The Stripper

20 Capítulo 19 – Deixando do tempo correr


Notas iniciais
Olá olá. Capítulo especial de fim do mundo. LOL.
Adorei as Reviews e os leitores novos. Chateada pela falta de recomendações.
Muitas emoções fortes e personagens novos nesse capítulo.
Boa Leitura.

P.O.V. Isabella

Eu estava arrasada!

Tânya tinha finalmente conseguido sua vingançazinha de ensino médio. E tinha sido bem melhor que ela imaginou. Eu não sei o que mais iria acontecer – provavelmente ela também me exporia em público, se eu não tivesse descoberto a tempo – mas apenas o fato dela ter feito eu me apaixonar perdidamente por Edward foi crueldade suficiente.

Desde minha primeira decepção amorosa, eu jurei não me apaixonar de novo. Foi fácil, os garotos que me arrumavam eram engomadinhos demais, playboys demais e interessantes de menos. Mas Edward... Desde sempre foi o que eu procurei. O único que bateu de frente comigo, que estava comigo quando eu precisei, aquele que agüentou minhas loucuras rindo delas. E o pior de tudo: até agora, ele era o mais compatível sexualmente comigo. Não que eu tenha transado com muitos, mas, se eu fosse fazer uma lista, ele estava no topo bem disparado do segundo lugar.

Quando eu saí da casa dele (ou da mãe dele), eu só queria me trancar no meu quarto e chorar. A última vez que eu chorei por um garoto, eu estava saindo do Ensino Médio. Ou seja, eu tinha voltado aos meus 17 anos...

Mas o meu surto de adolescência não durou muito tempo. Mal cheguei ao meu quarto e Maria começou a gritar “SOCORRO, RENÉE ESTÁ SANGRANDO”, e naquela hora meu desespero atingiu níveis estratosféricos. Fui correndo com minha mãe para o hospital que Rachel Black trabalhava, eu nem sei quem ligou, mas quando chegamos, já estava tudo preparado para socorrê-la.

Ligar para o meu pai foi o pior. Ele estava viajando e foi desesperado comprar a passagem de volta. Eu até queria acalmá-lo, e dizer que tudo ficaria bem, mas naquela hora tudo estava péssimo. Para coroar, Edward veio atrás de mim no hospital e eu tive que fazer um escândalo até os seguranças retirarem ele dali. Depois de ser parte de uma tramóia suja para me ferir, ele ainda tem coragem de aparecer no hospital que minha mãe se encontra internada. É muita cara de pau!

Minha mãe foi estabilizada, e Rachel me disse que ela estava com a “placenta baixa”. A partir de agora, minha mãe não poderia nem ir ao banheiro sozinha. O ideal é que ela ficasse o dia inteiro no quarto, em absoluto repouso, e eu a faria obedecer desta vez, nem que fosse preciso amarrá-la na cama. Rachel já conhecia a teimosia de minha mãe, e sabia que eu estava sozinha cuidando de Renée, então ela me prometeu que a seguraria no hospital o máximo possível.

Quando meu pai chegou era nítido a exaustão dele. Eu queria tanto fazer algo... Se ao menos ele confiasse em mim para administrar os negócios, eu conseguiria tirar um peso das costas dele.

Ele me mandou para casa, e eu sabia que não adiantava discutir e mandá-lo para casa, pois além dele não me obedecer só ficaria mais esgotado. Então eu fui, afinal de contas eu estava mesmo mal.

Assim que eu cheguei, dei as noticias para Maria e ela me retribuiu falando que Edward estava esperando por mim no jardim. Ah, eu fiquei enfurecida, mandei chamar Johnson e falei para ele mandar o Edward para o raio que o parta, deixei bem claro que ele estava despedido e se ele me procurasse mais uma vez eu ia tacar a primeira coisa que eu visse naquele globo gigante que ele chama de cabeça.

Resolvido isso eu fui tomar banho e pensar. Eu estava no maior dilema da minha vida: eu necessitava ajudar meus pais agora. Meu pai não ia agüentar a pressão de cuidar de Renée. Executivos gananciosos eram gatinhos fofos ao lado dela. Por outro lado, eu não teria paz. Edward continuaria a me procurar (para provavelmente terminar a “missão” que lhe foi incumbida), então, eu precisava me afastar dele.

Quem eu queria enganar, eu queria fugir porque se ele falasse eu ia acreditar. E uma parte de mim queria mesmo que Edward gostasse de mim. Mas as fotos não mentem: era ele e Tânya. “Unha e carne” a própria mãe dele falou. Ele era o rei dos playboys e do nada saiu de Nova York e veio, justamente para Califórnia só por causa de uma discussão com o pai. Isso não fazia sentido, com certeza ele veio a pedido dela para vingá-la.

Suspirei. Não interessa mais. Eu ia esquecê-lo. Desde sempre minha decepção amorosa foi Jacob Black, e não deixaria de sê-lo só porque um playboy que age como jardineiro, stripper e vendedor de água de coco nas horas vagas apareceu em minha vida e a transformou completamente. Humpf!

Fui para o meu quarto e quase tive um enfarto com quem encontrei lá:

- Alice?! – Eu disse assustada, mas logo sorri e abracei-a. – O que você está fazendo aqui? Está tudo bem?

- Você pergunta se eu estou bem? Você deve ter tomado o pior susto da sua vida! Eu fiquei desesperada pra chegar aqui, e você não atendia o celular!

- Ah, eu nem sei onde ele está. Quando fui socorrer Renée o dela estava em suas mãos, então eu peguei ele mesmo, no caso de urgência da urgência. Ai Allie, eu estou tão cansada!

- Conta tudo amiga! – Então nós deitamos na cama, e eu contei pra ela. Desde a descoberta do planinho de Edward e Tânya, até a parte que o cara de pau foi no hospital.

- Nossa, eu estou surpresa. Quando eu acho que você vai finalmente superar o Jacob, o cara vai e faz uma babaquice dessas! Aff...

- Ah Alice, eu desisto. Vou virar freira, porque é o que está tendo de melhor.

- Ah eu discordo! – Ela disse saidinha. Olhei assustada para ela.

- Mary Alice, você acabou de sair de um relacionamento que durou anos a fio. Pelo amor de Deus não me diga que você já está cem por cento recuperada e de novo na pista pra negócio!

- Primeiro, não estou na pista pra negócio, nem nunca estive porque aqui a mercadoria é fina e o negócio vem atrás de mim. Segundo, eu sempre te critiquei por ficar tantos anos obcecada pelo mesmo garoto, não? Então não vou fazer o mesmo. Amo Jasper, mas ele escolheu. Não posso mudar o que sou por um capricho da irmã dele. Ele decidiu ligar mais para a opinião dos outros do que pra nós, então, vou seguir, que nem ele fez. – Ela terminou com uma cara tristonha e logo se recuperou. – E por último: Mary Alice é sua vó! Meu nome é ALICE. – Nessa hora, ela colocando as palavras nesta ordem, tudo se encaixou e minha mente teve um estalo.

- É isso! Allie, você é um gênio! – Eu disse a beijando.

- Eu sei! Mas o que eu te revelei dessa vez?

- Bem, eu não comentei, mas meu pai esta visivelmente exausto... Ele tem trabalhado direto, e aposto que com a gravidez de risco de Renée ele não tem relaxado um minuto sequer.

- Ah eu imagino. E o que eu te revelei que vai ajudar o Tio Charlie?

- Bem, mais cedo eu ia mandá-lo vir para casa descansar, mas ele falou algo do tipo “você está nesse hospital há umas 24 horas, você precisa dormir mais que eu” e eu sei que é inútil discutir com ele. Então eu pensei em um jeito de não sobrecarregá-lo, mas nenhuma idéia tinha sido boa. Até agora.

- Tá eu ainda estou perdida. Eu só disse que Mary Alice é sua vó e eu não... – Quando ela repetiu as palavras, acho que o estalo também foi acionado em sua cabeça. Eu apenas assenti. – Claro! Sua avó Marie. Fora Renée, e você na TPM, ela é a pessoa que Charlie mais teme.

- Sim. E eles estão perdidos! Minha mãe não queria contar nada para ela até ter certeza que estava bem (para não criar falsas expectativas), mas dadas as conseqüências, eu terei que apelar. – Falei já pegando o telefone, mas Alice foi mais rápida que eu.

- Amiga. Você está há mais de 24h sem dormir. Sua mãe está internada. Passou por um rompimento traumático. Me dá esse telefone que eu resolvo com a sua vó, e vai dormir antes que a Cuca venha te pegar, ok?

Sorri. O que eu era sem Alice?

Eu acordei achando que tinha sido tudo um enorme pesadelo. Edward não tinha mentido para mim. Renée ainda estava bem. As coisas entre minhas amigas iam se resolver. Mas isso não aconteceu.

Quando eu acordei senti cheiro de waffle com morangos silvestres. Uma receita que só a minha vó sabia fazer. Assim que olhei para o lado, lá estava uma bandeja com os mesmos.

Eu não podia acreditar, será que ela já tinha chegado? Sai correndo da cama, porta a fora para encontrá-la.

- Vovó! – Gritei feito uma menina de oito anos, quando a vi na sala. Graças ao meu sono e agitação misturados, minha coordenação (que já não era boa) sumiu e eu rolei escada a baixo. Mas no último degrau eu me levantei com toda a dignidade que me restava.

- Ah querida, será que eu vou ter que enrolar você no plástico bolha? Afinal não quero perder minha netinha... mais velha. – Ela disse empolgada vindo me abraçar.

- Ah, então já sabe das novidades? – Perguntei encarando Alice que ainda se recuperava de tanto dar risada do meu tombo. Revirei os olhos.

- Sim. Alice me contou. E ai entramos num assunto sério – ela me encarou brava – Vou excluir a culpa da minha filha relapsa e do meu genro sem noção, porque não é como se os dois realmente se importassem comigo. Mas a minha netinha, não me contar, me magoou profundamente! – Ela disse toda teatral.

- Pois trate de ficas desmagoada, porque meus pais não fazem idéia que a Sra. está aqui, então, eu já tenho encrenca suficiente. – Expliquei para ela.

- A propósito cadê os tratantes? Eu quero ver a barriga de Renée e dar uns petelecos em Charlie. – nessa hora que eu entendi: minha vó sabia que minha mãe estava grávida, mas não fazia idéia do motivo de estar aqui...

- Bem vó, é complicado. Renée tinha motivos para não te contar sobre a gravidez. O fato é que a gravidez dela é de risco. – Disse sussurrando.

- Eu esperava, por isso, Renée não deve estar tão novinha assim. Afinal de contas eu já tenho 50... – Eu e a Allie encaramos ela. – 52. – Nos ainda a olhávamos ceticamente. – Ok, 55 e não vou fazer aniversário pelos próximos anos! – Nós rimos, era ótimo ter minha avó aqui! – Bem, se a gravidez de Renée é de risco, e de esperar que ela possa ter um treco quando me vir aqui.

- Eu não tinha pensado nisso, mas você tem razão. – Disse preocupada. Duvido que emoções fortes estejam na lista de recomendações de Renée.

- Bem, eu estive pensando nisso... Se Marie ligar para os seus pais e falar que está na Califórnia para visitá-la e não aceita um não como resposta, sua mãe vai estar ciente dela aqui, de uma forma mais calma. Fora que ela não vai desconfiar que sua vó sabe da gravidez, então vai ficar confortável para contar quando quiser.

- Sabe, é uma ótima idéia Alice! – Disse minha vó inflando ainda mais o superego de Allie.

- Em geral minhas idéias são... – Revirei meus olhos.

- Tirando a modéstia tocante de Alice, aonde você estava vovó? Como chegou aqui tão rápido?

- Rápido? Você dormiu umas doze horas seguidas Bella! – Uau, eu estava mesmo cansada.

- Mesmo assim, não era para a senhora conhecer o inverno na América do Sul? – perguntei a minha vó.

- Primeiro, já basta eu ouvir uma marmanja do seu tamanho me chamando de “vovó”. Senhora está fora de cogitação. – Revirei meus olhos. – Segundo, eu pensei bem e vi que eu gosto muito do verão. Resolvi então ir pra Flórida aproveitar que ainda está tudo em cima e usar um biquíni... Quando eu for velha e pelancuda eu vou para Machu Picchu. – Ri. Tinha que ser minha vó. – Bem, agora eu vou ligar para seus pais.

- Certo, você já se instalou em algum quarto?

- Querida, aqui é tão grande que eu acho que vou dormir em um quarto por dia. – Ela disse saindo. Que droga, isso me lembrou dele. Resolvi entreter minha mente.

- Vamos pra sala de TV Allie? – E então nós fomos.

Chegando lá, ao ligar a TV, adivinha o que estava passando? Bob Esponja! O destino devia estar rolando de rir da minha cara agora. Fiz uma careta gigante e troquei rapidamente de canal. Allie com certeza percebeu.

- Bells, agora que você está mais tranqüila a respeito de sua mãe... Não quer conversar?

- E falar o que Allie? Nada vai adiantar... – Disse derrotada. Ouvi-lo só alimentaria falsas esperanças. Edward não gosta, nem nunca gostou de mim. Tudo foi uma farsa, e por mais que me doa (e como doía), eu tinha que superá-lo.

- Ele está correndo atrás de você... Talvez esteja arrependido. – Ela disse com um sorrisinho de lado.

- Duvido Alice. Se fosse eu que precisasse me vingar de Tânya, colocaria alguém de confiança, e não alguém suscetível a virar a casaca. Ele só deve estar me cercando pra dar o “checkmate”. Mas eu não vou dar chance dele fazê-lo...

- Bom, já que você diz... – Ela finalizou o assunto, mas agora eu estava intrigada.

- Allie, você acredita em carma? – Eu perguntei olhando pra ela.

- Ora, por quê?

- Será que tudo que está me acontecendo não é o universo me punindo? Digo, repassando tudo o que eu fiz com Tanya... Eu coloquei extrato de camarão na comida dela (sabendo que ela era alérgica), enchi o armário dela de milho, fiz o cabelo dela ficar ruivo cor de salsicha, fiz ela ser humilhada publicamente no baile... – Alice começou a rir e eu não agüentei. Ah, eu realmente odiava Tanya Denali, e lembrar de todas as situações era muito engraçado.

- Ah Bells, pare de ser boba. – Disse ela enxugando lágrimas de riso. – Não é como se fizéssemos bullying com uma menina bozinha por ela não saber se vestir. Era Tânya, o gênio do mal, aquela que se não atazanássemos, nos atazanaria.

- Você deve ter razão. – Dei-me por vencida. Do nada Allie começou a gargalhar alto. – O que foi?

- Eu... Lembrei... Do rosto inchado de camarão. – Ela disse entre arfadas de risos, e eu, no ápice de minhas lembranças maldosas a acompanhei.

A partir dali assim que seria minha vida. Eu só choraria pelo Edward quando me houvesse tempo disponível, e eu ia garantir a mim mesma que não sobraria um segundo sequer para isso.

P.O.V. Edward

Eu estava desolado. Tinha procurado Bella, dia após dia, mas ela não queria me ouvir.

Para piorar a situação, descobri que Renée quase perdeu o bebê. Foi como colocar um peso sobre as minhas costas – porque no fim das contas, eu sabia que o culpado fora eu.

Três dias se passaram, eu podia ver uma movimentação estranha na casa ao lado, mas não sabia o que era. Bella me despediu oficialmente, e Johnson falou que lamentava, mas que não ia se envolver na vida pessoal de seus patrões. Ele estava certo. Suspirei alto atraindo a atenção da minha mãe.

- Filho, ela não vai te ouvir. Não agora. Não com raiva. Além do mais, a mãe dela está no hospital, ela deve estar surtando. Porque não dá um tempo a ela? – Ela me aconselhou novamente. Minha mãe me consolou e me acolheu desde meu desentendimento com a Bella. Eu evitei a casa que dividia com Emm, porque quando pisei os pés lá, ele estava super feliz, com Rose. Eles tinham começado a namorar oficialmente, ou algo assim, e eu queria estar feliz por eles, mas não podia. Não enquanto a teimosa da Bella não me ouvisse e entendesse que eu não queria mentir para ela, e sim fugir do meu passado.

Eu ainda era o mesmo cara afinal! Que droga, porque ela só não para pra escutar?!

- Eu daria todo o tempo para ela pensar, se ela ouvisse meu lado. Mas não, ela está formando falsas hipóteses sobre mim! – Eu disse bagunçando meu cabelo desesperado.

- Porque não vai para Nova York? – Encarei minha mãe cética. – Vamos lá Edward, você também precisa espairecer. Velhos ares novos. E eu acho que você tem coisas para concluir lá... – Ela disse sugestivamente.

- Mãe, eu duvido que tropeçar em Carlisle pode me fazer algum bem... Fora que... Meu diploma não é minha prioridade, Bella é!

- Filho, você deve ser prático. Não pense que vai estar fugindo, e sim garantindo o seu futuro. Você tinha que ter visto a cara dela, acredite, ela também gosta de você. Só está magoada, e não adianta todas as palavras do mundo: o melhor remédio para a mágoa é o tempo. Então, vai para Nova York, e só volte com seu diploma em mãos. Quando voltar, apresente para ela seu novo eu. Mostre que você está mudando para melhor e não vai mais mentir para ela. Ela vai te perdoar, querido.

Nessa hora vi que minha mãe tinha razão. Eu não conseguiria voltar no tempo, mas eu podia provar a Bella que eu ia mudar. Então tomei minha decisão.

- A senhora vem comigo para Nova York?

~ Uma Semana Depois ~

P.O.V. Bella

-... E teve a coragem de dizer que não se importava, que se ele achasse essa criança ela não queria vê-lo, porque era um bastardinho. – Allie terminou de nos contar o que Charlotte fez e eu estava boquiaberta. Era muita frieza para uma mulher só.

- É esconder um filho é uma coisa horrível de se fazer! Deus me livre se eu descubro uma coisa dessas... – Minha vó falou sugestivamente e eu a repreendi com o olhar.

Ela mandou essa indireta direta para Renée, que ainda não havia contado a ela sobre a gravidez. A maluca inventou um acidente da escada e Charlie a encobriu. Minha vó estava aprontando muito com os dois, o que era bom porque me ocupava.

Minha missão de não pensar em Edward estava indo de vento em popa. Eu me ocupava de Renée e vovó, e tinha conversado com meu pai que me prometeu pensar bem sobre “assumir negócios”. O problema era quando eu ia dormir, porque geralmente as nossas lembranças no meu quarto, ou na casa de praia, ou no jardim, ou da bêbada na casa de Rosalie voltavam com tudo para me assombrar. Sim, eu ainda chorava. Burrice, já que ele parou de me procurar, mas fazer o quê se o coração é burro?

- Enfim... Meu pai então foi sozinho atrás do meu irmão. Eu não queria deixar a Bella sozinha e tal, e muito menos quero ficar na mansão gigante sozinha. Então, posso dormir aqui? – Alice disse fazendo a carinha pidona. Revirei os olhos.

- Como se precisasse pedir Alice. – Minha mãe falou. – É muita delicadeza sua ficar aqui para ajudar Bella com... – E então ela olhou para minha vó a encarando -... com o rompimento. – Ai ai, tinha como não se divertir? – Ai gente, estou com fome. – Minha mãe mudou de assunto rapidamente. Ela estava em seu quarto de repouso absoluto (segundo ela contou para minha vó, quase quebrou a coluna e por isso não podia andar).

- Hm... Não sei não. Você não acha que está gordinha Renée? – Minha vó perguntou sugestivamente. Eu e Alice prendemos a risada enquanto minha mãe ficou pálida. Quando eu vi que não ia gargalhar respondi.

- Vovó! Pare com isso, Renné está ótima. Vou pegar alguma coisa pra você comer. – Eu disse saindo do quarto, e quando passei por minha vó disse um “comporte-se” baixinho.

~ Um mês depois ~

Estávamos tomando café da manhã, todos juntos, no quarto com minha mãe.

Allie ainda estava conosco, pois o pai dela não tinha obtido resultado. Ele intercalava trabalho com a busca pelo irmão de Allie, o que não devia ser nada fácil de conciliar.

O quarto estava em completo silêncio, e ninguém encarava a barriga proeminente de Renée para evitar problemas. Sim, eles, ainda não haviam contado para minha vó.

- JÁ CHEGA! – Ela se levantando com tudo com uma vasilha de uvas na mão. – Eu estou aqui há UM MÊS e nada! Eu esperei pacientemente o tempo de vocês, mas pelo visto, são dois covardes que não vão me contar NUNCA! – Minha vó dizia alterada. Ih, agora o bicho pega...

- Do-do-do que a senhora ta falando mãe? – Renée perguntou em um sussurro enquanto Charlie a abraçava sentado na cama.

- Do filho que vocês estão esperando e daqui a pouco está até falando e eu ainda não fui comunicada. – Aquele momento foi épico! Eu jurava minha mãe ficou branca que nem papel, mas eu jurava que era Charlie que ia desmaiar.

- Marie... – Meu pai disse quando se recuperou um pouco. – Nós tivemos um motivo, e... – Ele disse se levantando e se aproximando dela, mas ela o cortou.

- Motivo. E posso saber qual? Você é um medroso Swan, e eu sabia que não deveria ter deixado minha filhinha se casar com você! – Ela disse tacando as uvas que estavam no pote na cabeça de Charlie. Ela continuou xingando e tacando coisas (bom, graças a Deus nada que quebrasse a cabeça dele, só comidas como maças e o iogurte) em Charlie.

Assim que minha vó se acalmou, eu e Allie resolvemos deixar os três a sós. Eles precisavam conversar e alguém precisava limpar a bagunça. Fomos atrás de Maria para avisá-la, e quando estávamos saindo ela me chamou de volta.

- Bella, estou apenas passando os recados, certo? – Ela disse já se justificando. Estranho. – Edward esteve aqui, e disse que precisava conversar com você. É isso. – Ela falou num só fôlego.

De fato, eu estava mais calma. Mas ainda não queria ouvi-lo. Pensar que ele gostava de mim, que não tinha desistido, e que tínhamos uma chance fazia eu me alegrar. Ai eu lembrava que ele era um mentiroso manipulador que só queria se vingar e eu queria chutar a mim mesma por alimentar falsas esperanças.

Charlie saiu do quarto, pingando uns três tipos diferentes de liquido. Eu e Allie seguramos a risada.

- Eu não sorriria mocinha. Sua vó me ensinou novas táticas de como assustar um homem. – Eu revirei os olhos. Eu estava fazendo muito isso ultimamente, mas com a família que eu tenho, era impossível ser diferente. – Eu queria falar com você.

- Eu vou ir lá pro quarto. – Disse a sutileza de Alice, como se eu não fosse contar pra ela de qualquer jeito...

- Pode ficar Allie, não é segredo. E não é como se você não fosse ficar sabendo de qualquer jeito... – Meu pai projetou meu pensamento. – É sobre as empresas. Eu pensei muito Bella. Ao rever as suas notas, e seu desempenho na faculdade, vi que eu estou te menosprezando. Você nasceu com um talento nato para os negócios. – Sorrimos mutuamente. – Entretanto, — lógico, tinha que ter um “entretanto”. – Você é minha filhinha, e eu não dormiria tranqüilo com você viajando por ai para resolver os assuntos da empresa sozinha. Por isso, você está contratada como vice diretora se e apenas se aceitar o sócio que eu te designar.

- Como assim pai? Você acha que eu preciso de babá para... – Foi então que eu entendi sua proposta. – Espera ai, pai, você disse “vice diretora”?

- Nada mais justo. Eu não posso mais viajar e deixar sua mãe aqui sozinha. Por outro lado, eu não posso ignorar as filiais. Então eu pensei: em quem mais eu posso confiar para fazer negócios? Bem, se alguma coisa der errado, o azar será literalmente o seu, já que a herança é sua. – Ele disse fazendo graça.

Eu sei que não devia mais dei um gritinho histérico e dei um abraço em Allie que estava do meu lado sorrindo. Eu estava feliz poxa.

- Ah valeu pai. Eu juro que não vou decepcionar. – Eu disse correndo para abraçá-lo, mas ai eu lembrei que ele estava todo melequento e só dei uns tapinhas no braço que estava limpo.

- Você janta hoje a noite com seu sócio e amanhã a noite vai pra Nova York. Agora deixe eu ir tomar banho. – Ele disse indo a caminho do banheiro de visitas.

- Pai, você não vai pro seu banheiro? – perguntei curiosa.

- E encontrar com a sua vó? Só quando trocarmos todos os nossos objetos de vidro por plástico! – Eu e Allie rimos dessa.

- Ah Bella, isso é perfeito! – Ela falou assim que meu pai saiu.

- Eu sei! Finalmente ele está me dando uma chance... – Eu disse radiante. – Ah, Allie, você vai ficar por aqui né? – Não queria que ela fosse ficar na mansão sozinha, só porque eu não ia estar na cidade.

- Esse é o ponto. Meu pai ainda não passou por NY, então, eu vou pedir para ele me enviar quem eu devo procurar, e vou com você, que tal?

- É uma boa idéia...

- E o melhor de tudo: podemos ir atrás de Tânya Denali e esfregar na cara dela que o seu plano não deu certo. Há! – Nessa hora eu fiquei super animada. Mesmo que fosse mentira, já que Edward tinha me deixado em pedaços, eu ia pagar de superior na frente de Tânya. Perfeito.

- Nova York, aqui vamos nós! – Eu disse animada.

Eu me arrumei para ir jantar com meu “sócio”. Na verdade Allie me arrumou (e eu acho que ela exagerou), mas whatever. Meu pai me falou que ele vinha me buscar em casa, e que já era um amigo antigo da família e eu iria ficar surpresa. Dei de ombros. Se meu pai queria uma babá para mim, já era de se esperar. Mandei Johnson ficar de olho, na entrada, e quando alguém estacionasse era para ele me chamar.

- Bella, tem um carro lá fora... – Johnson veio me avisar, nem esperei ele terminar e sai correndo de casa. Pontualidade era importante e eu iria tentar ao máximo impressionar esse sócio para que ele pudesse impressionar o meu pai.

Infelizmente, quando eu já estava fora da minha propriedade é que eu percebi o engano. Na minha frente não estava sócio nenhum, e sim o demônio de olhos verdes e cabelo acobreado que vinha me atormentando esse mês inteiro. O pior de tudo, ele estava ainda mais lindo. De terno e gravata (céus, como tenho uma tara por homem engravatado). Mas tinha algo mais. Como se ele tivesse amadurecido ainda mais no tempo em que estivemos distantes.

- Você está linda. – Ele disse fazendo carinho no meu braço. Naquela hora, parte de mim estava toda derretida e queira pular no colo dele, e mandar tudo pra o diabo que o carregue. Mas não ia dar esse gosto a Tânya. Então dei mais um tapa nele e tentei sair dali, mas ele segurou na minha mão.

- Bella, me escuta! – Ele pediu.

- Não, EU NÃO QUERO FALAR COM VOCÊ!

- Hey solta ela! – E quando eu olhei pra trás tomo o maior susto da minha vida! Atrás de Edward, está ninguém mais ninguém menos que Jacob Black. Ah que ótimo, hoje é o dia “ex-namorados-voltam-para-fazer-Bella-sofrer-ainda-mais”, só pode!

Notas finais
E ai gostaram? Mereço reviews? Recomendações?
Já tenho boa parte do próximo capítulo escrita, e nele vocês vão entender um pouco mais sobre Bella X Tânya. E sobre o irmão da Alice... Ah Alice.
~Posto mais rápido se tiver reviews (só pra avisar).
;**