The Stripper

10 Capitulo 9 – Perspectivas.


Notas iniciais
N/A: Olá gente. Eu sumi, sim. Depois de "n" problemas resolvi parar de postar, mas, algumas pessoas me mandaram MP me pedindo por atualizações na fic, e mais importante ainda, minha irmã pediu pela fic. E e por isso que eu vou continuar.
Talvez muitas pessoas não gostem desse capítulo, mas entendam: para o final é preciso que tudo se encaixe. Casal principal, e secundários necessitam andar juntos para que tudo dê certo.
:D

P.O.V Bella

Depois do jantar eu e Allie subimos para o meu quarto.

- O Jasper deve estar morrendo de ciúmes de mim. Você dorme mais comigo do que com ele. – Disse irônica me jogando em minha cama.

- Há! Claro que não bobinha, ele sabe que eu só amo ele. – Allie e Jazz faziam o casal mais fofo que eu conhecia; eles começaram a namorar no Ensino Médio e nunca tiveram um único rompimento. Hoje era tão normal vê-los juntos, que se um dia eles terminassem, eu não conseguiria me acostumar. – Sem contar que eu jamais ficaria com alguém que acha que sair na rua usando Crocs é normal. – Argh, uma única vez na minha vida eu fui até o supermercado de Crocs (e ele era lindo, lilás e com Jibbitz da Minnie Mouse), quando eu tinha uns dezesseis anos. Minha mãe é claro, tirou uma foto minha e mandou para Allie. Ficaram me zoando na escola por um bom tempo, e até hoje, se eu for tirar com a cara das meninas elas usam meu momento de fraqueza fashion.

- Eu já disse que Crocs são super confortáveis, não derrapam e o meu em especial é muito fofo. E se você me encher de novo com isso, eu juro que uso ele no seu casamento. – Provoquei.

- Você não se atreveria Isabella. – Ela me disse com os olhos em fechados em fenda. – Anyway, falando em casamento… Nós precisamos achar logo as provas para impedir o de Rose.

- E verdade. Mas graças a você e sua genialidade, antes temos que arrumar um jantar, para não sei quantos convidados e só temos duas semanas. A propósito, eu ainda não entendi como esse jantar vai nos ajudar a alguma coisa referente à Royce.

- Ai! Droga, me esqueci completamente do jantar! – Alice disse batendo em sua testa, e pulando da cama. – Ah, que droga. Vamos ter que ver o espaço, contratar o Buffet, ver a lista de convidados de Rose… — Ela dizia enquanto ia para a mesinha onde ficava meu notebook. – E o plano é bem simples: você vai seduzir o Royce até ele te contar a verdade. – Ela disse numa naturalidade de quem diz: “Vou ali comer uma maçã e já volto”.

- Alice, eu juro que vou colocar um detetive particular atrás de você, porque não é possível; com uma ideia dessas, você deve usar drogas pesadas! Eu já pressionei a Jessica porque você pediu, e não deu em nada.

- Ah, é mesmo, nessa confusão eu nem perguntei… Como foi com a Jess?

- Péssimo Allie. – Eu contei toda a minha conversa louca pra Allie, e ainda tive que aguentar ela revirando os olhos na hora em que contei da minha desculpa esfarrapada.

- Quem vê, pensa que você não sabe mentir Bella.

- Hei, eu não sei mesmo tá? Sou muito transparente – Olhei superior pra ela.

- A-hã… Deixa pra lá Bella. Uma coisa de cada vez. Já que você fica dificultando as coisas…

- Eu não estou dificultando nada Alice! Só não vou fazer a minha amiga de corna pra provar que ela é corna. Você percebeu a contradição nessa frase?

- Ah, eu sei Bella. É só que… Não é brincadeira. Rose vai mesmo se casar, e se não impedirmos… Ela é minha amiga e minha cunhada, eu não quero vê-la infeliz, tampouco enganada. – Ela disse se jogando de bruços na cama.

- Eu sei, sinto a mesmíssima coisa, Allie. – Suspirei. – Se ao menos Jessica estivesse do nosso lado, ela podia nos ajudar. Tenho certeza que ela sabe um monte de coisas. – Pensei alto.

- É ISSO! Ah, Belinha você é um gênio! – Ela disse beijando a minha bochecha e saltando da cama. Ela voltou para o notebook, e eu não entendi nada.

- O que você está fazendo?

- Organizando um jantar oras!

- E o que tenho que fazer?

- Por enquanto só falar com sua mãe se o jantar pode ser realizado aqui, ok?

- Então você não vai me contar o seu plano Alice?

- Não. – Ela simplesmente disse, me ignorando.

- Ótimo. Mas dessa vez não quero estar nem um pouco envolvida. Fui clara?

- Sim capitã! – Disse Alice batendo continência. – Agora veste seu crocs, dá uma passada no supermercado e compra uma barra enorme de chocolate meio amargo. E rápido! – Eu apenas revirei os olhos e fui saindo do meu quarto… — Você esqueceu o seu crocs! – Gritou Alice. – Voltei e mostrei meu dedo do meio pra ela. Alice…

P.O.V. Emmett

Eu precisava resolver a minha vida. O vagabundo do Edward já tinha conseguindo um emprego descente, e não fazia nem um ano que ele tinha se mudado. Então, depois da ultima despedida, decidi largar de vez a vida de stripper; era legal, o mundo dos dançarinos eróticos masculinos precisava da minha sensualidade e virilidade, mas já estava na hora de almejar coisas maiores. Fora que eu já estava cansado de conhecer velhas que davam em cima de mim (não que eu vá admitir isso pro Edward algum dia).

O cara era mesmo um puta sortudo. Logo na primeira despedida, ele fica de fazer a dança da noite com a noiva. Fora que nessa despedida, só tinha a mulheres novas e gatas. Claro que á longo prazo rendeu um pouquinho de dor de cabeça pra ele. Independente disso, ele teve sorte de ainda ser contratado pela noiva da despedida (não pra ser gigolô, pra ser jardineiro da mansão dela, só para esclarecer).

Queria eu ter a sorte de reencontrar Rose...

Não me entendam mal; quer dizer, eu não costumo misturar profissão com vida pessoal, saca? Mas ela é uma exceção.

Será que o cabeça pediria pra patricinha me passar o numero do telefone da Rose? Sem querer, comecei a relembrar minha noite com Rose...

– Flashback –

Eu ia começar a fazer meu trabalho. Dançando em volta das garotas e mostrando toda minha sensualidade. Poucas festas tem uma produção igual a essa.

- Ai. Me desculpa. – Disse uma loira caindo em cima de mim. Uau, a festa estava tão boa assim que tinha até mulher caindo do teto? Aí sim... – A louca da minha amiga estava me perseguindo... – Ela disse sem graça enquanto jogava o cabelo loiro. Coloquei-a no chão e dei uma conferida. Caraca, que loirão... Concentra cara, esse é seu local de trabalho. Bom, teoricamente eu sou pago pra festejar, e trabalho é trabalho.

- E então, quer uma bebida, uma dancinha, o número do meu telefone...? – ela deu uma risada tão sensual quanto ela mesma.

- Aceito a bebida. – Sabia. Essa cantada era infalível.

~~~

Já tinha descoberto várias coisas sobre a loira: ela se chamava Rose, era artista plástica, gostava de bebidas vermelhas e ficava bêbada fácil, fácil...

- Acho que já chega agora Rose. – Eu disse pra ela. Imagina o quanto ela já tinha bebido pra EU achar melhor ela parar... Há essa hora, a festa estava mais vazia que garrafa de pinga em bar da esquina. Só tinha umas garçonetes que teimavam em matar as mulheres restantes de cirrose, algumas mulheres bêbadas demais pra saírem da festa e eu, o ultimo stripper do pedaço – sorte que as garotas estavam muito bêbadas, se não eu não conseguiria parar de ser assediado.

- Deixa de ser chato Emm... – Rose disse tudo embolado, mas no fim consegui entender, já que ela ia pegando outro copo.

- Não, não. Por hoje chega. – Eu disse enquanto arrastava ela o mais longe de tudo alcoólico que eu podia. Eu procurei até achar uma escada com uma faixa de “interditado” partida. Bom, já que alguém já tinha subido, eu ia tentar a sorte. Lá em cima devia ter quartos, e era o que Rose precisava.

Eu subi as escadas carregando Rose. Tinham várias portas; eu parei na primeira com cama que eu vi. Ela reclamava que queria bebida, mas tava na cara que ia desmaiar a qualquer momento.

- Certo Rose, você não está nada bem. Acho que você precisa de um banho... – Eu disse nas melhores das intenções de bom moço que sou.

- Hã... Então você quer me dar banho né? Seu safado... – Ela disse gargalhando maliciosa.

- Calma aí. – Eu disse fazendo sinal de rendição – Eu disse que você precisava de um banho, não que eu ia te dar... – Ela veio correndo e se jogou pra cima de mim.

- Mas eu quero você Emm – Então ela me deu um puta beijo. Na hora eu fiquei um pouco chocado, mas depois pensei “ah, que se dane, é uma gostosa”. Claro que quando as coisas foram esquentando eu achei melhor parar. Certo, é meio gay e não é de meu feitio. Mas ela estava bêbada, seria muito imundo transar com ela nessas condições. Sim, sou um moço de princípios. E não gosto da prisão. Dizem que lá é assustador, tipo, a noite nunca tem luz no corredor e eles nunca servem lasanha. Enfim...

- Deixa pra lá gata. É melhor você ir logo para o banho. – Disse me desfazendo do seu abraço enquanto a levantava para sentar na cama. Tenho que admitir que ela é bem rápida.

- Só se você me acompanhar Emmettesão. – Ela disse dando um apertão na minha bunda. Ah, como era difícil ser tesudo...

- Isso não vai dar certo. Eu acho melhor eu ir, você fica aqui até amanha, com certeza estará segura... – Eu disse enquanto me dirigia até a porta.

- Não, não, não... – Ela resmungava. – Fica vai... – Ela fez um rostinho que era uma mistura de felina selvagem e menininha inocente. A se eu não tivesse princípios...

- Você vai se comportar?

- Vou sim... – Ela disse dando um sorriso lindo. Claro que me rendi né, sou um cavalheiro.

Como sou um rapaz que exerce a moral e os bons costumes não vou falar o que a loira selvagem tentou fazer comigo a noite inteira (mas digamos que foi um combo de lambidas, pegadas, sugadas, beijos, palavras, eu já falei pegadas?, enfim, tudo mesmo. Até tirar a roupa). Eu fortemente aguentei. É claro que eu aproveitei pra pegar o numero dela, porque né, um dia ela vai ficar sóbria de novo (eu acho) e ai eu está liberado. Enfim, depois disso ela aquietou o facho e dormiu; e bem, vocês não sabem como deu trabalho fugir da Rose, então, acabei dormindo. Qual foi minha surpresa quando eu acordei.

- AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!

- O que é isso Jesus Maria José! — Rose acordou gritando, o que me fez dar um pulo da cama e ficar alerta pra possíveis bandidos. – O que foi???

- Meu Deus, meu Deus... Eu não posso acreditar! Ah, e agora? Royce me mata, minha mãe me mata, meu pai me mata... Ai que droga – Rose estava afobada e chorava super desesperada.

- Posso saber o que aconteceu? – Eu disse me aproximando dela.

- NADA! NADA ACONTECEU, agora, saia daqui! Agora, saí! Saí, saí! – Ela disse me empurrando.

- Mas o que eu...?

— FORA!!! – Ela disse e saiu correndo, entrando no banheiro.

Eu não entendi nada, e sinceramente, não estava com cabeça. A loira tinha me assustado feio. Quando eu abri a porta para sair do quarto, dei de cara um uma morena. Devia ser amiga dela, então achei melhor avisar:

- Er… Eu acho que ela precisa de ajuda. – Depois disso eu fui embora.

– Flashback –

Suspiro. Depois da cena do despertar, é claro que nem liguei pra ela. Também pudera, ela deve achar que eu assediei-a.

Todos esses anos eu jamais pensei que conheceria alguém como Rose. E pensar que eu estraguei tudo, sem nem se quer ter tido uma chance. Mas convenhamos; do jeito que ela agiu a noite inteira, como eu ia adivinhar que ela iria ficar tão histérica só por acordar comigo?

Enfim, como eu sempre fiz, bola pra frente e a vida continua.

Eu passei o sábado inteiro arrumando meu futuro negócio. Não que eu não gostasse do meu incrível estabelecimento que comerciava bebidas e refeições empacotadas para banhistas na praia (e eu arrebento quem chamar de quiosque), mas eu estava num momento meio artístico. Por isso decidi apostar minhas fichas na galeria Street Beach – ideia própria, sucesso garantido.

A ideia original veio graças a outro galpão abandonado que eu tinha ganhado no pôquer – Edward disse que eu ainda ia perder um rim, mas o que posso fazer? É minha sina: quando o ás e o rei vêm pra minha mão, o valete, a dama e o dez vão pra mesa. Questão de sorte.

Logo que eu ganhei o galpão pensei em aumentar meu estabelecimento para consumo de bebidas e etc. pra banhistas, mas eu não queria nada que pudesse me fincar aqui; sou viajante de nascença, e estabelecimentos para banhistas do caralho a quatro, exigem muita vigilância. E é claro que daqui a pouco Edward ia cair fora, então eu tinha que pensar em uma coisa útil. Que me rendesse dinheiro por um tempo, e que depois eu passasse a frente.

Então veio a ideia: galeria de artes a céu aberto. Quadros expostos de graça, ingresso para exposição U$2 dólares. Atingia todo público alvo – se eu soubesse o que expor. Eu incentivaria a arte, e depois, eu passo pra frente pra qualquer artista e vou pra outro estado. É brilhante! – Pensei pra mim mesmo.

Eu já tinha o galpão, e tinha os contatos certos, por isso, a decoração e alguns materiais estavam mais do que garantidos. Só faltava o principal: os artistas. Edward ia para Beverly Hills todo dia, então, não devia ser tão difícil assim achar os artistas de Hollywood. Claro que as artes eram meio diferentes, mas ia fazer bem de vez enquanto ter umas apresentações de dança. Divaguei.

Enfim, voltei tarde e exausto pra casa no sábado.

No domingo tinha certeza que o cabeça ia me encher porque não o ajudei no meu estabelecimento, por isso deixei ele dormindo e parti pra praia.

Chegando lá vi um garoto com no máximo sete anos parado em frente a minha barraca. Vish, espero que não tenha passado mal por causa de algum alimento consumido aqui. Assim que me aproximei para abrir a barraca ele me chamou.

- Hey, você que está fazendo os testes para a galeria de artes? – Caramba, deixei os panfletos ontem e hoje já estavam me procurando? A galera dessa geração é mesmo rápida...

- É sim. – Respondi simplesmente, já pensando em como eu ia explicar pra ele que ele era um pouco pequeno demais para expor seus quadros (se é que ele pintava sem ser com giz de cera)...

- Bom, então tem algumas obras que você tem que expor.

- Sabe o que é? Eu acho que você ainda é um pouco pequeno para expor uma obra de arte porque você não conhece as técnic...

- SEU ESTÚPIDO! Não são MINHAS obras, são obras da minha professora. – Ah, que moleque mal criado.

- Pois pestinha, preste atenção...

- Henry? – Uma mulher gritou me interrompendo de novo. Devia ser a mãe dele. Na hora em que eu virei pra mulher pra falar pra ela conter o menino, adivinhem? — AHHHHHHHHHHHHHHHH!

P.O.V Alice

- Céus, mal posso acreditar! A que devo a incrível honra de minha namorada? – Jazz disse irônico assim que cheguei a casa dele.

- Não seja chato amor. – Eu disse dando um selinho nele. – As coisas estão bagunçadas, e é claro que eu tenho de limpar.

- Claro. E o que minha super namorada anda aprontando? – Ele me abraçou e me guiou até o sofá. Eu não podia contar para ele sobre qualquer coisa do acontecido. Jazz amava Rose; ele fez um drama tremendo quando ela começou a namorar, quando foi pedida em casamento então... Não queria nem pensar o que aconteceria se ele soubesse sobre todo o rolo do da despedida e da traição.

- Nada de mais. Só sua irmã que decidiu mudar a data do casamento...

- Rose mudou? Por quê? – Não disse? Superprotetor.

- Ah, sei lá. Só sei que tenho que organizar um jantar. – Só para ressaltar, uma meia verdade não é uma mentira.

- Estranho. Mas será que pelo menos hoje você poderia esquecer-se de suas amigas e ficar um pouco com seu namorado? – Ele disse me guiando para o sofá.

- Ah, que namorado mais carente que eu tenho... – Eu disse beijando-o enquanto ele me pegava pela cintura.

- Carente nada. Sabe quanto tempo nós não ficamos juntos? – Ele disse me levantando e me pegando no colo.

- Jazz... Para... A Rose pode chegar a qualquer momento – Eu gemi no final da frase.

- Isso eu resolvo. – Ele disse me levando no colo para seu quarto, enquanto a gente se beijava. Fazer o que, Jazz, era meu ponto fraco.

Quando chegamos ao quarto, ele já estava sem camisa, e assim que passamos pelo batente, a minha também foi retirada. Eu adorava ficar com o Jazz, mas hoje eu estava centrada em conseguir outra coisa. Eu precisava da ajuda da Jessica, e apesar dela parecer tapada, ela era bem espertinha quando queria...

E era por isso que eu precisava da ajuda de Jazz. Sabe na adolescência quando tem uma menina apaixonada pelo cara e no fim a amiga dela fica com ele? Pois bem, acontece que quando eu já estava namorando o Jazz, Jessica resolveu me falar que era super a fim dele, e que ia morrer por ficar sem ele, mas queria minha felicidade, blá, blá, blá. Ela veio me procurar diretamente, então eu a joguei pra outro cara e abafei o caso sem envolver ninguém. Quer dizer, eu contei para o Jazz – até porque ele tinha o direito de escolher.

No fim das contas ela ficou um tempo com o carinha que eu arranjei pra ela, e mesmo depois que eles terminaram, só sobrou um puxa-saquismo tremendo da parte dela para tudo que o Jazz faz. Por isso, eu tinha que fazer Jasper me ajudar com Jess, sem saber que na verdade está me ajudando a atrapalhar o casamento da irmã. Confuso. Quando eu vi que ele estava bem distraído com meu parque de diversão – se é que vocês me entendem – resolvi agir.

- Jazz... – Eu gemi. – Eu estou precisando da sua ajuda.

- Hum... Pode deixar que eu vou te ajudar princesa. – Ele disse beijando meu pescoço e começando a descer pelo meu corpo.

- Não bobinho. Preciso de outra coisa. Você faz qualquer coisa por mim não é? — Disse com voz fraquinha.

- Claro meu amor. O que você quiser. – Ele dizia entre o intervalo de beijos e mordidas que ele dava em minha pele.

- Você promete? – Eu disse depois de puxa-lo para encarar seus olhos.

- Prometo. Qualquer coisa. – Então eu colei nossas bocas, dando um beijo bem empolgado nele. Era a hora. Enrolei minhas pernas na cintura dele, e disse de uma vez:

- Jazz... Eu quero que você convença Jessica a me ajudar numa coisa... – Tá eu sei que não escolhi as palavras mais inteligentes, mas vai por mim, ele nem percebeu. Jasper não era muito influenciável, mas era homem.

Bom, agora que eu já tinha pegado ele na armadilha de palavras, só me restava relaxar e gozar. O resto eu resolvo depois.

P.O.V. Rose

Eu mal podia acreditar como tudo estava uma bagunça. Maldito casamento! Quer dizer, maldita despedida! Quer dizer... Eu não sei mais nada! Desde sempre eu sabia o que eu queria: um bom emprego, para ter uma boa família – na verdade, para ter filhos bem criados, mimados e amados. A definição de um bom marido pra mim, na verdade, seria um cara que fosse ótimo pai e bom de cama, simples assim. Eu sempre fui realista, sabia que essa de homem perfeito não existe, e correr atrás de romance não é meu forte.

E aqui estou eu. Bom emprego, riscado da lista. Eu era uma artista, eu amava essa profissão, mas se eu não conseguisse um bom emprego logo, eu ia ter que criar meus filhos com salário de professora de artes. Já entrando no ponto filhos, eu ia casar com Royce. Quer dizer, eu vou me casar com Royce. Quer dizer, mesmo sendo rico, ele não é atencioso, logo não será um bom pai. Por outro lado, como eu ia reclamar se antes mesmo do casamento eu já tinha metido uma galha nele? Que vida cruel!

Ontem eu não pude nem pensar – mesmo tendo ido à praia, ao encontrar a minha tia e o idiota do Edward não pude me focar na minha historia. Por isso, decidi ir voltar a Santa Monica. Estava praticamente deserta, mas como eu ando sobre uma maré de azar, logo fui incomodada por uma bola na minha cara.

- Ai! — Aquilo tinha doido mesmo. Quando eu olhei brava na direção da bola, eu mal pude acreditar no que eu estava vendo. – Henry?

- Tia Rose! – Ele dizia com os olhinhos brilhando. Só para deixar bem claro, não, ele não era filho de Jazz. Quando ele era menor (e eu estava começando a faculdade) os pais de Henry me pagaram para dar aulas particulares de arte pra ele. Os pais dele eram daqueles relapsos que o enchiam de atividade para ocupar os horários que eles não queriam estar com ele.

- Há quanto tempo garotinho! E ai, o que você faz aqui? – Eu disse me abaixando pra ficar na altura dele.

- A tarde tem campeonato de vôlei de praia, e eu vou jogar. Minha babá me trouxe aqui. – Eu sentia muita pena de Henry; a babá era mais mãe do que a megera que o pariu.

- Nossa, que legal! Mal posso acreditar, parece que ontem você era um bebezinho aprendendo a segurar lápis de cor, e agora já vai começar a jogar vôlei em campeonatos? Estou ficando velha. – Eu disse sorrindo e brincando com ele.

- Pois é tia. Você torce por mim?

- Claro que sim. Mas enquanto o jogo não começa, que tal tomar sorvete? A sua babá se incomoda?

- Não tia. Vou só ali passar protetor. – Eu dei uma risada e ele ficou incomodado. – Não ri não tia; eu passo protetor de macho tá! Ele tem até essa figurinha laranja de peixinho que avisa quanto tempo eu fiquei no sol.

- Vai logo Henry! – Eu disse rindo mais ainda. Esse menino era demais.

Depois de falar com sua babá eu saí com ele caminhando pela praia. Logo paramos em frente a um quiosque e eu comprei sorvete para nós dois (já estava tão gorda que quilos a mais ou a menos não fariam diferença). Abri minha bolsa pra tirar minha carteira quando um papel voou.

- Tia, caiu da sua bolsa. – Henry disse me devolvendo o papel.

- Ah, pode jogar no lixo. – Respondi. Era o papel que eu peguei ontem na barraca do Edward, mas minha vida estava tão complicada e eu não estava com pique nem inspiração.

- Posso ver? – Henry perguntou e eu apenas assenti. – Nossa tia, eu não acredito! Você vai ter uma exposição? Eu posso te ver?

- Não querido, esse papel só está chamando alguns artistas para expor suas obras.

- E você não vai?

- Não.

- Por quê?

- Porque eu precisaria passar por um teste.

- E você não passou?

- Na verdade nem tentei.

- Por quê? – Soltei um suspiro.

- Porque eu não seu onde fica. – Falei a mentira pra ele. Não tinha jeito de explicar minha situação, então era melhor parar por ali.

- Ah tia, mas aqui tem o endereço, e é na barraca logo à frente. Eu vou lá pra você. – E então ele saiu correndo.

- Henry! – Eu gritei e sai correndo atrás dele. No fim das contas, o moleque sumiu. Eu sabia o caminho da barraca – e estava longe. Corri até chegar perto do quiosque (eu não podia perder esse menino), mas eu estava tão cansada de tanto correr que minha visão estava turva. Eu só conseguia ver uma sombra, então perguntei – Henry? – E então eu o vi. Só podia ser alucinação. – AHHHHHHHHHHHHHHHH!

- Rose? – Sim, pode acreditar no meu azar. Emmett (vulgo: o stripper da minha despedida) estava ali parado, ao lado de Henry. – Uau. Mal acredito que você eu te encontrei de novo. – Ele disse segurando meu braço. Por reflexo eu logo me soltei.

- Eu também não acredito nisso, seu saf... – Eu ia começar a soltar um monte de insultos, quando Henry me interrompeu.

- O que aconteceu tia Rose? Esse cara tá te incomodando? Quer que eu dê uma surra nele? – Ele disse fazendo pose. Se eu não tivesse tão tensa até riria.

- O pirralho... – Começou o stripper, e eu logo o olhei feio. – Quer dizer, o menino; espera, ele é seu filho?

- Não é da sua conta! Vamos Henry. – Eu disse pegando na mão dele e dando as costas pro stripper.

- Não Rose, espere! – O stripper gritou. Mesmo contrariada me virei. – Eu acho que você tem uma impressão errada de mim. – Naquela hora eu fiquei revoltada e não me segurei.

- IMPRESSÃO ERRADA? VOCÊ PENSA QUE EU NÃO SEI QUE VOCÊ ABUSOU... – Então eu me lembrei de Henry. Não era legal ele ouvir a minha história com o cretino. – Henry querido, eu preciso ter uma conversa de adulto agora, porque você não vai comprar outro sorvete? Peça um pra mim também que eu já estou indo. – Eu disse dando o dinheiro pra ele, e é claro que ele nem reclamou. Então me aproximei do stripper para acabar de vez com aquela conversa. – Olha, pelo bem da minha reputação que eu não te denuncio. Ou você acha que eu não sei que...

- Não rolou absolutamente NADA entre nós Rosalie. – Ele me interrompeu.

- Não? Eu... Olha, eu me lembro muito bem, ok? – Argumentei, mas era uma mentira enorme. Estava tudo muito bagunçado na minha cabeça. Eu tenho certeza absoluta que a gente se beijou e depois deitamos na cama...

- Como você pode se lembrar? Estava bêbada pra caramba, não conseguia nem ficar de pé direito, você estava tão bêbada que...

- Chega! – Eu o interrompi – Eu já entendi. Eu estava bêbada, inconsciente de meus atos; e você se aproveitou da minha condição para se aproveitar. Não foi isso? — Ele parecia indeciso na hora de responder.

- De verdade? Não... Mas se você quer tanto saber, eu te conto o que aconteceu.

E então ele começou a narrar. Festa, ok. Bebida, ok. Quarto... Beijo... Eu dando em cima dele... MERDA. Eu me lembrava de tudo agora – não nítida, mas vagamente. Eu tinha dado super em cima dele. Ai, eu mal podia acreditar! Como EU era cretina.

Agora que eu me sentia horrível mesmo. Emmett (o stripper), na verdade era um cara ótimo e com caráter. Eu não traí Royce, o que era bom. Mas não adiantava nada, porque no fim das contas, eu me lembrei que de qualquer forma eu quis traí-lo.

P.O.V. Emmett

- Er... Já deu pra entender né? – Eu disse depois de contar o que aconteceu na noite em que nos conhecemos. Até eu fiquei encabulado, e olha que eu era o mestre da cara-de-pau. Rose estava com a face no chão, então eu achei melhor aliviar um pouco as coisas. – Hã... Mas e ai, você é artista né?

- Uau. Eu estou com muita vergonha. – Ela disse encarando o chão.

- Ah, esquece. Todas as mulheres que acordassem com um homem de tanta sensualidade como eu, pensariam a mesma coisa. – Ela deu um riso, envergonhado.

- Er... Que tal recomeçar? Do zero. Fingir que aquela noite não aconteceu e que eu não acabei de ser muito idiota com você, e... – Eu a corte.

- Oi, meu nome é Emmett, sou dono de bar de manhã, jogador oficial de pôquer à noite, e se você der sorte posso aparecer na despedida de solteiro da sua amiga. – Ela voltou com a risada linda que ela tinha.

- Bem meu nome é Rosalie, mas pode me chamar de Rose. Eu sou artista plástica, e — De repente ela fechou o rosto e engoliu a seco. – E... Estou noiva. – E então eu me lembrei do menino com ela. – Foi muito bom te conhecer Emm, você é uma das pessoas mais divertidas que eu já vi. Mas eu tenho compromisso, e bem, aquilo foi um erro. Na verdade, foi minha despedida de solteira; e eu não te contei. Me desculpe, de novo, mas eu... Depois do que aconteceu entre a gente seria errado até mesmo ser sua amiga. – Ela se virou e quando ia sair eu segurei seu braço. Eu não tinha reparado ainda nos olhos dela. Azuis. Quase violetas pra ser mais exato. Uau, eu estava profundo...

Tinha que pensar em algo rápido antes que ela fosse embora...

- Você é artista plástica não? – Ela respirou fundo antes de responder.

- Sim. Formada em artes na California State University – Ela disse olhando para o chão.

- Então já que não pode ser minha amiga, que tal trabalhar comigo? – Ela arregalou os olhos.

- TIA ROOOSE! – O pestinha gritou. Espera, ele falou tia, certo? — Seu sorvete vai derreter. – Ele disse se aproximando.

- Ok querido. Bom eu já vou Emmett.

- Mas você vai? – Disse em um impulso.

- O que?

- Trabalhar comigo; sabe, vou abrir uma galeria e...

- Tia, daqui a pouco eu vou jogar! – O moleque falou começando a fazer manha. Vou te contar.

- Certo, já vamos Henry. – Ela falou olhando pra ele. – Hã... Quanto a você, daqui alguns dias eu voltarei aqui para falar com Edward.

- Você conhece o cabeça? – A interrompi sem querer.

- Longa historia. Resumindo, ele é meu primo. De qualquer forma, semana que vem eu volto para falar com ele e te dou a resposta definitiva, certo? – Ela disse me estendendo a mão.

- Certo. – Eu sorri.

Não sabia direito o que ela tinha, e sei que não devo me comprometer com uma mulher compromissada. Mas por Rose... Não me pergunte, mas meus princípios foram para o alto. A partir desse momento, ela era o meu próximo objetivo.

Notas finais
Gostaram? Ah sim, pretendo postar uma vez por semana (todos os domingos), mas só se eu tiver pelo MENOS 5 comentários em cada capítulo. Lembrando que eu tenho muito trabalho para escrever a fic, então, deixar um comentário não doí. ;D