The Stripper

11 Capítulo 10 – Correndo


Notas iniciais
Boa noite gente. Espero que gostem do capítulo. Boa Leitura.

P.O.V Bella

Essas foram as duas semanas mais loucas da minha vida. Eu estava com meus problemas normais – um pai que precisou fazer uma viagem urgente me deixando na mão com uma mãe grávida, uma melhor amiga que ia se casar com um tratante traíra, e, se não fosse o suficiente, um stripper jardineiro rondando na minha casa e tentando me seduzir. E o pior... Ele estava conseguindo.

Certo, vou tentar explicar em ordem cronológica. Mamãe, eu e Allie estávamos organizando a porcaria de um jantar para remarcar o casamento de Rose com Royce. Até esse ponto, estava muito bem – minha mãe concordou em emprestar a casa, o resto era uma questão de detalhes para Alice. – até a terça-feira.

Meu pai disse que tinha um trabalho muito importante numa das filiais, e precisava viajar. Bom, essas viagens surpresa dele eram normais, e ninguém reclamava – afinal se mantínhamos uma ótima vida era com o suor do meu pai. – porem, dessa vez minha mãe se sentiu super chateada (tudo porque meu pai não estaria com ela na consulta que teria na quinta-feira). Acredite, minha mãe nunca foi uma drama queen, mas os hormônios estavam loucos nela.

No fim das contas, eu e Allie conseguimos acalmar minha mãe, e fazer meu pai viajar um pouco mais tranqüilo – ou pelo menos sabendo que quando voltasse minha mãe não teria ateado fogo nas suas roupas -.

Na quarta-feira, graças ao péssimo humor da minha mãe, tentamos animá-la indo até a piscina para resolver mais detalhes da festa. E foi ali que meu terror começou. Edward ali estava – fazendo seus afazeres sem camisa. –



Desculpa, perdi o foco de novo só de lembrar...

Enfim, o nosso ultimo encontro tinha sido bem embaraçoso – afinal faltou eu me jogar nos braços dele para pedir consolo. (Ok, eu fiz isso. Mas finja que não.) O desgraçado parecia saber o quanto me deixava envergonhada, porque ficava me encarando e dando risinhos. Maldito.

Pedi pra Allie dormir comigo e minha mãe, pra terminarmos de vez os preparativos do jantar – eu sei que era pra ser rápido, mas para minha mãe e Alice, cada mínimo detalhe faz toda a diferença. – fora que no dia seguinte pedi para ela me acompanhar na consulta com minha mãe.

Mas uma vez me surpreendendo – nem sei por que ainda me surpreendo – minha mãe disse que queria ir sozinha e negou veementemente a presença de qualquer pessoa. Sinceramente? Eu não faço a mínima questão de ver Rachel Black, então, achei melhor minha mãe ir sozinha mesmo (afinal de contas, era o desejo dela).

E então, na quinta-feira a confusão passou de níveis normais a estratosféricos. Acordamos ás 08h00min da manhã com um barulho infernal. Não demorei pra descobrir que eu tinha ganhado um novo vizinho (e que minha vida estava perdida, já que nem uma simples mudança ele conseguia fazer num barulho considerável!). Pelo amor de Deus, a mansão dele ficava longe pra caralho, qual era o problema dele?! Estava usando uma britadeira pra furar os buracos dos quadros?

Desci de mau humor, com vontade de arrancar o rim do FDP com as mãos. Fui direto para a piscina aonde Alice se encontrava.

– Bom dia! – Ela disse feliz.

– Bom dia? Bom dia pra quem?! Você ta surda Alice? Não ta vendo que tem um FDP que não consegue fazer silencio, na porra da casa ao lado?

– Ih, mau humor manda lembranças hein?

– Ah, fala sério Alice. Às vezes tenho vontade de sugar sua positividade com um canudinho.

- Se você a absorvesse, eu até deixaria – e então eu ouvi uma risadinha e olhei pra trás com um olhar mortal. É claro, pra acabar ainda mais com meu dia que nem começou, Edward estava atrás de mim pendurando alguma coisa na parede. Alice me seguiu com o olhar e deu um sorriso. – Bom dia Edward.

– Bom dia Alice. – Ele respondeu acenando com o martelo na mão. Revirei os olhos.

– Você já terminou seu serviço? – Dei ênfase em SERVIÇO. Ele estava ali a trabalho, (apesar do que o que melhor fazia era me provocar).

– Ainda não. Sabe como é, faço as coisas direito, e não pela metade. Se começo algo, vou até o fim, sem medir as conseqüências. – Eu senti que era uma indireta, não entendi direito, mas retruquei.

– Então, Sr. Competente, você já começou a colocar o prego na parede, termina certinho e não me enche, pode ser? – E foi à vez dele de revirar os olhos e voltar pra parede.

– Bom, se já terminamos a troca de farpas do dia, vamos ao que interessa. – Começou Allie. — Eu pedi duas centenas de gérberas, mas eu fui falar com a Rose e ela disse que era flores de enterro, então que tal se a gente enfeitar o jardim... – E ela ia começar a tagarelar sobre decoração, mas naquela hora, eu comecei a sentir um aperto na garganta. Decidi então falar o que estava me preocupando para Alice.

– Allie. – Ela me encarou desviando o olhar de suas anotações. – Do que adianta a gente decidir à flor, as cores, a prataria se nada disso importa. Vamos ganhar alguns meses, mas o que adianta se no fim ela ficar com Royce. Nós precisamos é pensar num jeito que Rosalie descubra a traição...

– AÍ! – Ouvi o Sr. Stripper gritar. Ao olhar pra trás vi que tinha dado uma martelada do dedo. Confesso que não agüentei, e caí desesperadamente na gargalhada.

– Edward, precisa de ajuda? – Allie disse tentando esconder o riso, enquanto saiam lagrimas do meus olhos de tanto rir.

– Eu, eu estou bem. – Ele disse, foi então que eu fui tentar me recompor, e vi que ele apertava o dedo. – Mas então, o que vocês estavam falando sobre Rose e Royce? – O abusado perguntou se aproximando da mesa em que eu e Allie estávamos. Há, e mais essa.

– Não. É. Dá. Sua. Conta. – Deixei bem claro olhando nos olhos dele. Quase me derreti, mas consegui manter o foco. Ele deu um risinho irônico.

– Sério? Porque eu conheço os dois. E devo uns favores a Rosalie, então, se você estiver certa sobre o noivo dela, eu quero saber. – Ele disse também olhando no fundo dos meus olhos.

– Como assim você conhece a Rosalie, Edward? – Alice indagou, nos fazendo quebrar a conexão de olhares para encará-la. Edward pareceu ponderar bem, até que respondeu.

– Eu conheço Rosalie de muitos anos...

– Até parece! – Interrompi. – Eu sou amiga de Rosalie desde o ensino fundamental e nunca se quer ouvir falar de você.

– Você não precisa acreditar em mim. – Ele deu de ombros – O fato é que Rose é importante e eu vou atrás do que vocês falaram aqui, com ou sem a ajuda de vocês. E então, como vai ser? – Ele perguntou pra Alice.

– Eu topo! – A baixinha disse sem nem consultar ou parar pra pensar. Eu escancarei minha boca em sinal de reprovação.

– Ótimo, eu tenho alguns contatos, podíamos colocar detetives atrás de Royce e...

– Hey! Ninguém se importa com minha opinião? Alice, como você pode confiar o futuro da nossa amiga nas mãos do jardineiro pelado?

– Bella, como você mesmo disse: estamos sem tempo. Nem provas nós temos, e se quisermos que Rose acredite na gente, precisamos fazer tudo e rápido. Falando nisso... Eu tenho que ver uma coisa Bella. Depois eu te ligo. Tchau Edward, você está dentro do esquema e eu te mantenho informada. – A louca simplesmente se levantou e saiu. Ai ai. Virei pra Edward que tinha uma careta tão confusa quanto a minha.

Os segundos seguintes foram bem estranhos. Quando tinham pessoas por perto, era fácil ofender Edward, até engraçado pra ser sincera. Mas quando eu estava sozinha com ele era... Estranho. Eu não conseguia sair da defensiva, como se qualquer palavra que fosse dita, fosse crucial – sei lá pra que.

– Então... – Ele disse sentando-se onde Alice estava á minutos antes – Vocês não me explicaram direito a história. – Ele disse também na defensiva. Cocei minha garganta e comecei.

– Na verdade, foi mais uma das loucuras que aconteceu depois da despedida de solteira da Rose... – E eu contei tudo que Alice tinha me dito. – Foi isso. Bem, você pode achar que é mentira, porque você não conhece Alice que nem eu. Mas eu sei que ela jamais faria uma brincadeira dessas. Então, eu acredito e vou provar que aquele trouxa está fazendo minha amiga de burra. – Só então que eu percebi que ele parecia estar viajando. – Edward? – Eu disse estralando os dedos na cara dele. E então ele acordou. Revirei meus olhos, é claro que ele tinha me ignorado... – Eu sei que minha voz é de patricinha, mimada que depende dos pais, mas o assunto é sério e você que estava super interessado, então, não custava nada ouvir. – Eu disse me levantando, mas ele agarrou meu braço.

– Não, você entendeu errado. Juro que eu ouvi cada palavra. Eu só estava pensando. – Ele se explicou. A próxima pergunta foi veio num jato, que eu mal pensei.

– O que você estava pensando? – Ele deu um sorriso, o que me fez sorrir em reflexo.

– Na despedida. – Ele disse e eu fiz uma careta interrogativa.

– Na despedida? Por quê? — Eu disse encarando seus lindos olhos... Não sei por que, mas parecia que tinha um imã neles, eu não podia parar de olhá-los.

– Bem, não sei se você reparou, mas de alguma forma, tudo foi por causa da despedida. – Isso me deixou confusa.

– Hmmm... Não entendi. Quer dizer, minha vida virou um caos, mas não culpo a despedida. Culpo mas as pessoas que conheci nela. – Eu disse com a sobrancelha arqueada, mas sorrindo pra ele (que eu devo dizer me retribuiu com um lindo sorriso).

– Bem, pra mim a despedida fez toda a diferença. – Quando eu ia perguntar o porquê, fui interrompida.

– Filha – ouvi minha mãe ao longe. Nem vi o tempo passar, mas provavelmente ela já devia ter voltado da consulta. – Tenho muitas novidades – Ouvi a voz dela mais próxima. – Então eu decidi levantar e Edward me acompanhou.

– Eu ligo pra Alice hoje. Ela com absoluta certeza saiu correndo porque está tramando algo. E ela vai precisar da sua ajuda. Eu falo com você amanhã. – Ele apenas acenou e voltou para o seu martelo (eu espero encarecidamente que o dedo dele não caia... Apesar de ter sido um dos momentos mais engraçados da minha vida.)

– Filha! – Minha mãe disse assim que eu estava na entrada de casa. – Você não sabe! Cadê Allie?

– Ela saiu mãe, mas me conta as novidades. – Graças a Deus o mau humor da minha mãe sumiu da mesma forma que apareceu. Fomos para a sala de TV, e lá ficamos a tarde inteira – fazendo tudo, menos assistindo. – Minha mãe me contou sobre sua consulta (e como meu irmãozinho (a) estava bem de saúde, e que se ela fizesse tudo certinho teria uma ótima gravidez). Ela também falou sobre o vizinho (ou melhor, vizinha) indesejado. Ela disse que faria uma visita de boas vindas no dia seguinte. Eu só esperava que minha mãe também não ficasse tão barulhenta...

No dia seguinte, Alice me ligou deixando uma missão para mim e Edward: pesquisar a vida de Royce. (Tipo a faculdade, a família e etc.). Eu conhecia Royce desde que ele começou o namoro com Rose – nunca fui com a cara dele, mas enfim – mas só agora havia percebido o quão pouco sabia dele.

E então a parte mais estranha da semana. Certo, quem eu quero enganar? No fim de semana foi quando eu comecei a não saber mais nada sobre sentimentos.

O que aconteceu foi que sábado minha mãe decidiu que iria fazer outra visita a nossa vizinha – ela tinha amado a mulher, e minha mãe pra fazer amizade é pior que uma criança de 5 anos no jardim de infância – logo, eu iria ficar sozinha. Ah só um problema: eu ia ter um encontro com Edward.

Quer dizer, não era um encontro... Apenas iríamos ficar sentados em frente a um computador pesquisando sobre Royce King II. Iríamos fazer anotações e só. Talvez eu pudesse cozinhar um miojo, e se ele sentisse sede podia oferecer um refrigerante. MAS SÓ ISSO.

E... Enfim, prefiro não dizer o que aconteceu no fim de semana (fora que eu estou muito confusa agora). Não quero tomar nenhuma decisão de nada sem antes falar com Rosalie e Alice – que, a propósito, SUMIRAM.

As coisas só se “normalizaram” na quarta-feira da semana seguinte. Eu finalmente me encontrei com as meninas, para escolher as roupas do jantar. Infelizmente, Lauren e Jessica estavam lá também, logo, nós não pudemos conversar direito.

Pode ter parecer estranho, mas eu juro que todas ali estavam muito tensas – inclusive eu – como se soubessem que havia elos fracos em nossa ligação.

Fora isso, Alice mal falou comigo, e assim que acabamos o banho de loja foi embora pra casa.

E aqui estou eu. O dia do grande jantar chegou, minha casa estava um entra e sai de pessoas, e eu agora levava uma caixa cheia de sei lá o que para o quarto que Alice estava se trocando – ela tinha me convocado pra uma “reunião extraordinária” (como ela mesma intitulou).

– Bella, você precisa de ajuda? — Edward me perguntou, já pegando a caixa que estava em minhas mãos.

– Obrigada. Você até sabe ser cavalheiro se quiser. – Eu disse o provocando.

– E você até sabe ser educada. – Ele disse retrucando. O encarei escancarando a boca. – Posso retirar o que eu disse se você me guiar para o quarto certo.

– Eu não sei qual a dificuldade. – Eu disse apontando um corredor e andando na frente dele.

– Me desculpe, mas não andei toda a vida nessa mansão.

– Bom, mas agora você trabalha nela. Então é hora de você aprender. – Eu disse parando abruptamente em frente a uma porta, o fazendo esbarrar em mim e sorrir.

– Certo. Estou disposto, quando você quiser. – Eu apenas revirei os olhos com um sorriso e abri a porta. Para minha total e absoluta surpresa estavam Alice, Jasper e ninguém mais ninguém menos que Jessica no quarto. Ao ver minha cara de confusa Allie apenas disse:

– Entrei, tenho muito a explicar.


P.O.V. Alice

Minha semana foi muito corrida. O positivo: Consegui uma ajuda muito importante. Sempre senti que Edward inspirava confiança – tá bom, não confiança, mas sempre tive certeza que ele era gente boa. A prova disso foi o fato dele apenas após ouvir o surto de Bella, ter aceitado nos ajudar.

Ele disse que devia algo a Rose, mas depois eu pesquisaria isso. Um pepino de cada vez.

Ah, claro, falando em pepino, o saldo negativo: meu namorado estava saindo com uma sirigaita. Jazz achou uma puta loucura, mas, não era como se eu gostasse. E infelizmente eu sabia que eu nada poderia fazer para Jessica gostar de mim, mas Jazz, era outra historia.

O saldo positivo do negativo (se é que vocês me entendem): foi só Jazz falar que a kenga aceitou nos ajudar em dois tempos. Enfim, Jazz era muito ingênuo, então eu gastei toda minha semana me escondendo durante os seus encontros com Jessica – até que ele pudesse contar que eu estava envolvida (sim, ela era tão tapada que no começo achou que Jazz que queria saber sobre o rolo de Royce e Lauren).

Todos que já presenciaram uma festa de Alice Brandon sabem que eu JAMAIS deixo de cuidar dos mínimos detalhes. Mas dessa vez, eu tinha outras prioridades né?

Por isso, eu não acompanhei nada da festa. (Não se preocupem quanto a festa, eu juro que deixei Renée a par de tudo, fora que ela é muito competente).

No fim das contas convoquei Edward, Bella, Jasper e Jessica para uma reunião. Precisávamos estar focados para o que fosse acontecer, pois esse jantar iria ser crucial.

Peguei um quarto na casa de Bella (e avisei pra Renée que não queria ser incomodada). Tia Renée era super confiável, e com certeza podia contar com ela, mas não queria deixar nervosa, então achei melhor deixá-la de fora dessa.

Jazz e Jess chegaram juntos no quarto. A bisca estava com um sorriso de orelha a orelha, e quando chegou logo disse:

– Jazz me falou tudo. Estou dentro! Ninguém vai fazer isso com Rose. – Ah vadia, vadia, vadia. Respirei fundo.

– Engraçado Jessica, por que você não disse isso pra Bella quando ela pediu pra você contar sobre o caso que você já sabia há MUITO tempo. – Joguei na cara dela. Ah foda-se, precisava da ajuda dela, mas ver uma bisca dissimulada correr atrás do seu namorado a semana inteira cansa!

– Hey, calma ai! Eu não sabia de nada! Juro Jasper!!! – A vigarista teve coragem de falar isso pro Jasper... Ah que vontade de arrancar aqueles cabelos pela raiz mal pintada.

– Chega! As duas, parem de brigar. O que interessa é que as duas estão procurando o mesmo objetivo: o bem estar de Rose. Então, vamos deixar picuinhas externas pra depois. – Ele disse. E assim que Jessica se virou ele deu uma piscada pra mim. Ah que orgulho! Aquele era meu Jazz: ninguém dava nada porque ele se fazia de sonso. Mas era mais inteligente que todo mundo junto.

Nesse momento eu vi uma cena meio chocante: Bella e Edward, entrando juntos no quarto, sem se agredir e nem se xingar. Uau! Acho que a semana juntos fez bem. Vou gastar muito tempo pra me atualizar com Bella sobre essas duas semanas...

– Er... O que está acontecendo aqui? – Bella perguntou quando entrou. Era bem estranho mesmo (eu de um lado, Jessica virada para o outro lado e Jasper no meio), logo respondi.

– É uma longa historia. Entrem e fechem a porta. – Mandei e assim eles fizeram. Percebi então que Edwrad e Jasper não se conheciam, então achei melhor apresentá-los. – Amor, esse é o Edward, Edward esse é o Jasper meu namorado e aquela ali no canto é a Jessica. – Falei com desdém.

– EDWARD??? – Jasper arregalou os olhos, e se ele estivesse bebendo algo, com verteza engasgaria. – Você por aqui? Como assim, você... – Jasper ia começar a tagarelar quando Bella o cortou.

– Vocês se conhecer? – Ela perguntou direto para Edward.

– Er... Sim. Longuíssima história que vamos tratar mais tarde depois do jantar, correto Jasper? – Eu sabia o quanto Jazz era discreto, então ele apenas assentiu. Então Edward conhecia Rose e Jazz... De onde será? – Bom Alice, mas o que você quer tratar? – Ele disse desviando de assunto.

– Certo. A caixa que eu te pedi Bella? – Então ela apontou para a mão do Edward. Eu peguei a caixa e abri-a. Dentro tinha paginas e mais paginas de Royce King II. – Aqui, nesses papeis tem toda a história de Royce King II. E eu analisei minuciosamente e descobri uma coisa: Royce e Rose estão juntos há muito tempo. Mas por quê? Pelo visto, todos aqui – eu disse encarando Edward – conhece bem Rosalie, e sabem que ela só está com Royce porque prefere o confortável. Royce manda uma sensação de estabilidade pra Rose, mas sabemos que ela não o ama. Agora, temos certeza que a recípocra é verdadeira, o que faz Royce ficar com Rose? O que ele quer dela?... – Eu divaguei.

– Entendi seu ponto. – Edward falou. – Eu e Bella pesquisamos bastante sobre ele, mas não me lembro de nada especifico... Mas já que não estou convidado pra festa, posso repassar os papeis. – Ele completou, e eu pude ver a careta decepcionada de Bella... Huuummm.

– Eu juro que não sei nada sobre isso. Mas posso tentar descobrir... – Disse Jessica. Vadia.

– Não. Eu não confio em você. Alias, o trato é o seguinte, você nos ajuda apenas sob supervisão de Jasper. – Eu sei que parecia tolice, mas eu sabia que ela não nos trairia, pelo menos não trairia enquanto tivesse Jazz. – Para descobrir sobre Royce eu estava pensando em algo mais ousado...

– Ousado tipo...? – Bella perguntou.

– O que vocês definem como roubo? – perguntei.


Notas finais
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