela frente, novo corpo. Agora, devo ir. Adeus. Beatriz...
_ Destino? Espere...Gabriel...Anjo...Você...Espere!!
_ Nós veremos em breve jovem amiga. Estamos de olho em você. — Então ele abriu suas asas, lindas asas brancas, e algo me disse pra desviar o olhar.Quando olhei de novo estava na mesma cena antes de Gabriel aparecer, os ovos voando em minha direção, desviei agilmente, os ovos acertando Caio e Igor. Todos me encararam perplexos, ninguém, nem mesmo um corredor profissional teria aquela agilidade. Fui na direção de Igor tocando-lhe carinhosamente o queixo e observando seu moicano encharcado com ovo...
_ Igor? — chamei
_ Sim? — ele respondeu...
_ Você fede — soltei
Todos riram, Caio ainda me olhava com aquele olhar de : " Quero todos os detalhes". Enquanto esperávamos o sinal bater eu ia pensando naquela estranha alucinação,uma de muitas que eu já tinha tido, o pior era saber que de todos os meus amigos... Não que eu não confia-se neles,mas, é que todos iriam simplesmente rir e dizer que era coisa da minha cabeça, sentei na escada perto da Aqua ( era como eu tinha apelidado minha prima, por ela ser ótima nadadora e junto com a Ju terem ganho as Olimpíadas de quase todos os anos).
Ela me entregou meu violão... Um Austin Classic Guitar pintado de preto. O apanhei enquanto pensava em como explicar aquela nova alucinação, talvez uma mentira... Dizer que aquilo foi reflexo, que num momento estava em frente aos meus amigos e em outro quase do outro lado do estacionamento.
Afinal, a verdade é como uma arma, uma espada, você escolhe à ferida, o impacto da lâmina, e não quem irá atravessa-la. A mentira é a capa, a proteção contra tudo. A forma de ocultação.
Eu comecei a distorcer algumas notas.Logo todos pediram que eu toca-se alguma música. Caio sentou- se ao meu lado e em um acordo surdo começamos a tocar juntos. Não me lembrava à que hora ele tinha pegado seu violão,mas... Todos no estacionamento sentaram-se a nossa frente e acompanharam com batidas a música,mas, logo o sinal tocou. Dani foi a mais chateada, afinal ela tinha um " Q " a cantar, ela dizia que devíamos ter montado um banda " Alcoólicos anônimos". Eu apenas ri.
Decidimos deixar nossos violões no Audi Cupe do bigodinho e fomos pro portão de entrada da Meredith School High. Uma mulher de no máximo 35 anos, se apresentou como Emilly RavenClean. Mas na real? Eu tava nem ai. Não que eu fosse grossa,mas, é que eu queria checar logo se finalmente ( depois de vários anos) estaria na mesma sala que Eric, um carinha bonitinho de quem eu " talvez" estivesse afim
_ Srta. Ang? Sr. e Sra. Martinez ? — Aquilo me arrepiava, as vezes esquecia de que Danielle e Caio eram irmãos gêmeos. Que não se pareciam em quase nada, pois, Caio era branco e tinha olhos chocolate enquanto Dani tinha os olhos azuis mais lindos e intimidadores que se podia imaginar e era um pouco mais morena. Mais a questão não era essa, a questão era: Porque raios, todo mundo quer falar comigo?
_ Sim? — perguntei sem me virar.
_ Só mais uma coisa... Talvez deva ter cuidado com a sombra, e evitar a luz, lembre-se, a luz mais brilhante virou trevas.
_Oque? — perguntou Caio e Danielle em uníssono.
_ Nada meus queridos... — a senhora respondeu docemente.
Já estávamos nós dirigindo para fora quando sobre o ombro ela gritou:
_ Ah!! Serei a nova professora de Inglês para os segundo ano.
Aquilo realmente me deixou brava,mal cheguei e descobrir que minha professora fora substituída? E que no lugar colocaram uma louca metida a Oráculo de Delfos? Caminhei até o corredor dos armários com os irmãos ao meu lado. Ju apareceu ao nosso lado, vinda de outro corredor. Íamos conversando, quando cheguei no armário de número 17, coloquei a combinação e o abri, guardei minhas coisas e peguei o meu Mp3 e o livro de inglês. Hora de ver se a professora Lúcia é tudo o que ela disse...
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Só nos primeiros dez segundos de aula, eu já tava conversando com Danielle, que passava recadinhos de papel para Mathew. Caio estava do outro lado da sala, fazendo anotações.
_ Srta. Ang? — a professora chamou interrompendo minha concentração na felicidade de Dani ao receber a resposta.
_Sim? — Ergui os olhos
_ Pode me explicar do que se trata o livro escrito na lousa?
Olhei para a lousa, estava escrito " Rick Riordan — O Ladrão de Raios" . Respirei fundo enquanto virava pra trás, pra pegar o livro da minha mochila...
_ E então? — a professora perguntou.
_ Bom... — disse suspirando e automaticamente me levantando — O Ladrão de Raios, obra original de Rick Riordan, nasceu por conta de seu filho Harley Riordan que tinha dislexia e TDHA ( Transtorno de Difict Atenção — fiz aspas com o indicador — deste jeito, seu filho não se dava muito bem na escola, e Rick tentando ajuda-lo começou a inventar histórias de mitologia greco-romana sobre um Semideus... Metade mortal, metade deus, filho de Poseidon, Deus do mares, que sofria de TDHA e dislexia, que foi injustamente acusado de roubar o raio-mestre de Zeus ( deus- rei), senhor dos ceús e seu tio, e o Elmo das Trevas de Hades, senhor do Submundo ( também seu tio) , o que era motivo pra causar a 3ª Guerra Mundial, Perceu Jackson ou Percy, descobre que é um meio sangue, após matar com "uma caneta" sua professora de iniciação em Álgebra... Sra. Doddys ( Na verdade uma benevolente, mandada para o matar). — respirei fundo e continuei — Percy vai com seu amigo Grover Underwood , que é na verdade um sátiro, da cintura pra cima é um garoto normal do fundamental com espinhas e uma rala barba, da cintura pra baixo nota-se uma pequena diferença quando está sem calças...ele é um bode... debaixo de seu cabelo encaracolado escondido por um gorro rastafári há pequenos chifres. No caminho de casa, Percy se separa de Grover e vai para casa, um apartamento em Manhattan, briga com seu padrasto Gabe Ungliano ou Gabe Cheiroso como Percy o chama. Ele e sua mãe Sally Jackson, decidem viajar, após sua sexta expulsão de um internato. " A academia Yanci " — fiz um pausa, para retomar o folego — Numa noite Grover bate em sua cabana, despeja a verdade a Percy e conta a Sally que eles estão sendo seguidos pelo Minotauro,Sally manda os garotos entrarem dentro do camaro de seu marido. No caminho de Mountauk a Long Island, Sally e Grover se ferem... e Percy sozinho derrota o Minoutauro, após cruzar as barreiras mágicas do acampamento o Pinheiro de Thalia. Ele acorda com uma menina de cabelos loiros encaracolados e olhos cinzentos a sua frente...ela fala que ele baba enquanto dorme... Alguns dias depois...Percy conhece Clarisse, uma filha de Ares e...
_ Pode-se sentar Srta. Ang. — disse a professora.
Todos me olhavam com admiração ou chocados, era a primeira vez que um aluno saia de uma fria sabendo a matéria. Eu não pude me conter diante do olhar de puro ódio da Sra. RavenClean e sorri. Sorri pra todos verem. Que não tinha medo de nada...
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Depois da aula de Inglês, tivemos aula de Educação Física. O que eu simplesmente não me dava tão bem... o Treinado Edward Hedge,mas, como os chamávamos de Hedge. Havia mandado a gente correr em volta da quadra, fazer flexões e abdominais, enquanto ele tomava Diet Coke e mascava chiclete, ele era baixinho, de nariz batatinha, cabelos e barbicha ruiva, e muito enfezado... Além de cheirar à Creolina e ser manco. Ele gritava a cada meio minuto: " Morra".
Enquanto os meninos faziam fila pra jogar basquete, as meninas da nossa turma iam escolhendo um time, pelo menos, nas aulas eu não havia mudado... a única que me escolheu pro time foi a Ju. Eu admito nunca fui boa em Física, as únicas coisas que eu conseguia fazer era dar chutes e socos, com uma força descomunal e correr. Mas o Treinador nunca passava isso, por isso, minhas notas eram sempre +B ou — C .
Quando o dia terminou, todos queriam ir pra uma balada,mas, eu não era muito disso. Mandei eles irem sem mim, Caio queria me acompanhar até em casa, mas, eu disse que ia andando.Então Ju o arrastou para a balada junto com os outros.
Enquanto eu caminhava, nas calçadas quentes, com o vapor subindo até meus joelhos, eu ia pensando no que tinha acontecido hoje... Meu dia tinha começado e terminado estranho, ou talvez eu que estivesse encanada a toa, a médica tinha falado que pelo pequeno dano " mental" que a doença me causará talvez tivesse micro-alucinações. Mas aquilo foi real...
_ Mãe? Pai? — grito,enquanto entro pela sala.
_ Limpe seus pés antes de entrar mocinha! — respondeu minha mãe da Lavanderia
_ Hein? Mas...
_ Limpe seu pés!
_ Mãe...
_Agora!!- ela retrucou.
Limpei meus pés, e entrei, dei um beijo na minha mãe... eram 13:39 . Subi pro meu quarto,meu pai iria chegar só mais cinco horas depois. Joguei a mochila em cima da cama, e fui checar os e-mails.Nada de novo, alguns parabéns. E eu não queria responder a ninguém. Voltei pro banheiro comendo uma maçã. Fui pro box e deixei os pingos de água tocarem minha pele,mas, parecia que elas evaporavam antes de eu encostrar nelas, naquele calor infernal.
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