The Stripper

17 Capítulo 16 – 25 perguntas.


Notas iniciais
Boa noite. Mais um capítulo chegando.
Escrevi esse capítulo pensando em duas músicas (mas como não queria encaixa-las na história, decidi não incorpora-las ao texto).
Caso você seja uma pessoa que goste de ler e ouvir música, segue os links
Sunday Morning Maroon 5 (No começo do capítulo).
- http://www.youtube.com/watch?v=-Sx9HEZp5ng
She will be loved - Maroon 5 (A partir do Hot, até acabar as cenas fofinhas *--*)
-http://www.youtube.com/watch?v=RBM_srNAOk8
*Sim, overdose de Maroon 5 ultimamente. Bom capítulo.

P.O.V. Bella

Era uma manhã de domingo chuvosa, Edward e eu estávamos indo a minha casa de praia em San Diego. A música perfeita, junto à companhia perfeita, num dia perfeito – ou quase, já que a chuva começou do nada, nos forçando a avançar mais rápido – eu não podia estar mais feliz.

Ao chegarmos a casa, Edward soltou um assobio alto.

- Tem algo de sua família que não seja extremamente exagerado? – revirei os olhos,

- É uma casa de praia normal. – Rebati indo para o quarto com uma pequena mala, enquanto ele me seguia.

- Olha, eu moro num apartamento próximo a Santa Monica, e eu vejo aquelas praias quase sempre. Não existem casas como essa. – Ele disse apontando para a parede do meu quarto. A casa contava ainda com uma cozinha, uma sala e mais um quarto e uma suíte no andar de cima. Nada de anormal.

- Isso é porque minha família não tem casa lá; vou lembrá-los de construir algo. – Disse sarcástica. A praia demorava uns 15 minutos de carro, não havia necessidade. O que me deu uma idéia. – Você já conhece minha casa, mas eu não conheço a sua. – Disparei, quando ele aproximou-se de mim.

- Teoricamente, eu conheço a MANSÃO de seus pais. Fora que não é uma casa, é um apartamento que divido com meu amigo. – Ele disse mexendo com uma mecha do meu cabelo.

- Não, não; você já foi ao meu apartamento. Se você não lembra, ainda tenho algumas roupas para tirar de lá. – Disse erguendo as sobrancelhas enquanto ele fazia uma cara de pânico. – Ainda sim, eu gostaria de conhecer o apartamento... E seu amigo. – Ele abriu um sorriso.

- Está combinado então. Quando voltarmos eu te levo lá. Mas já vou avisando, lá só temos dois quartos e nenhuma benção indígena. – Eu ri.

- Certo, se eu for com a cara de seu colega de quarto posso tentar dar uma benção. – Ele fez uma careta. – Que foi? – perguntei alarmada.

- Bom, tenho medo de suas bênçãos. Hoje você foi cantar e tudo que conseguiu foi trazer chuva. — Revirei os olhos e dei um riso irônico, enquanto ele ria,

- Isso não é nada! Você quer ver uma dança da chuva? – Eu disse, me soltando de seus braços e correndo porta a fora.

A chuva engrossou bem na hora que eu saí de casa e pisei na areia. Comecei a rodar olhando para o céu. Eu nunca tinha feito isso, e por algum motivo oculto adorei. Logo Edward me segurava pela cintura e me girava na chuva. Quando ele me colocou no chão, foi como nas cenas de filme: um beijo apaixonado simplesmente brotou em nossos lábios. Eu não conseguia, não queria por nada nesse mundo me soltar de Edward. E pela primeira vez, eu tomei consciência que de todos os lugares do mundo, o único lugar que eu sempre iria querer estar era ali, em seus braços.

Infelizmente, depois de certo tempo a chuva se tornou fria e incômoda demais, antão nós saímos correndo para o lugar quente e seco.

- Bem, acho melhor tomarmos banho. – Ele arqueou a sobrancelhas, com uma cara safada. – Separados. – Emendei.

- Certo. – Ele disse levantando os braços em sinal de rendição. – Onde fica o banheiro?

- Pode usar o lá de cima. – Ele passou me dando um beijo e subiu as escadas. Uau, ele me deixava tonta... Só quando me recuperei lembrei-me de dizer. – Tem toalhas no armário.

Eu fui para o quarto arrumar minhas coisas para tomar meu banho, mas antes que eu pudesse entrar no banheiro Edward me gritou:

- BELLA. VOCÊ PODE TRAZER MINHA MALA AQUI? – Claro, sabia que ele tinha esquecido...

- OK! ESPERA SÓ UM MINUTO. – E então eu passei a procurar a mala no andar de baixo inteiro. Depois de algum tempo me dei conta que eu não o tinha visto tirar a mala do carro. Fui então em direção a porta, e para meu espanto, a chuva estava torrencial, de um modo que era impossível enxergar por entre as janelas.

- BELLA, ESTÁ FRIO! – Edward resmungou. Eu revirei os olhos.

- POIS BEM, VOCÊ SABIA QUE SUA MALA ESTÁ NO CARRO? – Eu gritei a pergunta já subindo as escadas.

- AH, DROGA! EU ME ESQUECI DE PAGA-LA NÉ? — Ele gritou, e logo eu entrei no quarto, tendo a visão do paraíso.

Ele tinha só a toalha enrolada na cintura, não agüentei e mordi meu lábio. Céus, meus parabéns!!! Ele estava de costas pra mim, e eu podia ver seus ombros musculosos se mexerem enquanto ele virava seu rosto, com uma cara sexy, fazendo um pedido mudo de desculpas. “Que se dane”, foi meu único pensamento.

Quando percebi já estava colada em suas costas, os bicos dos meus seios roçavam em suas costas por cima da blusa, enquanto eu acariciava seu peito e mordiscava seu ombro e nuca. Até que ele se virou pra mim com um sorriso safado no rosto.

- Você já deixou sua marca. Minha vez. — dito isso ele se livrou da minha camiseta ensopada e do meu sutien e logo foi me beijar. Começou pela boca, foi descendo por meu pescoço (ah, como eu tinha uma fraqueza ali), foi para o meu colo, e enfim abocanhou meu seio. Ele atendia um com as mãos ágeis e o outro com a boca ávida, e eu não poderia estar mais satisfeita (quer dizer, poderia, mas eu sabia esperar).

Minhas pernas já estavam bambas quando ele me agarrou pelas panturrilhas me suspendendo, e me carregou até a cama mais próxima. Sentada em seu colo, eu percebi o quão "alegre" ele já estava, então resolvi provocar um pouco. Aproveitando-me da posição eu comecei a rebolar em seu colo, e ele, é claro, me correspondia no mesmo nível, como se pudesse me foder por entre os panos.

- Você tem noção de quanto me enlouquece? — ele disse com uma voz extremamente rouca e sexy, enquanto suas mãos desabotoavam minha calça e a desciam. Levantei-me para tirar a calça com mais facilidade, e quando ia voltar Edward me jogou na cama, fazendo carinho em minhas coxas. Não pude evitar sorrir, e quando isso aconteceu, ele subiu seu corpo, deixando nossos rostos cara a cara. Uma mão o acompanhou, fazendo carinho por todo o caminho até me arrancar um suspiro ao tocar meu seio. Já a outra mão ficou na única peça que restava em meu corpo, que antes de ser retira foi afastada, começando minha sessão de prazer. Os dedos me invadiam e brincavam com meu clitóris, até eu delirar.

Quando eu já não agüentava mais de necessidade, o empurrei ficando por cima dele. Eu gostava de mandar, de vez em quando, e ele parecia não se opor a isso. Eu senti tanto prazer quando eu vi aquilo tudo apontado que mal conseguia raciocinar direito só queria quicar naquele mastro. Assim que eu me encaixei nele, foi como se houvesse outro universo, um universo aonde só havia Edward, eu e o prazer. Nossos gemidos encheram o quarto, até o momento que alcançamos o êxtase.

Acordei exausta no outro dia. Também, cinco vezes seguidas...

Olhei para meu lado e Edward ressonava tranquilamente, feito um bebê. Não pude deixar de sorrir. Me virei para minha cabeceira, olhando o relógio. Eram 9h da manhã, decidi me levantar e me arrumar antes que ele acordasse – tática fundamental para manter qualquer relacionamento.

Depois de estar devidamente arrumada, voltei para o quarto, onde Edward ainda dormia. Pensei um pouco e vi que seria impossível eu preparar um café sem ter gosto de terra, torradas pretas e se bobear eu conseguiria colocar fogo até no cereal com leite. Decidi então ir para a Starbucks comprar frappuccinos, donuts e alguns muffins (porque ser saudável se você pode acordar com diabetes?).

Antes de sair eu fui pegar meu celular, e ao abri-lo vi que tinha 37 chamadas perdidas e 48 mensagens. Claro, meu aniversario. As ligações estavam distribuídas em três números – 25 da minha mãe, 9 de Alice e 3 de um número desconhecido. Como eu estava com fome, (e sabia que minha mãe e Alice eram exageradas, e não estava suficientemente interessada em saber quem tinha me ligado), decidi que cuidaria do meu celular depois.

Quando cheguei a casa, Edward ainda dormia. Revirei os olhos. Como um dia normal em L.A. a chuva passara tão rapidamente quanto viera, então, eu queria muito aproveitar o sol na praia. Decidi então acordá-lo.

- Bom dia, dorminhoco! – Eu disse pulando em cima dele. Ele resmungou um pouco, mas logo abriu os olhos. E deu um sorriso.

- Bom dia. – E me deu um selinho, enquanto me abraçava e me colocava no outro lado da cama. – Dormiu bem? – Perguntou sacana enquanto acariciava meu rosto.

- Dormi. Apesar de preferir estar fazendo outras coisas... – Entrei em seu jogo.

- Ah é? E o que você quer fazer agora? – Disse enquanto subia em cima de mim. Eu dei um beijo de tirar o fôlego nele, mas logo o afastei.

- Quero tomar café. – E ao dizer isso o empurrei para o lado enquanto pegava a bandeja ao meu lado e me acomodava na cama.

- Isso foi maligno. Como se eu não soubesse que você era minha perdição. – Eu fiz uma cara sexy, daquelas que o cabelo ficava pra um lado, e tinha bico do outro. Ele riu e mordeu meu bico enquanto se acomodava na cama. – Então, tudo isso foi comprado? É seguro?

- Sim. – Revirei meus olhos pegando controle e ligando a TV. Fazia muito tempo que eu não assistia TV (mais tempo ainda que eu não via TV nesse horário), então entre os jornais, “good mornings” , séries e filmes, preferi assistir bob esponja. Edward me olhou com uma interrogação estampada na testa. – Que foi? Eu assistia bob esponja na minha adolescência.

- Certo. Só estou me perguntando como uma menina que gosta de ver uma esponja amarela, indecisa de sua sexualidade, que mora em um abacaxi no fundo do mar, e tem como melhor amigo uma estrela do mar que mora numa pedra, e os principais episódios são como se caçar uma água viva com uma rede de borboleta, podia ser a mais popular do colégio. – Revirei meus olhos.

- Ah, às vezes você cansa minha beleza, Masen. – Disse pegando um muffin e entregando um frappuccino pra ele. – Toma.

E quando ele bebeu, fez um rosto de deleite. Como se estivesse tendo uma lembrança muito boa. Naquela hora a interrogação foi para meu rosto.

- É que faz muito tempo que eu não bebo um desses. – Ele respondeu assim que olhou pra mim.

- Que bom que eu acertei então. – Voltei meus olhos para a TV e continuei comendo. Na metade do desenho comecei a perceber que Edward me encarava com cara de bobo insistentemente. E isso durou até o fim da uma hora do desenho. Suspirei alto olhando pra ele. – O que foi Edward?

- Espere ai; eu já volto. – E então ele saiu correndo por entre as portas do quarto. Quando voltou estava com uma caixinha na mão. Confesso que nessa hora meus olhos se arregalaram, meu estomago se agitou e minhas mãos tremeram, ao mesmo tempo. – Isabella, eu tenho pensado muito em você ultimamente. Na verdade eu tenho pensado muito em você desde o dia que decidiu que entraria em minha vida e a transformaria. Agora eu preciso de você. Eu sei que seu pai vai me matar e depois me despedir – eu ri dessa – mas eu quero arriscar. Você quer algo sério comigo Bella? Quer ser minha namorada? – Dito isso ele abriu a caixa, onde ficava uma linda aliança de compromisso, que me deixou embasbacada. Ela era oval, e havia uma série de pedras incrustadas nele. Eu olhei para ele e sorri.

- É claro que quero. – Eu disse me jogando em cima dele para beijá-lo. Logo nos separamos e ele colocou o anel no meu dedo. – Mas já lhe desejo boa sorte com Charlie. Afinal, com um anel desses vai ser difícil ele não notar que estou namorando. – Eu disse em tom de alerta e ele sorriu desafiador.

- Culpa da minha mãe. É uma jóia de família. – Eu fiquei até emocionada quando ele disse isso, porque senti o que estava implícito ali. Uma jóia de família não se dá a qualquer uma (disso eu sabia), logo, ele devia mesmo me achar especial. – Veja como ficou lindo em sua mão. – Ele disse me obrigando a encarar meu dedo e logo beijando minha mão.

Como as coisas nem sempre podem ser perfeitas o som do meu celular atrapalhou o momento perfeito que ia seguir. Eu já tinha muitas ligações perdidas, e sabia que fosse minha mãe ou Alice elas iam colocar a policia atrás de mim se eu não atendesse agora. Olhei em desculpas pra Edward, mas ele apenas sorriu para mim.

Claro, que era Alice. Confesso que estava com saudades dela, por isso não demorei nada pra atender.

- Alô? – Eu disse me ajeitando na cama com, a cabeça no ombro de Edward o celular na orelha.

- BELIIIIINHA PARABENS!!! TCHATCHATCHA UHUUUULLLLL... – E ela continuou gritando que nem louca no telefone, e em dado momento houve até um coro de vozes desconhecidas cantando parabéns para mim. Eu apenas ri. Não interessava as dificuldades nem à distância, Alice ainda era Alice, minha melhor amiga.

- Obrigada. – Foi a única coisa que eu conseguir dizer com medo que estivesse no viva-voz, enquanto Edward se matava de tanto rir da minha cara de sem graça.

- Gostou da surpresa? Bem, já que eu não pude estar ai na sua B-Week, nem consegui te ligar primeiro, esse foi o jeito. Alias, onde a mocinha estava que não atendeu minhas ligações? – Ela perguntou com uma voz inquisitória. Corei só de pensar no que eu estava fazendo na hora em que ela me ligou.

- Bem eu estou viajando... – Eu disse meio tímida e mordendo os lábios.

- AH SUA CACHORRA!!! – Alice gritou do outro lado da linha. – Você ta saindo com alguém?

-Er...

- E ontem você tava transando por isso que não me atendeu né? – Perguntou Alice, nessa hora eu fiquei ainda mais vermelha atraindo a atenção de Edward.

-Hã... É Alice. A gente pode conversar depois? – Eu disse querendo me livrar dela pedindo detalhes embaraçadores comigo na frente dele. – Quando você volta?

- Bem, estou procurando por algumas coisas... Anyway, eu desligo com uma condição. Só o nome do dito cujo. – Alice perguntou com um sorriso na voz. Nesse momento eu fiquei roxa e Edward me perguntou:

- Você está bem? – Um único problema, ele estava perto demais do telefone.

- ESPERA, ESSA É A VOZ DE EDWARD, O JARDINEIRO GOSTOSÃO? WHAAAAAT? BELLA, VOCÊ VAI PASSAR SUA B-WEEK TRANSANDO COM O SR. STRIPPER?– Ela gritou, e eu tenho certeza que Edward ouviu, pela cara surpresa que ele fez.

- É Alice, agora eu tenho que desligar. – E eu o fiz antes que ela falasse mais alguma coisa que me envergonhasse, (como se a essa altura fosse possível). Edward tinha uma cara de choque, mas logo soltou uma sonora gargalhada.

- Sr. Stripper? Assim que vocês me chamam por minhas costas? – Ele perguntou ainda rindo.

- Certo, para a nossa relação dar certo você vai fingir que nunca ouviu isso. – Eu disse séria e depois encarei a TV.

- Tudo bem. – Disse ele tentando segurar a risada, mas falhando. Eu suspirei alto e enterrei minha cara no travesseiro. – Bem, eu não ligo mesmo...

- É bom que ligue. – O cortei, com minha voz saindo abafada pelo travesseiro. – Porque a partir de agora se eu imaginar que você está dançando de sunga para alguma vadia eu te capo. – Eu disse o encarando no final com cara de brava.

- Certo. Juro que eu não vou te provocar. – Disse ele se rendendo.

- Bom mesmo! – Eu disse me virando. Logo Edward virou também, e ficamos de conchinha. Meu celular tocou de novo. Podia ser minha mãe, ou Alice para me encher de novo o saco. – Pega pra mim e vê quem é? – Pedi para Edward. O celular devia estar atrás dele, e eu não estava a fim de sair daquela posição.

Ele pegou-o, mas o seu rosto se enrugou ao olhar o identificador de chamadas.

- Quem é? – Perguntei.

- Na verdade, é da minha casa. – Ele respondeu. Agora eu não estava entendendo mais nada. Eu achei que só o amigo de Edward morava com ele. Mas se assim fosse, porque o amigo que eu nunca tinha visto ligara no MEU celular? A curiosidade estava me matando, então decidi atender.

- Alô? Quem é?

- PARABÉNS BELLA! – Disse uma voz que logo foi reconhecida, porem, era inacreditável.

- ROSALIE??? – Nessa hora Edward escancarou a sua boca, como se estivesse entendendo algo. Que bom que ele estava, porque eu continuava boiando. – O que... Como... Oi?

- Ah, eu sei que estou sumida. Mas, é seu aniversario Bella, e eu não posso deixá-la de parabenizar. Você sempre foi uma ótima amiga e merece o melhor. Bem, eu não tenho muito tempo...

- Espera ai! Você pode me falar aonde está? Todo mundo está preocupado com você Rose, você não sabe a bagunça que está e...

- Bella. Só liguei para desejar feliz aniversario. Felicidades. – Dito isso ela desligou.

Encarei Edward. Ele estava encostado na estante próximo a TV, com uma cara de indignação.

- Eu devia saber... – Ele disse quando o encarei. – Emmett, meu colega de quarto está construindo uma galeria. Rosalie ia expor seus quadros. No mesmo dia que Rosalie “sumiu”, Emm começou a ter um projeto “super” secreto no quarto vago. É claro que sim, ele estava escondendo Rose. E eu acreditei nisso. Como pude não suspeitar?...

- Porque você suspeitaria? – Perguntei aturdida.

- Bem, Rose deve ter contado que ela também saiu com um stripper na despedida... – Assim que ele disse isso minha memória voltou em um jato.

- Espera. Seu colega de quarto é um altão, musculoso com os olhos azuis e cabelos pretos? – Ele assentiu fervorosamente. Esse eras o cara que eu vi sair naquele dia, do quarto de Rose. Era o stripper dela. – Recapitulando de novo, Rose virou “amiga” do stripper dela, e está morando lá escondida? – Ele assentiu. – UAU. – Foi à única coisa que eu pensei depois de todo esse nó.

- Quer dizer, eu não posso garantir com toda certeza, já que não a vi. Mas faz sentido, não? – Eu assenti. Pensei então em Alice. Ela falara que estava procurando algo. Provavelmente Rosalie, já que ela estava se sentindo culpada por toda a confusão. Senti então a necessidade não só de conversar com Rose, mas fazer ela e Alice se desculparem e reatarem a azmizade.

- Você quer tirar a limpo essa história? – perguntei para Edward.

- Como assim?

- Vamos ir agora até Santa Mônica e achar Rose?

P.O.V. Edward

Estávamos no carro, a caminho do apartamento que eu dividia com Emm quando me dei conta do meu erro horrível.

- É seu aniversário Bella! – Ela estava quieta encarando a janela, mas quando eu disse isso ela sorriu.

- Pois é. O pedido não veio por isso? – Ela indagou. Respirei fundo e soltei o que eu estive pensando por tanto tempo.

- Não, não foi por seu aniversário. É impossível explicar Bella, mas a atração que eu tenho por você... Olhe, eu nunca confiei; melhor, eu nunca AMEI alguém em um ponto de me comprometer desse jeito. Mas você me faz assim. Diferente. E nesse exato momento, eu sei que foi precipitado, mas eu não quero perder a oportunidade de te ter. – Ela sorriu lindamente e eu peguei sua mão. – De qualquer forma, feliz aniversario. – Eu disse beijando sua mão.

- Só quero que você saiba... – Ela começou baixo – que não acho precipitado. Eu acho que está perfeito. E eu quero muito fazer com que tudo dê certo. – Ela disse deitando sua cabeça em meu ombro, e logo depois deu um beijo em meu pescoço. Era tão natural estar com ela, que eu não podia imaginar nada sendo diferente.

- Então, eu estou te devendo um presente de aniversario. O que você quer? – Ela olhou pra cima, pensando e logo me respondeu.

- Me conta mais de você. – Tive que engolir em seco. Bella, como qualquer um conhece minha história ia me achar estúpido. Era complicado demais, embaraçoso demais... Fora que, ela com certeza ficaria brava por eu não ter contado antes pra ela. Enquanto eu tinha um debate interno, ela contestou – Ah, vamos lá. Você sabe de tudo e mais um pouco sobre mim. O que custa. – Suspirei alto. Ela estava certa. Alguma hora iria acontecer de qualquer forma, e, sabe-se lá Deus quando vou ter outra oportunidade.

- O que você quer saber sobre mim? – Perguntei na evasiva. Eu só iria contar o que ela quisesse saber, e eu esperava intimamente que ela não fizesse as perguntas que eu não queria responder.

- Bom, do jeito que você esconde o passado, primeiro, você era algum maníaco serial killer? – Ela perguntou irônica.

- Não, eu não era. E você só tem mais 24 perguntas.

- Por quê?

- Ora, é o jogo. 25 perguntas. E olha que coincidência, um pra cada ano da sua vida. Mas agora só te restam 23.

- Você ta me zoando né? – Ela disse com uma cara indignada.

- Não, não estou. 22. – Ela revirou os olhos.

- Tudo bem. O que aconteceu com seus pais? – Ele jogou de uma vez, arqueando a sobrancelha. Será que era tão evidente assim o quanto eu não queria falar deles? Respirei fundo e soltei a desculpa que eu planeja desde que saí de casa:

- Minha mãe vive em New York. Ela é amorosa, se preocupa com o bem dos outros e é incrível. – Disse, não podendo esconder meu sorriso. Com certeza minha rebelião, não estava ligada a minha mãe, que era maravilhosa. – Meu pai morreu. – Bem, também não era uma mentira, já que pra mim ele estava morto. – 21.

- De onde você conhece Rose e Jazz? – Encarei-a por um momento. Será que ela escolhia as perguntas que eu menos podia responder?

- Eu era de New York, antes de vir pra cá. Rose e Jazz estudaram lá por um bom tempo, e nós nos conhecemos assim. 19. – Ela então enrugou a testa.

- Porque 19?

- Ora, eu respondi a pergunta implícita “Onde você morava antes de vir pra cá?”. – Esclareci.

— Ok. Próxima então. Deixe-me ver... Aonde você estudava? – Bingo.

- Na mesma escola que Jasper e Rosalie. – Ela arqueou a sobrancelha de novo.

- Você é obrigado a ser sincero em todas as respostas, certo?

- Sim. 17. – Ela então deu um sorrisinho.

- Você já fez faculdade. – Disse ela, mais afirmando do que perguntando. Mesmo assim respondi.

- Sim. – Ela me encarou. – Você só perguntou isso. – Disse dando de ombros.

- Certo. Qual faculdade, e qual curso?

- Columbia University, direito. 14. – Ela não tinha uma cara de surpresa, e sim uma cara de quem já sabia. O que eu queria saber era como. – Bem, eu posso te fazer uma pergunta?

- Que tal uma troca? – Ela sugeriu.

- Você ainda tem 14. Não seja gananciosa. – A alertei.

- 15 ou nada. Não se esqueça que é meu presente. – Ela disse no mesmo tom que eu. Me rendi.

- Certo. Feito. Como você sabia quer eu tinha feito faculdade?

- Ah, essa é fácil, Rosalie e Jasper só estudariam em um colégio que fosse o melhor da região. E bem, você é muito inteligente e sabe muito de leis. Não me surpreende ter conseguido uma bolsa em Columbia... – Ela achava que eu era bolsista... Acho que eu deveria contar quem era meu pai. Mas isso me levaria a perguntas sobre ele, que eu não estava a fim de responder. – O que me leva a próxima pergunta: se você é formado em direito, porque trabalha como jardineiro e stripper nas horas vagas?

- Bom, se eu bem me lembro, serei capado se voltar a ser stripper. – respondi na evasiva. Nessa hora que eu me tornava um ridículo.

- Está certo. Mas prossiga.

- Logo, meu trabalho nas horas extras é em um bar, em Santa Monica. – Ela me olhou surpresa.

- Sé... Prossiga. – Disse ela se cortando, antes que fizesse uma pergunta.

- Sim, todos os domingos eu vou para praia. E o motivo para eu não exercer direito é simples: não me formei. – nessa hora ela estava me encarando confusa.

- Mesmo? Por quê? – Suspirei. Eu só esperava que ela não tivesse a mesma reação que todos.

- No meu ultimo ano eu fiquei rebelde. Não agüentava mais a pressão, meu pai adorava mandar em minha vida, – quando eu vi já tinha falado do meu “pai”, mas ela nem pareceu notar – Ele mandava na minha carreira, no jeito que eu levava a vida, e até em meus relacionamentos. Cansei disso. Mas o estopim foi no dia da minha ultima prova na faculdade. Ele brigou feio com a minha mãe, porque ela tentou me defender... Eu cansei dele. Não podia mais olhar em sua cara, e então, eu fugi, faltando uma prova para acabar meu curso. – Quando saí de meu monologo Bella olhava para o chão.

- Sinto muito. Não devia ter tocado no assunto. – Ela dizia um pouco corada, me fazendo perguntar a mim mesmo, qual o motivo. – Vo-você viu seu pai antes de... de... dele par-partir? – Ela disse sem graça e gaguejando. Foi então que eu entendi. Ela achava que depois de tudo isso ele tinha morrido, e que de alguma forma eu sentia por isso.

- Não, não o vi. – E nem pretendia. Eu decidi que não havia problemas esconder meu pai de Bella, uma vez que eu não o desejava ver de novo, ela jamais o conheceria. Mas uma coisa me incomodou – Bella, você não acha bem estúpido não concluir a faculdade por rebeldia? – Soltei.

- Não. Eu até te entendo. Eu briguei feio com meu pai, até sair de casa. Se eu tivesse continuado a morar com ele enquanto estava na faculdade, provavelmente não falaria com ele hoje. – E então eu senti orgulho. Bella, aquela que um dia eu chamei de mimada, fora muito mais cabeça que eu, e soubera conciliar seu relacionamento com a família e a fase de crescer de verdade. – Mas Edward, a última pergunta, eu prometo. – Como se naquele momento eu me importasse em respondê-la... — Você gosta de direito? – Pensei bem. Eu passara tanto tempo estudando que até peguei gosto... Mas, às vezes eu ficava em duvida.

- Não sei. De vez em quando sim, mas ai eu lembro que era o que meu pai queria pra mim e...

- Não pense em seu pai. Você gostaria de ser advogado? – Pensei um pouco. No fim das contas, como sempre me rendi a ela, apenas balançando a minha cabeça. – Então o que você acha de ir até Columbia e fazer a prova? Quer dizer, sempre tem turmas de dezembro, e eu aposto que você é mais do que capacitado, e...

- E o que você acha de pararmos no Burger King, comermos, irmos para meu apartamento, achar Rosalie e conversar isso beeem depois? – Eu disse fazendo uma cara irresistível, e acho que ela caiu, porque ela apenas sorriu.

Muitas pessoas já me disseram para terminar a faculdade, mas saindo da boca de Bella, foi surreal. Agora mais do que nunca, eu precisava arrumar minha vida. Por ela.

Pensei mais um pouco. Eu tinha omitido muitas coisas. Mas eu ia contar o que fosse necessário.

E então decidi que assim que saísse da mansão dos Swan no dia seguinte, eu iria atrás da minha mãe.

Notas finais
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